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Editorial
Um ano muito especial
Este ano ficará marcado
para sempre na memória de todos que fazem parte da história
(passada, presente e futura) do Instituto Coração de Jesus.
Não somente por causa dos 40 anos, comemorados com muita festa
e homenagens oficiais, mas, principalmente em virtude das demonstrações
de carinho que vieram de todas as partes. Na verdade, não tínhamos
a dimensão do número de amizades que o ICJ conseguiu plantar
ao longo das últimas quatro décadas. Foi uma surpresa agradável
saber que tantas pessoas gostam do Colégio e falam dele como se
fosse alguém muito próximo, de dentro de casa. Esta relação
de afeto deixou claro que valeram todos os esforços realizados
para deixar o ICJ do jeito que ele é hoje: moderno, atuante e sempre
ligado às coisas boas do passado. Por tudo isso, gostaríamos
de agradecer a todos aqueles que participaram de nossas comemorações:
na Câmara Municipal, onde Dona Elza recebeu homenagem especial,
na Casa do Conde (mais de 3 mil pessoas compareceram) e em todos os outros
momentos que serviram para lembrar o aniversário. Obrigado a todos
e prometemos continuar, nos próximos 40 anos, educando de forma
eficiente, sem perder de vista o ser humano e o carinho.
A Diretoria
Alunos brilham no
Unicentro Newton Paiva
A Reitoria do Unicentro Newton
Paiva premia o melhor aluno do primeiro semestre (calouro) letivo de cada
curso, independentemente do turno, com a devolução de todas
as mensalidades do referido período. O prêmio é um
incentivo à dedicação nos estudos e também
vai acompanhado de Certificado de Honra ao Mérito. O ICJ está
em festa, pois teve duas ex-alunas premiadas no Unicentro Newton Paiva.
No começo do ano, Aline Piroli ficou com o título de melhor
aluna do curso de Letras, entre todos que entraram junto com ela, no 2º
semestre de 2000, em todos os turnos. Agora, quem recebeu o título
e voltou a colocar o nome do ICJ em destaque foi Mariana Garrido Rodrigues.
Ela entrou, no começo do ano, para o curso de Turismo, e conseguiu
o melhor desempenho.
Mariana conta que, tão logo soube da premiação, já
começou a estudar para conquistá-la, não só
pela devolução do dinheiro do semestre, mas também
para servir como impulso em sua futura vida profissional. “Este prêmio
foi obtido através dos conhecimentos adquiridos ao longo de minha
vida escolar (ICJ), com ajuda decisiva de meus mestres e da minha família.
Por isso, dedico este momento a todos aqueles que acreditaram e propiciaram
o meu sucesso. Este reconhecimento serviu, e sempre me servirá,
de estímulo, me levando a encarar - de frente - os desafios da
vida, na busca permanente do sucesso pessoal e profissional”, conclui
a nossa ex-aluna.
Primeira Eucaristia
A celebração
da Primeira Eucaristia foi emocionante
A Primeira Eucaristia foi um dos sacramentos
importantes concedidos a vários alunos do Instituto Coração
de Jesus nesta reta final de 2001. A cerimônia aconteceu na Igreja
São Vicente de Paulo, no dia 24 de novembro, com a presença
de muitos familiares e amigos. O celebrante foi o padre Ulisses Trópia,
que se reuniu com as crianças e as catequistas, em agosto, para
acertar os detalhes. No dia 14 de novembro houve a confissão dos
alunos do catecismo, seguida de confissão comunitária dos
pais. Finalmente, no dia 24 aconteceu o momento tão esperado por
todos. O ICJ fica feliz de acompanhar seus alunos em mais uma etapa importante
da caminhada cristã.
Crisma, mais
um momento importante
O grupo
de crismandos do ICJ posa para a foto
No último dia 29 de
novembro, os alunos do ICJ receberam, na Igreja Santíssima Trindade,
um sacramento muito especial: a crisma. O bispo-auxiliar de Belo Horizonte,
Dom Sebastião Roque, foi o responsável pela cerimônia,
que emocionou todos os presentes e marcou mais uma etapa importante na
vida cristã de nossos alunos que participaram de toda a preparação
antes de chegar a esta confirmação na igreja. William Rocha,
catequista que trabalha no grupo de preparação dos estudantes
para a crisma, explica que os alunos foram muito dedicados durante as
aulas e chegaram ao momento de receber o sacramento conscientes da importância
da crisma na vida do cristão. (Veja texto de William sobre o assunto
em nossa página na internet/ www.icj.g12.br)
Ciranda de livros
O gosto pela leitura deve
ser despertado bem cedo, logo nos primeiros anos de vida, quando é
preciso oferecer aos alunos livros fáceis de serem manipulados
e com muitos atrativos. Contar histórias ou lê-las antes
de dormir também é um bom recurso, mas isso deve ficar mais
a cargo dos pais. Por volta dos sete anos, as crianças já
desenvolvem autonomia para fazer as suas próprias leituras e o
papel dos adultos (pais e professores) é incentivá-las para
que adquiram o hábito. A turma do 2º ano do Ensino Fundamental,
da professora Clara Maria, fez isso com muita competência durante
todo o ano de 2001. Através do projeto “Ciranda de Livros”, 32
obras circularam pela sala (livros que foram previamente selecionados
pela professora). Diariamente, ou no mínimo três vezes por
semana aconteciam as trocas. Após uma sabatina com o responsável
pelo livro lido, comprovada a leitura e a compreensão, o aluno
conquistava uma figurinha para ser colada no seu álbum. “Foi um
sucesso o projeto ´Ciranda de Livros´, a turma está
lendo muito”, comemora a professora, enquanto a aluna Paula Alves confessa:
“Através da leitura estou conhecendo lugares que nunca sonhei em
conhecer”.
Hora cívica com poesia
Os alunos de 1ª a 4ª série do ICJ fizeram,
no dia 19 de novembro, uma bonita homenagem às nossas bandeiras.
No pátio, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Minas Gerais
e do Colégio. Com textos, jograis e poesias os alunos demonstraram
o verdadeiro espírito patriota, que pode ser vivenciado através
do poema da professora Rita Cunha:
Bandeira do Brasil
Bandeira verde e amarela
E também azul anil
Representa com tanta beleza
O nosso querido Brasil!
27 estrelas que são
O Distrito Federal e os estados
Sabemos que eles estão
Muito bem representados
19 de novembro
Bandeira do coração
Levanta pro céu, pano verde!
Orgulho de nossa nação
Ordem e progresso
Queremos sempre buscar...
Bandeira, hoje é seu dia,
Que bom é poder lhe amar ! |
Os
alunos do ICJ mais uma vez fizeram uma
bela homenagem às nossas bandeiras
Os
meninos hastearam as bandeiras
de Minas, do Brasil e do Colégio
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A 1ª formatura a
gente nunca esquece
O ICJ teve
o orgulho de formar três turmas do III Período
O ICJ esteve em festa no último dia
9 de dezembro, quando aconteceu a Formatura das turmas do III Período,
no Minascentro. Foi um momento de integração e emoção,
pois os pais participaram muito e saíram do evento com a certeza
de que o primeiro passo da vida escolar de seus filhos foi realizado com
muito êxito. A participação dos meninos, com desenvoltura
e criatividade, também demonstrou que, além de saberem ler
e entender o mundo, os alunos do ICJ também receberam carinho e
aprenderam a estudar com a alegria típica desta fase da vida.
O evento começou com a composição da mesa, pela fundadora
do ICJ e presidente do Conselho Diretor, Dona Elza Fabel, por Ademar Fabel,
pelos diretores Ademar José, Christina Gontijo e José Eduardo,
além da coordenadora da Educação Infantil, Leca,
da diretora pedagógica Suely Félix Dias Lopes e da paraninfa
dos formandos, Marilene Lima de Moraes. Em seguida, houve a entrada das
turmas de formandos, cada uma conduzida por suas respectivas professoras:
Maria da Glória Alves Reynaldo, Jacqueline de Vasconcelos e Andréia
Cristina Nascimento Costa.
Com todos a postos, foram executados os hinos Nacional e também
o do Jardim de Infância do ICJ. Em seguida, foi a vez do Juramento,
feito por um grupo de alunos, que deixou o compromisso: “Prometo cumprir
com meus deveres de aluno, estudar na hora de estudar; brincar na hora
de brincar. Prometo também respeitar meus pais e professores”.
Depois desta mensagem positiva, foi a vez da oradora, Gabriela Cardoso
Migliorini, dar o seu show à parte. Lendo melhor do que muita gente
grande, ela lembrou da dedicação do ICJ, do apoio dos pais
e até cantou trecho de uma música da dupla Sandy e Júnior.
