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Muito
além do vestibular

Há
42 anos, o ICJ vem construindo uma história de conquistas
e sucesso. Em 1995, quando o Ensino Médio foi criado, a idéia
era formar alunos com uma visão crítica do mundo e
preparados para competir no Vestibular em boas condições
de passar. O tempo passou e, hoje, a meta de ter boas aprovações
já foi conquistada, com o Instituto estando, em virtude dos
números do ano passado e do início de 2003, entre
as primeiras escolas particulares em aprovação nas
principais faculdades do Estado – em termos percentuais. Depois
de confirmada esta tendência vitoriosa, o ICJ passou a investir
em outro foco com a mesma determinação: o desenvolvimento
de competências na formação do aluno cidadão,
preparado para vencer com segurança na vida acadêmica
e no mercado de trabalho.
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Opção pela estética
Entramos no Terceiro Milênio
e estamos assistindo a uma invasão cultural. As rádios,
as TVs, os jornais, enchem nossos olhos com os mais variados produtos,
ditos artísticos, de todas as partes do Brasil e do mundo. São
músicas, filmes, novelas, livros e tantos outros produtos feitos
com um único propósito: vender milhões de exemplares
e enriquecer seus criadores, seus produtores.
Tem sido assim na indústria dos CDs. Enquanto centenas de talentosos
músicos mineiros, baianos, cariocas, verdadeiramente comprometidos
com a cultura brasileira, não encontram espaço na mídia,
outros, sem nenhum valor, ficam meses nas paradas de sucesso.
Foi assim com o Bonde do Tigrão
e agora com o MC Serginho. Felizmente, o prazo de validade
destes produtos não é lá tão grande. Mas,
enquanto dura, faz um estrago tremendo2 nas raízes da arte brasileira.
O pior: depois da derrocada de um, a indústria do CD já
está com outro engatilhado para lançar. Assim, se sucedem
nas paradas e as letras de péssimo gosto se alastram de norte a
sul do País. Como estamos em uma democracia, vale, então,
o bom-senso. Por isso, através da série “Pensar e agir”,
o ICJ deixa clara a sua opção pela estética, pelo
belo, pelo que realmente representa as manifestações brasileiras.
E pede a ajuda da família, que discuta, debata, investigue os porquês
da proliferação deste tipo de “arte”. Afinal de contas,
uma escolha certa hoje pode representar muito no futuro de uma pessoa.
Imaginem no futuro de um País inteiro...
Escolha certa
“Lúcia, gostaria de
que soubesse que compartilho do seu posicionamento quanto à apreciação
estética, enriquecimento cultural e capacitação para
formação de opinião. Se a Escola se resumir à
leitura eferente, teremos adultos capazes de evoluir profissionalmente,
mas jamais homens socializados, conscientes do meio ambiente, do próximo
ou de si mesmos. O material ao qual você se refere não entra
em minha casa. Não por imposição, mas porque encontro
uma forma de direcionar a atenção deles para outras coisas”.
Marta Rocha - mãe de Lucas e Mateus
Rocha da Costa
Série pensar e agir
Neste semestre, o ICJ continua
com a série “Pensar e agir”, que tem como finalidade abrir debates
sobre temas atuais que, muitas vezes, são ignorados por muita gente
da comunidade escolar. O último lançamento abordou o repertório
do MC Serginho, mais precisamente de sua música, se é que
podemos definir assim este trabalho, Eguinha Pocotó:
“O jumento e o cavalinho Eles nunca saem
só Quando saem para passear Levam a égua pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó Minha eguinha pocotó”
Mais uma vez acontece a banalização
da sexualidade humana, através das expressões que ganharam
as ruas (como a cachorra, do Bonde do Tigrão). Através de
letras maliciosas e pobres de conteúdo, estético e musical,
estas “criações” ganharam o Brasil e cabe à Escola
(e à família) pensar e agir de forma diferente. Por isso,
a série tornou-se tão importante para toda a comunidade
escolar. Veja a seguir o último número, elaborado pela orientadora
educacional Lúcia Gomes de Paula:
“Infelizmente nos esquecemos, diante de nossa passividade, de que somos
co-responsáveis por esta forma de inculcação. Quantas
vezes permitimos que um CD do MC Serginho (autor da letra em questão),
seja comprado por nossos filhos e, até mesmo por nós, para
ser manuseado em casa, na escola ou no ambiente de lazer? E quando damos
o nosso aval, assistimos à dança frenética da Lacraia,
a mais recente criatura do cenário funk?
O que nos escapa nessa situação, como educadores, é
trabalhar em uma linha de AÇÃO – REFLEXÃO – AÇÃO,
já que proibir por proibir não traz resultados, nem forma
opinião crítica. Precisamos ter coragem para mostrar a nossa
recusa, sem ser pais ou professores “caretas”. Dialogar com os filhos
e alunos sobre a mensagem de determinadas letras musicais e programas
apelativos, esclarecendo a intenção consumista e dominadora,
é um bom caminho. Oportunizar contextos musicais e programas de
qualidade, discutindo valores estéticos, culturais e outros, é
uma AÇÃO de grande ganho. O que não podemos é
engolir tudo o que aparece, deixando nossas crianças e adolescentes
órfãos de cultura e por que não dizer da rica cultura
brasileira tão diversificada em suas manifestações.
