INFORMATIVO DO INSTITUTO CORAÇÃO DE JESUS - MAIO/2001
 
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CAMINHOS PARA UM PAÍS QUE   BUSCA A SUA IDENTIDADE        

Só a convivência salva
O ICJ lançou o projeto Conviver Aprendendo, princípios éticos de convivência, que pretende mudar toda a estrutura dos relacionamentos dentro e fora da Escola. A idéia, como explica a diretora de Ensino Maria Christina Gontijo, é lutar contra a atual moda de banalização das relações humanas: "Não podemos aceitar de braços cruzados alguns conceitos que estão sendo cada vez mais popularizados pela mídia".

A descoberta do corpo humano
A turma do 1º período C é muito curiosa. Foi o que descobriu a professora Edith Guerra ao iniciar o trabalho com desenhos do corpo humano, que logo teve que ser mais elaborado. O aluno Vitor Emediato despertou a curiosidade dos colegas ao contar que o seu coração ficava no peito. A partir daí todos queriam saber o que tinha "do lado de dentro do corpo".

Os 40 anos estão chegando
Este ano, o Instituto Coração de Jesus comemora seu quadragésimo aniversário de fundação e muitas atividades irão registrar esta data tão importante. Gerações já passaram pelos bancos escolares do ICJ, desde 1961, quando D. Elza Fabel transformou em realidade seu sonho de criar uma Escola, que hoje é referência no ensino de Minas Gerais, particularmente em Belo Horizonte.

 
 
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Editorial

Ética, moral e o homem light

Foi com enorme prazer, a exemplo de muitos pais, que tive a oportunidade de participar do Dia Nacional da Família na Escola. Na ocasião, deu-se o lançamento do projeto Conviver Aprendendo, atividade vinculada ao projeto pedagógico do Instituto Coração de Jesus, quando foi realizada uma discussão sobre ética e moral e seus reflexos na educação dos filhos pelos pais, Escola e sociedade.

Nada mais oportuno. Assim como nos últimos anos entraram em cena os produtos "light" - cigarro light, gordura light, bebida light -, também foi sendo gerado um tipo de homem que podemos chamar de homem light. Este homem viu tantas mudanças, que começa a não saber a que se agarrar ou o que fazer diante de situações do cotidiano, notadamente aquelas relacionadas à educação dos filhos. Assim, não raras vezes, encontramos um profissional competente no seu campo de trabalho, mas que fora deste contexto fica perdido, sem idéias claras, rodeado de informações que o distraem e o confundem, mas que pouco a pouco o convertem em um homem superficial, indiferente, permissivo e que vive num enorme vazio moral. Aliás, quanto à moral brasileira, vale a pena lançar um olhar retrospectivo sobre as raízes históricas que, a exemplo de outras nações latino-americanas, levaram o Brasil a cultivar uma dupla moral: a moral da integridade, como discurso oficial que perpassa todos os agentes sociais, e a moral do oportunismo, como discurso oficioso que permeia a sociedade como um todo.

Estas duas morais, amplamente contraditórias, coexistem no cotidiano de nossas vidas e contribuem ainda mais para a consolidação do homem light. No nosso cotidiano, um jogo de faz-de-conta, uma tessitura de pantominas e cumplicidades. Uma dissociação entre o discurso e a prática; o enunciado e o vivido; o país legal e o país real; os códigos formalizados de conduta e os expedientes espertos do dia-a-dia. E o exemplo vem de cima. Basta ver os últimos acontecimentos do Congresso Nacional. Em nome da ética e da preservação dos valores maiores do Senado justifica-se a mentira e a ocultação de atitudes ilícitas e de improbidade administrativa.

Vivemos num paradoxo: há convivência entre a retórica das fórmulas edificantes do "homem de bem" e a complacência em relação aos jeitinhos, favoritismos, subornos, quebra-galhos, pistolões, tramóias, infidelidades, malandragens, como se esses arranjos todos não passassem de dribles - a exemplo da lei de Gérson - indispensáveis para sobreviver no mundo real. Isso tudo contribui ainda mais para a consolidação do homem light. Um homem sem vínculos, descomprometido, de pensamento fraco, convicções sem firmeza, indiferença sui generis feita de curiosidade e relativismo ao mesmo tempo... O importante é o que está na moda, sua norma de conduta, a vigência social; sua ética se fundamenta na estatística, substituta da consciência; sua moral, repleta de neutralidade, carente de compromisso. Tudo nele se torna etéreo, leve, volátil, banal, permissivo. E o que fazer? Não é fácil dar uma resposta concreta quando tantos aspectos importantes se convertem em superficialidades. É preciso reflexão e responsabilidade. É urgente fazer uma reflexão, um balanço pessoal das nossas atitudes, comportamentos e decisões, principalmente aquelas que se prestam à orientação e educação de nossos filhos.

André Teixeira Gontijo
Consultor educacional (e-mail: addere@pib.com.br)

Os 40 anos estão chegando

Este ano, o Instituto Coração de Jesus comemora seu quadragésimo aniversário de fundação e muitas atividades irão registrar esta data tão importante. Gerações já passaram pelos bancos escolares do ICJ, desde 1961, quando D. Elza Fabel transformou em realidade seu sonho de criar uma Escola, que hoje é referência no ensino de Minas Gerais, particularmente em Belo Horizonte.

Obra de construção do prédio do
ICJ: sonho virando realidade

Hoje: um prédio 
bonito e funcional

A primeira turma: 40 anos atrás

São 40 anos formando cidadãos para o mundo. Nestas quatro décadas, muita coisa mudou, do uniforme dos alunos ao prédio principal do ICJ. A Escola já começa a receber manifestações de parabéns, como a de Ana Dorotéia Vinci de Almeida Amaral, mãe de Bruno e Júlia Amaral, transcrita a seguir.

Era uma vez uma escola

Era uma vez uma Escola. Era grande, colorida, bonita e tinha tanta gente passando pra lá e pra cá. Nessa Escola estudavam muitas crianças e muitos jovens. E ensinavam lá muitos professores e orientavam supervisores. Era uma Escola que tinha uma bonita história. Há 40 anos, uma jovem muito bem disposta resolveu que queria tentar fazer o que mais gostava: ensinar crianças a ler, escrever e ver o mundo de uma maneira mais humana, solidária, sem deixar de perceber, às vezes, uma parte triste da realidade da vida. Dentro de uma pequena sala com poucos bancos e carteiras, alguns alunos foram privilegiados de aprender com esta ilustre professora. Ela era boa mesmo no que fazia! Era meiga, legal, compreensiva, mas também sabia ser enérgica quando precisava. Ficou conhecida e muitas outras crianças também quiseram aprender com ela. E os anos foram se passando.

Os muros foram se erguendo, uma verdadeira Escola foi sendo construída ao mesmo tempo em que ela construía sua família. E foi nesse espírito - de família, de tentar conhecer o ser humano como um todo e compreender toda a sua peculiaridade - que a professora Elza conseguiu ajudar muitas pessoas a realizar um sonho.

O de aprender que a vida é feita de etapas e que temos que passar por elas bem devagar para podermos aproveitar tudo de bom e superarmos tudo o que é difícil ou parece impossível em cada uma delas. Parabéns D. Elza, pela sua dedicação, pelo seu amor e por sua perseverança, pois o Instituto Coração de Jesus é uma Escola que acolhe, aconchega, inspira confiança e, acima de tudo, promove o desenvolvimento do ser humano. Muitos e muitos anos de vida!