Emocionada, Marilene Lima, paraninfa dos formandos, agradeceu o convite
e lembrou que esta é a primeira vitória dos alunos: “Percebi
o esforço do ICJ em ensinar, sem esquecer as brincadeiras. Lá
no Colégio pude avaliar que o meu trabalho de anos valeu a pena,
pois a semente da preservação de nossas raízes tem
encontrado solo fértil para germinar”, concluiu a madrinha. O agradecimento
oficial ficou por conta do aluno Gustavo Lima Espíndola e Dona
Elza fechou a cerimônia falando um pouco da história do ICJ,
que em 2001 completou 40 anos de vida. Ela agradeceu nominalmente o esforço
das professoras do III Período e a eficiência da Leca, coordenadora
da Educação Infantil.
Visconde de sabugosa e Sarandeiro - Durante
a Formatura do III Período, dois momentos foram bem marcantes.
Primeiro, o Visconde de Sabugosa, personagem imortalizado no Sítio
do Pica-pau Amarelo, fez uma apologia à necessidade das crianças
não perderem o contato com as brincadeiras, através do faz-de-conta
que existe nos livros. Abrindo páginas de um livro fictício,
Visconde foi trazendo para a realidade a fantasia existente na cabeça
da criançada. Ele foi chamando as apresentações de
cada turma: teve brincadeiras com bola, folclore e alusões a outras
manifestações que estão intimamente ligadas à
infância. Para fechar a formatura nada melhor do que o Grupo Sarandeiro,
que fez uma bela apresentação.
A
professora Marilene, paraninfa, falou sobre a
importância de se manter as raízes do País |
Toda
a diretoria do Instituto prestigiou a Formatura |
ICJ, até a próxima
A
festa dos alunos do 3º ano do Ensino Médio
foi em tom de despedida |
A
missa na Igreja São Vicente de Paulo
marcou um momento importante |
Outra turma que também
está em fase de transição, só que de forma
mais decisiva, é a do 3º ano do Ensino Médio. Depois
de muitos anos de ICJ, chegou a hora de deixar o aconchego carinhosos
do Colégio para batalhar no mundo da faculdade, do trabalho, da
disputa profissional. Para comemorar o encerramento de seu ciclo no Ensino
Médio, o 3º ano também fez a sua festa, em novembro.
Os alunos ficaram emocionados, pois muitos deles começaram no ICJ
na Educação Infantil. Foram longos anos de aprendizado e
amizades que agora ficarão para trás, como lembrança
dos melhores períodos da vida.
MISSA - Outra cerimônia
que marcou o fechamento do ano para os alunos da 8ª série
e do 3º ano foi a Celebração de Formatura, realizada
no dia 4 de dezembro, na Igreja São Vicente de Paulo. A missa contou
com a presença de pais, amigos, professores, funcionários
e diretores do Instituto Coração de Jesus e todas as orações
foram feitas no sentido de que Deus ilumine os caminhos dos alunos nesta
nova fase da vida.
8ª série: transição
e festa
O baile
será inesquecível para muita gente, pois
marcou uma fase importante da vida escolar
Uma mudança significativa na vida
escolar é a passagem do Ensino Fundamental (1ª a 8ª série)
para o Médio. Muita coisa irá mudar no dia-a-dia e a presença
do vestibular passa a fazer parte da rotina dos alunos com mais intensidade.
Por isso, para não deixar passar em branco o fechamento do Ensino
Fundamental, os alunos da 8ª série do ICJ resolveram fazer
um grande baile, no Iate Tênis Clube, na Pampulha, no dia 10 de
dezembro. A festa reuniu estudantes, pais, professores, diretores e amigos
para muito bate-papo, música e dança. Foi uma confraternização
digna do momento destes alunos e quem participou se divertiu a valer.
Agora, depois do baile, vêm as férias e, após o descanso,
uma nova etapa, com desafios diferentes, “mas sempre com a certeza de
que estamos preparados para superar cada fase com maturidade e sabedoria”,
garantiam os alunos da 8ª série durante o baile. |
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Muito prazer, 5ª série
Como sempre procura fazer, o ICJ este ano
também preparou os seus alunos da 4ª série para a grande
mudança que acontecerá, em 2002, para eles dentro da Escola.
No próximo ano, estarão na 5ª série, que é
bem diferente e precisa ser encarada como uma nova fase, mas sem dramas
e com muita informação sobre tudo o que vai acontecer. Afinal
de contas, existem diferenças entre uma série e outra, mas
nada que nossos alunos não tirem de letra. São normais a
insegurança, a ansiedade e o medo nesta fase, pois existem mudanças
significativas: mudam-se as disciplinas, há mais independência
e responsabilidade. É preciso aprender a administrar tudo isso
sem perder o controle da situação.
Para preparar este terreno, foi criado o projeto “Muito prazer, 5ª
série”, coordenado por Ana Maria Colen e que faz parte de um projeto
maior chamado “Conviver aprendendo”, que envolveu a Escola durante o ano,
em todas as disciplinas. Dentro deste contexto, os estudantes da 4ª
série começaram pelo “Momento do diagnóstico”, quando
foi possível avaliar o que eles pensam sobre a Escola e sobre a
5ª série. Os alunos também fizeram propostas para um
Colégio ainda melhor. Nesta fase dos trabalhos, cada aluno descreveu:
“Como me vejo na 4ª série e como me imagino na 5ª série”.
Em seguida, eles discutiram sobre as dificuldades, expectativas e curiosidades
do grupo.
O segundo momento, realizado na Pousada do Rei, serviu para despertar
nos próprios alunos a sua importância dentro do processo
de mudança da 4ª série. Além disso, esta segunda
etapa foi importante para evidenciar que cada um deve saber da sua importância
e de seus limites dentro do grupo, para que possa ajudar os colegas e
a si próprio da melhor forma possível. O terceiro momento
teve passagens bem interessantes, pois consistiu em levar os alunos a
conhecerem de perto a 5ª série. Para isso, eles assistiram
aulas das disciplinas e com os professores do ano que vem, participaram
de palestra e fecharam o encontro avaliando todo o trabalho de preparação
para a próxima etapa de suas vidas. No final, após a confraternização
feita durante o lanche solidário, todos saíram certos de
que a mudança não é tão complicada quanto
parecia antes do projeto.
Espedição ao ES:
biologia marinha
Pesquisar
o ecossistema marinho dentro do
próprio mar foi uma experiência excitante
Estudar
colocando a mão na massa, ou melhor, nos bichos do mar:
sem perder o bom humor, é claro
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Como sempre procura fazer, o ICJ
este ano também preparou os seus alunos da 4ª série
para a grande mudança que acontecerá, em 2002, para
eles dentro da Escola. No próximo ano, estarão na
5ª série, que é bem diferente e precisa ser
encarada como uma nova fase, mas sem dramas e com muita informação
sobre tudo o que vai acontecer. Afinal de contas, existem diferenças
entre uma série e outra, mas nada que nossos alunos não
tirem de letra. São normais a insegurança, a ansiedade
e o medo nesta fase, pois existem mudanças significativas:
mudam-se as disciplinas, há mais independência e
responsabilidade. É preciso aprender a administrar tudo
isso sem perder o controle da situação.
Para preparar este terreno,
foi criado o projeto “Muito prazer, 5ª série”, coordenado
por Ana Maria Colen e que faz parte de um projeto maior chamado
“Conviver aprendendo”, que envolveu a Escola durante o ano, em
todas as disciplinas. Dentro deste contexto, os estudantes da
4ª série começaram pelo “Momento do diagnóstico”,
quando foi possível avaliar o que eles pensam sobre a Escola
e sobre a 5ª série. Os alunos também fizeram
propostas para um Colégio ainda melhor.
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Nesta fase dos trabalhos, cada aluno descreveu:
“Como me vejo na 4ª série e como me imagino na 5ª série”.
Em seguida, eles discutiram sobre as dificuldades, expectativas e curiosidades
do grupo.
O segundo momento, realizado na Pousada do Rei, serviu para despertar
nos próprios alunos a sua importância dentro do processo
de mudança da 4ª série. Além disso, esta segunda
etapa foi importante para evidenciar que cada um deve saber da sua importância
e de seus limites dentro do grupo, para que possa ajudar os colegas e
a si próprio da melhor forma possível. O terceiro momento
teve passagens bem interessantes, pois consistiu em levar os alunos a
conhecerem de perto a 5ª série. Para isso, eles assistiram
aulas das disciplinas e com os professores do ano que vem, participaram
de palestra e fecharam o encontro avaliando todo o trabalho de preparação
para a próxima etapa de suas vidas. No final, após a confraternização
feita durante o lanche solidário, todos saíram certos de
que a mudança não é tão complicada quanto
parecia antes do projeto.
