INFORMATIVO DO INSTITUTO CORAÇÃO DE JESUS - DEZEMBRO/2001
 
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Editorial

Um ano muito especial

Este ano ficará marcado para sempre na memória de todos que fazem parte da história (passada, presente e futura) do Instituto Coração de Jesus. Não somente por causa dos 40 anos, comemorados com muita festa e homenagens oficiais, mas, principalmente em virtude das demonstrações de carinho que vieram de todas as partes. Na verdade, não tínhamos a dimensão do número de amizades que o ICJ conseguiu plantar ao longo das últimas quatro décadas. Foi uma surpresa agradável saber que tantas pessoas gostam do Colégio e falam dele como se fosse alguém muito próximo, de dentro de casa. Esta relação de afeto deixou claro que valeram todos os esforços realizados para deixar o ICJ do jeito que ele é hoje: moderno, atuante e sempre ligado às coisas boas do passado. Por tudo isso, gostaríamos de agradecer a todos aqueles que participaram de nossas comemorações: na Câmara Municipal, onde Dona Elza recebeu homenagem especial, na Casa do Conde (mais de 3 mil pessoas compareceram) e em todos os outros momentos que serviram para lembrar o aniversário. Obrigado a todos e prometemos continuar, nos próximos 40 anos, educando de forma eficiente, sem perder de vista o ser humano e o carinho.

A Diretoria

Alunos brilham no Unicentro Newton Paiva

A Reitoria do Unicentro Newton Paiva premia o melhor aluno do primeiro semestre (calouro) letivo de cada curso, independentemente do turno, com a devolução de todas as mensalidades do referido período. O prêmio é um incentivo à dedicação nos estudos e também vai acompanhado de Certificado de Honra ao Mérito. O ICJ está em festa, pois teve duas ex-alunas premiadas no Unicentro Newton Paiva. No começo do ano, Aline Piroli ficou com o título de melhor aluna do curso de Letras, entre todos que entraram junto com ela, no 2º semestre de 2000, em todos os turnos. Agora, quem recebeu o título e voltou a colocar o nome do ICJ em destaque foi Mariana Garrido Rodrigues. Ela entrou, no começo do ano, para o curso de Turismo, e conseguiu o melhor desempenho.
Mariana conta que, tão logo soube da premiação, já começou a estudar para conquistá-la, não só pela devolução do dinheiro do semestre, mas também para servir como impulso em sua futura vida profissional. “Este prêmio foi obtido através dos conhecimentos adquiridos ao longo de minha vida escolar (ICJ), com ajuda decisiva de meus mestres e da minha família. Por isso, dedico este momento a todos aqueles que acreditaram e propiciaram o meu sucesso. Este reconhecimento serviu, e sempre me servirá, de estímulo, me levando a encarar - de frente - os desafios da vida, na busca permanente do sucesso pessoal e profissional”, conclui a nossa ex-aluna.

Primeira Eucaristia

A celebração da Primeira Eucaristia foi emocionante

A Primeira Eucaristia foi um dos sacramentos importantes concedidos a vários alunos do Instituto Coração de Jesus nesta reta final de 2001. A cerimônia aconteceu na Igreja São Vicente de Paulo, no dia 24 de novembro, com a presença de muitos familiares e amigos. O celebrante foi o padre Ulisses Trópia, que se reuniu com as crianças e as catequistas, em agosto, para acertar os detalhes. No dia 14 de novembro houve a confissão dos alunos do catecismo, seguida de confissão comunitária dos pais. Finalmente, no dia 24 aconteceu o momento tão esperado por todos. O ICJ fica feliz de acompanhar seus alunos em mais uma etapa importante da caminhada cristã.

Crisma, mais um momento importante

O grupo de crismandos do ICJ posa para a foto

No último dia 29 de novembro, os alunos do ICJ receberam, na Igreja Santíssima Trindade, um sacramento muito especial: a crisma. O bispo-auxiliar de Belo Horizonte, Dom Sebastião Roque, foi o responsável pela cerimônia, que emocionou todos os presentes e marcou mais uma etapa importante na vida cristã de nossos alunos que participaram de toda a preparação antes de chegar a esta confirmação na igreja. William Rocha, catequista que trabalha no grupo de preparação dos estudantes para a crisma, explica que os alunos foram muito dedicados durante as aulas e chegaram ao momento de receber o sacramento conscientes da importância da crisma na vida do cristão. (Veja texto de William sobre o assunto em nossa página na internet/ www.icj.g12.br)

Ciranda de livros

O gosto pela leitura deve ser despertado bem cedo, logo nos primeiros anos de vida, quando é preciso oferecer aos alunos livros fáceis de serem manipulados e com muitos atrativos. Contar histórias ou lê-las antes de dormir também é um bom recurso, mas isso deve ficar mais a cargo dos pais. Por volta dos sete anos, as crianças já desenvolvem autonomia para fazer as suas próprias leituras e o papel dos adultos (pais e professores) é incentivá-las para que adquiram o hábito. A turma do 2º ano do Ensino Fundamental, da professora Clara Maria, fez isso com muita competência durante todo o ano de 2001. Através do projeto “Ciranda de Livros”, 32 obras circularam pela sala (livros que foram previamente selecionados pela professora). Diariamente, ou no mínimo três vezes por semana aconteciam as trocas. Após uma sabatina com o responsável pelo livro lido, comprovada a leitura e a compreensão, o aluno conquistava uma figurinha para ser colada no seu álbum. “Foi um sucesso o projeto ´Ciranda de Livros´, a turma está lendo muito”, comemora a professora, enquanto a aluna Paula Alves confessa: “Através da leitura estou conhecendo lugares que nunca sonhei em conhecer”.

Hora cívica com poesia

Os alunos de 1ª a 4ª série do ICJ fizeram, no dia 19 de novembro, uma bonita homenagem às nossas bandeiras. No pátio, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e do Colégio. Com textos, jograis e poesias os alunos demonstraram o verdadeiro espírito patriota, que pode ser vivenciado através do poema da professora Rita Cunha:

Bandeira do Brasil
Bandeira verde e amarela
E também azul anil
Representa com tanta beleza
O nosso querido Brasil!
27 estrelas que são
O Distrito Federal e os estados
Sabemos que eles estão
Muito bem representados
19 de novembro
Bandeira do coração
Levanta pro céu, pano verde!
Orgulho de nossa nação
Ordem e progresso
Queremos sempre buscar...
Bandeira, hoje é seu dia,
Que bom é poder lhe amar !

Os alunos do ICJ mais uma vez fizeram uma
bela homenagem às nossas bandeiras

Os meninos hastearam as bandeiras
de Minas, do Brasil e do Colégio

 
 
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A 1ª formatura a gente nunca esquece

O ICJ teve o orgulho de formar três turmas do III Período

O ICJ esteve em festa no último dia 9 de dezembro, quando aconteceu a Formatura das turmas do III Período, no Minascentro. Foi um momento de integração e emoção, pois os pais participaram muito e saíram do evento com a certeza de que o primeiro passo da vida escolar de seus filhos foi realizado com muito êxito. A participação dos meninos, com desenvoltura e criatividade, também demonstrou que, além de saberem ler e entender o mundo, os alunos do ICJ também receberam carinho e aprenderam a estudar com a alegria típica desta fase da vida.
O evento começou com a composição da mesa, pela fundadora do ICJ e presidente do Conselho Diretor, Dona Elza Fabel, por Ademar Fabel, pelos diretores Ademar José, Christina Gontijo e José Eduardo, além da coordenadora da Educação Infantil, Leca, da diretora pedagógica Suely Félix Dias Lopes e da paraninfa dos formandos, Marilene Lima de Moraes. Em seguida, houve a entrada das turmas de formandos, cada uma conduzida por suas respectivas professoras: Maria da Glória Alves Reynaldo, Jacqueline de Vasconcelos e Andréia Cristina Nascimento Costa.
Com todos a postos, foram executados os hinos Nacional e também o do Jardim de Infância do ICJ. Em seguida, foi a vez do Juramento, feito por um grupo de alunos, que deixou o compromisso: “Prometo cumprir com meus deveres de aluno, estudar na hora de estudar; brincar na hora de brincar. Prometo também respeitar meus pais e professores”. Depois desta mensagem positiva, foi a vez da oradora, Gabriela Cardoso Migliorini, dar o seu show à parte. Lendo melhor do que muita gente grande, ela lembrou da dedicação do ICJ, do apoio dos pais e até cantou trecho de uma música da dupla Sandy e Júnior.
Emocionada, Marilene Lima, paraninfa dos formandos, agradeceu o convite e lembrou que esta é a primeira vitória dos alunos: “Percebi o esforço do ICJ em ensinar, sem esquecer as brincadeiras. Lá no Colégio pude avaliar que o meu trabalho de anos valeu a pena, pois a semente da preservação de nossas raízes tem encontrado solo fértil para germinar”, concluiu a madrinha. O agradecimento oficial ficou por conta do aluno Gustavo Lima Espíndola e Dona Elza fechou a cerimônia falando um pouco da história do ICJ, que em 2001 completou 40 anos de vida. Ela agradeceu nominalmente o esforço das professoras do III Período e a eficiência da Leca, coordenadora da Educação Infantil.