Ana Dorotéia Vinci de Almeida Amaral

Correspondência

Grande amiga e educadora Elza,

O Instituto Coração de Jesus (não sou eu, todo o mundo é quem diz) é uma Escola que ensina a ser feliz. Muito obrigada pelo seu jornal. Belo e variado, grande, heterogêneo, mostra do aluno o esforço e o ideal que apontam o rumo do novo milênio. Você, Ademar, os filhos, a família e toda a equipe do Colégio merecem os parabéns por este periódico escolar de tão alto nível.

Meu grande abraço,

Zeni Lana

 

 

 
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O 3º período C, da professora Andréia, estudou a origem da Páscoa

Páscoa do 3º período A, da professora Jacqueline Vasconcelos

A 5ª série se reuniu na quadra da Escola com a importante presença dos pais

Este ano, mais uma vez, o ICJ comemorou a Páscoa com diversas atividades, envolvendo todos os alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, passando pelas séries do Ensino Fundamental, além dos professores, pais, diretores e coordenadoras. Todos os momentos foram reservados à reflexão sobre conceitos fundamentais para o ser humano, como alegria, amor, partilha, confraternização, solidariedade e doação. As atividades não foram desenvolvidas apenas nas salas de aulas, mas também nas quadras do ICJ, na Oficina de Idéias e nos pátios da Escola. As turmas da Educação Infantil participaram de uma campanha de doação de alimentos, roupas e brinquedos às crianças carentes de creches indicadas pelos pais dos alunos. Através de gestos concretos, os alunos promoveram o verdadeiro sentido da partilha, a valorização do semelhante e a importância de se viver em comunidade.

Os alunos da 5ª série, juntamente com seus pais, participaram do encerramento das celebrações da Páscoa, que este ano foram interligadas à Campanha da Fraternidade (Vida sim, drogas não!). Os pais receberam cartões (confeccionados pelos próprios alunos) e bombons.

 


Quem está se divertindo mais?
Os alunos da Educação Infantil e de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental do ICJ brincaram o Carnaval deste ano com a mesma alegria de sempre. As turmas caíram na folia, pulando no pátio e nas quadras da Escola, ao som das músicas que embalaram os carnavais de todos os tempos. Aconteceram ainda apresentações teatrais produzidas pelas próprias crianças. As professoras e as coordenadoras também se divertiram. Festa total no Carnaval 2001 do ICJ.
As crianças brincaram no pátio do ICJ

Qual a fantasia mais bonita?

Alegria estampada nos rostos

Os foliões também pularam na quadra

A partir da brincadeira Cadê o toucinho que estava aqui? e dos livros Cadê o docinho que estava aqui?, de Maria Ângela Resende, e Cadê, de Guto Lins, as crianças do 2º período B, da professora Márcia Marcellini, fizeram o seu próprio Cadê. O resultado ficou genial. Confira.

Cadê o menino que
estava aqui?
Foi jogar bola.
Cadê a bola?
O goleiro pegou.
Cadê o goleiro?
Tá no gol.
Cadê o gol?
Quebrou.
Quem quebrou?
A bola.
Cadê a bola?
O outro goleiro pegou.
Cadê o outro goleiro?
Tá no outro gol.
Cadê o outro gol?
Tá no Mineirão.
Cadê o Mineirão?
Quer saber?
Vá andando por aqui,
por aqui, por aqui...

Cadê a carne
que estava aqui?
O cachorro comeu.
Cadê o cachorro?
Foi enterrar o osso.
Cadê o osso?
Tá debaixo da terra.
Cadê a terra?
Tá debaixo do mato.
Cadê o mato?
O cavalo comeu.
Cadê o cavalo?
Tá na fazenda.
Cadê a fazenda?
Tá na roça.
Cadê a roça?
Quer saber?
Vá andando por aqui,
por aqui, por aqui...

 
 
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Caminhos para a água no Século XXI

A possibilidade de um futuro racionamento de água foi discutida pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio, sob a orientação da professora de Geografia, Sônia Moura. A atividade consistiu na realização de entrevistas com diversas pessoas, de diferentes níveis profissionais. A partir das respostas, os alunos confrontaram a diversidade de opiniões e debateram o tema "A água no Século XXI", chegando a algumas conclusões, como a necessidade urgente de se combater a poluição desenfreada dos rios e também evitar o desperdício, metas que poderiam ser atingidas através de campanhas de conscientização e legislações ambientais mais rigorosas. A aluna Danielle Cristina Mourão entrevistou a diretora pedagógica do ICJ, Suely Félix. Leia a entrevista.P: Como você analisa a poluição de nossas águas?

R: Sendo a água uma das nossas fontes de vida, é lastimável que o homem, não tendo percebido isso, continue a cada dia poluindo mais e mais os nossos rios.

P: Na sua opinião, o que deveria ser feito para que a poluição acabasse ou diminuísse?

R: É preciso que haja políticas ambientais sérias, em que sejam controlados os vazamentos de petróleo, as substâncias químicas que são despejadas pelas indústrias, o tratamento do esgoto sanitário, além de campanhas de conscientização de todos os cidadãos contra a poluição dos rios.

P: Você saberia citar uma idéia para a Prefeitura conscientizar as pessoas sobre o fim da poluição?

R: Campanhas que visem conscientizar a todos sobre o valor da água em nossas vidas.

P: Como você utiliza a água no seu dia-a-dia?

R: Procuro conscientizar os meus filhos e a minha ajudante quanto ao desperdício de água. Ela é usada na minha casa de forma muito racional. Se há algum vazamento nas torneiras, colocamos uma vasilha embaixo, para que a água seja reaproveitada na limpeza.

P: Você acha que dessa maneira está contribuindo para que o risco de ficarmos sem água diminua?

R: Com certeza; somente com a ajuda de cada um podemos evitar essa catástrofe, no Século XXI. Economizar água é questão de cidadania.

P: Cite um fator que explique o porquê de chegarmos a este ponto, de precisar racionamento.

R: Porque o governo não conseguiu controlar os abusos das indústrias e da população na poluição dos rios, além de não haver tratamento de nossos rios para que a água seja reaproveitada.

P: Você acredita que neste século poderá haver conflito entre países com a falta da água?

R: Se não houver medidas urgentes e drásticas no desperdício e poluição, a água se tornará a cada dia mais rara e de maior valor. Matar a sede do mundo poderá, certamente, gerar conflitos.

P: Deixe registrada para a turma 2001 uma mensagem ou um apelo sobre a preservação da água para o século XXI.

R: Deixo para vocês os preceitos registrados no Fórum Mundial da Água, realizado em março de 2000, através do Manual de Solidariedade da Água: proteger os ecossistemas a todo custo; valorizar os recursos hídricos, evitando desperdício; compartilhar os mananciais. Acredito que não poluir e não desperdiçar água são atos de amor que eu conclamo a todos vocês praticarem.

Água será tema de debate virtual

O ICJ vai realizar um grande debate interativo sobre o destino das águas no Brasil. O tema central será a privatização de Furnas e das águas brasileiras. Todos os integrantes da comunidade escolar, ambientalistas e autoridades de BH e de outras regiões do Estado poderão participar. Serão realizados debates e enquetes no nosso site (www.icj.g12.br) para saber a opinião da população sobre o assunto. Em breve este projeto estará ganhando as ruas de Minas Gerais.

Mais perto do Universo

O projeto O Universo vai à escola (foto ao lado) esteve no ICJ, em maio, e conseguiu despertar nos alunos o interesse pelos mistérios dos astros. Na programação: apresentação do filme O Sol e os planetas Interiores - As constelações. Houve também observação em telescópio de alta potência, quando os alunos puderam curtir as belezas da lua, das estrelas das constelações do Cruzeiro do Sul e de Centauro (Alfa Centauro), além de outros fascinantes astros.