Diamantina no roteiro da história
8ª
série faz uma viagem pelo tempo
andando nas ruas de Diamantina
“Através do presente conhecemos o
passado”. Com esta frase na cabeça e muita disposição,
os alunos da 8ª série, acompanhados pela professora Maria
Augusta e pela diretora Pedagógica Suely Félix, fizeram
uma viagem técnica muito especial. Eles foram a Diamantina, Patrimônio
Mundial da Humanidade, em setembro. Além de conhecer toda a arquitetura
e história do município, que teve importância decisiva
na formação da política e da cultura de Minas, o
grupo pôde ter acesso a maiores detalhes sobre o Centenário
de Juscelino Kubitschek, presidente que revolucionou a estrutura do Brasil
e que nasceu em Diamantina. Os alunos do ICJ conheceram várias
igrejas, museus, ruas, becos, a Casa de Chica da Silva, o Mercado Velho,
a Casa de Cultura, além da Gruta do Salitre e do Distrito de Extração.
Para deixar a viagem técnica ainda mais interessante, os alunos
puderam participar da Vesperata Diamantinense, considerada uma das melhores
e mais poéticas de Minas Gerais.
Tipagem sanguínea

A turma da 7ª série do Instituto
Coração de Jesus realizou, no dia 12 de setembro, dentro
da aula de Ciências, da professora Valéria Tavares, um estudo
sobre os tipos de sangue no Laboratório da Escola. Os alunos puderam
comparar os resultados da tabela existente no Brasil com as de outros
países. Este foi o complemento de um trabalho realizado em sala
de aula - “O sangue e a defesa do corpo” - e foi finalizado com um estande
na Feira de Cultura, onde os estudantes conscientizaram os visitantes
sobre a importância de se doar sangue. Para chegar a esta fase final,
no entanto, eles visitaram o Hemominas, doaram sangue e realizaram um
estudo completo sobre o assunto. Com isso, o tema ganhou os quatro cantos
do ICJ e serviu para provar que a doação de sangue é
uma forma de demonstrar solidariedade por toda a sociedade. Muitas vezes,
não será um parente ou amigo que irá se beneficiar,
mas uma pessoa distante, que nem ao menos conhecemos. Por isso, a mensagem
deixada pelos alunos da 7ª série ficará para sempre,
afinal de contas, eles provaram que podemos ser úteis ao próximo
com um simples ato de amor: doar sangue.
Nossos ídolos de cada dia
Os alunos da 5ª série realizaram
uma atividade da disciplina de Inglês bem diferente. A professora
Mirele Coura pediu que eles descrevessem fisicamente seus ídolos.
Na lista dos estudantes apareceu muita gente famosa, como Adriane Galisteu,
Xuxa, Tom Cruise, Elba Ramalho, Kiko do KLB, Sabrina e Cláudia
Gimenez. Junto com a foto do ídolo, eles produziram a descrição
de cada um, em inglês. Foi uma forma criativa de relacionar o estudo
com o dia-a-dia dos alunos, mostrando a interação que o
ICJ sempre busca em suas atividades. |
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Festa das crianças
em grande estilo
Uma das
atrações principais da Festa
das Crianças foi o tobogã inflável
O Dia das Crianças foi comemorado
de forma muito especial, em outubro, pelos alunos de 1ª a 4ª
. A festa teve picolé, pipoca, algodão doce, cachorro quente
e refrigerante para a garotada curtir à vontade. Como não
poderiam faltar, as brincadeiras também aconteceram em grande estilo.
No pula-pula, cama elástica, tobogã inflável, videokê,
além do corre-corre de sempre na quadra e no pátio. Bárbara
Viana Azevedo, aluna da 303, está no Colégio desde o Maternal
e adorou a festa. Ela disse que o brinquedo mais interessante foi a cama
elástica. Já Francisco Henrique Milagres Borboleta de Lima,
da 103, que está em seu primeiro ano no ICJ, gostou de brincar
na quadra com os amigos.
A
pipoca também fez muito sucesso |
A
alegria estava estampada nos
rostos e nos gestos da criançada |
Visita técnica a Ouro Preto
Ouro Preto
é sinônimo e cultura
Ouro Preto foi o destino dos alunos das 4ª
séries do Instituto Coração de Jesus. O trabalho
interdisciplinar e integrado teve como objetivo proporcionar aos estudantes
uma viagem pelo tempo, vivenciando aspectos culturais e religiosos do
Brasil Colônia. Dentro do roteiro de visitas, destaque para as igrejas
do Pilar, de São Francisco de Assis e da Conceição,
além dos museus da Inconfidência e do Aleijadinho e da Casa
dos Contos. Toda a pesquisa foi acompanhada pelas professoras das turmas,
a coordenadora da área, por guias especializados de Ouro Preto
e supervisão da Integrar Turismo. No município, que já
foi a capital de Minas Gerais e de onde partiram os ideais libertários
da Inconfidência Mineira, os alunos puderam observar parte da história
do Estado e do Brasil. Em cada construção um retrato dos
tempos do Ciclo do Ouro, quando Minas foi referência de riqueza
para o País. Além do acervo arquitetônico, a visita
levou também à cultura de Ouro Preto, efervescente na época
em que os metais preciosos traziam riquezas, intelectuais e um clima de
poesia para as montanhas ouro-pretanas. Foi neste ambiente que aconteceu
a Visita Técnica a Ouro Preto.
Chá com os avós
Ouvir bons
conselhos da vovó é maravilhoso,
principalmente quando o assunto é brincadeira
A 1ª série do Ensino Fundamental
do ICJ participou de uma atividade bem diferente e familiar. Para pesquisar
as brincadeiras e brinquedos antigos, os alunos receberam, na Oficina
de Idéias e no Ecoparque, suas avós para um descontraído
bate-papo sobre o que elas faziam na infância. As avós falaram
de vários tipos de diversão, de uma época em que
não existiam computadores, TVs e videogames. Eram brincadeiras
de roda, pique-esconde, passa-anel, entre outras muito divertidas e bem
infantis, que mostram como o mundo tem mudado - para melhor? A gente ainda
não sabe.
Festa das crianças
em grande estilo
Contar
história é sempre uma maneira excelente de manter a imaginação
em alta
Uma atividade interdisciplinar
(Português e Geografia/História), de 1ª a 4ª série,
com o contador de histórias Roberto de Freitas, levou aos meninos
a magia dos contos que encantam crianças há décadas.
Freitas tem resgatado em BH a arte de contar histórias e de eternizar
personagens que marcaram a vida de muita gente grande. O bom de toda esta
história é que Freitas não caminha sozinho nesta
árdua luta de manter vivo no mundo os enredos que sempre agradaram
às crianças. O ICJ também faz parte deste grupo que
batalha pela valorização da cultura, da leitura e da imortalização
de personagens tão esquecidos na atualidade. Este ano, o Colégio
fez diversos projetos neste sentido, entre eles o de Literatura, que marcou
muito por levar os alunos à leitura e à criação
de textos, além de representação teatral dos mesmos.
Além de ler, entender e gostar das histórias, nossos “escritores”
foram ainda mais longe, misturando cenas e transformando-as em peças
teatrais. Como o contador de histórias, que luta para manter vivo
o sonho de um mundo mais doce, o ICJ também faz a sua parte para
não deixar morrer nunca a criança que existe dentro das
pessoas de todas as idades.
3ª série domina o trânsito
Conhecer
o trânsito desde pequeno é bom caminho
A 3ª série do Ensino Fundamental,
sob a coordenação das professoras Léa Vital, Goretti
Fonseca e Denise Maria, participou de mais uma atividade muito interessante
dentro do “Projeto Trânsito”, que vem sendo desenvolvido pelas turmas
desta série. No auditório do Instituto Coração
de Jesus, os alunos acompanharam uma palestra de Maria F. Zazá
Von Dollinger, do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER),
abordando questões importantes relativas ao trânsito. As
turmas ainda assistiram a um filme educativo e participaram ativamente
de jogos temáticos. Também conheceram um pouco mais sobre
trânsito, na prática, através da Transitolândia,
espécie de representação do tráfego urbano
que foi montada na quadra da Escola. |
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O evento foi um sucesso
O Instituto Coração de Jesus
(ICJ) comemorou seus 40 anos com uma festa
inesquecível, dia 29 de setembro, no Centro Cultural Conde de Santa
Marinha,
bairro Floresta, reunindo milhares de pessoas, entre alunos, ex-alunos,
pais, professores, funcionários e convidados. Foi uma grande oportunidade
de promover
o encontro de pessoas que fizeram parte da história de sucesso
do colégio,
que começou há quatro décadas e hoje é referência
no ensino de Belo Horizonte, desenvolvendo sua missão de formar
cidadãos conscientes e independentes.