Visconde de sabugosa e Sarandeiro - Durante a Formatura do III Período, dois momentos foram bem marcantes. Primeiro, o Visconde de Sabugosa, personagem imortalizado no Sítio do Pica-pau Amarelo, fez uma apologia à necessidade das crianças não perderem o contato com as brincadeiras, através do faz-de-conta que existe nos livros. Abrindo páginas de um livro fictício, Visconde foi trazendo para a realidade a fantasia existente na cabeça da criançada. Ele foi chamando as apresentações de cada turma: teve brincadeiras com bola, folclore e alusões a outras manifestações que estão intimamente ligadas à infância. Para fechar a formatura nada melhor do que o Grupo Sarandeiro, que fez uma bela apresentação.

A professora Marilene, paraninfa, falou sobre a
importância de se manter as raízes do País
Toda a diretoria do Instituto prestigiou a Formatura

ICJ, até a próxima

A festa dos alunos do 3º ano do Ensino Médio
foi em tom de despedida
A missa na Igreja São Vicente de Paulo
marcou um momento importante

Outra turma que também está em fase de transição, só que de forma mais decisiva, é a do 3º ano do Ensino Médio. Depois de muitos anos de ICJ, chegou a hora de deixar o aconchego carinhosos do Colégio para batalhar no mundo da faculdade, do trabalho, da disputa profissional. Para comemorar o encerramento de seu ciclo no Ensino Médio, o 3º ano também fez a sua festa, em novembro. Os alunos ficaram emocionados, pois muitos deles começaram no ICJ na Educação Infantil. Foram longos anos de aprendizado e amizades que agora ficarão para trás, como lembrança dos melhores períodos da vida.

MISSA - Outra cerimônia que marcou o fechamento do ano para os alunos da 8ª série e do 3º ano foi a Celebração de Formatura, realizada no dia 4 de dezembro, na Igreja São Vicente de Paulo. A missa contou com a presença de pais, amigos, professores, funcionários e diretores do Instituto Coração de Jesus e todas as orações foram feitas no sentido de que Deus ilumine os caminhos dos alunos nesta nova fase da vida.

8ª série: transição e festa

O baile será inesquecível para muita gente, pois
marcou uma fase importante da vida escolar

Uma mudança significativa na vida escolar é a passagem do Ensino Fundamental (1ª a 8ª série) para o Médio. Muita coisa irá mudar no dia-a-dia e a presença do vestibular passa a fazer parte da rotina dos alunos com mais intensidade. Por isso, para não deixar passar em branco o fechamento do Ensino Fundamental, os alunos da 8ª série do ICJ resolveram fazer um grande baile, no Iate Tênis Clube, na Pampulha, no dia 10 de dezembro. A festa reuniu estudantes, pais, professores, diretores e amigos para muito bate-papo, música e dança. Foi uma confraternização digna do momento destes alunos e quem participou se divertiu a valer. Agora, depois do baile, vêm as férias e, após o descanso, uma nova etapa, com desafios diferentes, “mas sempre com a certeza de que estamos preparados para superar cada fase com maturidade e sabedoria”, garantiam os alunos da 8ª série durante o baile.

 
 
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Muito prazer, 5ª série

Como sempre procura fazer, o ICJ este ano também preparou os seus alunos da 4ª série para a grande mudança que acontecerá, em 2002, para eles dentro da Escola. No próximo ano, estarão na 5ª série, que é bem diferente e precisa ser encarada como uma nova fase, mas sem dramas e com muita informação sobre tudo o que vai acontecer. Afinal de contas, existem diferenças entre uma série e outra, mas nada que nossos alunos não tirem de letra. São normais a insegurança, a ansiedade e o medo nesta fase, pois existem mudanças significativas: mudam-se as disciplinas, há mais independência e responsabilidade. É preciso aprender a administrar tudo isso sem perder o controle da situação.
Para preparar este terreno, foi criado o projeto “Muito prazer, 5ª série”, coordenado por Ana Maria Colen e que faz parte de um projeto maior chamado “Conviver aprendendo”, que envolveu a Escola durante o ano, em todas as disciplinas. Dentro deste contexto, os estudantes da 4ª série começaram pelo “Momento do diagnóstico”, quando foi possível avaliar o que eles pensam sobre a Escola e sobre a 5ª série. Os alunos também fizeram propostas para um Colégio ainda melhor. Nesta fase dos trabalhos, cada aluno descreveu: “Como me vejo na 4ª série e como me imagino na 5ª série”. Em seguida, eles discutiram sobre as dificuldades, expectativas e curiosidades do grupo.
O segundo momento, realizado na Pousada do Rei, serviu para despertar nos próprios alunos a sua importância dentro do processo de mudança da 4ª série. Além disso, esta segunda etapa foi importante para evidenciar que cada um deve saber da sua importância e de seus limites dentro do grupo, para que possa ajudar os colegas e a si próprio da melhor forma possível. O terceiro momento teve passagens bem interessantes, pois consistiu em levar os alunos a conhecerem de perto a 5ª série. Para isso, eles assistiram aulas das disciplinas e com os professores do ano que vem, participaram de palestra e fecharam o encontro avaliando todo o trabalho de preparação para a próxima etapa de suas vidas. No final, após a confraternização feita durante o lanche solidário, todos saíram certos de que a mudança não é tão complicada quanto parecia antes do projeto.

Espedição ao ES: biologia marinha

Pesquisar o ecossistema marinho dentro do
próprio mar foi uma experiência excitante

Estudar colocando a mão na massa, ou melhor, nos bichos do mar: sem perder o bom humor, é claro

Como sempre procura fazer, o ICJ este ano também preparou os seus alunos da 4ª série para a grande mudança que acontecerá, em 2002, para eles dentro da Escola. No próximo ano, estarão na 5ª série, que é bem diferente e precisa ser encarada como uma nova fase, mas sem dramas e com muita informação sobre tudo o que vai acontecer. Afinal de contas, existem diferenças entre uma série e outra, mas nada que nossos alunos não tirem de letra. São normais a insegurança, a ansiedade e o medo nesta fase, pois existem mudanças significativas: mudam-se as disciplinas, há mais independência e responsabilidade. É preciso aprender a administrar tudo isso sem perder o controle da situação.
Para preparar este terreno, foi criado o projeto “Muito prazer, 5ª série”, coordenado por Ana Maria Colen e que faz parte de um projeto maior chamado “Conviver aprendendo”, que envolveu a Escola durante o ano, em todas as disciplinas. Dentro deste contexto, os estudantes da 4ª série começaram pelo “Momento do diagnóstico”, quando foi possível avaliar o que eles pensam sobre a Escola e sobre a 5ª série. Os alunos também fizeram propostas para um Colégio ainda melhor.

Nesta fase dos trabalhos, cada aluno descreveu: “Como me vejo na 4ª série e como me imagino na 5ª série”. Em seguida, eles discutiram sobre as dificuldades, expectativas e curiosidades do grupo.
O segundo momento, realizado na Pousada do Rei, serviu para despertar nos próprios alunos a sua importância dentro do processo de mudança da 4ª série. Além disso, esta segunda etapa foi importante para evidenciar que cada um deve saber da sua importância e de seus limites dentro do grupo, para que possa ajudar os colegas e a si próprio da melhor forma possível. O terceiro momento teve passagens bem interessantes, pois consistiu em levar os alunos a conhecerem de perto a 5ª série. Para isso, eles assistiram aulas das disciplinas e com os professores do ano que vem, participaram de palestra e fecharam o encontro avaliando todo o trabalho de preparação para a próxima etapa de suas vidas. No final, após a confraternização feita durante o lanche solidário, todos saíram certos de que a mudança não é tão complicada quanto parecia antes do projeto.