Feudalismo: a evolução de Afonso e Margô

A professora de História, Elma Carvalho, desenvolveu um trabalho sobre feudalismo com a 6ª série. A atividade proposta foi montar um feudo usando a imaginação, sem que os alunos se esquecessem do castelo, moinho, florestas, camponeses, animais, divisão de terras e outras informações passadas em sala de aula. O resultado foi surpreendente.

O trabalho de Vinícius Cesário Galvão, entitulado A evolução de Afonso e Margô, representa bem o que os colegas de 6ª série fizeram.

Você tem medo de quê?

Nas aulas de Filosofia da professora Kátia Lúcia Lopes, após a leitura de um texto do jornalista Gilberto Dimenstein, do livro Cidadão de papel, os alunos da 6ª série fizeram um levantamento de seus medos, registrado em um gráfico estatístico. A morte dos pais é o principal medo dos adolescentes. Em seguida, vêm o medo de repetir de ano, de ser seqüestrado, de entrar ladrão em casa, etc. Confira o resultado final.

5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Fantasma
 
Dormir no escuro
 
Ficar preso em elevador
 
Ser assaltado na rua
 
Repetir de ano
 
Entrar ladrão em casa
 
Separação dos pais
 
Atropelamento
 
Morte dos pais
 
Meninos de rua
 
Aids
 
Desemprego
 
Não entrar na faculdade
 
Não conseguir emprego depois de formado
 

 

 

 
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Fique por dentro das vanguardas européias

As vanguardas européias foram tema de um amplo trabalho realizado pelos alunos do 3º ano do Ensino Médio. Eles pesquisaram a fundo estes movimentos de renovação surgidos no Velho Continente, que refletiram nos quatro cantos do mundo, mudando o panorama da produção artística no Século XX, sobretudo das Artes Plásticas e da Literatura. Os vanguardistas trouxeram novos conceitos de criação e, com eles, novas formas de expressão e estilos, como o Surrealismo, Cubismo, Expressionismo, Futurismo e Dadaísmo. A inquietação dos artistas europeus e a necessidade de romper com o Classicismo vigente também encontraram eco no Brasil, desembocando na Semana de Arte Moderna, movimento de vanguarda que marcou o ano de 1922. Sob a coordenação do professor Roberto Mauro, os alunos iniciaram o trabalho com uma pesquisa sobre o tema. Em seguida, montaram uma galeria e realizaram várias atividades, como teatro, música e dança, entre outras. "Os objetivos propostos foram o desenvolvimento da habilidade de interpretar textos de linguagens diversas; ampliação do conceito de realidade e exploração da visão subjetiva da vida e do homem através da arte; estabelecimento de uma relação intertextual entre Literatura e Artes Plásticas. Acredito que foram plenamente atingidos. Os alunos demonstraram grande interesse pelo tema e se empenharam bastante na realização do trabalho", avalia o professor Roberto Mauro.
Surrealismo despertou grande interesse

Grupo que apresentou sobre o Cubismo

Dadaísmo: alvo de pesquisa do 3º ano
Os alunos que estudaram o Expressionismo

3º ano: ex-alunos levam experiência do vestibular

Confraternização: ex-alunos deram dicas importantes

Os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus tiveram um encontro com ex-alunos da Escola, que se formaram no final de 2000, para uma proveitosa troca de experiências. Os ex-alunos relataram suas vivências no pré-vestibular e também como se saíram nas provas para ingressar no Ensino Superior. Os que foram aprovados deram dicas importantes sobre os cursos que começaram a freqüentar, enquanto aqueles que não passaram no vestibular levaram mensagens de otimismo aos alunos do 3º ano, demonstrando que não desistiram, pelo contrário, estão se preparando para novo vestibular este ano. O primeiro momento do encontro aconteceu no auditório do ICJ e, em seguida, todos se confraternizaram no Ecoparque, com um delicioso lanche. Valeu a força dos ex-alunos.

ICJ brilha no vestibular

O Instituto Coração de Jesus teve uma excelente aprovação no último vestibular. O percentual de alunos aprovados foi considerado alto, o que prova que a Escola está no caminho certo, de formar cidadãos e prepará-los para as competições da vida. Todos os alunos e também os professores estão de parabéns. Veja a lista dos aprovados em cada curso e universidade:

Daniela Vital Lara
Enfermagem - PUC
Fausto Ronalle Muniz
Eng. Automação - FUMEC
Eng. Contr. e Automação - PUC
Felipe Zolini Moreira
Eng. Contr. e Automação - PUC
Fernando Rodrigues Parreiras
Eng. Civil - PUC
Eng. Civil - FUMEC
Eng. Civil - UFMG
Hugo Andreotti Ricaldoni
Educação Física - UFMG
Luana Kalume Faria
Administração - Newton Paiva
Administração - PUC
Mariana Garrido Rodrigues
Turismo - Newton Paiva
Omar Luís Fagundes
Comércio Exterior - PUC
Ciências Econômicas - UNA

Patrícia de Oliveira Moreira
Psicologia - UFMG
Roane Pena Viegas
Medicina Veterinária - UFMG
Rômulo Moreira Lambertucci
Eng. Mecânica - PUC
Taciana Valadares Carvalho
Ciências Sociais - UFMG
Wanderson Trigueiro Bessa
Proc. Dados - UNA
Administração - Newton Paiva
Eng. Contr. e Automação - PUC
Frederico de O. Almeida Vianna
Relações Internacionais - PUC
Bárbara Vieira Borges
Psicologia - Newton Paiva
Ramon Carvalho de Oliveira
Psicologia - FUMEC
Paulo Roberto de Faria Viana
Fisioterapia - Fund. Educ. de MG

2º ano vai ao Museu Mineiro

Anotações para o relatório sobre a visita

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio do ICJ foram ao Museu Mineiro de Belo Horizonte visitar a exposição dos 70 anos da Revolução de 1930 em Minas Gerais, como atividade extraclasse da disciplina de História, sob a coordenação da professora Cláudia Veiga. A visita de caráter técnico teve como objetivo investigar elementos históricos como práticas sociais que podem ser examinadas do ponto de vista crítico e cultural. Este tipo de trabalho, segundo a professora Cláudia Veiga, visa despertar no aluno o olhar crítico e observador diante de construções de valor histórico e artístico; promover o 
interesse por essas construções que formaram a Nova Capital (Belo Horizonte) no final do Século XIX; desenvolver o interesse de preservação e promoção do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Tudo isso para preservar a memória histórica como instrumento de conscientização dos homens na tarefa de construir uma sociedade mais digna, justa, livre e feliz. Depois da visita, os alunos fizeram um relatório abordando os aspectos físicos, a pluralidade cultural e histórica do Museu.

1ª reunião de pais do Ensino Médio

Antônio Zumpano falou aos pais sobre os desafios da educação

A primeira reunião de pais de alunos do Ensino Médio deste ano aconteceu em março, na Quadra Poliesportiva do Instituto Coração de Jesus. O evento contou com a presença de pais de alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, professores, coordenadores e diretores. E teve ainda a participação especial do professor da UFMG, Antônio Zumpano, que fez uma palestra abordando os atuais problemas da educação, a necessidade de se rever o significado da escola na formação integral do indivíduo. Zumpano usou vários exemplos do cotidiano, para provar a importância das entidades de ensino em promover competências e habilidades em cada indivíduo. Logo após a palestra houve um debate, no qual os participantes levantaram vários questionamentos para o palestrante.