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A
Casa do Conde ficou lotada de amigos
do Instituto Coração de Jesus
O
cantor Fernando Muzzi se apresentou abrilhantando mais a festa Ex-aluno
do ICJ, Ângelo Rafael e
Banda, deu um show à parte
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A programação
variada garantiu a animação do evento, que começou
às 14h e só terminou por volta das 21h. Na tenda principal
aconteceram diversos shows, com destaque para as apresentações
do músico Fernando Muzzi, do professor Rodrigo e de Ângelo
Rafael e Banda. Também se apresentaram o Ben-Hur Quarteto
e a dupla Cristiano e Fabiano, além do Coral do ICJ. No galpão
1, bandas de rock formadas por alunos e ex-alunos do ICJ, se revezaram
no palco, enquanto que no galpão 2 o Corpo de Baile da Escola
mostrou belas coreografias. Uma praça de alimentação
também foi montada no Centro Cultural Conde de Santa Marinha,
onde os convidados puderam saborear massas, sanduíches, churrascos,
tortas, doces e bebidas em geral. Vários brindes também
foram sorteados entre os participantes. O clima de alegria e confraternização
tomou conta do evento. Famílias inteiras ocuparam todas as
mesas, distribuídas sob a tenda e também em outros
espaços. E o ICJ é mesmo a cara da família,
pois uma das principais características do Colégio
é ter vários irmãos matriculados, assim como
filhos de ex-alunos. Muitos participantes preferiram circular pelo
centro, aproveitando ao máximo as atrações
e matando as saudades de colegas de outros tempos. Os 40 anos de
vida do Instituto Coração de Jesus foram comemorados
com uma festa para todas as idades. |
Pais destacam
projeto pedagógico
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As
bandas de alunos e ex-alunos
também não deixaram por menos
O
Corpo de Baile do ICJ marcou
presença na Festa dos 40 anos Ademar
José animou a Festa com
o sorteio de vários brindes
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Daize Meire Avelar Francisco,
mãe de Thomaz Henrique (3ª série do Ensino Fundamental),
afirmou que a Festa de 40 anos do ICJ é um prêmio para
uma história que ela conhece bem. “A festa foi incrível,
muito boa. Minha mãe viu a Escola nascer, pois é vizinha
do Instituto Coração de Jesus. Eu também acompanhei
este crescimento de perto, desde quando era criança. Estava
morando em Bagé (RS) até o mês de junho deste
ano, quando voltei para Belo Horizonte. Não tive dúvidas
na hora de escolher o Colégio para o meu filho, pois conheço
a política pedagógica do ICJ e acredito nesta proposta
de formação completa do indivíduo como um verdadeiro
cidadão”, disse. Para Marília Moreira Felisberto,
mãe de Victor Felisberto (1ª série Ensino Fundamental),
chegar aos 40 anos é uma vitória “de todos que fazem
e fizeram a história de sucesso do Instituto Coração
de Jesus, principalmente de Dona Elza, sua grande idealizadora.
O ICJ é uma Escola que começou pequena e hoje é
uma potência, um verdadeiro modelo de ensino”.
Para Avelino Gomes de Brito, pai de Vanessa (7ª série),
a Festa também foi ótima, principalmente por promover
o encontro das pessoas que fazem parte da vida da Escola: “Temos
uma ligação muito grande com o bairro Nova Suíça,
conhecemos Dona Elza e o senhor Ademar há muitos anos. Sempre
acompanhamos a evolução do Instituto Coração
de Jesus. Além da Vanessa, meus outros dois filhos, Vinícius
e Simone, também estudaram no Colégio, cujo método
de ensino sempre nos agradou. É como uma família.
Por isso, comemorar os 40 anos de vida com esta Festa é um
prêmio para uma Escola tão séria como o Instituto
Coração de Jesus”. Francisco Assis Nunes, pai de Saulo
Tadeu (ex-aluno) e Rafaela Cristie (5ª série), também
ressaltou o projeto pedagógico do ICJ: “Acredito que todos
os pais, assim como eu, estão satisfeitos com o ensino oferecido
pelo Instituto Coração de Jesus a nossos filhos. Toda
a equipe está de parabéns pela dedicação
e pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo ao longo desses
40 anos”. |
Homenagem da câmara
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Não
faltaram diversão e alegria na
comemoração do 40º aniversário da escola
O
ICJ foi reconstruído pelos
alunos da 4ª série
Dona
Elza, junto com seu marido Ademar Fabel, seus filhos Ademar José
Christina e José
Eduardo, e o vereador Juarez Amorim
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O Instituto Coração
de Jesus recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Belo
Horizonte, pelos seus 40 anos de fundação, em reunião
solene realizada no dia 4 de setembro por iniciativa do vereador
Juarez Amorim. A sessão foi presidida pelo vereador Antônio
Pinheiro e contou com a participação de diversas autoridades,
além de professores, coordenadoras, funcionários,
pais e alunos do ICJ, que lotaram o plenário. Os diretores
da Escola – Ademar José, Maria Christina e José Eduardo
– também compareceram. A apresentação do Coral
do ICJ emocionou os presentes, assim como a participação
do aluno da 5ª série Vitor Henrique Barbosa Fabel, neto
de Dona Elza, fundadora da Escola, que falou em nome dos estudantes.
O vereador Juarez Amorim justificou sua proposição
ao Legislativo da Capital afirmando que o projeto político-pedagógico
do ICJ é hoje, quatro décadas após sua fundação,
um exemplo para todos. “Tive o privilégio de propor esta
justa homenagem ao ICJ, que chega aos 40 anos de existência
como uma Instituição madura, reconhecida pedagogicamente
e comprometida com a formação dos jovens, desde o
Ensino Infantil até o Ensino Médio. O ICJ preserva
seu projeto político-pedagógico, buscando sempre novas
tecnologias que auxiliem a formação de cidadãos
conscientes e atuantes. E um traço marcante na história
do ICJ é a presença constante de Dona Elza, fundadora
da Escola, que recebe esta carinhosa homenagem da população
de Belo Horizonte, da qual somos representantes na Câmara.
Hoje, nos emocionamos ao ver este projeto vitorioso do ICJ, parceiro
da construção da cidadania no País”, afirmou
Juarez Amorim.
Haíssa Palhares Toledo, do Departamento de Recursos Humanos,
homenageou Dona Elza em nome de todos os funcionários e corpo
docente, destacando que a fundadora do ICJ sempre acompanhou de
perto todas as atividades desenvolvidas na Escola. |
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Dona Elza faz
discurso emocionado
Parte da equipe pedagógica do ICJ na
Câmara dos Vereadores de BH
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Dona
Elza, entre os vereadores Antônio Pinheiro e Juarez
Amorim recebe a placa em homenagem aos 40 anos do Colégio |
Dona Elza Fabel encerrou a reunião
da Câmara fazendo um retrospecto dos 40 anos do ICJ, relatando a
história vitoriosa da Escola. “Me sinto sensibilizada com a homenagem
prestada por Belo Horizonte, cidade onde nasci, passei minha infância,
adolescência, criei minha família e fundei o ICJ, que hoje
é símbolo no cenário da educação no
Brasil. No dia 2 de outubro de 1961, iniciamos as atividades, com apenas
30 alunos, numa casa pequenina na rua Olinda. Era ainda o Jardim da Dona
Elza, mas nascia o Instituto Coração de Jesus, que hoje
tem três prédios, mais de 1.200 alunos. Tudo parecia um sonho,
crianças brincando alegres, num castelo encantado, abençoado
pelo Coração de Jesus. Nem percebi o tempo passando, tão
depressa. Mas nunca me esquecerei das pessoas que dedicaram suas vidas
ao ICJ. Fizemos muitos amigos e somos uma grande família espalhada
pelo mundo, mas unida pelos laços de amor e amizade”, disse. Dona
Elza falou ainda da nobre missão de educar os jovens para o futuro.
“Estou com quase 70 anos, mas me sinto jovem de espírito, por isso
tenho a certeza de que muitos sonhos ainda serão realidade na área
educacional. E quero continuar contribuindo com meu otimismo, repartindo
com meus colaboradores a alegria de formar cidadãos políticos,
éticos e sociais, futuros transformadores do Brasil”, concluiu
Dona Elza, agradecendo ao seu companheiro de vida e de Escola, Ademar
Fabel, e aos filhos Ademar José, Maria Christina e José
Eduardo, diretores que mantêm aceso o sonho da fundadora do ICJ.
4ª série homenageia
os 40 anos do ICJ
O Coral
do ICJ brilhou na Câmara e na
Festa realizada na Casa do Conde
As turmas 401 e 402 retrataram os 40 anos
de existência do Instituto Coração de Jesus, através
de reflexões, desenhos, textos, quadrinhos, dramatizações
e maquetes, durante as aulas de Língua Portuguesa e Matemática
das professoras Rita Cunha e Ivete Jorge, respectivamente. Além
disso, um livro confeccionado com os textos produzidos pelos alunos foi
entregue à D. Elza, fundadora da Escola. A professora Rita Cunha
também fez um bonito poema sobre as quatro décadas do ICJ:
Instituto Coração de Jesus
ICJ Colégio querido
Está no coração do estudante
Começou tão pequenino
E hoje é este gigante.
No começo era uma voz
No coração de D. Elza
Hoje mais de mil vozes entoam
O seu hino de tanta beleza.
São 40 anos caminhando
Em favor da educação
Quem educa amando tem
Muito amor no coração.
Parabéns, ICJ!
Você é um campeão
Está formando com garra
Os jovens desta nação.
