|
| |

Alunos
cantam a história do SAMBA
Todos
os alunos do Instituto Coração de Jesus, da
Educação Infantil ao Ensino Médio, passando
pelas turmas do Ensino Fundamental, participaram do projeto
“Cantando a História do Samba”, desenvolvido pela Escola
durante o segundo semestre. Eles mergulharam fundo no rico
universo do samba, realizando pesquisas sobre vários
compositores e levantando informações que nortearam
as atividades. Viabilizar ações culturais simultâneas
com o samba, reunindo no mesmo espaço e tempo um pouco
da história, cultura, lazer, entretenimento e muita
música de qualidade. Este foi o objetivo principal
do projeto “Cantando a História do Samba”, que ainda
contribuiu para a valorização da memória
musical do samba mais tradicional e propiciou aos alunos a
oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a cultura
brasileira. O balanço final não poderia ter
sido melhor. Os alunos do ICJ passaram a cantar e divulgar
o samba brasileiro. Também mudaram a postura com relação
aos preconceitos raciais e demonstraram muito mais interesse
pela cultura afro-brasileira.Esses elementos foram incorporados
à vida de cada estudante. Resultados de pesquisas iniciais
confrontados com a finalização do projeto demonstram
o quanto os alunos evoluíram em suas concepções.
Depois de participar de encontros riquíssimos com Ataulpho
Alves Júnior – filho do sambista Ataulfo Alves, um
dos maiores artistas brasileiros – e também com o radialista
Acir Antão, um divulgador incansável da nossa
boa música, os alunos prepararam uma grande apresentação
de encerramento, dia 27 de novembro, no Clube dos Oficiais
da Polícia Militar. Com este projeto, o Instituto Coração
de Jesus também atendeu à Lei 10.639, sancionada
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tornou
obrigatório nos ensinos Fundamental e Médio
o estudo da história e cultura afro-brasileiras, com
o objetivo de resgatar a contribuição do povo
negro nas áreas social, econômica e política
do país, avançando na luta contra o preconceito
racial. |
|
|
|
|
|
| |
| |
|
| |
O
ICJ é uma escola de samba
Para
se falar em samba tem que se falar em negro. Para se falar em negro temos
que contar a sua luta através de muitas gerações,
erguendo o seu grito contra o preconceito.
Depois de várias
atividades desenvolvidas ao longo do segundo semestre, abordando o universo
do samba e a cultura negra, os alunos do Instituto Coração
Jesus realizaram uma grande apresentação de encerramento
do projeto “Cantando a História do Samba”, dia 27 de novembro,
no Clube dos Oficiais da Polícia Militar. O evento contou com a
presença de pais, familiares e amigos, coroando de êxito
a iniciativa da Escola. As turmas de 1ª a 4ª série montaram
a “Escola de Samba Unidos do Coração”, com alas e todos
os elementos de uma verdadeira agremiação. “Mama África”
foi o tema da 5ª série, que enfocou a importância do
negro na nossa formação. Já os alunos de 6ª
série apresentaram “De sambistas e de samba”, enfocando a obra
de grandes sambistas. “Somos Herança da Memória”, tema desenvolvido
pelas turmas de 7ª e 8ª séries, enfatizou a história
do negro, da África às Américas. Um autêntico
“Programa de Auditório” foi montado pelo Ensino Médio para
retratar a época do rádio, quando o samba se firmou no cenário
musical brasileiro. Após a apresentação dos alunos,
o Instituto Coração de Jesus recebeu o certificado de participação
no projeto “Cantando a História do Samba”, que terminou com um
grande show do grupo “Dóris e Quinteto em Samba”.
Mama
África
Os alunos de 5ª
série homenagearam o continente africano por sua contribuição
cultural à humanidade, apresentando o tema “Mama África”
no encerramento do projeto “Cantando a História do Samba”. Um dos
destaques foi o número de dança, ao som da conhecida canção
“Mama África”, do compositor Chico César. A 5ª série
lembroudois sambistas cariocas, Zeca Pagodinho (“Deixa a vida me levar”)
e Nei Lopes (“Gotas de veneno”), que também é um respeitado
pesquisador da cultura negra, autor de vários livros sobre o assunto.
Outra homenageada da turma foi Clementina de Jesus, uma das mais queridas
artistas brasileiras, que depois de trabalhar como empregada doméstica,
começou sua carreira de cantora profissional com quase 50 anos
de idade, transformando-se em um verdadeiro ícone da arte negra.
A homenagem à Quelé, como a cantora era conhecida, se deu
através da música “Marinheiro só”, um de seus maiores
sucessos.
De
Sambistas e de Samba
A apresentação
da 6ª série no fechamento do projeto “Cantando a História
do Samba” também foi bastante animada. Os alunos, caracterizados,
enfocaram a vida e obra de dois compositores importantes, Nélson
Cavaquinho e Paulinho da Viola, e também do conjunto Fundo de Quintal.