Diamantina no roteiro da história

8ª série faz uma viagem pelo tempo
andando nas ruas de Diamantina

“Através do presente conhecemos o passado”. Com esta frase na cabeça e muita disposição, os alunos da 8ª série, acompanhados pela professora Maria Augusta e pela diretora Pedagógica Suely Félix, fizeram uma viagem técnica muito especial. Eles foram a Diamantina, Patrimônio Mundial da Humanidade, em setembro. Além de conhecer toda a arquitetura e história do município, que teve importância decisiva na formação da política e da cultura de Minas, o grupo pôde ter acesso a maiores detalhes sobre o Centenário de Juscelino Kubitschek, presidente que revolucionou a estrutura do Brasil e que nasceu em Diamantina. Os alunos do ICJ conheceram várias igrejas, museus, ruas, becos, a Casa de Chica da Silva, o Mercado Velho, a Casa de Cultura, além da Gruta do Salitre e do Distrito de Extração. Para deixar a viagem técnica ainda mais interessante, os alunos puderam participar da Vesperata Diamantinense, considerada uma das melhores e mais poéticas de Minas Gerais.

Tipagem sanguínea

A turma da 7ª série do Instituto Coração de Jesus realizou, no dia 12 de setembro, dentro da aula de Ciências, da professora Valéria Tavares, um estudo sobre os tipos de sangue no Laboratório da Escola. Os alunos puderam comparar os resultados da tabela existente no Brasil com as de outros países. Este foi o complemento de um trabalho realizado em sala de aula - “O sangue e a defesa do corpo” - e foi finalizado com um estande na Feira de Cultura, onde os estudantes conscientizaram os visitantes sobre a importância de se doar sangue. Para chegar a esta fase final, no entanto, eles visitaram o Hemominas, doaram sangue e realizaram um estudo completo sobre o assunto. Com isso, o tema ganhou os quatro cantos do ICJ e serviu para provar que a doação de sangue é uma forma de demonstrar solidariedade por toda a sociedade. Muitas vezes, não será um parente ou amigo que irá se beneficiar, mas uma pessoa distante, que nem ao menos conhecemos. Por isso, a mensagem deixada pelos alunos da 7ª série ficará para sempre, afinal de contas, eles provaram que podemos ser úteis ao próximo com um simples ato de amor: doar sangue.

Nossos ídolos de cada dia

Os alunos da 5ª série realizaram uma atividade da disciplina de Inglês bem diferente. A professora Mirele Coura pediu que eles descrevessem fisicamente seus ídolos. Na lista dos estudantes apareceu muita gente famosa, como Adriane Galisteu, Xuxa, Tom Cruise, Elba Ramalho, Kiko do KLB, Sabrina e Cláudia Gimenez. Junto com a foto do ídolo, eles produziram a descrição de cada um, em inglês. Foi uma forma criativa de relacionar o estudo com o dia-a-dia dos alunos, mostrando a interação que o ICJ sempre busca em suas atividades.

 
 
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Festa das crianças em grande estilo

Uma das atrações principais da Festa
das Crianças foi o tobogã inflável

O Dia das Crianças foi comemorado de forma muito especial, em outubro, pelos alunos de 1ª a 4ª . A festa teve picolé, pipoca, algodão doce, cachorro quente e refrigerante para a garotada curtir à vontade. Como não poderiam faltar, as brincadeiras também aconteceram em grande estilo. No pula-pula, cama elástica, tobogã inflável, videokê, além do corre-corre de sempre na quadra e no pátio. Bárbara Viana Azevedo, aluna da 303, está no Colégio desde o Maternal e adorou a festa. Ela disse que o brinquedo mais interessante foi a cama elástica. Já Francisco Henrique Milagres Borboleta de Lima, da 103, que está em seu primeiro ano no ICJ, gostou de brincar na quadra com os amigos.

A pipoca também fez muito sucesso
A alegria estava estampada nos
rostos e nos gestos da criançada

Visita técnica a Ouro Preto

Ouro Preto é sinônimo e cultura

Ouro Preto foi o destino dos alunos das 4ª séries do Instituto Coração de Jesus. O trabalho interdisciplinar e integrado teve como objetivo proporcionar aos estudantes uma viagem pelo tempo, vivenciando aspectos culturais e religiosos do Brasil Colônia. Dentro do roteiro de visitas, destaque para as igrejas do Pilar, de São Francisco de Assis e da Conceição, além dos museus da Inconfidência e do Aleijadinho e da Casa dos Contos. Toda a pesquisa foi acompanhada pelas professoras das turmas, a coordenadora da área, por guias especializados de Ouro Preto e supervisão da Integrar Turismo. No município, que já foi a capital de Minas Gerais e de onde partiram os ideais libertários da Inconfidência Mineira, os alunos puderam observar parte da história do Estado e do Brasil. Em cada construção um retrato dos tempos do Ciclo do Ouro, quando Minas foi referência de riqueza para o País. Além do acervo arquitetônico, a visita levou também à cultura de Ouro Preto, efervescente na época em que os metais preciosos traziam riquezas, intelectuais e um clima de poesia para as montanhas ouro-pretanas. Foi neste ambiente que aconteceu a Visita Técnica a Ouro Preto.

Chá com os avós

Ouvir bons conselhos da vovó é maravilhoso,
principalmente quando o assunto é brincadeira

A 1ª série do Ensino Fundamental do ICJ participou de uma atividade bem diferente e familiar. Para pesquisar as brincadeiras e brinquedos antigos, os alunos receberam, na Oficina de Idéias e no Ecoparque, suas avós para um descontraído bate-papo sobre o que elas faziam na infância. As avós falaram de vários tipos de diversão, de uma época em que não existiam computadores, TVs e videogames. Eram brincadeiras de roda, pique-esconde, passa-anel, entre outras muito divertidas e bem infantis, que mostram como o mundo tem mudado - para melhor? A gente ainda não sabe.

Festa das crianças em grande estilo

Contar história é sempre uma maneira excelente de manter a imaginação em alta

Uma atividade interdisciplinar (Português e Geografia/História), de 1ª a 4ª série, com o contador de histórias Roberto de Freitas, levou aos meninos a magia dos contos que encantam crianças há décadas. Freitas tem resgatado em BH a arte de contar histórias e de eternizar personagens que marcaram a vida de muita gente grande. O bom de toda esta história é que Freitas não caminha sozinho nesta árdua luta de manter vivo no mundo os enredos que sempre agradaram às crianças. O ICJ também faz parte deste grupo que batalha pela valorização da cultura, da leitura e da imortalização de personagens tão esquecidos na atualidade. Este ano, o Colégio fez diversos projetos neste sentido, entre eles o de Literatura, que marcou muito por levar os alunos à leitura e à criação de textos, além de representação teatral dos mesmos. Além de ler, entender e gostar das histórias, nossos “escritores” foram ainda mais longe, misturando cenas e transformando-as em peças teatrais. Como o contador de histórias, que luta para manter vivo o sonho de um mundo mais doce, o ICJ também faz a sua parte para não deixar morrer nunca a criança que existe dentro das pessoas de todas as idades.

3ª série domina o trânsito

Conhecer o trânsito desde pequeno é bom caminho

A 3ª série do Ensino Fundamental, sob a coordenação das professoras Léa Vital, Goretti Fonseca e Denise Maria, participou de mais uma atividade muito interessante dentro do “Projeto Trânsito”, que vem sendo desenvolvido pelas turmas desta série. No auditório do Instituto Coração de Jesus, os alunos acompanharam uma palestra de Maria F. Zazá Von Dollinger, do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), abordando questões importantes relativas ao trânsito. As turmas ainda assistiram a um filme educativo e participaram ativamente de jogos temáticos. Também conheceram um pouco mais sobre trânsito, na prática, através da Transitolândia, espécie de representação do tráfego urbano que foi montada na quadra da Escola.

 
 
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O evento foi um sucesso

O Instituto Coração de Jesus (ICJ) comemorou seus 40 anos com uma festa
inesquecível, dia 29 de setembro, no Centro Cultural Conde de Santa Marinha,
bairro Floresta, reunindo milhares de pessoas, entre alunos, ex-alunos, pais, professores, funcionários e convidados. Foi uma grande oportunidade de promover
o encontro de pessoas que fizeram parte da história de sucesso do colégio,
que começou há quatro décadas e hoje é referência no ensino de Belo Horizonte, desenvolvendo sua missão de formar cidadãos conscientes e independentes.