(Rita Cunha)
Ex-alunos matam a saudade
A homenagem
na Câmara foi muito concorrida
Ex-alunos, de várias épocas
da Escola, também participaram da Festa dos 40 anos do Instituto
Coração de Jesus, na Casa do Conde, e se emocionaram ao
encontrar colegas que não viam há muito tempo. Renilde Tiago
Pinheiro afirmou que em poucos minutos se lembrou dos tempos de criança.
“É uma delícia rever os colegas dos tempos de estudante,
que não encontrava há décadas. É uma experiência
muito interessante, que a Festa dos 40 anos proporcionou a todos. Me lembrei
dos meus tempos de criança. Era uma menina danada, por isso, Dona
Elza sempre precisava chamar minha mãe à Escola para comunicar
alguma travessura que eu tinha feito”, recorda, ressaltando o crescimento
do ICJ. Apesar de formar-se em 2000, portanto há um ano apenas,
Daniel Mamede disse que a saudade já existe, pois passou a maior
parte da sua vida no ICJ. “Estudei 13 anos no Instituto Coração
de Jesus e me formei em 2000. Tudo o que eu sou e sei aprendi na Escola.
Chegar aos 40 anos é uma conquista de toda a equipe do ICJ. Estou
muito feliz de participar dessa grande festa, encontrando os amigos”. |
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Feira
de cultura e criatividade
da um show de cidadania
 A capoeira
valoriza as
raízes brasileiras |
A
importância de uma boa
alimentação chamou a atenção
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Um festival
de solidariedade e preocupação social marcou a Feira de
Cultura e Criatividade do Instituto Coração de Jesus que
ocorreu em outubro. A Feira contou com a participação dos
alunos da 1ª série do Ensino Fundamental até a 2ª
série do Ensino Médio, que com o auxílio dos professores
realizaram projetos voltados para o tema “Cotidiano: ser e estar no mundo”.
A escolha do tema, segundo a diretora pedagógica Sueli Felix, se
deu devido ao momento pelo qual o mundo está passando, em meio
a tantas guerras, fome, miséria e degradação da Natureza.
“A Feira se baseou na paz que todos tanto almejamos”, frisou. E foi essa
paz que os alunos pediram e representaram durante todo o evento. Na abertura
houve a entrada das bandeiras, seguida por diversas manifestações
pela paz. Uma faixa que parafraseava John Lennon em seu pedido de “Dê
uma chance à paz”, foi solta nos céus da cidade levada por
balões, juntamente com pombos que representaram a liberdade e a
harmonia.
Durante todo o evento os alunos apresentaram teatros e performances ligadas
aos temas preservação da vida, natureza, fome e corrupção,
sempre com um olhar crítico sobre a atual sociedade. A turma 802
fez uma sátira aos políticos e presidentes do Brasil. A
aluna Bruna Lopes afirmou que a idéia era “ironizar a corrupção
do País, que traz tanta miséria para o nosso povo”. A cultura
brasileira também foi muito bem representada pela Companhia Artes
das Gerais, que mostrou diferentes estilos de capoeira, como Maculelê
e o samba de roda. O grupo faz trabalhos com meninos de rua, e já
possui escolas em oito países.
O Rio
São Francisco foi muito
bem lembrado durante a Feira
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A
pirâmide alimentar, com muitas dicas,
também foi um dos destaques do evento
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Formando
cidadãos conscientes
Os trabalhos das turmas do Ensino Fundamental
foram voltados para a conscientização e preservação
ambiental. O projeto dos alunos da 5ª série se baseou no ciclo
da água, e foi composto por maquetes e mapas. Os alunos visitaram
a nascente de um córrego até o rio Arrudas. Foram também
a uma estação de tratamento de esgoto e puderam ver o Rio
das Velhas desembocar no São Francisco. “Aproveitamos esse contexto
da crise energética provocada pela falta de água nos reservatórios
para mostrar aos alunos onde surgem os problemas”, afirmou a professora
de Ciências Emília Vitória.
A 6ª série também foi longe para ver de perto o conteúdo
estudado em sala. Eles fizeram um Curso de Biologia Marinha na cidade de
Aracruz, no Espírito Santo. Lá colheram e catalogaram exemplares
de moluscos e algas que foram expostos na Feira. Também visitaram
a tribo Tupiniquim na Aldeia Caeiras Velha, onde os índios mostraram
um pouco da sua cultura através das danças. Os alunos aprovaram
a iniciativa. Raphael Gotschalg explicou que “a experiência foi boa
para mostrar na vida real as coisas que só conhecíamos através
dos livros”.
A saúde foi a preocupação dos alunos da 7ª série,
que quiseram através de teatros, vídeos e folhetos, conscientizar
sobre a importância da doação de sangue. Eles procuraram
desmitificar muitas lendas que giram em torno da doação, que
fazem com que muitas pessoas deixem de lado esse ato tão solidário.
“Todos nós podemos precisar um dia”, afirmou a aluna Juliana Costa.
“Estamos na luta para falar sobre a falta de doadores”, completou, fazendo
um apelo para que todos se lembrem da importância da doação
de sangue.
Fome e solidariedade - A fome e as tentativas
de solucionar esse problema foram o tema central de alguns dos projetos
mostrados na Feira. A 8ª série, que realizou o teatro sobre
a política no Brasil, tratou das diversas fomes pelas quais o País
está passando. “É a fome de educação, de saúde
e de solidariedade”, explicou a aluna Natália de Oliveira.
Os alunos do primeiro ano do Ensino Médio mostraram uma preocupação
com a desnutrição e o desperdício, procurando soluções
baratas e saudáveis para resolver o problema. A aluna Márcia
Cristina frisou que a idéia é “mostrar que os alimentos
podem ser gostosos e nutritivos”. A turma utilizou alimentos que geralmente
são jogados fora, e conseguiu receitas realmente saborosas, como
o patê de berinjela, os bolinhos de talos de vegetais, entre outros.
“Em um País com tanta carência não podemos nos dar
ao luxo do desperdício”, completou Márcia.
A turma da 2ª série pesquisou os contrastes da cidade de Belo
Horizonte, mostrando a diferença entre a riqueza e a pobreza, que
andam lado a lado. O resultado ficou registrado em fotografias que foram
expostas durante a Feira. Os alunos também arrecadaram alimentos
que foram doados às famílias carentes do Vale do Jequitinhonha.
Os alunos de 1ª a 4ª série desenvolveram trabalhos voltados
à educação e à preservação ambiental.
A turma da 1ª série visitou a Casa Aristides, onde aprendeu
sobre a importância da reciclagem. No seu estande foram exibidos
trabalhos feitos com garrafas, papel e plástico, tudo reciclado.
A 2ª série ofereceu uma oficina de argila, como parte do projeto
de Ciências sobre os diferentes tipos de solo.
A 3ª série fez o projeto Transitando Legal, onde os alunos
aprenderam regras de trânsito e gentileza urbana. A 4ª série
pesquisou sobre a importância dos alimentos, montando uma pirâmide
alimentar que mostrou quais os nutrientes não devem faltar na mesa
das crianças e dos adultos. Outros destaques do evento foram as
palestras sobre “Alimentação”, ministradas pela pediatra,
ex-aluna do ICJ, Túlia Fabel Andrade e pela nutricionista Eloisa
Kolczycki Borges, mãe de aluna.
Betânia Barreto
Feira
do livro agita Nova Suíça
O bairro Nova Suíça teve um evento
cultural e animado em setembro: a Feira do Livro do Instituto Coração
de Jesus, que reuniu centenas de alunos, pais e pessoas da comunidade em
torno da literatura. A Feira mostrou estandes de livros, enciclopédias,
CDs, fantoches e brinquedos com preços promocionais. “Foi uma ótima
oportunidade de adquirirmos livros importantes para toda a família”,
avaliou Pedro Américo Bracarense, que tem três filhos estudando
no ICJ. O evento contou ainda com a manhã de autógrafos da
escritora Irlanda Silva Gino, que lançou os livros “O Gato Gatuno”
e “Sabiá, o sabiá”. Contação de histórias
e cantigas de roda também foram apresentadas aos participantes. Além
disso, todas as turmas da Educação Infantil, do maternal ao
3º período, realizaram algum tipo de atividade relacionada aos
livros lidos dentro das salas de aula. Foram peças teatrais, contos
seriados, recitais e várias outras manifestações que
levaram pais, alunos e convidados de volta ao universo mágico da
literatura. Mais uma vez, o ICJ reuniu a família em torno de uma
boa causa: a leitura e o resgate do amor pelos livros.
Teatro
e projeto literatura
O Projeto Literatura produziu muitas peças
teatrais de alto nível. Os alunos de 5ª a 8ª e do Ensino
Médio apresentaram peças baseadas nos livros lidos desde o
começo do ano. Foram 14 peças dos mais variados assuntos,
sempre com o toque irreverente típico de alunos desta faixa etária.
Os nossos “atores” mostraram que têm talento e saíram realizados
das apresentações.