 

 

 

 
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Só a convivência salva

O ICJ lançou o projeto Conviver Aprendendo, princípios éticos de convivência, que pretende mudar toda a estrutura dos relacionamentos dentro e fora da Escola. A idéia, como explica a diretora de Ensino Maria Christina Gontijo, é lutar contra a atual moda de banalização das relações humanas: "Não podemos aceitar de braços cruzados alguns conceitos que estão sendo cada vez mais popularizados pela mídia".

Educar exige, antes de tudo, amor e vontade de driblar obstáculos

José Walter fala aos pais sobre a importância da ética e da moral na formação do cidadão

"Hoje, um jovem tem dificuldades até para cumprimentar outras pessoas. Imagine para o relacionamento do dia-a-dia, dentro e fora da Escola? O nosso objetivo principal é rediscutir conceitos de relacionamento e ética, envolvendo professores, pais, alunos e toda a comunidade escolar, em busca de um processo educacional mais completo", explica a diretora.

Ética e moral

O psicólogo educacional José Walter Albinati, consultor do ICJ e um dos coordenadores do projeto, explica que o Conviver Aprendendo tem bases muito amplas. Ele gosta de frisar a importância de se entender alguns conceitos básicos, como ética e moral, mostrando que estes valores precisam ser discutidos e definidos, de forma participativa, para que realmente sirvam como parâmetros de uma vida melhor, dentro e fora da unidade de ensino.

José Walter lembra que, no fundo, ética e moral acabam tendo o mesmo sentido prático, que é chegar à lei (coletiva), que determina princípios de disciplina e comportamento. Se por um lado a ética está ligada ao desejo de uma relação democrática, compartilhada e altruísta; a moral faz o contraponto, pois tem um teor mais autoritário, como um 

poder imposto, centralizado e egoísta. "A junção das duas - ética e moral - nas doses e momentos certos é o melhor remédio para uma boa convivência em comunidade, seja na Escola, no bairro ou mesmo dentro do ambiente familiar", resume o psicólogo.

A preocupação de José Walter, da diretoria do ICJ e de todos envolvidos neste projeto é conhecer estas ferramentas e divulgar seus benefícios à comunidade escolar, para a formação de jovens prontos para enfrentar o mundo. "Não podemos tender muito para o lado da moral (proibição), nem exceder para o lado da ética (democracia). Precisamos buscar um meio termo, de forma partilhada. Assim vamos melhorar todas as relações que envolvem a vida do aluno", explica.

Ser sujeito é fundamental

Para ser sujeito de sua história, o jovem deve manter a sua identidade

Seguindo o mesmo caminho da análise da ética e da moral, que têm definições aparentemente contrárias mas que, no fundo, levam ao mesmo lugar, o assessor pedagógico do ICJ e assessor da ADDERE Consultoria em Educação, Guilherme Barbosa, falou sobre definição de indivíduo e sujeito.

Indivíduo está mais ligado ao privado, ao individual (como o próprio nome diz), ao singular. Já o sujeito é público e social. A junção dos dois leva ao ser político - o cidadão. "Para conseguir chegar ao cidadão, no entanto, existe um longo caminho, que passa pela Escola, pela Família e pelos educadores. É preciso saber aprender, ser, conviver e fazer. Assim, o jovem será sujeito e estará livre de ser um indivíduo da mídia", explica Guilherme. O assessor pedagógico destaca ainda que o cotidiano deve ser repleto de diálogo, dentro da Escola, em casa, nas amizades etc. Outro ingrediente para a formação de um cidadão completo e livre para pensar é a vivência, que deve ser direcionada para o hoje: "Podemos construir um amanhã se fizermos de cada dia de hoje um momento de formação. Não estamos aprendendo para o futuro, pois devemos estar preparados para o agora. Assim, com as forças viradas para o presente e algumas boas ferramentas - como a ética, por exemplo - é mais fácil se chegar a uma boa convivência e conseqüentemente, ganhar em qualidade de vida", conclui Guilherme Barbosa.

Identidade, o melhor remédio contra tigrões e cachorras

As mulheres devem exigir o respeito e as vitórias históricas que tiveram contra o preconceito

O psicólogo José Walter Albinati destaca que os veículos de comunicação, como a televisão e o rádio, tentam tirar a identidade das pessoas. "É obrigação da Escola fazer com que os alunos entendam o mundo e possam interferir nele de forma positiva", resumiu. Ele vai mais longe e garante que proibir não adianta nada: "É preciso partilhar e cuidar de nossa identidade, para não acabarmos dominados pela identidade dos outros. E a boa convivência, temperada pela ética e pela moral, pode nos levar a este equilíbrio".

Exemplo

O maior exemplo da falta de identidade de boa parte dos brasileiros é o sucesso dos grupos de funk, estilo musical que tem divulgado péssimos exemplos de convivência. "De repente, o Brasil inteiro está chamando as mulheres de cachorras. Isso é muito triste, pois nas favelas, onde este ritmo musical nasceu, cachorra significa uma inferioridade. Significa que a mulher pode apanhar, ser agredida e até morrer em virtude de uma surra. Será que é isso que as adolescentes tanto sonham ou aceitam quando são chamadas de cachorras?", questiona José Walter. O psicólogo chama esta aceitação de analfabetismo funcional, ou seja, a pessoa não entende a realidade e acaba sendo persuadida a conviver com definições que desconhece a fundo. "Todo este processo mostra a deliberação da violência e o desrespeito à mulher, contrariando os anos de luta e defesa dos direitos femininos. É um retrocesso que precisa ser combatido pelas próprias mulheres", avalia.

Pensar e agir

Para explicar aos pais a importância de conversar com os filhos sobre o assunto, o ICJ destacou, na Série Pensar e Agir, a questão da proliferação do funk e de seus termos. O texto, elaborado pela coordenadora do ICJ Lúcia Gomes, é bem esclarecedor. Leia a íntegra a seguir:

Nos últimos anos, nossas crianças e jovens vêm sofrendo o que os especialistas chamam de erotização precoce, influenciados pelos mais recentes movimentos musicais - se é que se podem enquadrar na suavidade da palavra musical - como o Funk e um de seus mais recentes sucessos, de refrão malicioso e provocativo: "TA DOMINADO, TÁ TUDO DOMINADO".

Será que nós, pais e educadores podemos aceitar tal provocação de braços cruzados? Mas o que vem a ser estar dominado, no caso em questão?

Achar linda a coreografia do "Tigrão", aplaudindo nossos filhos quando a repetem? Ou sentir-se pequeno diante da força do Tigrão? Talvez achar natural o famoso "Só um tapinha não dói..." ou quem sabe estar mesmo dominado a ponto de, para não ser "paia" diante dos filhos, apropriar-se de termos "moderninhos" como:

"Só as cachorrras, as preparadas...", "Vou pegar você na cama e fazer muita pressão...", "Potranca", "Martela, martela, martela, martelão...", "Só tem popozuda...", "Me chama de cachorra, que faço au au, me chama de gatinha, que eu faço miau miau."

Ora, vamos por parte:

Vale a pena acreditar que as músicas do funk, como todas as do axé-music, são modismos passageiros que logo cairão no esquecimento? E as marcas que deixaram ou deixarão em nossos filhos? "Uma criança erotizada na infância vai deslocar para a sexualidade toda a sua afetividade. Ao chegar na adolescência, quando os impulsos conduzem naturalmente à sexualidade, esta criança poderá lidar com questões sexuais de maneira precipitada, patológica, correr o risco de contrair doenças graves. Os piores prejuízos serão as relações pouco gratificantes e efêmeras, que não alcançam a afetividade ausente em toda a infância", como nos diz a psicóloga Sofia Sarue. "O excesso de estímulo sexual" - continua a especialista - "pode gerar um efeito oposto na chegada à puberdade(...); pode criar um adolescente inibido, que não sabe lidar com sua sexualidade, prefere o isolamento e é vítima de violentas depressões".