A Casa do Conde ficou lotada de amigos
do Instituto Coração de Jesus

O cantor Fernando Muzzi se apresentou abrilhantando mais a festa

Ex-aluno do ICJ, Ângelo Rafael e
Banda, deu um show à parte

A programação variada garantiu a animação do evento, que começou às 14h e só terminou por volta das 21h. Na tenda principal aconteceram diversos shows, com destaque para as apresentações do músico Fernando Muzzi, do professor Rodrigo e de Ângelo Rafael e Banda. Também se apresentaram o Ben-Hur Quarteto e a dupla Cristiano e Fabiano, além do Coral do ICJ. No galpão 1, bandas de rock formadas por alunos e ex-alunos do ICJ, se revezaram no palco, enquanto que no galpão 2 o Corpo de Baile da Escola mostrou belas coreografias. Uma praça de alimentação também foi montada no Centro Cultural Conde de Santa Marinha, onde os convidados puderam saborear massas, sanduíches, churrascos, tortas, doces e bebidas em geral. Vários brindes também foram sorteados entre os participantes. O clima de alegria e confraternização tomou conta do evento. Famílias inteiras ocuparam todas as mesas, distribuídas sob a tenda e também em outros espaços. E o ICJ é mesmo a cara da família, pois uma das principais características do Colégio é ter vários irmãos matriculados, assim como filhos de ex-alunos. Muitos participantes preferiram circular pelo centro, aproveitando ao máximo as atrações e matando as saudades de colegas de outros tempos. Os 40 anos de vida do Instituto Coração de Jesus foram comemorados com uma festa para todas as idades.

Pais destacam projeto pedagógico

As bandas de alunos e ex-alunos
também não deixaram por menos

O Corpo de Baile do ICJ marcou
presença na Festa dos 40 anos

Ademar José animou a Festa com
o sorteio de vários brindes

Daize Meire Avelar Francisco, mãe de Thomaz Henrique (3ª série do Ensino Fundamental), afirmou que a Festa de 40 anos do ICJ é um prêmio para uma história que ela conhece bem. “A festa foi incrível, muito boa. Minha mãe viu a Escola nascer, pois é vizinha do Instituto Coração de Jesus. Eu também acompanhei este crescimento de perto, desde quando era criança. Estava morando em Bagé (RS) até o mês de junho deste ano, quando voltei para Belo Horizonte. Não tive dúvidas na hora de escolher o Colégio para o meu filho, pois conheço a política pedagógica do ICJ e acredito nesta proposta de formação completa do indivíduo como um verdadeiro cidadão”, disse. Para Marília Moreira Felisberto, mãe de Victor Felisberto (1ª série Ensino Fundamental), chegar aos 40 anos é uma vitória “de todos que fazem e fizeram a história de sucesso do Instituto Coração de Jesus, principalmente de Dona Elza, sua grande idealizadora. O ICJ é uma Escola que começou pequena e hoje é uma potência, um verdadeiro modelo de ensino”.
Para Avelino Gomes de Brito, pai de Vanessa (7ª série), a Festa também foi ótima, principalmente por promover o encontro das pessoas que fazem parte da vida da Escola: “Temos uma ligação muito grande com o bairro Nova Suíça, conhecemos Dona Elza e o senhor Ademar há muitos anos. Sempre acompanhamos a evolução do Instituto Coração de Jesus. Além da Vanessa, meus outros dois filhos, Vinícius e Simone, também estudaram no Colégio, cujo método de ensino sempre nos agradou. É como uma família. Por isso, comemorar os 40 anos de vida com esta Festa é um prêmio para uma Escola tão séria como o Instituto Coração de Jesus”. Francisco Assis Nunes, pai de Saulo Tadeu (ex-aluno) e Rafaela Cristie (5ª série), também ressaltou o projeto pedagógico do ICJ: “Acredito que todos os pais, assim como eu, estão satisfeitos com o ensino oferecido pelo Instituto Coração de Jesus a nossos filhos. Toda a equipe está de parabéns pela dedicação e pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo ao longo desses 40 anos”.

Homenagem da câmara

Não faltaram diversão e alegria na
comemoração do 40º aniversário da escola

O ICJ foi reconstruído pelos
alunos da 4ª série

Dona Elza, junto com seu marido Ademar Fabel, seus filhos Ademar José Christina e José Eduardo, e o vereador Juarez Amorim

O Instituto Coração de Jesus recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Belo Horizonte, pelos seus 40 anos de fundação, em reunião solene realizada no dia 4 de setembro por iniciativa do vereador Juarez Amorim. A sessão foi presidida pelo vereador Antônio Pinheiro e contou com a participação de diversas autoridades, além de professores, coordenadoras, funcionários, pais e alunos do ICJ, que lotaram o plenário. Os diretores da Escola – Ademar José, Maria Christina e José Eduardo – também compareceram. A apresentação do Coral do ICJ emocionou os presentes, assim como a participação do aluno da 5ª série Vitor Henrique Barbosa Fabel, neto de Dona Elza, fundadora da Escola, que falou em nome dos estudantes.
O vereador Juarez Amorim justificou sua proposição ao Legislativo da Capital afirmando que o projeto político-pedagógico do ICJ é hoje, quatro décadas após sua fundação, um exemplo para todos. “Tive o privilégio de propor esta justa homenagem ao ICJ, que chega aos 40 anos de existência como uma Instituição madura, reconhecida pedagogicamente e comprometida com a formação dos jovens, desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio. O ICJ preserva seu projeto político-pedagógico, buscando sempre novas tecnologias que auxiliem a formação de cidadãos conscientes e atuantes. E um traço marcante na história do ICJ é a presença constante de Dona Elza, fundadora da Escola, que recebe esta carinhosa homenagem da população de Belo Horizonte, da qual somos representantes na Câmara. Hoje, nos emocionamos ao ver este projeto vitorioso do ICJ, parceiro da construção da cidadania no País”, afirmou Juarez Amorim.
Haíssa Palhares Toledo, do Departamento de Recursos Humanos, homenageou Dona Elza em nome de todos os funcionários e corpo docente, destacando que a fundadora do ICJ sempre acompanhou de perto todas as atividades desenvolvidas na Escola.

 

 

 
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Dona Elza faz discurso emocionado

Parte da equipe pedagógica do ICJ na
Câmara dos Vereadores de BH
Dona Elza, entre os vereadores Antônio Pinheiro e Juarez
Amorim recebe a placa em homenagem aos 40 anos do Colégio

Dona Elza Fabel encerrou a reunião da Câmara fazendo um retrospecto dos 40 anos do ICJ, relatando a história vitoriosa da Escola. “Me sinto sensibilizada com a homenagem prestada por Belo Horizonte, cidade onde nasci, passei minha infância, adolescência, criei minha família e fundei o ICJ, que hoje é símbolo no cenário da educação no Brasil. No dia 2 de outubro de 1961, iniciamos as atividades, com apenas 30 alunos, numa casa pequenina na rua Olinda. Era ainda o Jardim da Dona Elza, mas nascia o Instituto Coração de Jesus, que hoje tem três prédios, mais de 1.200 alunos. Tudo parecia um sonho, crianças brincando alegres, num castelo encantado, abençoado pelo Coração de Jesus. Nem percebi o tempo passando, tão depressa. Mas nunca me esquecerei das pessoas que dedicaram suas vidas ao ICJ. Fizemos muitos amigos e somos uma grande família espalhada pelo mundo, mas unida pelos laços de amor e amizade”, disse. Dona Elza falou ainda da nobre missão de educar os jovens para o futuro. “Estou com quase 70 anos, mas me sinto jovem de espírito, por isso tenho a certeza de que muitos sonhos ainda serão realidade na área educacional. E quero continuar contribuindo com meu otimismo, repartindo com meus colaboradores a alegria de formar cidadãos políticos, éticos e sociais, futuros transformadores do Brasil”, concluiu Dona Elza, agradecendo ao seu companheiro de vida e de Escola, Ademar Fabel, e aos filhos Ademar José, Maria Christina e José Eduardo, diretores que mantêm aceso o sonho da fundadora do ICJ.

4ª série homenageia os 40 anos do ICJ

O Coral do ICJ brilhou na Câmara e na
Festa realizada na Casa do Conde

As turmas 401 e 402 retrataram os 40 anos de existência do Instituto Coração de Jesus, através de reflexões, desenhos, textos, quadrinhos, dramatizações e maquetes, durante as aulas de Língua Portuguesa e Matemática das professoras Rita Cunha e Ivete Jorge, respectivamente. Além disso, um livro confeccionado com os textos produzidos pelos alunos foi entregue à D. Elza, fundadora da Escola. A professora Rita Cunha também fez um bonito poema sobre as quatro décadas do ICJ:

Instituto Coração de Jesus

ICJ Colégio querido
Está no coração do estudante
Começou tão pequenino
E hoje é este gigante.

No começo era uma voz
No coração de D. Elza
Hoje mais de mil vozes entoam
O seu hino de tanta beleza.

São 40 anos caminhando
Em favor da educação
Quem educa amando tem
Muito amor no coração.