A
África no centro das atenções
A Feira de Geografia do ICJ aconteceu, no Ecoparque,
com a coordenação da professora Grácia Maria Avellar.
Os trabalhos destacaram as diferenças culturais, políticas
e econômicas de países do Continente Africano. O grande desafio
da Feira foi contextualizar estes países no mundo globalizado, deixando
sempre à mostra as diferenças entre as nações
do Sul e do Norte daquele continente. Os alunos de um grupo avaliaram os
trabalhos de outros grupos, como forma de integrar ainda mais cada pesquisa
realizada. Eles destacaram a necessidade de integração da
África com o mundo, pois o continente hoje, com raras exceções,
é um produtor de miséria, doenças e desajustes sociais.
A pesquisa mostrou também o lado bonito da África, que possui
muitas riquezas e precisa de ajuda para poder melhorar a qualidade de vida
de sua população. Após a Feira, todos ficaram sabendo
mais sobre esta região do Planeta que parece ter sido esquecida pelos
países desenvolvidos. |
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O vale é nosso
Os alunos
do ICJ foram até Itamarandiba
Os alunos do 2º ano do Ensino Médio
desenvolveram um trabalho fascinante este ano, envolvendo o sofrido e
pobre povo do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O projeto “Nossa
Gente do Vale”, que também faz parte do megaprojeto “Conviver Aprendendo”
teve a coordenação dos professores Nathan (Filosofia) e
Sônia (Geografia,) e conseguiu atingir seu principal objetivo: sensibilizar
os alunos para a necessidade de se pensar em políticas sociais
mais amplas, que realmente divida a renda no País. O trabalho começou
em abril, com as duas disciplinas, e foi ganhando corpo. A situação
do Vale foi sendo discutida dentro da sala de aula e, gradativamente,
ganhava as ruas da cidade. Na Feira de Cultura e Criatividade, os alunos
recolheram doações de alimentos não-perecíveis,
montaram cestas básicas e pegaram estrada.
Vinte e um estudantes, acompanhados dos professores e coordenadores, foram
até Itamarandiba, no coração do Vale do Jequitinhonha,
e ficaram espantados com tamanha pobreza. “Moram 14 pessoas em uma casa
menor do que a sala da minha casa”, atesta a estudante Delane de Castro.
Já Ana Carolina Furlan garante que “lá eles não recebem
nenhuma ajuda do Governo”. O debate, após a viagem de quatro dias
que ficará marcada para sempre na cabeça de cada aluno do
ICJ, continuou durante vários dias e o tema central sempre era:
o que fazer para ajudar estas pessoas?
Para tentar mudar esta realidade, a campanha dos alunos do ICJ não
doou apenas as cestas (o peixe), mas ensinou a pescar. Os alunos foram
em várias escolas locais ministrar palestras sobre temas importantes
para a população do Vale. Eles falaram de higiene, sexo
e outros assuntos que precisam ser bem divulgados para evitar mais problemas
para esta parcela sofrida da população. Nesta fase das palestras,
mais espanto: “Eles têm dificuldades para debater temas polêmicos
e não gostam de falar de coisas básicas sobre sexo. Têm
vergonha de assumir que usam camisinha e discriminam mulheres que tomam
uma postura mais positiva. Por isso, as palestras foram importantes, pois
batalhamos para derrubar preconceitos e implantar uma mentalidade mais
moderna e saudável. Não podemos aceitar uma sociedade onde
mães prostituem filhas de 10, 14 anos, para sustentar a casa. É
preciso fazer alguma coisa”, explicou Bruno Augusto de Oliveira Santos.
As palestras aconteceram nas escolas da região central da cidade,
enquanto as cestas foram entregues para comunidades da zona rural, a cerca
de 15 quilômetros do Centro de Itamarandiba, onde mães alcoólatras,
esgoto a céu aberto, falta de água potável e dispensas
vazias são mais comuns do que imaginamos aqui na região
rica do Estado”, atesta. O ICJ foi recebido com festa e as diretoras das
escolas chegavam a brigar por uma palestra de nossos alunos. A primeira-dama
da cidade, Zilma Gomes, e o assessor da Prefeitura, Agostinho, ficaram
encarregados de fazer a ligação entre os alunos e a comunidade.
A integração aconteceu e houve muita emoção:
“Na área rural, o acesso é difícil, as casas são
pequenas, as crianças vivem de qualquer jeito. Fiquei chateado
com aquilo e chorei. Ou melhor, muita gente chorou ao ver tanta miséria”,
contou João Rafael Assis.
A certeza é que todos voltaram diferentes do Vale do Jequitinhonha,
valorizando mais o que têm em Belo Horizonte e com a certeza de
que é preciso mudar este País: “Precisamos pressionar os
políticos, em todas as esferas, para que estas regiões recebam
verbas e possam oferecer uma qualidade de vida mais digna aos seus moradores.
É preciso batalhar por um Brasil melhor e isso todos nós
vamos fazer”, esta foi a conclusão final de todos os “missionários”
que deixaram suas casas confortáveis, por alguns dias, para conhecer
um pouco do Brasil que o próprio Brasil não quer assumir.
Na
Feira de Criatividade foram recebidas doações |
Pobreza
do Vale deixou a turma sensibilizada |
Escola de artes e
esportes em 2001
A Escola de Esportes e Artes
do ICJ continua com atividades para todos os gostos. O Judô participou
de intercâmbio, juntamente com outros colégios, e as competições,
acompanhadas pelo professor Júlio César, foram um sucesso
total. No futsal não foi diferente, pois o ano está terminando
com a certeza de que de muitos craques estão sendo revelados. Parabéns
aos treinadores Pedro Américo e Marcelo Franco.
A ginástica e a patinação também estão
em alta no ICJ. Os alunos têm participado das aulas com muito empenho
para desenvolverem a técnica, a habilidade e a coordenação
motora. As professoras Elizete e Débora são as grandes responsáveis
por este setor. O xadrez começou no ICJ em setembro, mas já
delimitou o seu espaço. A professora Luciane tem conseguido difundir
e ensinar este esporte com muita eficiência.
Dança - E a dança? Cada vez mais aumenta o sucesso de nossas
artistas. O trabalho da professora Úrsula continua ultrapassando
as fronteiras da Escola e sendo elogiado em toda a Grande-BH. O Corpo
de Baile se apresentou em setembro, em Uberaba, na “Noite dos Campeões
do Concurso Nacional de Dança”, realizado anteriormente em Santos.
Em novembro, a Dança do Ventre mostrou seu charme na Fafich, a
convite da secretaria Municipal de Esportes. No mesmo mês, nossas
dançarinas atuaram no Festival de Dança do Ventre, no Shopping
Del Rey. “Com estas apresentações e com muito esforço
durante os ensaios, os talentos vão sendo aflorados e a arte continua
cada vez mais valorizada no ICJ. Agradecemos a todos que apoiaram estes
trabalhos e prometemos esporte e dança com ainda mais brilhantismo
em 2002”, conclui a coordenadora Marly Fabel.
A Espanha invade Nova Suíça
A apresentação
de dança fechou o projeto de espanhol
O bairro Nova Suíça, onde fica
o ICJ, mais uma vez foi invadido por uma cultura diferente da nossa. Desta
vez, foi o espanhol que cativou os corações e as mentes
dos alunos das 6ª, 7ª e 8ª séries. A professora
Denise Rennó desenvolveu o projeto “Cultura Espanhola” e teve um
excelente retorno. Os objetivos do trabalho foram conhecer a cultura de
países de língua espanhola e reconhecer a importância
do estudo desta língua frente ao mundo globalizado. O projeto terminou
com a exposição de painéis que retratam a influência
da língua espanhola no cotidiano do brasileiro. Os alunos recolherem
rótulos de vários produtos de limpeza, higiene pessoal,
alimentos, entre outros, que têm informações em espanhol.
Para fechar o projeto, foi feito um estudo minucioso destes rótulos,
bem como a interpretação das informações.
Houve ainda estudo comparativo entre as festas populares e religiosas
do Brasil e da América Espanhola; varal literário; exposição
de objetos típicos; estudo de pessoas famosas que têm como
língua-mãe o espanhol; estudo de textos; revistas em quadrinhos;
esporte; política; arte; apresentação do projeto
“Conviver Aprendendo” através do texto “La ética em la vida”;
e, como não poderia faltar, apresentação de dança
espanhola, realizada pelas alunas Júnia (5ª série)
Lays (7ª série) e Nathália Sueli (8ª série).
Todos que participaram tiveram a certeza de que o espanhol é mesmo
muito importante no Brasil. |
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Projeto mulheres do mundo invade o
Afeganistão
Thiago
Lukashevich vê um avião
sendo bombardeado no Afeganistão |
Gustavo
Moura Soares, do III Período B,
mostrou a sua visão da guerra |
O III Período A, da professora
Jaqueline, entrou no mundo perdido do Oriente Médio. Desta vez,
a pesquisa foi focada nas mulheres do Afeganistão, país
atacado pelos Estados Unidos e que se tornou motivo de curiosidade para
todos os meninos. Como durante todo o ano, a turma trabalhou o projeto
Mulheres do Mundo, esta pesquisa sobre o miserável Afeganistão
e suas oprimidas mulheres ensinou muito a todos que participaram.