Na verdade, não há como aceitar passivamente esta sexualização precoce que a mídia impõe às nossas crianças, trazendo danos emocionais e éticos sem precedentes.

Cabe a nós, pais e educadores, destituirmos de conceitos como ser um pai "moderninho" ou ser uma mãe "gente boa" ou um educador "bonzinho" (na fala da meninada) que tudo aceita e permite. É preciso deixar de ser conivente com a banalização da sexualidade, assumindo posturas que realmente eduquem. Proibições vazias nada resolvem, aguçando ainda mais o desejo das crianças e jovens. O ideal é que se faça deste momento um grande aprendizado. Dizer não aos exageros do Funk, mas de maneira significativa, analisando a mensagem das letras, levando nossos filhos a perceberem o sentido duplo e intencional nelas contido, refletindo sobre o aumento dos índices de violência contra a mulher tão desrespeitada e animalizada no vocabulário Funk.

Resgatar valores básicos que envolvam respeito, justiça, solidariedade, cidadania, é possibilitar aos nossos jovens uma vida adulta saudável e equilibrada.

Então, diante deste nosso importante papel de educadores, podemos aceitar o "está tudo dominado?"

A luta é árdua, mas fica aqui o nosso convite a este grande desafio, nas palavras de duas psicólogas e educadoras, para PENSAR, REFLETIR E AGIR.

 

 

 
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ICJ recebe centenas de pais no Dia da Família na Escola

Centenas de pais participaram do Dia da Família na Escola: integração é o melhor remédio

As crianças não distinguem o bem e o mal das músicas da moda

Em um dos eventos mais concorridos dos últimos tempos, o ICJ teve a satisfação de receber centenas de pais, em 24 de abril, Dia Nacional da Família na Escola, quando foi feito o lançamento do projeto Conviver Aprendendo, princípios éticos de convivência, que tem como objetivo integrar Escola, pais, professores e alunos no aprendizado de uma convivência mais equilibrada. O diretor do ICJ Ademar José Fabel agradeceu a grande participação dos pais, enquanto Maria Christina, diretora de Ensino, falou da importância da família estar integrada ao processo pedagógico. Em seguida, Guilherme Barbosa, consultor pedagógico do ICJ, explicou que o MEC instituiu o Dia Nacional da Família na Escola porque está provado que quanto mais o pai participa, melhor é o desenvolvimento do aluno. "A formação do filho depende do olhar diário do pai", explicou Guilherme.

Palavra dos pais Dia das Mães

Melhor resposta, impossível. A maioria dos pais presentes no Dia da Família na Escola avaliou o encontro, logo após o seu encerramento. Foram diversas opiniões e todas parabenizando a iniciativa do ICJ de lançar o projeto Conviver Aprendendo, princípios éticos de convivência, considerado muito oportuno por todos. Veja alguns relatos de pais que participaram do encontro:

"O contato de nós, pais, com a Escola nos ensina muito. Fica mais suave o caminhar na educação de nossos futuros 

cidadãos se podemos partilhar de nossas dificuldades e limitações. Essa parceria e esse contato são muito importantes. Precisamos nos encontrar sempre".

"Parabenizo todos os organizadores desse projeto que acompanho de perto. Acho que só com a parceria Família-Escola é que as gerações futuras terão uma melhor formação. É com essa conscientização que todos crescemos. Sugiro que aconteçam outros encontros para reflexão".

"Foi muito válido o encontro. Moral e ética são temas que realmente preocupam nos dias de hoje. Esperamos outras palestras abordando assuntos atuais, que muito ajudam nossos filhos".

"Até quando vamos ficar parados e ver nossos filhos sendo dominados? Por que deixamos o mal se propagar com tanta facilidade? Vamos inverter este quadro! Agradecemos, não só como pais, mas como seres humanos racionais, o tema abordado. E que seja um passo (um alerta) para que os adultos possam pensar, refletir e agir".

"Foi de grande importância a reunião, principalmente para nós, pais de primeira viagem. Não tínhamos nos dado conta de muitas coisas, como por exemplo, ver a filha fazer coreografias iguais às da TV e achar lindo, maravilhoso. Parabéns ao ICJ por ter despertado em nós essa visão de futuro para nossos filhos".

O Dia das Mães não passou em branco no Instituto Coração de Jesus. A Escola enviou um cartão a todas as mães de alunos, no qual um texto de Arthur da Távola, entitulado "Educar em três tempos - presente, passado, futuro", retrata a nobre missão de educar como uma combinação de experiências vividas, sempre tendo como bases o amor e o livre-arbítrio.Eu educo HOJE com valores que recebi ONTEM
para pessoas que são o AMANHÃ.
Os valores de ONTEM os conheço.
Os de HOJE, percebo alguns.
Os de AMANHÃ, não sei.Se só uso os de HOJE, não educo: complico.
Se só uso os de ONTEM, não educo: condiciono.
Se só uso os de AMANHÃ, não educo: faço
experiências à custa da criança.Se uso os três, sofro: mas educo.
Por isso educar é perder sempre, sem perder-se.
Educa quem for capaz de fundir
ontens, hojes e amanhãs,
transformando-os num presente
onde o Amor e o Livre-Arbítrio sejam as bases.

Arthur da Távola

Ensino no caminho certo

O ICJ esteve presente em dois eventos importantes que fizeram parte da "2001, A Odisséia da Educação": a Educar 2001 (8ª Feira Internacional de Educação) e o Educador 2001 (8º Congresso Internacional de Educação). A diretora de Ensino do Instituto, Maria Christina Gontijo, a diretora pedagógica Maria Suely e o assessor pedagógico Guilherme José Barbosa voaram para São Paulo em busca das novidades do setor de educação. O Congresso e a Feira reuniram grandes especialistas do Brasil. O resultado foi excelente, com os eventos contando até com participantes de outros países.

Durante as palestras, alguns temas chamaram a atenção, mas Maria Christina ficou muito satisfeita com o enfoque geral dos dois eventos: "Os temas centrais foram relações pessoais e ética, justamente aqueles que estamos insistindo em nosso projeto Conviver Aprendendo. Por isso, saí de São Paulo com a convicção de que a nossa linha pedagógica está no caminho certo", comemora a diretora que ainda viu outro ponto de destaque no Congresso: "Ficou claro que a educação é feita da parceria entre pais, professores e Escola. Sem este tripé o estudante não encontrará seu verdadeiro caminho. Já pensávamos isso e agora estamos ainda mais preparados para encarar o desafio de educar em pleno Século XXI", conclui Maria Christina.

 
 
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Giramundo: bonecos que encantam o mundo

O maternal no cenário 
do Teatro Giramundo

Os alunos assistiram à peça A Bela Adormecida

As turmas do maternal A e B do Instituto Coração de Jesus, das professoras Kátia Jeber e Mônica Ribeiro, fizeram uma visita ao Teatro Giramundo, no dia 29 de março. Os alunos tiveram a oportunidade de observar a exposição permanente dos grandes e pequenos bonecos da premiada companhia do diretor Álvaro Apocalypse, que encantam crianças e adultos. Os integrantes da companhia, que há 30 anos vêm desenvolvendo um trabalho reconhecido internacionalmente, receberam os alunos do ICJ de braços abertos. Com muita descontração, explicaram os vários tipos de bonecos, todas as etapas de criação e materiais utilizados - desde a concepção do desenho até o acabamento final - e ainda como são manipulados. As crianças adoraram mais esta atividade. Os alunos do maternal do ICJ assistiram ainda ao espetáculo A Bela Adormecida. A visita ao Teatro Giramundo foi fundamental para a continuação do projeto Contos de Fada, desenvolvido pelas turmas da Educação Infantil.