Parabéns, ICJ!
Você é um campeão
Está formando com garra
Os jovens desta nação.

(Rita Cunha)

Ex-alunos matam a saudade

A homenagem na Câmara foi muito concorrida

Ex-alunos, de várias épocas da Escola, também participaram da Festa dos 40 anos do Instituto Coração de Jesus, na Casa do Conde, e se emocionaram ao encontrar colegas que não viam há muito tempo. Renilde Tiago Pinheiro afirmou que em poucos minutos se lembrou dos tempos de criança. “É uma delícia rever os colegas dos tempos de estudante, que não encontrava há décadas. É uma experiência muito interessante, que a Festa dos 40 anos proporcionou a todos. Me lembrei dos meus tempos de criança. Era uma menina danada, por isso, Dona Elza sempre precisava chamar minha mãe à Escola para comunicar alguma travessura que eu tinha feito”, recorda, ressaltando o crescimento do ICJ. Apesar de formar-se em 2000, portanto há um ano apenas, Daniel Mamede disse que a saudade já existe, pois passou a maior parte da sua vida no ICJ. “Estudei 13 anos no Instituto Coração de Jesus e me formei em 2000. Tudo o que eu sou e sei aprendi na Escola. Chegar aos 40 anos é uma conquista de toda a equipe do ICJ. Estou muito feliz de participar dessa grande festa, encontrando os amigos”.

 
 
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Feira de cultura e criatividade da um show de cidadania

A capoeira valoriza as
raízes brasileiras

A importância de uma boa
alimentação chamou a atenção

Um festival de solidariedade e preocupação social marcou a Feira de Cultura e Criatividade do Instituto Coração de Jesus que ocorreu em outubro. A Feira contou com a participação dos alunos da 1ª série do Ensino Fundamental até a 2ª série do Ensino Médio, que com o auxílio dos professores realizaram projetos voltados para o tema “Cotidiano: ser e estar no mundo”.
A escolha do tema, segundo a diretora pedagógica Sueli Felix, se deu devido ao momento pelo qual o mundo está passando, em meio a tantas guerras, fome, miséria e degradação da Natureza. “A Feira se baseou na paz que todos tanto almejamos”, frisou. E foi essa paz que os alunos pediram e representaram durante todo o evento. Na abertura houve a entrada das bandeiras, seguida por diversas manifestações pela paz. Uma faixa que parafraseava John Lennon em seu pedido de “Dê uma chance à paz”, foi solta nos céus da cidade levada por balões, juntamente com pombos que representaram a liberdade e a harmonia.
Durante todo o evento os alunos apresentaram teatros e performances ligadas aos temas preservação da vida, natureza, fome e corrupção, sempre com um olhar crítico sobre a atual sociedade. A turma 802 fez uma sátira aos políticos e presidentes do Brasil. A aluna Bruna Lopes afirmou que a idéia era “ironizar a corrupção do País, que traz tanta miséria para o nosso povo”. A cultura brasileira também foi muito bem representada pela Companhia Artes das Gerais, que mostrou diferentes estilos de capoeira, como Maculelê e o samba de roda. O grupo faz trabalhos com meninos de rua, e já possui escolas em oito países.

O Rio São Francisco foi muito
bem lembrado durante a Feira

 

A pirâmide alimentar, com muitas dicas,
também foi um dos destaques do evento

Formando cidadãos conscientes

Os trabalhos das turmas do Ensino Fundamental foram voltados para a conscientização e preservação ambiental. O projeto dos alunos da 5ª série se baseou no ciclo da água, e foi composto por maquetes e mapas. Os alunos visitaram a nascente de um córrego até o rio Arrudas. Foram também a uma estação de tratamento de esgoto e puderam ver o Rio das Velhas desembocar no São Francisco. “Aproveitamos esse contexto da crise energética provocada pela falta de água nos reservatórios para mostrar aos alunos onde surgem os problemas”, afirmou a professora de Ciências Emília Vitória.
A 6ª série também foi longe para ver de perto o conteúdo estudado em sala. Eles fizeram um Curso de Biologia Marinha na cidade de Aracruz, no Espírito Santo. Lá colheram e catalogaram exemplares de moluscos e algas que foram expostos na Feira. Também visitaram a tribo Tupiniquim na Aldeia Caeiras Velha, onde os índios mostraram um pouco da sua cultura através das danças. Os alunos aprovaram a iniciativa. Raphael Gotschalg explicou que “a experiência foi boa para mostrar na vida real as coisas que só conhecíamos através dos livros”.
A saúde foi a preocupação dos alunos da 7ª série, que quiseram através de teatros, vídeos e folhetos, conscientizar sobre a importância da doação de sangue. Eles procuraram desmitificar muitas lendas que giram em torno da doação, que fazem com que muitas pessoas deixem de lado esse ato tão solidário. “Todos nós podemos precisar um dia”, afirmou a aluna Juliana Costa. “Estamos na luta para falar sobre a falta de doadores”, completou, fazendo um apelo para que todos se lembrem da importância da doação de sangue.

Fome e solidariedade - A fome e as tentativas de solucionar esse problema foram o tema central de alguns dos projetos mostrados na Feira. A 8ª série, que realizou o teatro sobre a política no Brasil, tratou das diversas fomes pelas quais o País está passando. “É a fome de educação, de saúde e de solidariedade”, explicou a aluna Natália de Oliveira.
Os alunos do primeiro ano do Ensino Médio mostraram uma preocupação com a desnutrição e o desperdício, procurando soluções baratas e saudáveis para resolver o problema. A aluna Márcia Cristina frisou que a idéia é “mostrar que os alimentos podem ser gostosos e nutritivos”. A turma utilizou alimentos que geralmente são jogados fora, e conseguiu receitas realmente saborosas, como o patê de berinjela, os bolinhos de talos de vegetais, entre outros. “Em um País com tanta carência não podemos nos dar ao luxo do desperdício”, completou Márcia.
A turma da 2ª série pesquisou os contrastes da cidade de Belo Horizonte, mostrando a diferença entre a riqueza e a pobreza, que andam lado a lado. O resultado ficou registrado em fotografias que foram expostas durante a Feira. Os alunos também arrecadaram alimentos que foram doados às famílias carentes do Vale do Jequitinhonha.
Os alunos de 1ª a 4ª série desenvolveram trabalhos voltados à educação e à preservação ambiental. A turma da 1ª série visitou a Casa Aristides, onde aprendeu sobre a importância da reciclagem. No seu estande foram exibidos trabalhos feitos com garrafas, papel e plástico, tudo reciclado. A 2ª série ofereceu uma oficina de argila, como parte do projeto de Ciências sobre os diferentes tipos de solo.
A 3ª série fez o projeto Transitando Legal, onde os alunos aprenderam regras de trânsito e gentileza urbana. A 4ª série pesquisou sobre a importância dos alimentos, montando uma pirâmide alimentar que mostrou quais os nutrientes não devem faltar na mesa das crianças e dos adultos. Outros destaques do evento foram as palestras sobre “Alimentação”, ministradas pela pediatra, ex-aluna do ICJ, Túlia Fabel Andrade e pela nutricionista Eloisa Kolczycki Borges, mãe de aluna.

Betânia Barreto

Feira do livro agita Nova Suíça

O bairro Nova Suíça teve um evento cultural e animado em setembro: a Feira do Livro do Instituto Coração de Jesus, que reuniu centenas de alunos, pais e pessoas da comunidade em torno da literatura. A Feira mostrou estandes de livros, enciclopédias, CDs, fantoches e brinquedos com preços promocionais. “Foi uma ótima oportunidade de adquirirmos livros importantes para toda a família”, avaliou Pedro Américo Bracarense, que tem três filhos estudando no ICJ. O evento contou ainda com a manhã de autógrafos da escritora Irlanda Silva Gino, que lançou os livros “O Gato Gatuno” e “Sabiá, o sabiá”. Contação de histórias e cantigas de roda também foram apresentadas aos participantes. Além disso, todas as turmas da Educação Infantil, do maternal ao 3º período, realizaram algum tipo de atividade relacionada aos livros lidos dentro das salas de aula. Foram peças teatrais, contos seriados, recitais e várias outras manifestações que levaram pais, alunos e convidados de volta ao universo mágico da literatura. Mais uma vez, o ICJ reuniu a família em torno de uma boa causa: a leitura e o resgate do amor pelos livros.

Teatro e projeto literatura

O Projeto Literatura produziu muitas peças teatrais de alto nível. Os alunos de 5ª a 8ª e do Ensino Médio apresentaram peças baseadas nos livros lidos desde o começo do ano. Foram 14 peças dos mais variados assuntos, sempre com o toque irreverente típico de alunos desta faixa etária. Os nossos “atores” mostraram que têm talento e saíram realizados das apresentações.