Neste processo aconteceram grandes descobertas, muitas aquisições
e conhecimentos que ajudaram na realização do trabalho de
escrita. No final, ficou a certeza de que é possível conciliar
vários aspectos que permeiam o ambiente escolar: escrita, artes,
leitura, investigação, espírito empreendedor e compromisso
social, fatores que, acima de tudo, instrumentalizam as crianças
para o mundo, que hoje está globalizado, inclusive na pobreza e
falta de respeito em relação às mulheres. Os meninos
retrataram ainda as mulheres de Atenas, do Japão e de várias
outras parte do mundo.
Guerra - A Guerra no Afeganistão também
foi tema de trabalhos no III Período B. Os meninos descreveram,
através de desenhos e textos, a imagem que possuem na cabeça
do conflito no Golfo Pérsico. Eles falaram que os terroristas atrapalham
o mundo e pediram paz, em mais uma mostra de que as crianças hoje
acompanham tudo o que acontece no mundo, com bastante atenção
e senso crítico.
Já
as mulheres de Atenas são vistas com mais cores |
Os
alunos descrevem o mistério da mulher japonesa |
Pela cultura de nosso povo
Victor
Luiz C. do Prado fez o desenho e
respondeu a pergunta: Qual é o mito?
“Uma índia que virou passarinho
e voou para a Amazônia” |
Pedro
Henrique F. Silva desenhou e explicou a sua
obra
de arte: Qual é o mito? “Tem os pés para
trás, vive na floresta da Amazônia, tem cabelo
vermelho, dente verde e os olhos verdes”
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A professora Andréia,
do III Período C, realizou um belo projeto sobre folclore. A idéia
era conhecer mais a cultura brasileira, da gente (inclusive nós)
que vive neste País, oriunda de todos os lugares do mundo e responsável
pela formação do nosso povo. Nesta caminhada rumo às
nossas próprias raízes, apareceu muita novidade, como o
carimbó, dança típica da Região Norte do Brasil.
Através desta manifestação, os índios contam
várias lendas. Já no Sul, as mesmas lendas são vistas
e contadas de outra forma. Os alunos descobriram que a dimensão
territorial forma vários Brasis, cheios de mistérios e encantos.
“Também montamos um livro de códigos, onde, para descobrir
as respostas, era preciso ter muita atenção. A Turma dos
Craques mostrou realmente ser boa em adivinhações e, para
aumentar a integração, através da internet (registramos
um E-mail), trocamos adivinhações com o III Período
de outra escola. Este intercâmbio possibilitou um contato mais significativo
e interessante com a informática. Assim, conseguimos estudar folclore,
usando novas tecnologias, sem perder de vista a importância de nossas
raízes culturais”, explicou a professora Andréia.
Viagens de papel
Irlanda
falou de literatura para os alunos do III Período
Os alunos do III Período,
da professora Glória, receberam a visita da escritora Irlanda Silva
Gino. As crianças ficaram conhecendo um pouco da vida e da obra
da autora e a presenteram com recontos que fizeram de seu livro: “Viagem
de papel”.
Estação ecológica
perto da gente
A
garotada se divertiu e aprendeu muito na
Estação da UFMG |
Os alunos do I e do
II Períodos do ICJ, juntamente com suas respectivas professoras,
ajudantes, coordenadoras e monitores (alunos da Universidade Federal
de Minas Gerais/UFMG), visitaram a Estação Ecológica
da UFMG, localizada na Pampulha. O interesse surgiu quando o suplemento
Gurilândia, do jornal Estado de Minas, publicou matéria
sobre a Unidade de Conservação, mostrando todos os
espaços disponíveis às escolas de Belo Horizonte
e região, através do Projeto Caminhadas Ecológicas.
Os estudantes caminharam pela mata, observando animais que nunca
haviam visto de perto. O bicho-pau e o tatu-bola chamaram mais a
atenção das turmas, mas a simpatia e os sons emitidos
pela galinha d´angola também agradaram muito. O gambá
preferiu ficar escondido, pois dizem que ele não gosta de
barulho.
Além deste contato direto com a Natureza, foram feitas oficinas
relacionadas à preservação do meio ambiente,
com destaque para a água e a energia elétrica. As
crianças puderam observar, na casinha, as atividades que
gastam mais eletricidade no dia-a-dia. As crianças também
pintaram e desenharam nas oficinas, registrando o que aprenderam,
assim como leram textos sobre os bichos encontrados na mata. Após
a visita, os meninos tiveram a sensação de ter passado
por uma mata distante, repleta de novidades, mas preservada bem
pertinho do Centro de BH.
Por dentro - A Estação
Ecológica da UFMG é uma unidade de conservação
urbana, localizada no Campus da Pampulha, Região Norte de
BH. Seu território tem cerca de 102 hectares (um hectare
tem 10.000 metros quadrados), com remanescente de Mata Atlântica
e Cerrado. A sua boa diversidade ecológica mostra uma flora
exuberante (ipê, mutamba, cedro, mogno, pau-brasil) e a fauna
não deixa por menos: capivaras, cotias, micos, sairas, etc).
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Falando de Paul Klee
Paul Klee nasceu perto de Berna,
na Suíça, em 1879. Ele foi um artista importante e ótimo
músico. Além de dar aulas e escrever, usou seu talento para
criar um tipo de arte moderna extraordinária. A arte de Paul Klee
é chamada de abstrata. Neste tipo de manifestação
artística, os objetos e as figuras são registrados de maneira
diferente daquela que estamos acostumados na vida real. Muitas vezes,
os objetos da vida real não se parecem com nada que conhecemos.
Paul Klee adorava cor...Muitas de suas pinturas e outros trabalhos estão
repletos de cores belas e fascinantes. O III Período B, da professora
Glória, estudou todas as características de Paul Klee e
do seu trabalho abstrato, para depois fazer belas obras de arte.
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Contos de fadas bem reais
A
peça envolveu todas as crianças
e foi um momento de descoberta |
Os
meninos mostram com orgulho os bonecos confeccionados com sucata |
Os contos de fadas são
para as crianças aquilo que elas possuem de mais real, algo que
lhes fala em uma linguagem acessível. Trata-se de uma realidade
diferente da do adulto, fora do tempo e do espaço. É um
momento repleto de sentimentos e emoções que permeiam a
realidade infantil, dentre eles a fantasia, o escape, a recuperação
e o consolo. Além deste aspecto lúdico, é um campo
rico e favorável para o trabalho e desenvolvimento das várias
modalidades de linguagem. O II Período B, da professora Júnia,
desenvolveu o projeto “Contos de Fadas”, que teve como objetivos: “Estimular
a imaginação, organizar de forma prazerosa os processos
internos inerentes à criança e trabalhar as várias
modalidades de linguagem – desenhos, oral e escrita – através dos
registros e reescritas das histórias preferidas da Turma da Estrela”,
explica Júnia que finaliza citando Bruno Bettelhein: “Há
maior significado profundo nos contos de fadas que me contaram na infância
do que na verdade a vida ensina”...
A riqueza das
histórias
O Maternal III, A e B, também mergulhou no mundo dos contos de
fadas, através de um amplo projeto que trabalhou a fundo este tema.
A riqueza destas histórias encantou os alunos das professoras Kátia
Jeber e Mônica. A garotada teve a oportunidade de assistir, durante
todo o ano, a peças teatrais, participar de oficinas de arte (massinhas
e sucatas), visitar bibliotecas e produzir seus próprios livros.
“Trabalhar dentro de um tema tão prazeroso para as crianças,
como são os contos de fadas, proporciona avanços muito significativos
ao grupo, como despertar as crianças para o prazer da leitura e
a importância dos livros”, explicam as professoras envolvidas no
projeto.
A apresentação da peça “Era uma vez...Um, dois, três!”
encerrou os projetos “Contos de Fadas”, “Eu sou especial” e “Descobrindo
como eu sou”. Na preparação para o teatro, as crianças
puderam explorar toda a sua criatividade e imaginação, confeccionando
bonecos em sucata. A peça, que mistura três contos em um,
foi o fechamento especial de um trabalho marcante para a garotada do Maternal.
No mundo colorido das frutas
O Pré-Maternal
agora tem uma relação mais
íntima com as frutas, sucos e vitaminas
Frutas, sucos e vitaminas podem
ser muito mais do que alimentos gostosos. Para os alunos do Pré-Maternal,
A e B, da professora Janine, foram motivos de muitas descobertas. “Eles
estão na idade de experimentar, explorar e conhecer o mundo. E
torna-se importante mostrar que o alimento faz parte disso tudo”, avalia
a professora. Janine foi conversar com as crianças sobre as frutas
e suas características: “Escolhemos e preparamos algumas receitas,
além de confeccionarmos um livro sobre o assunto. No final, com
a colaboração dos pais, conseguimos passar o recado às
crianças que, certamente, a partir de agora, terão uma relação
bem melhor com as frutas e seus derivados”, conclui a professora do Pré-Maternal.