Fazendo arte com papel

Que papelão! A turma trabalhando no Laboratório

O 3º período B, da professora Glória Alves, vivenciou experiências incríveis durante o desenvolvimento do projeto "Fazendo arte com papel". Além de conhecerem a história da origem do papel, as crianças tiveram a oportunidade de participar diretamente do processo de sua confecção, à mão, através de uma atividade de reciclagem realizada no Laboratório do ICJ, sob coordenação de Emília Vitória, professora de Ciências da 5ª série. De acordo com Glória Alves, o resultado foi ótimo. "Todos adoraram o projeto, que criou na turma a conscientização sobre as possibilidades de reciclagem e, principalmente, sobre a importância de se preservar a Natureza", afirma a professora do 3º período B.

Curso Preparatório começou em março

No dia 28 de março, o Instituto Coração de Jesus (ICJ) deu início ao Curso Preparatório para a Primeira Eucaristia (Comunhão), a ser realizada no final do ano. As aulas são dadas aos alunos da 4ª série do Ensino Fundamental sempre às quartas-feiras, de 12h às 13h, horário que atende aos alunos dos turnos da tarde e da manhã, sob a orientação das catequistas Lúcia, Marilda e Emília.

Primeira turma de Crisma

Professora Márcia com seus alunos na exposição

O Instituto Coração de Jesus está realizando um sonho antigo: o de oferecer o curso de Crisma aos jovens de 15 anos da Escola. Esse sonho só se tornou possível graças ao empenho do catequista do curso, Willian Rocha, também professor de teatro do Empreendedorismo do ICJ. A primeira turma começou a se preparar em maio para o Crisma, que acontecerá no final do ano. Uma vez por semana, sempre às terças-feiras, de 18h às 20h, mais de 30 alunos se reúnem na Escola, demonstrando, com grande entusiasmo, que a iniciativa de criar o curso de Crisma foi um sucesso. Esta é apenas a primeira turma e, com certeza, outras virão.

2º período visita exposição na Cemig

Os alunos do 2º período B, da Educação Infantil do ICJ, turma da professora Márcia Marcellini, visitaram o projeto Prata da Casa - Cemig, que apresenta trabalhos artísticos de funcionários daquela empresa. O objetivo da atividade foi nutrir as crianças de informações referentes aos brinquedos populares. Walter Tadeu Salgado tratou desta temática em sua exposição. Ele é pai de Bruno, aluno da turma, o que despertou ainda mais curiosidade em todos. As crianças se envolveram muito na observação do material exposto e aproveitaram para ver também a exposição Brinquedo de Gente Grande, de Carlos Humberto Antunes de Siqueira, que conta uma parte da história do transporte coletivo de Belo Horizonte através de miniaturas.

 

 

 
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Campeão mineiro de xadrez é do ICJ

Thiago: "Fiquei mais concentrado por causa do xadrez"

O aluno Thiago Fernandes Leão, da 6ª série, conquistou o primeiro lugar no Campeonato Mineiro de Xadrez, categoria sub 12, disputado entre os dias 13 e 15 de abril, na cidade de Mariana. Os alunos do ICJ estão sempre surpreendendo e mostrando talento em diversas áreas, como esportes e artes, e enchendo de alegria os colegas e educadores. Thiago, que estuda no ICJ desde o 2º período, é um desses exemplos. Ele começou a ter aulas de xadrez em uma academia há cerca de um ano e já se destacou nas competições de sua categoria, entre 10 e 12 anos. Nesse curto período conseguiu vitórias importantes: 4º colocado no Campeonato Mineiro, campeão do Torneio Interno da Academia onde treinava e 2º lugar no Big Shopping, em Contagem.

Thiago parou de treinar na Academia, mas continua enfrentando, em casa, o computador, seu maior rival. "Quando tenho uma competição, pratico bastante contra a máquina. Nela, coloco o grau de dificuldade que desejo e consigo ficar bem preparado para as disputas", explica o campeão, ressaltando que não pensa em profissionalismo, mas reconhecendo que ficou mais concentrado por causa do xadrez. O aluno aprovou a idéia do ICJ de inserir o xadrez no programa do Empreendedorismo: "Só quem conhece este esporte sabe o quanto ele é importante para o desenvolvimento do raciocínio. Ter o xadrez como matéria na Escola é excelente e, tenho certeza, todos irão aprovar o curso".

O sonho de uma noite de verão

Os alunos de 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus assistiram no dia 23 de abril, no Teatro Francisco Nunes, à peça "O sonho de uma noite de verão", de William Shakespeare. O trabalho extraclasse, dentro da disciplina de Língua Portuguesa, na área de conhecimento "Códigos, Linguagens e Tecnologias", teve dois objetivos básicos: despertar nos estudantes o interesse pelo teatro e mostrar a eles uma outra forma de expressão. O trabalho teve continuidade com um debate entre os alunos.

Hidroponia continua

O preparo: primeiro passo antes do plantio

O resultado: planta cultivada em tubos de PVC

As turmas da 5ª série do ICJ continuam desenvolvendo o projeto Hidroponia - técnica que consiste no cultivo de plantas em uma solução aerada de sais minerais, dentro de uma rede de tubos de PVC - que teve início no ano passado, sob a coordenação da professora de Ciências, Emília Vitória. A tubulação está instalada ao lado do Ecoparque e da Oficina de Idéias, onde os alunos da 5ª série estão cultivando diversas espécies de planta, como alface, camomila e erva cidreira, entre outras. Usada por cientistas de diversas partes do mundo com extremo sucesso, a Hidroponia está sendo empregada em grande escala em países do Oriente Médio, onde o solo é muito árido e não há água disponível para irrigação. A Hidroponia pode ser a solução futura para problemas causados pelo desperdício e pelo uso irregular da água do Planeta Terra.

Tudo começou com as civilizações egípcia e chinesa, passando pelos povos astecas, na América Central, chegando aos nossos dias. Com o desejo de saber como e por que as plantas crescem, o homem desenvolveu a técnica da Hidroponia, com grande ajuda da Química. A técnica foi abordada por vários filósfos e cientistas, como Aristóteles, 

Teofrasto e Leonardo da Vinci, entre outros. Porém, o nome Hidroponia foi dado pelo chamado Pai da Nutrição das Plantas, Dr. William Frederick Gericke, da Universidade da Califórnia, que desenvolveu sua aplicação também no âmbito comercial.

A turma 501 explica como está desenvolvendo a Hidroponia: "É um processo muito interessante de cultivo na água, onde colocamos sais minerais importantes para a sobrevivência da planta. É um novo método que esperamos seja conhecido no mundo inteiro, pois é muito fácil de ser executado". Os alunos da 502 também relataram a experiência: "Gostamos muito dessas aulas, pois aprendemos a semear e transplantar o vegetal através da tubulação de PVC. Conhecemos a vermiculita, mineral usado como adubo. Ela é úmida e dá vida às plantas". Para a sala 503, as aulas de Hidroponia trouxeram revelações importantes: "Aprendemos que os vegetais podem ser plantados na terra e na água. Semeamos vegetais na vermiculita e, dessa forma, vimos e entendemos mais a Natureza. Passamos também a ter mais cuidado com outros seres vivos".