A África no centro das atenções

A Feira de Geografia do ICJ aconteceu, no Ecoparque, com a coordenação da professora Grácia Maria Avellar. Os trabalhos destacaram as diferenças culturais, políticas e econômicas de países do Continente Africano. O grande desafio da Feira foi contextualizar estes países no mundo globalizado, deixando sempre à mostra as diferenças entre as nações do Sul e do Norte daquele continente. Os alunos de um grupo avaliaram os trabalhos de outros grupos, como forma de integrar ainda mais cada pesquisa realizada. Eles destacaram a necessidade de integração da África com o mundo, pois o continente hoje, com raras exceções, é um produtor de miséria, doenças e desajustes sociais. A pesquisa mostrou também o lado bonito da África, que possui muitas riquezas e precisa de ajuda para poder melhorar a qualidade de vida de sua população. Após a Feira, todos ficaram sabendo mais sobre esta região do Planeta que parece ter sido esquecida pelos países desenvolvidos.
 
 
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O vale é nosso

Os alunos do ICJ foram até Itamarandiba

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio desenvolveram um trabalho fascinante este ano, envolvendo o sofrido e pobre povo do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O projeto “Nossa Gente do Vale”, que também faz parte do megaprojeto “Conviver Aprendendo” teve a coordenação dos professores Nathan (Filosofia) e Sônia (Geografia,) e conseguiu atingir seu principal objetivo: sensibilizar os alunos para a necessidade de se pensar em políticas sociais mais amplas, que realmente divida a renda no País. O trabalho começou em abril, com as duas disciplinas, e foi ganhando corpo. A situação do Vale foi sendo discutida dentro da sala de aula e, gradativamente, ganhava as ruas da cidade. Na Feira de Cultura e Criatividade, os alunos recolheram doações de alimentos não-perecíveis, montaram cestas básicas e pegaram estrada.
Vinte e um estudantes, acompanhados dos professores e coordenadores, foram até Itamarandiba, no coração do Vale do Jequitinhonha, e ficaram espantados com tamanha pobreza. “Moram 14 pessoas em uma casa menor do que a sala da minha casa”, atesta a estudante Delane de Castro. Já Ana Carolina Furlan garante que “lá eles não recebem nenhuma ajuda do Governo”. O debate, após a viagem de quatro dias que ficará marcada para sempre na cabeça de cada aluno do ICJ, continuou durante vários dias e o tema central sempre era: o que fazer para ajudar estas pessoas?
Para tentar mudar esta realidade, a campanha dos alunos do ICJ não doou apenas as cestas (o peixe), mas ensinou a pescar. Os alunos foram em várias escolas locais ministrar palestras sobre temas importantes para a população do Vale. Eles falaram de higiene, sexo e outros assuntos que precisam ser bem divulgados para evitar mais problemas para esta parcela sofrida da população. Nesta fase das palestras, mais espanto: “Eles têm dificuldades para debater temas polêmicos e não gostam de falar de coisas básicas sobre sexo. Têm vergonha de assumir que usam camisinha e discriminam mulheres que tomam uma postura mais positiva. Por isso, as palestras foram importantes, pois batalhamos para derrubar preconceitos e implantar uma mentalidade mais moderna e saudável. Não podemos aceitar uma sociedade onde mães prostituem filhas de 10, 14 anos, para sustentar a casa. É preciso fazer alguma coisa”, explicou Bruno Augusto de Oliveira Santos.
As palestras aconteceram nas escolas da região central da cidade, enquanto as cestas foram entregues para comunidades da zona rural, a cerca de 15 quilômetros do Centro de Itamarandiba, onde mães alcoólatras, esgoto a céu aberto, falta de água potável e dispensas vazias são mais comuns do que imaginamos aqui na região rica do Estado”, atesta. O ICJ foi recebido com festa e as diretoras das escolas chegavam a brigar por uma palestra de nossos alunos. A primeira-dama da cidade, Zilma Gomes, e o assessor da Prefeitura, Agostinho, ficaram encarregados de fazer a ligação entre os alunos e a comunidade. A integração aconteceu e houve muita emoção: “Na área rural, o acesso é difícil, as casas são pequenas, as crianças vivem de qualquer jeito. Fiquei chateado com aquilo e chorei. Ou melhor, muita gente chorou ao ver tanta miséria”, contou João Rafael Assis.
A certeza é que todos voltaram diferentes do Vale do Jequitinhonha, valorizando mais o que têm em Belo Horizonte e com a certeza de que é preciso mudar este País: “Precisamos pressionar os políticos, em todas as esferas, para que estas regiões recebam verbas e possam oferecer uma qualidade de vida mais digna aos seus moradores. É preciso batalhar por um Brasil melhor e isso todos nós vamos fazer”, esta foi a conclusão final de todos os “missionários” que deixaram suas casas confortáveis, por alguns dias, para conhecer um pouco do Brasil que o próprio Brasil não quer assumir.

Na Feira de Criatividade foram recebidas doações Pobreza do Vale deixou a turma sensibilizada

Escola de artes e esportes em 2001

A Escola de Esportes e Artes do ICJ continua com atividades para todos os gostos. O Judô participou de intercâmbio, juntamente com outros colégios, e as competições, acompanhadas pelo professor Júlio César, foram um sucesso total. No futsal não foi diferente, pois o ano está terminando com a certeza de que de muitos craques estão sendo revelados. Parabéns aos treinadores Pedro Américo e Marcelo Franco.
A ginástica e a patinação também estão em alta no ICJ. Os alunos têm participado das aulas com muito empenho para desenvolverem a técnica, a habilidade e a coordenação motora. As professoras Elizete e Débora são as grandes responsáveis por este setor. O xadrez começou no ICJ em setembro, mas já delimitou o seu espaço. A professora Luciane tem conseguido difundir e ensinar este esporte com muita eficiência.
Dança - E a dança? Cada vez mais aumenta o sucesso de nossas artistas. O trabalho da professora Úrsula continua ultrapassando as fronteiras da Escola e sendo elogiado em toda a Grande-BH. O Corpo de Baile se apresentou em setembro, em Uberaba, na “Noite dos Campeões do Concurso Nacional de Dança”, realizado anteriormente em Santos. Em novembro, a Dança do Ventre mostrou seu charme na Fafich, a convite da secretaria Municipal de Esportes. No mesmo mês, nossas dançarinas atuaram no Festival de Dança do Ventre, no Shopping Del Rey. “Com estas apresentações e com muito esforço durante os ensaios, os talentos vão sendo aflorados e a arte continua cada vez mais valorizada no ICJ. Agradecemos a todos que apoiaram estes trabalhos e prometemos esporte e dança com ainda mais brilhantismo em 2002”, conclui a coordenadora Marly Fabel.

A Espanha invade Nova Suíça

A apresentação de dança fechou o projeto de espanhol

O bairro Nova Suíça, onde fica o ICJ, mais uma vez foi invadido por uma cultura diferente da nossa. Desta vez, foi o espanhol que cativou os corações e as mentes dos alunos das 6ª, 7ª e 8ª séries. A professora Denise Rennó desenvolveu o projeto “Cultura Espanhola” e teve um excelente retorno. Os objetivos do trabalho foram conhecer a cultura de países de língua espanhola e reconhecer a importância do estudo desta língua frente ao mundo globalizado. O projeto terminou com a exposição de painéis que retratam a influência da língua espanhola no cotidiano do brasileiro. Os alunos recolherem rótulos de vários produtos de limpeza, higiene pessoal, alimentos, entre outros, que têm informações em espanhol. Para fechar o projeto, foi feito um estudo minucioso destes rótulos, bem como a interpretação das informações. Houve ainda estudo comparativo entre as festas populares e religiosas do Brasil e da América Espanhola; varal literário; exposição de objetos típicos; estudo de pessoas famosas que têm como língua-mãe o espanhol; estudo de textos; revistas em quadrinhos; esporte; política; arte; apresentação do projeto “Conviver Aprendendo” através do texto “La ética em la vida”; e, como não poderia faltar, apresentação de dança espanhola, realizada pelas alunas Júnia (5ª série) Lays (7ª série) e Nathália Sueli (8ª série). Todos que participaram tiveram a certeza de que o espanhol é mesmo muito importante no Brasil.