Poesia da natureza
Dentro do projeto “Fenômenos da Natureza”,
o II Período C, Turma Feliz, da profesora
Abgail faz poesias como estas:
Thaís
C. Tanure |
Ana
Luiza dos Passos Lisboa |
Brinquedos antigos
e muito criativos
Meninos
do Pré-Maternal ficaram atentos durante a visita
O pré-maternal B, turma
da professora Janine, visitou a exposição “Tempo de Brincar”,
no Espaço Cultural Ponteio Lar Shopping, com o objetivo de observar
brinquedos populares e antigos. Em tempos de alta tecnologia, foi uma
ótima oportunidade para as crianças da Educação
Infantil do Instituto Coração de Jesus conhecerem de perto
brinquedos simples mas muito criativos e principalmente divertidos, como
peão, pipa, perna-de-pau, telefone de lata, estilingue e futebol
de prego - a grande maioria, infelizmente, perdendo seu espaço
no universo infantil atual. Outra atração da visita foi
a exposição de bonecas antigas. As crianças adoraram
o programa.
Magia dos livros
chega ao maternal III

Os alunos das turmas A e B do
Maternal III, das professoras Kátia Jeber e Mônica Ribeiro,
respectivamente, visitaram a Biblioteca Pública de Belo Horizonte,
onde tiveram a oportunidade de ter contato com um acervo maior de livros.
Eles já conhecem bem o funcionamento das bibliotecas, pois sempre
estão em contato com a do ICJ e também montaram uma dentro
da sala de aula. Tudo isso para valorizar a literatura e estimular o excelente
hábito de ler. Estes trabalhos fizeram parte do Projeto “Contos
de Fadas”, que teve o seu encerramento com a apresentação
da peça “Era uma vez, um, dois, três”, no Teatro da Assembléia.
De olho nos balões de transporte
A Turma Ouro, II Período,
da professora Helen, desenvolveu um trabalho interessante através
da leitura e discussão de um artigo do Gurilândia, suplemento
infantil do Jornal Estado de Minas, que abordava o tema balões
de transporte. Os alunos fizeram pesquisas, experiências, discutiram
idéias, construíram textos (coletivos e individuais) sobre
tudo o que aprenderam. Eles ainda confeccionaram balões usando
grude e folhas de listas telefônicas. O trabalho foi encerrado com
a sua apresentação na “Mostra de Arte da Turma Ouro”, realizada
em dezembro, na Oficina de Idéias do ICJ.
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Obrigado Monteiro Lobato
Chega de enlatados, de desenhos que não
têm nada a ver com a vida de quem mora neste pedaço da América
do Sul tão bonito e cheio de suas próprias histórias.
É hora de deixar a criança ser criança, acreditando
em cucas, sacis, mulas-sem-cabeça e tantos outros personagens de
Monteiro Lobato que permearam a infância de muita gente que hoje
é grande, feliz, mas porque ontem foi criança, brincou muito
e sonhou com seus próprios pés. E parece que a televisão
brasileira acordou para esta realidade. O relançamento do Sítio
do Pica-pau Amarelo pode ser considerado uma das melhores notícias
dos últimos anos, pelo menos no que se refere à telinha.
Os alunos do ICJ também gostaram muito da “velha” novidade da Rede
Globo e já estão acompanhando de perto as movimentações
de personagens que marcaram época na TV brasileira e agora voltam
modernizados, mas sem perder o irresistível charme de Monteiro
Lobato. O Sítio tem computador, alguns efeitos especiais acompanham
as trapalhadas do moleque de uma perna só, mas nem os ventos do
progresso e a tecnologia conseguem tirar o encanto das histórias
que, certamente, voltarão a marcar, de forma positiva e lúdica,
a vida de nossas crianças.
De olho no novo Sítio Devido ao grande
interesse dos alunos do I Período C em relação ao
Sítio do Pica-pau Amarelo, a professora Edith resolveu resgatar
a literatura infantil criada por Monteiro Lobato. “Para incentivar a criatividade
dos alunos, pesquisamos as características de cada personagem e
as crianças conseguiram captar muita coisa interessante”, explica
a professora. Eles adoraram a boneca de pano (Emília) que aprendeu
a falar através das pílulas do doutor Caramujo. Ela tem
idéias malucas, fala sem parar e tem o poder do faz-de-conta, capaz
de transformar qualquer coisa em realidade. Rabicó também
chamou a atenção de Maria Clara, aluna do I período.
Ela enxerga o porquinho bem colorido no meio da mata, sendo observado
por um sol sorridente. Sofia vê um Pedrinho bem forte, com roupas
coloridas, cercado de flores e borboletas. Já Larissa, acredita
em uma Narizinho alegre, um pouco cheinha (gordinha) e de cabelos longos,
mas sorridente, também cercada de flores, um sol meio desconfiado
e nuvens coloridas. Visconde de Sabugosa é outro que faz sucesso
junto à garotada do I Período. Para os alunos, ele é
colorido como todo milho verde, mas tem detalhes amarelos e é amigo
dos bichos, principalmente dos caramujos. Estas imagens foram gravadas
nos trabalhos realizados dentro da sala de aula, em que o aluno desenhava
o personagem definido em sua cabeça. Como pretendia Monteiro Lobato,
ao contrário da padronização dos desenhos modernos,
no Sítio do Pica-pau Amarelo nada é fixo e cabe a quem lê
ou vê na televisão fazer a sua própria imagem da história.
Renoir está vivo
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Alfred
Sisley e sua esposa, de 1868, foi reproduzido no ICJ |
Pelo menos nas cabeças dos alunos
do I Período C, da professora Edith, o célebre pintor francês
Renoir, que marcou época no final do Século XVIII e início
do XIX, ainda continua bem vivo. O projeto de artes teve como finalidade
ampliar a potencialidade das crianças relacionada à leitura
de imagens: “Selecionamos algumas obras do artista e observamos detalhes
- como luz, sombra, fundo, tamanho e movimentos. Neste contexto, fizemos
a releitura a partir da apreciação das telas, aproveitando
para reproduzir, cada um ao seu jeito, os trabalhos de Renoir”, explica
a professora. O resultado não poderia ter sido melhor: desenhos
ricos, detalhados e encantadores. As crianças conseguiram dar um
toque ainda mais especial à arte de Renoir.
Direito é bom e eu gosto
No texto
deste desenho, o aluno da professora Juliana
garante que toda criança tem direito à alimentação,
moradia e assistência médica
O I Período da professora Juliana
desenvolveu ao longo do segundo semestre o “Projeto Pensar”, com o objetivo
de levar as crianças a pensarem melhor. Para isso, utilizou fábulas
e história, culminando com o teatro “A joaninha diferente”, apresentado
pelos alunos na Feira do Livro. No entanto, a professora lembra que “para
pensar bem é preciso conhecer seus direitos”. Nasceu então
outra ramificação do projeto, “A criança e seus direitos”,
e a aluna Ana Elisa traduziu esta fase dos estudos com a seguinte frase:
“Direito é tudo o que a gente pode fazer, mas na hora certa.
ICJ no antigo Egito
As
crianças viram a luz da cultura do Antigo Egito |
A
múmia encantou a garotada, que não
teve medo diante de um ser tão antigo |
Alunos do I Período A, da professora
Kátia Lúcia, foram conhecer de perto a Exposição
do “Museu Itinerante Mistérios do Antigo Egito”, que permaneceu
no Minas Shopping até o dia 10 de novembro. Este Museu já
visitou seis estados brasileiros e recebeu mais de 500 mil visitantes,
sempre com o objetivo de divulgar a cultura egípcia. Seus organizadores
pretendem atingir muitas outras regiões do País. No Museu
podem ser vistos sarcófagos, múmias, estátuas, estatuetas,
utensílios e papiros daquela civilização. O objetivo
do ICJ, dentro do “Projeto Mistérios do Egito”, é tornar
os encantos desta civilização, rica em cultura, cada vez
mais acessível aos seus alunos.
Docinho de coco no fundo do mar
Vanusa
encontrou uma forma bem
diferente de despertar o interesse dos
alunos pelos mistérios do oceano
Para explicar os mistérios do fundo
do mar ao I Período A, da professora Kátia Lúcia,
a mãe do aluno Igor Parma, Vanusa Parma, escolheu um método
bem gostoso e atraente: deu uma aula de culinária muito legal,
modelando os bichinhos da fauna aquática com docinho de coco e
anilina: “Trabalhamos a escrita da receita, listando os ingredientes,
e depois fizemos uma festa”, conta a professora. Pena que não chamaram
toda a Escola para comer os bichinhos doces do fundo do mar. |
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