 
 
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A descoberta do corpo humano

A turma conheceu os ossos do corpo humano
Sistema respiratório
Um corpo que cai e serve de modelo para os trabalhos
Sistema digestivo

A turma do 1º período C é muito curiosa. Foi o que descobriu a professora Edith Guerra ao iniciar o trabalho com desenhos do corpo humano, que logo teve que ser mais elaborado. O aluno Vitor Emediato despertou a curiosidade dos colegas ao contar que o seu coração ficava no peito. A partir daí todos queriam saber o que tinha "do lado de dentro do corpo". A turma então pesquisou muito e chegou à conclusão de que a melhor forma para saber de tudo era estudando parte por parte. Começaram com o esqueleto, com a denominação dos ossos, passaram pelos sistemas digestivo e respiratório. Ninguém sabe onde é que vão parar, mas o mais importante é que as crianças estão levantando questões inteligentes e chegando a conclusões incríveis. Veja algumas delas.

Sofia:
"O coração parece uma maçã vermelha"
Larissa:
"O vermelho é o sangue. Se o sangue sair de dentro do corpo da gente, a gente morre"
Carolina:
"A comida não fica parada dentro da gente"
João Henrique:
"O que é bom faz a gente crescer. O que é bobagem - bala, chips, pirulito e bombom - vai para o intestino grosso e sai no cocô"
Antônio:
"Os ossos que têm dentro da gente servem para segurar o corpo da gente. Se não tivesse osso dentro da gente, a gente seria mole que nem um boneco"

3º período viaja com as baleias pelos sete mares

Baleia azul: o maior ser vivo do mundo

Pesquisando os fantásticos mamíferos marinhos, a turma do 3º período C, da professora Andréia Cristina, descobriu informações importantes sobre as baleias. Por exemplo, que existem dois grupos: as baleias com barbatanas (Mysticeti) e as com dentes (Odontoceti). Também ficaram sabendo que, de todas as espécies existentes, a baleia azul é o maior ser vivo que já existiu, maior até mesmo que os dinossauros já extintos. Apenas uma pode chegar a 30 metros de comprimento, pesar 120 toneladas e fornecer ao homem 14 mil litros de óleo, que é extraído não só da gordura do seu corpo, mas também do seu esqueleto. Os alunos do 3º período C também tomaram consciência de que as baleias podem não existir mais no futuro, por causa da ação predatória do homem. Para que isso não ocorra, todos concordaram que precisamos ser mais responsáveis com a natureza e seus habitantes.

Mergulho no faz-de-conta sem perder de vista o dia-a-dia

Montagem do circo do faz-de-conta

O dia da discoteca: como gente grande

Pré-maternal na Biblioteca: contato com livros

Com muito entusiasmo e alegria, as crianças do pré-maternal, turmas A e B, das professoras Natividade de Assis e Janine Rocha, vêm participando dos projetos que estão em andamento. Através de muitas brincadeiras, elas mergulharam no mundo do faz-de-conta e no dia-a-dia foram descobrindo personagens que já faziam parte de seu universo, como palhaços, bailarinas, animais e muitos outros. As professoras perceberam que o circo envolvia toda esse contexto mágico. Então, apresentaram às crianças a história do circo, através de livros que foram pesquisados na Biblioteca. Foi um momento importante, pois as crianças ampliaram o contato com os livros. Também levaram para a Escola materiais separados pelos pais - eternos colaboradores - e viveram uma experiência nova: a pesquisa em casa. Outra atividade desenvolvida pelas professoras foi a imitação de situações vividas por gente grande. Assim nasceram a discoteca, a casinha, o médico, o salão de beleza e o supermercado do pré-maternal. O envolvimento das crianças cresce a cada dia, contribuindo de forma decisiva para o enriquecimento do projeto pedagógico. Muita coisa ainda está por vir. Com caixas de leite e suco, em breve as turmas vão terminar de construir seu próprio circo. Também está a caminho a bandinha do pré-maternal, que vem sendo preparada juntamente com as aulas de iniciação musical do professor Leonardo Mattos. O ICJ acredita que o mundo para a meninada é assim: colorido, movimentado, repleto de descobertas e conquistas diárias.

 

 

 
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Promovendo a convivência sadia

A apresentação do Corpo de Baile em São Paulo foi um sucesso

A Escola de Esportes e Artes do Instituto Coração de Jesus continua promovendo a sociabilização, através de uma convivência alegre e sadia entre os alunos. E os resultados têm extrapolado os limites do ICJ. As alunas do Corpo de Baile, por exemplo, vêm a cada dia se apresentando em diversos programas de televisão e festivais com mais brilho do que nunca. Recentemente, participaram do programa Mexidão, da TV Metrópole, onde apresentaram a dança do ventre (março) e a dança espanhola (abril). Foram entrevistadas e receberam dezenas de telefonemas de parabéns. Sucesso total. Em fevereiro já haviam participado 
do 1º Festival de Danças Esotéricas do Big Shopping, em Contagem, onde também mostraram a dança do ventre. Entre os dias 11 e 13 de maio se apresentaram na Casa de Chá Egípcia Khan el Khalili, em São Paulo, dentro da programação do IX Mercado Persa. No mês de julho, as meninas do Corpo de Baile viajarão até Joinville, em Santa Catarina, onde participarão do festival de danças local. A coordenadora da Escola de Esportes e Artes do ICJ, Marly Fabel, comunica que ainda existem vagas para algumas modalidades: futsal (8 a 10 anos), handebol feminino (a partir de 11 anos), jazz, dança do ventre infantil e adulta, patinação e iniciação desportiva universal. Os interessados devem procurá-la a partir das 13 horas. "Quero parabenizar os professores Marcelo Franco e Pedro Américo, do futsal; Júlio César, do judô; Débora, da patinação; e Elizete, da iniciação desportiva universal, pelo brilhante trabalho que vêm desenvolvendo junto aos alunos, promovendo o verdadeiro espírito da nossa Escola", afirma Marly Fabel.

Respeite o código

Para elaborar o que foi combinado em sala de aula, os alunos do 2º período A, da professora Helen Munhoz, consultaram o código dos piratas, conjunto de normas muito rígidas adotadas para manter a "ordem" nos navios que cruzavam os sete mares. O código dos piratas, que já havia sido pesquisado anteriormente, serviu de base para as crianças, que leram, interpretaram e selecionaram o que poderia ser adaptado ao dia-a-dia em sala de aula. Veja o resultado da atividade, comparando o código dos piratas com o da turma do 2º período A.

Código dos piratas

Quem deixar a arma suja e
não preparada para usar não receberá o ouro dividido.

Quem faz coisas erradas
é jogado no mar.

Quem não conta os segredos para todos e tenta fugir é abandonado sozinho em uma ilha deserta.

Quem roubar as coisas do outro
terá a orelha e o nariz cortados.

Quem bater no outro dentro do
navio recebe 39 chicotadas.

Quem desperdiçar vela,
deixando-a acesa sem precisar, recebe 39 chicotadas.

Código do 2º período A

Quem não cuidar dos materiais da sala usará o material estragado.

Quem fizer coisas erradas será advertido duas vezes pela professora e depois ficará sem recreio.

Quem sair da sala sem avisar a professora, quando voltar pensará no que fez. Vale ter segredos com qualquer pessoa na sala.

Não precisamos desse código.

Quem bater no colega terá que pedir desculpa e dar um abraço de amigo.

O ajudante do dia apagará a luz da sala quando estivermos saindo. Se ele esquecer, pode voltar para apagar.