 
 
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Projeto mulheres do mundo invade o Afeganistão

Thiago Lukashevich vê um avião
sendo bombardeado no Afeganistão
Gustavo Moura Soares, do III Período B,
mostrou a sua visão da guerra

O III Período A, da professora Jaqueline, entrou no mundo perdido do Oriente Médio. Desta vez, a pesquisa foi focada nas mulheres do Afeganistão, país atacado pelos Estados Unidos e que se tornou motivo de curiosidade para todos os meninos. Como durante todo o ano, a turma trabalhou o projeto Mulheres do Mundo, esta pesquisa sobre o miserável Afeganistão e suas oprimidas mulheres ensinou muito a todos que participaram.
Neste processo aconteceram grandes descobertas, muitas aquisições e conhecimentos que ajudaram na realização do trabalho de escrita. No final, ficou a certeza de que é possível conciliar vários aspectos que permeiam o ambiente escolar: escrita, artes, leitura, investigação, espírito empreendedor e compromisso social, fatores que, acima de tudo, instrumentalizam as crianças para o mundo, que hoje está globalizado, inclusive na pobreza e falta de respeito em relação às mulheres. Os meninos retrataram ainda as mulheres de Atenas, do Japão e de várias outras parte do mundo.

Guerra - A Guerra no Afeganistão também foi tema de trabalhos no III Período B. Os meninos descreveram, através de desenhos e textos, a imagem que possuem na cabeça do conflito no Golfo Pérsico. Eles falaram que os terroristas atrapalham o mundo e pediram paz, em mais uma mostra de que as crianças hoje acompanham tudo o que acontece no mundo, com bastante atenção e senso crítico.

Já as mulheres de Atenas são vistas com mais cores
Os alunos descrevem o mistério da mulher japonesa

Pela cultura de nosso povo

Victor Luiz C. do Prado fez o desenho e
respondeu a pergunta: Qual é o mito?
“Uma índia que virou passarinho
e voou para a Amazônia”

Pedro Henrique F. Silva desenhou e explicou a sua
obra de arte: Qual é o mito? “Tem os pés para
trás, vive na floresta da Amazônia, tem cabelo
vermelho, dente verde e os olhos verdes”

A professora Andréia, do III Período C, realizou um belo projeto sobre folclore. A idéia era conhecer mais a cultura brasileira, da gente (inclusive nós) que vive neste País, oriunda de todos os lugares do mundo e responsável pela formação do nosso povo. Nesta caminhada rumo às nossas próprias raízes, apareceu muita novidade, como o carimbó, dança típica da Região Norte do Brasil. Através desta manifestação, os índios contam várias lendas. Já no Sul, as mesmas lendas são vistas e contadas de outra forma. Os alunos descobriram que a dimensão territorial forma vários Brasis, cheios de mistérios e encantos. “Também montamos um livro de códigos, onde, para descobrir as respostas, era preciso ter muita atenção. A Turma dos Craques mostrou realmente ser boa em adivinhações e, para aumentar a integração, através da internet (registramos um E-mail), trocamos adivinhações com o III Período de outra escola. Este intercâmbio possibilitou um contato mais significativo e interessante com a informática. Assim, conseguimos estudar folclore, usando novas tecnologias, sem perder de vista a importância de nossas raízes culturais”, explicou a professora Andréia.

Viagens de papel

Irlanda falou de literatura para os alunos do III Período

Os alunos do III Período, da professora Glória, receberam a visita da escritora Irlanda Silva Gino. As crianças ficaram conhecendo um pouco da vida e da obra da autora e a presenteram com recontos que fizeram de seu livro: “Viagem de papel”.

Estação ecológica perto da gente

A garotada se divertiu e aprendeu muito na
Estação da UFMG
Os alunos do I e do II Períodos do ICJ, juntamente com suas respectivas professoras, ajudantes, coordenadoras e monitores (alunos da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG), visitaram a Estação Ecológica da UFMG, localizada na Pampulha. O interesse surgiu quando o suplemento Gurilândia, do jornal Estado de Minas, publicou matéria sobre a Unidade de Conservação, mostrando todos os espaços disponíveis às escolas de Belo Horizonte e região, através do Projeto Caminhadas Ecológicas.
Os estudantes caminharam pela mata, observando animais que nunca haviam visto de perto. O bicho-pau e o tatu-bola chamaram mais a atenção das turmas, mas a simpatia e os sons emitidos pela galinha d´angola também agradaram muito. O gambá preferiu ficar escondido, pois dizem que ele não gosta de barulho.
Além deste contato direto com a Natureza, foram feitas oficinas relacionadas à preservação do meio ambiente, com destaque para a água e a energia elétrica. As crianças puderam observar, na casinha, as atividades que gastam mais eletricidade no dia-a-dia. As crianças também pintaram e desenharam nas oficinas, registrando o que aprenderam, assim como leram textos sobre os bichos encontrados na mata. Após a visita, os meninos tiveram a sensação de ter passado por uma mata distante, repleta de novidades, mas preservada bem pertinho do Centro de BH.

Por dentro - A Estação Ecológica da UFMG é uma unidade de conservação urbana, localizada no Campus da Pampulha, Região Norte de BH. Seu território tem cerca de 102 hectares (um hectare tem 10.000 metros quadrados), com remanescente de Mata Atlântica e Cerrado. A sua boa diversidade ecológica mostra uma flora exuberante (ipê, mutamba, cedro, mogno, pau-brasil) e a fauna não deixa por menos: capivaras, cotias, micos, sairas, etc).

Falando de Paul Klee

Paul Klee nasceu perto de Berna, na Suíça, em 1879. Ele foi um artista importante e ótimo músico. Além de dar aulas e escrever, usou seu talento para criar um tipo de arte moderna extraordinária. A arte de Paul Klee é chamada de abstrata. Neste tipo de manifestação artística, os objetos e as figuras são registrados de maneira diferente daquela que estamos acostumados na vida real. Muitas vezes, os objetos da vida real não se parecem com nada que conhecemos. Paul Klee adorava cor...Muitas de suas pinturas e outros trabalhos estão repletos de cores belas e fascinantes. O III Período B, da professora Glória, estudou todas as características de Paul Klee e do seu trabalho abstrato, para depois fazer belas obras de arte.

 
 
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Contos de fadas bem reais

A peça envolveu todas as crianças
e foi um momento de descoberta
Os meninos mostram com orgulho os bonecos confeccionados com sucata

Os contos de fadas são para as crianças aquilo que elas possuem de mais real, algo que lhes fala em uma linguagem acessível. Trata-se de uma realidade diferente da do adulto, fora do tempo e do espaço. É um momento repleto de sentimentos e emoções que permeiam a realidade infantil, dentre eles a fantasia, o escape, a recuperação e o consolo. Além deste aspecto lúdico, é um campo rico e favorável para o trabalho e desenvolvimento das várias modalidades de linguagem. O II Período B, da professora Júnia, desenvolveu o projeto “Contos de Fadas”, que teve como objetivos: “Estimular a imaginação, organizar de forma prazerosa os processos internos inerentes à criança e trabalhar as várias modalidades de linguagem – desenhos, oral e escrita – através dos registros e reescritas das histórias preferidas da Turma da Estrela”, explica Júnia que finaliza citando Bruno Bettelhein: “Há maior significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância do que na verdade a vida ensina”...

A riqueza das histórias

O Maternal III, A e B, também mergulhou no mundo dos contos de fadas, através de um amplo projeto que trabalhou a fundo este tema. A riqueza destas histórias encantou os alunos das professoras Kátia Jeber e Mônica. A garotada teve a oportunidade de assistir, durante todo o ano, a peças teatrais, participar de oficinas de arte (massinhas e sucatas), visitar bibliotecas e produzir seus próprios livros. “Trabalhar dentro de um tema tão prazeroso para as crianças, como são os contos de fadas, proporciona avanços muito significativos ao grupo, como despertar as crianças para o prazer da leitura e a importância dos livros”, explicam as professoras envolvidas no projeto.
A apresentação da peça “Era uma vez...Um, dois, três!” encerrou os projetos “Contos de Fadas”, “Eu sou especial” e “Descobrindo como eu sou”. Na preparação para o teatro, as crianças puderam explorar toda a sua criatividade e imaginação, confeccionando bonecos em sucata. A peça, que mistura três contos em um, foi o fechamento especial de um trabalho marcante para a garotada do Maternal.

No mundo colorido das frutas

O Pré-Maternal agora tem uma relação mais
íntima com as frutas, sucos e vitaminas

Frutas, sucos e vitaminas podem ser muito mais do que alimentos gostosos. Para os alunos do Pré-Maternal, A e B, da professora Janine, foram motivos de muitas descobertas. “Eles estão na idade de experimentar, explorar e conhecer o mundo. E torna-se importante mostrar que o alimento faz parte disso tudo”, avalia a professora. Janine foi conversar com as crianças sobre as frutas e suas características: “Escolhemos e preparamos algumas receitas, além de confeccionarmos um livro sobre o assunto. No final, com a colaboração dos pais, conseguimos passar o recado às crianças que, certamente, a partir de agora, terão uma relação bem melhor com as frutas e seus derivados”, conclui a professora do Pré-Maternal.