Gosto estético, riqueza cultural e formação de opinião
são, sem dúvida, aquisições de um processo
educativo. E aí estamos nós, incluídos: pais e educadores,
escola e família, modelos reforçadores de valores”.
Fernando não pára
O cantor e compositor Fernando
Muzzi, ex-aluno do ICJ, continua brilhando. Ele ganhou o Prêmio
Bonsucesso de melhor trilha sonora teatral de 2002. A direção
do ICJ mandou seu recado: “Estamos felizes e orgulhosos em compartilhar
com você, nosso ex-aluno e amigo, este momento especial”. Abraços
de Dona Elza, Ademar, Christina, Ademarzinho e José Eduardo. Mas
a participação de Muzzi nesta edição do ICJ
NOTÍCIAS não pára por aí. Ele fez também
uma homenagem à Lúcia, autora da série “Pensar e
agir”. Veja a seguir alguns pontos do texto elaborado pelo compositor:
“Olá Lúcia, sou pai do Gabriel
Gonçalves Muzzi, aluno da 2ª série do Ensino Fundamental.
Sou músico-compositor, mas venho expressar a minha satisfação
como pai. Esta Escola, mais uma
vez, nos deu a segurança de que fizemos a melhor escolha para educar
nosso filho, pois fica muito claro o seu potencial e a sua lucidez diante
deste mundo consumista, explorador e cada vez mais inseguro.
Parabéns!! Realmente é lamentável
ter que expor nossos ouvidos a receber tanta, ou melhor, tanto “NADA”.
São letras que desrespeitam, deseducam e fazem o “ser” ser cada
vez menos.Bom, diante desta massificação em que nos encontramos
totalmente fragilizados, não poderia deixar de manifestar toda
a minha satisfação por esta iniciativa. Como músico
eu digo:...se todos fossem iguais a você... E como pai agradeço”.
Homenagem às mães via
correios
Como teve muito sucesso no
ano passado, o projeto de homenagear as mães através de
cartas foi repetido este ano, com intensa participação dos
alunos. Todos quiseram fazer belos textos, que foram colocados nos Correios
e recebidos, de surpresa, pelas mães. O ICJ aproveita a oportunidade
para lembrar todo o carinho e apreço que possui pelas centenas
de mães que compõem a nossa comunidade escolar. A seguir,
duas cartas que representam todo o amor dos filhos:
Belo Horizonte, 5 de maio de 2003
Querida mamãe,
Escrevo-lhe esta carta para homenageá-la pelo seu dia. Amo você
do fundo do meu coração. Mamãe, você é
aquela mãe que me compreende e me entende. Você é
a melhor mãe do mundo. Obrigada pelo o que você fez e faz
para mim. Mamãe, tomara que Deus a ilumine e lhe dê muitos
anos de vida. Você é minha mãe querida. Você
é legal e brincalhona. Obrigado por tudo. Um beijo.
Matheus Figueiredo Dorneles (2ª série)
para a mãe Alzira
Estou muito feliz de escrever esta carta
em sua homenagem pelo Dias das Mães. Eu queria agradecer todo o
seu esforço comigo. Estou muito feliz neste dia tão especial
para você. Espero que
você se divirta bastante com as pessoas que você ama. E que
você sempre tenha saúde e paz.
Um grande beijo de sua filha.
Bárbara Santos Faria (2ª série),
para a mãe Tânia Maria Santos |
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Uma nova visão do vestibular
Em 1995 foi montada a primeira turma do Ensino
Médio no ICJ. Começou, então, uma luta diferente:
ter bons números no Vestibular. A primeira turma se formou em 1997
e muitos ex-alunos já brilham em várias profissões.
Desta época para cá, no entanto, muita coisa mudou. Depois
de conseguir seu primeiro objetivo - boas médias de aprovações
nas mais variadas faculdades do Estado - o ICJ passou a querer mais: preparar
seus alunos para uma vida acadêmica sem atropelos.
Um dos bons exemplos desta nova etapa é o aluno Lucas Mitre, que
completou o Ensino Médio no final do ano passado e, de cara, passou
em quatro faculdades. Maduro e pronto para escolher seu caminho, ele optou
por não fazer a prova de seleção da UFMG, em virtude
de conhecer o curso de outras instituições de ensino e definir
que seria melhor trilhar outros caminhos. As aprovações
de Lucas (2º lugar na Fumec, 16º na PUC, 3º na PUC e na
UNI/BG, sempre para o Curso de Publicidade) e de outros alunos em faculdades
de todo o Estado colocaram, em termos percentuais, o ICJ entre as primeiras
escolas particulares em aprovação. Esta posição
de liderança, já procurada de forma obstinada pela equipe
do Instituto desde 1995, e alunos como Lucas Mitre, deixaram a certeza
de que a Escola está no caminho certo: “Tive uma boa preparação
e a confiança de que poderia passar em qualquer faculdade que disputasse.