Geografia humana: desigualdades sociais

A professora de Geografia do Ensino Médio, Sônia Moura, desenvolveu um trabalho diferente com os alunos do 3º ano: a geografia humana. Eles analisaram as desigualdades sociais flagrantes do Brasil, apesar de nossas riquezas naturais e incontáveis possibilidades de desenvolvimento. Apontaram ainda várias causas desse terrível quadro social, que distancia cada vez mais pobres e ricos, e através de poemas demostraram sua indignação com o País. A própria professora Sônia, também através de versos, expressou sua visão do Brasil atual. Veja o poema dela e de alunos do 3º ano.

Em busca de um
Brasil melhor

Procuro esperança
No sorriso de uma criança
Mas encontro a tristeza
em seus olhos
Nascera na rua
Em meio a tanta pobreza
Tanta desgraça
Tanta violência

Procuro o amor
Recorro às pessoas
Encontro olhos frios
Passos apressados
Pensamentos vazios
Corações sem sentimento
Não param um momento
Não sabem aproveitar o tempo

Procuro o futuro
Não o encontro
Será que ele existe
Com tanta miséria
Violência e desgraça?
Não encontro mais raça
Que mais faça acreditar
Em um Brasil
Que ainda vai melhorar

Letícia Vieira Rabelo

Brasil terra

Este Brasil terra
É uma beleza natural
Mas possui uma triste realidade,
Mesmo com esta chamada modernidade.

As diferenças de classe machucam
Ricos na coluna social
Pobres sofrendo na última
página do jornal.Cada um com sua vida
Neste país de gente sofrida
O nome? Subdesenvolvimento.
Que ruim, é um lamento!Talvez tivesse solução
se ao invés do cifrão,
Todos usassem o coração!
Pobres, ricos, negros, brancos, índios...

Esperança? Quem sabe!
Um direito de todos,
Mas seria desigualdade
A palavra-chave desta sociedade.

Professora Sônia Moura

O Brasil da
dominação

Vivemos em um país tão belo
com tantos recursos naturais
Pena que os países mais ricos
nos "metem a mão por trás"

Com tanta exploração
ainda somos felizes
Porque os Estados Unidos
copiamos feito reprisesVivemos no país do futebol
nossa seleção sempre foi a melhor
Mas com a crise do real
ela está cada vez piorA Floresta Amazônica é tão bonita
o Pantanal tão cheio de vida
Mas o Nordeste está tão seco
igual ao bolso do brasileiroNossa cultura está bem
vista em nossa música
o funk veio pra ficar
Como os países ricos pra dominar
e é por isso que agora devo cantar

A música que todos os
brasileiros vão dançar
Tá dominado, tá tudo dominado...

Gustavo Luiz Prates de Oliveira

Sexualidade do Adolescenteé tema de palestra

Cristiny Kerly Barcelos, da Shering do Brasil - Química e Farmacêutica Ltda, ministrou, no dia 4 de abril, no Instituto Coração de Jesus, a palestra "Sexualidade do Adolescente", com o objetivo de fornecer informações sobre a sexualidade na adolescência e levar o jovem a conhecer o seu próprio corpo. Participaram do evento as turmas 801, 802 e 803. A coordenadora Nídia Greco explicou o motivo da palestra: "Abordamos este assunto por acreditar que, a partir de orientações corretas relacionadas à sexualidade humana, o adolescente seja capaz de elaborar respostas às suas próprias dúvidas, questionamentos e angústias, lidando melhor com suas questões pessoais".

 

 

 
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Mulheres ganham o mundo

Tudo começou em 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Naquela data, os alunos do 3º período A, da professora Jacqueline Vasconcelos, iniciaram uma série de indagações a respeito da importância da mulher na sociedade, dando origem ao projeto Mulheres do mundo, que ainda encontra-se em andamento, sem previsão para término, em função da grande quantidade de informações que surgem a cada dia.

A partir dessa conversa, as crianças começaram a comparar as mulheres do Brasil com as de outros países. Muitos alunos já tinham algumas informações sobre aspectos culturais de outras nações, com enfoque na participação da mulher na sociedade. Decidiram então estudar as mulheres do mundo, mas somente de algumas partes do mundo, optando pela Grécia, China e Egito. Próximo passo: muita pesquisa. O 3º período A consultou livros, materiais trazidos da internet ou fornecidos pelos pais, ouviu músicas, assistiu a filmes, etc. Uma fonte inesgotável de informações que despertou enorme interesse em todos. Produziram então dezenas de trabalhos sobre as mulheres desses três países, retratando diversos aspectos culturais e históricos. Se a Cleópatra do Egito encantou os alunos, eles também ficaram indignados com a execução de chinesas recém-nascidas, prática resultante de uma sociedade que não queria mais mulheres. Estudando a Grécia, as famosas mulheres de Atenas até ganharam "antenas" nos desenhos das crianças. Está valendo, afinal o momento é de descobertas. Veja uma série de trabalhos produzidos pelos alunos do 3º período A sobre as mulheres da Grécia, China e Egito.

Infinito é o universo

O espaço, o universo...
Eu bem que quero saber...
Ele é mesmo grande
Ou não tem fim?
É infinito?
Ou pára
Em algum lugar?
E se parar,
O que iremos encontrar?
Um ET, um Saci-Pererê?
Eu quero saber
O que há nesses planetas.
Disco voador
Ou um simples pescador,
Ou nada...
Simplesmente nada!
Sem bicho, sem gente,
Vou ficar todo descontente.
Pelo menos uma simples bactéria,
Eu quero encontrar
Para me animar!
Estrelas cintilantes,
Todas brilhantes,
Iluminando o céu,
Despertando curiosos!
O universo...
É um verso!

Poema de Felipe Chagas, da 4ª série, desenvolvido durante as aulas de Ciências da professora Meiri Wanderléia

4ª série: Mistério dos livros

Encerrando o Projeto Literatura, cujas atividades proporcionaram momentos gratificantes, os alunos da 4ª série fizeram um texto, onde cada um pôde opinar sobre os quatro livros lidos de forma bem criativa e pessoal: "O menino que adivinhava", "Quem está perseguindo zero-zero au?", "A ilha perdida" e "A montanha encantada". Os alunos se encantaram com o projeto e o relato de Rafael M. Crepaldi, denominado "Mistério dos livros" confirma este resultado. Confira.

O livro é a melhor coisa que existe. Ele dá asas à imaginação. Podemos viver as histórias e também participar de aventuras emocionantes. Como seria divertido ter um dom especial de adivinhar como José fez no livro "O menino que adivinhava", numa aventura de emoção. Como seria fascinante fazer viagens deslumbrantes como nos livros "A ilha perdida" e "A montanha encantada". E também como seria fantástico viver aventuras incríveis como o cachorrinho Bob Bond fez no livro "Quem está perseguindo zero-zero au?". Eu prefiro ler livros de aventuras, mas leio de todos os tipos. Por isso e muito mais. O livro é uma coisa muito importante para a nossa imaginação e crescimento.

Oficina dos sentidos da turma 103

A Oficina dos Sentidos, dirigida pela pedagoga Maria do Rosário Guimarães, levou os alunos da 1ª série do Ensino Fundamental, turma 103, a uma divertida "viagem ao mundo do faz-de-conta". As crianças relacionaram as percepções do ambiente com os órgãos dos sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição - através de diversas atividades lúdicas.

101 alerta: cuidado com o mosquito

Preocupada com o avanço da dengue e da febre amarela em Minas Gerais, a turma 101, da 1ª série do Ensino Fundamental, confeccionou um painel com cartazes, alertando sobre as formas de contaminação dessas doenças. Eles mostraram que o mosquito transmissor se reproduz em água parada e informaram sobre a importância de se tomar a vacina.