“De Sambistas e de Samba” foi o tema desenvolvido pela turma. A música
“Rei Vadio” foi a escolhida para a homenagem a Nélson Cavaquinho,
boêmio que fez do Rio de Janeiro, onde nasceu e morreu, o cenário
de sua vida cantada em inúmeros sambas. Ele e seu amigo Cartola
são considerados os maiores compositores da Mangueira. Já
o “príncipe” Paulinho da Viola, um dos principais responsáveis
pela renovação do samba, foi lembrado por seu maior sucesso,
“Foi um rio que passou em minha vida”, samba no qual homenageia a Portela,
escola do seu coração. Com uma apresentação
ao vivo, os alunos Guilherme Luid (voz), André Vitor e Alexandre
Piroli (violões), Guilherme de Paula e Lucas (tambores), Matheus
Santos (pandeiro) e Carlos Eduardo (cavaquinho), levantaram o público
com “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa, número que homenageou
o Fundo de Quintal. Criado no final dos anos 1970, a partir do bloco carnavalesco
Cacique de Ramos, no Rio, o grupo é hoje um dos mais antigos em
atividade e tornou-se uma referência do pagode. |
|
|
| |
|
| |
Somos
Herança da Memória
Quatro momentos dividiram
a apresentação dos alunos de 7ª e 8ª séries
na grande festa do projeto “Cantando a História do Samba”. Para
contar um pouco sobre a riqueza musical que atravessou o Atlântico
e se estabeleceu nas Américas, com os escravos trazidos da África,
as turmas apresentaram o tema “Somos Herança da Memória”,
com uma dança afro ao som dos atabaques. Outros instrumentos de
percussão também soaram no Clube dos Oficiais, como cuíca
e tamborim, para simbolizar o nascimento do samba. Caracterizados de Ataulfo
Alves (“Ai, que saudades da Amélia”), Pixinguinha (“Carinhoso”),
Dorival Caymmi (“Marina”), Martinho da Vila (“Madalena”) e Leci Brandão,
a primeira mulher a entrar no rol dos compositores da Mangueira, os alunos
contaram que no início do século XX o samba era perseguido,
e por isso foi confinado aos fundos de quintais e aos morros. Depois,
desceu para o asfalto, ganhando a sociedade e tornando-se expressão
autêntica do nosso povo. Os personagens encerraram a apresentação
cantando “Mulheres”, sucesso de Martinho da Vila.
Programa
de Auditório
Ary Barroso, Noel Rosa, Zé
Kéti, João Bosco, Jorge Aragão e muitos outros sambistas
da velha guarda e contemporâneos passaram pelo autêntico programa
de auditório montado pelo Ensino Médio para a culminância
do projeto “Cantando a História do Samba”. Os alunos cantaram e
analisaram letras, revelando a riqueza da obra de grandes compositores
e mostrando que a chamada época de ouro do rádio brasileiro
foi o período de afirmação do samba. As alunas Paula
Prados e Thaís Amaral, acompanhadas pelosviolões da colega
Thaís Magalhães e do professor Rodrigo, cantaram “Isto aqui
o que é?”, de Ary Barroso. Thaís Angélica, também
acompanhada pelo professor Rodrigo, apresentou “Pierrô apaixonado”,
de Noel Rosa, com uma encenação típica das operetas
da época, na qual não faltou a personagem colombina. O trio
“ICJ Parada do Samba”, formado pelo professor Fausto e pelos alunos Bruno
e Fabíola, mostrou dois números, “O bêbado e a equilibrista”,
de João Bosco, e “Coisa de pele”, de Jorge Aragão. Já
Maurício Dueles, pai do aluno Lucas, tocou e cantou “A voz do morro”,
de Zé Kéti. A dupla Celina e Paulo Roberto dançou
sobre patins um dos choros mais famosos do nosso cancioneiro, “Brasileirinho”,
de Waldir Azevedo. O final foi empolgante: todos cantando juntos “Cantores
do Rádio”.
|
|
|
| |
|
| |
Ataulpho
Alves Júnior na roda de bambas
Um dos momentos mais
emocionantes do projeto “Cantando a História do Samba” foi o encontro
dos alunos do Instituto Coração de Jesus com Ataulpho Alves
Júnior, sambista como o pai, Ataulfo Alves, um dos maiores expoentes
da cultura brasileira, autor de clássicos da MPB, como “Ai, que
saudades da Amélia”, música composta em parceria com Mário
Lago. O encontro, ocorrido no dia 4 de novembro, foi uma verdadeira roda
de bambas. De manhã, o artista se reuniu com as turmas de 6ª
a 8ª série do Ensino Fundamental e com os alunos do Ensino
Médio, que inclusive o acompanharam em vários sambas.