Poesia da natureza

Dentro do projeto “Fenômenos da Natureza”,
o II Período C, Turma Feliz, da profesora
Abgail faz poesias como estas:

Thaís C. Tanure
Ana Luiza dos Passos Lisboa

Brinquedos antigos e muito criativos

Meninos do Pré-Maternal ficaram atentos durante a visita

O pré-maternal B, turma da professora Janine, visitou a exposição “Tempo de Brincar”, no Espaço Cultural Ponteio Lar Shopping, com o objetivo de observar brinquedos populares e antigos. Em tempos de alta tecnologia, foi uma ótima oportunidade para as crianças da Educação Infantil do Instituto Coração de Jesus conhecerem de perto brinquedos simples mas muito criativos e principalmente divertidos, como peão, pipa, perna-de-pau, telefone de lata, estilingue e futebol de prego - a grande maioria, infelizmente, perdendo seu espaço no universo infantil atual. Outra atração da visita foi a exposição de bonecas antigas. As crianças adoraram o programa.

Magia dos livros chega ao maternal III


Os alunos das turmas A e B do Maternal III, das professoras Kátia Jeber e Mônica Ribeiro, respectivamente, visitaram a Biblioteca Pública de Belo Horizonte, onde tiveram a oportunidade de ter contato com um acervo maior de livros. Eles já conhecem bem o funcionamento das bibliotecas, pois sempre estão em contato com a do ICJ e também montaram uma dentro da sala de aula. Tudo isso para valorizar a literatura e estimular o excelente hábito de ler. Estes trabalhos fizeram parte do Projeto “Contos de Fadas”, que teve o seu encerramento com a apresentação da peça “Era uma vez, um, dois, três”, no Teatro da Assembléia.

De olho nos balões de transporte

A Turma Ouro, II Período, da professora Helen, desenvolveu um trabalho interessante através da leitura e discussão de um artigo do Gurilândia, suplemento infantil do Jornal Estado de Minas, que abordava o tema balões de transporte. Os alunos fizeram pesquisas, experiências, discutiram idéias, construíram textos (coletivos e individuais) sobre tudo o que aprenderam. Eles ainda confeccionaram balões usando grude e folhas de listas telefônicas. O trabalho foi encerrado com a sua apresentação na “Mostra de Arte da Turma Ouro”, realizada em dezembro, na Oficina de Idéias do ICJ.

 
 
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Obrigado Monteiro Lobato

Chega de enlatados, de desenhos que não têm nada a ver com a vida de quem mora neste pedaço da América do Sul tão bonito e cheio de suas próprias histórias. É hora de deixar a criança ser criança, acreditando em cucas, sacis, mulas-sem-cabeça e tantos outros personagens de Monteiro Lobato que permearam a infância de muita gente que hoje é grande, feliz, mas porque ontem foi criança, brincou muito e sonhou com seus próprios pés. E parece que a televisão brasileira acordou para esta realidade. O relançamento do Sítio do Pica-pau Amarelo pode ser considerado uma das melhores notícias dos últimos anos, pelo menos no que se refere à telinha. Os alunos do ICJ também gostaram muito da “velha” novidade da Rede Globo e já estão acompanhando de perto as movimentações de personagens que marcaram época na TV brasileira e agora voltam modernizados, mas sem perder o irresistível charme de Monteiro Lobato. O Sítio tem computador, alguns efeitos especiais acompanham as trapalhadas do moleque de uma perna só, mas nem os ventos do progresso e a tecnologia conseguem tirar o encanto das histórias que, certamente, voltarão a marcar, de forma positiva e lúdica, a vida de nossas crianças.

De olho no novo Sítio Devido ao grande interesse dos alunos do I Período C em relação ao Sítio do Pica-pau Amarelo, a professora Edith resolveu resgatar a literatura infantil criada por Monteiro Lobato. “Para incentivar a criatividade dos alunos, pesquisamos as características de cada personagem e as crianças conseguiram captar muita coisa interessante”, explica a professora. Eles adoraram a boneca de pano (Emília) que aprendeu a falar através das pílulas do doutor Caramujo. Ela tem idéias malucas, fala sem parar e tem o poder do faz-de-conta, capaz de transformar qualquer coisa em realidade. Rabicó também chamou a atenção de Maria Clara, aluna do I período. Ela enxerga o porquinho bem colorido no meio da mata, sendo observado por um sol sorridente. Sofia vê um Pedrinho bem forte, com roupas coloridas, cercado de flores e borboletas. Já Larissa, acredita em uma Narizinho alegre, um pouco cheinha (gordinha) e de cabelos longos, mas sorridente, também cercada de flores, um sol meio desconfiado e nuvens coloridas. Visconde de Sabugosa é outro que faz sucesso junto à garotada do I Período. Para os alunos, ele é colorido como todo milho verde, mas tem detalhes amarelos e é amigo dos bichos, principalmente dos caramujos. Estas imagens foram gravadas nos trabalhos realizados dentro da sala de aula, em que o aluno desenhava o personagem definido em sua cabeça. Como pretendia Monteiro Lobato, ao contrário da padronização dos desenhos modernos, no Sítio do Pica-pau Amarelo nada é fixo e cabe a quem lê ou vê na televisão fazer a sua própria imagem da história.

Renoir está vivo

Alfred Sisley e sua esposa, de 1868, foi reproduzido no ICJ

Pelo menos nas cabeças dos alunos do I Período C, da professora Edith, o célebre pintor francês Renoir, que marcou época no final do Século XVIII e início do XIX, ainda continua bem vivo. O projeto de artes teve como finalidade ampliar a potencialidade das crianças relacionada à leitura de imagens: “Selecionamos algumas obras do artista e observamos detalhes - como luz, sombra, fundo, tamanho e movimentos. Neste contexto, fizemos a releitura a partir da apreciação das telas, aproveitando para reproduzir, cada um ao seu jeito, os trabalhos de Renoir”, explica a professora. O resultado não poderia ter sido melhor: desenhos ricos, detalhados e encantadores. As crianças conseguiram dar um toque ainda mais especial à arte de Renoir.

Direito é bom e eu gosto

No texto deste desenho, o aluno da professora Juliana
garante que toda criança tem direito à alimentação,
moradia e assistência médica

O I Período da professora Juliana desenvolveu ao longo do segundo semestre o “Projeto Pensar”, com o objetivo de levar as crianças a pensarem melhor. Para isso, utilizou fábulas e história, culminando com o teatro “A joaninha diferente”, apresentado pelos alunos na Feira do Livro. No entanto, a professora lembra que “para pensar bem é preciso conhecer seus direitos”. Nasceu então outra ramificação do projeto, “A criança e seus direitos”, e a aluna Ana Elisa traduziu esta fase dos estudos com a seguinte frase: “Direito é tudo o que a gente pode fazer, mas na hora certa.

ICJ no antigo Egito

As crianças viram a luz da cultura do Antigo Egito
A múmia encantou a garotada, que não
teve medo diante de um ser tão antigo

Alunos do I Período A, da professora Kátia Lúcia, foram conhecer de perto a Exposição do “Museu Itinerante Mistérios do Antigo Egito”, que permaneceu no Minas Shopping até o dia 10 de novembro. Este Museu já visitou seis estados brasileiros e recebeu mais de 500 mil visitantes, sempre com o objetivo de divulgar a cultura egípcia. Seus organizadores pretendem atingir muitas outras regiões do País. No Museu podem ser vistos sarcófagos, múmias, estátuas, estatuetas, utensílios e papiros daquela civilização. O objetivo do ICJ, dentro do “Projeto Mistérios do Egito”, é tornar os encantos desta civilização, rica em cultura, cada vez mais acessível aos seus alunos.

Docinho de coco no fundo do mar

Vanusa encontrou uma forma bem
diferente de despertar o interesse dos
alunos pelos mistérios do oceano

Para explicar os mistérios do fundo do mar ao I Período A, da professora Kátia Lúcia, a mãe do aluno Igor Parma, Vanusa Parma, escolheu um método bem gostoso e atraente: deu uma aula de culinária muito legal, modelando os bichinhos da fauna aquática com docinho de coco e anilina: “Trabalhamos a escrita da receita, listando os ingredientes, e depois fizemos uma festa”, conta a professora. Pena que não chamaram toda a Escola para comer os bichinhos doces do fundo do mar.