O grupo “Dóris
e Quinteto em Samba” também marcou presença. No período
da tarde, foram os alunos de 1ª a 4ª série que se encontraram
com o sambista. Além de cantar, Ataulpho Júnior contou muitas
histórias e curiosidades sobre o universo do samba, contribuindo
ainda mais para enriquecer o trabalho. A coordenadora do “Cantando a História
do Samba”, Elzelina Dóris, destacou a participação
do ICJ no projeto:
“O Instituto Coração
de Jesus foi a primeira escola particular a participar do nosso projeto.
Fico muito feliz sabendo que estamos conseguindo contribuir para a nossa
cultura e fortalecer a identidade do negro”. E Ataulpho Alves Júnior,
a grande estrela, assinou embaixo. “Este projeto é muito bonito,
os estudantes adoraram. O ICJ está de parabéns pela iniciativa”,
afirmou o compositor após o encontro com os alunos.
Almanaque
do Samba
Pelo Telefone
Se não foi
o primeiro samba, “Pelo Telefone”, de Donga, certamente foi a primeira
música gravada com a identificação do gênero
“samba”, em 1917. Pesquisadores afirmam que o tema já era cantado,
um ano antes, nas rodas de samba promovidas por Tia Ciata (Hilária
Batista de Almeida) na Rua Visconde de Itaúna, próximo à
Praça Onze, no Rio.
Deixa Falar
A primeira Escola
de Samba, chamada “Deixa Falar”, foi fundada em 18 de agosto de 1928,
na rua
Estácio de Sá, Rio de Janeiro. A denominação
“escola de samba” foi uma brincadeira: na mesma rua
ficava a antiga Escola Normal, onde se formavam professores primários.
Na “Deixa Falar”, segundo seus fundadores, formavam-se “professores de
samba”.
Palpite Infeliz
Dois dos maiores sambistas
de todos os tempos, Noel Rosa e Wilson Batista, travaram uma acalorada
briga, usando suas músicas como armas. Quando o samba de um era
lançado, com versos
provocativos, o outro imediatamente respondia na mesma moeda. Dessa pendenga
musical surgiu, pelo menos, um clássico da MPB, o samba “Palpite
Infeliz”, de Noel.
Carnaval
brasileiro
Por duas rotas o carnaval
chegou ao Brasil. A primeira, partindo da África, de onde os negros
trouxeram seus cantos e suas danças. A outra veio da Europa, através
das festas tradicionais de Portugal, como o Entrudo. A soma das duas resultou
no modelo de carnaval brasileiro.
Ô Abre-alas
Compositora de maxixes
e lundus, entre outros gêneros, Chiquinha Gonzaga também
tem seu nome estreitamente ligado ao carnaval brasileiro. Sua marchinha
“Ô Abre-alas” foi a primeira música composta especialmente
para o carnaval, em 1899, anos antes do samba entrar de vez na maior festa
popular do país.
Enciclopédia
de ritmos
com Acir Antão
Outro
momento bastante enriquecedor proporcionado pelo projeto “Cantando a História
do Samba” foi o encontro dos alunos da 7ª série com o radialista
Acir Antão, um dos maiores especialistas em música popular
brasileira, que ocorreu dia 17 de novembro, no auditório do Instituto
Coração de Jesus.
O convidado falou
sobre o samba e outros ritmos brasileiros, como maracatu, frevo, baião,
etc., demonstrando afinidades e diferenças entre eles. Para Acir
Antão, o samba é o “pai” da maioria dos ritmos brasileiros,
dando a exata dimensão da contribuição dos negros
para a cultura nacional. “O Instituto Coração de Jesus está
fazendo um trabalho brilhante ao desenvolver um projeto tão importante
como esse.
Os jovens têm
a oportunidade de levantar e discutir questões que contribuem diretamente
para um maior entendimento e valorização da nossa cultura”,
avaliou Acir Antão, que contou também muitas curiosidades,
como a origem do carnaval brasileiro. A versão sobre o surgimento
da feijoada - segundo a qual os escravos aproveitavam as partes do porco
que eram dispensadas pelos senhores de engenho para fazer o que se tornou
um dos pratos mais tradicionais da culinária brasileira – chamou
muito a atenção dos alunos da 7ª série. No final
do encontro, o radialista distribuiu autógrafos, que os alunos
guardaram orgulhosamente.
Experiência
que deu certo
Projeto
Orientação em Adolescência e Sexualidade é
desenvolvido com a 7ª série
A descoberta da sexualidade
é um momento decisivo em nossa vida. Em função disso,
o ICJ tem procurado, através do projeto “Orientação
em Adolescência e Sexualidade”, desenvolvido com a 7ª série,
contribuir na formação integral dos seus alunos, enfatizando
o assunto como um aspecto natural e positivo para o ser humano. Durante
os encontros o aluno aprende o que precisa saber e esclarece suas dúvidas
com ajuda da educadora Durce Ribeiro, sob a coordenação
da psicopedagoga e orientadora Nídia Greco, especialistas em educação
afetivo-sexual. |
|
|
| |
|