Quando não quis fazer a UFMG, por acreditar que existem cursos
melhores em outras faculdades, muita gente ficou contra, mas eu tinha
certeza de minha opção e hoje estou ciente de que tomei
a decisão correta, pois estava suficientemente preparado para isso”,
explicou o aluno. Aliás, é este o objetivo principal do
ICJ: deixar o estudante pronto para enfrentar, sem dificuldades, a faculdade
e o mercado de trabalho. Desde 1995, o tempo se encarregou de mostrar
os frutos desta nova filosofia de trabalho. Assim, além de educar,
de formar o cidadão, de criar laços de amizade e plantar
a solidariedade no peito de seus alunos, o ICJ passou a deixá-los
ainda mais completos, prontos para a vida após o Colégio.
Ex-aluno vira estagiário
Tiago
Matos Teixeira
“Quando me formei, estava pronto
para
os desafios da Faculdade e, certamente,
vou me dar bem no mercado de trabalho”
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Tâmara
Mariana Guilherme
“Uma boa escola é aquela que ensina o caminho certo aos alunos
sem tirar a liberdade de escolha de cada um. Isto facilita a escolha
e o sucesso na vida profissional. Por isto, estou tão feliz
na atual fase de minha vida” |
Outro caso interessante de sucesso fora dos
muros do ICJ é Tiago Matos Teixeira, de 19 anos, que estudou a
vida inteira no ICJ, faz Educação Física na UFMG
e hoje trabalha no Instituto com projetos ligados à sua área,
inclusive é responsável pela parte recreativa do Curso de
Biologia Marinha, no Espírito Santo, que acontece todos os anos
na 6ª série do ICJ. Cheio de sonhos, Tiago pensa no futuro
com o pé no presente:
“Meu curso abre muitas possibilidades, de técnico de futebol a
professor. Posso fazer muitas coisas e vou me decidir ao longo do curso.
No momento, quero aprender a ser um bom professor de Educação
Física”. Questionado sobre a preparação que teve
no ICJ, ele é taxativo: “quando me formei, estava pronto para os
desafios da Faculdade e, certamente, vou me dar bem no mercado de trabalho”.
O ex-aluno elogiou ainda a criação do Pré-Vestibular
Integrado ICJ Tuttorial: “Os alunos de hoje vão sair ainda mais
afiados para o Vestibular”
QUÍMICA
Na Faculdade de Engenharia Química
da UFMG, mas precisamente no 2º período, também tem
representante do ICJ. Tâmara Mariana Guilherme, de 18 anos, se formou
no ICJ em 2001 e já está na faculdade. Passou de cara na
UFMG e sua irmã, Talita, segue o mesmo caminho, pois está
no 3º ano do Ensino Médio do ICJ, se preparando para as provas
de seleção das faculdades no próximo ano.
Segura, Tâmara garante que teve uma boa preparação
no ICJ e entrou na faculdade sem maiores atropelos: “Até agora
não tive problemas em nenhuma matéria, pois entendi bem
os assuntos que me passaram na Escola. Principalmente neste curso (Química)
é preciso ter uma boa base”. A futura engenheira garante que está
no caminho certo, que teve boas orientações para escolher
o curso e não se arrepende de nada: “Uma boa escola é aquela
que ensina o caminho certo aos alunos sem tirar a liberdade de escolha
de cada um. Isto facilita a escolha e o sucesso na vida profissional.
Por isto, estou tão feliz na atual fase de minha vida”.
ICJ tem campeã brasileira

Celina Mendes Cabral, de 16 anos, faturou,
em abril, o Campeonato Brasileiro de Patinação Artística,
categoria Júnior Classe B, realizado em Itajaí (SC). A atleta,
que estuda na 2ª série do Ensino Médio do ICJ, começou
a patinar há cerca de nove anos na Escola e hoje é reconhecida
nacionalmente.
Celina diz ser muito difícil participar de todas as competições
por falta de patrocínio, mas faz o possível para sempre
estar competindo. “Sei que é um sonho, mas ainda vou participar
de um Campeonato Mundial e uma Olimpíada. Patinar é o que
eu mais gosto de fazer”, resume a campeã.
O sonho de ser bióloga
Carolina Zolini é um destes casos.
Fez parte da primeira turma do Ensino Médio, formou-se em 1997,
com um objetivo um pouco diferente de suas colegas: ser bióloga.
Na época, o mais comum era escolher outros cursos, como Engenharia,
Direito, Medicina, Odontologia, entre outros. Mas, convicta, Carolina
queria outro caminho. Tentou Farmácia e depois conseguiu a vaga
para o curso de seus sonhos: “Passei na Federal e comecei a estudar um
assunto que adoro. Devo esta decisão acertada aos meus professores,
que souberam mostrar os caminhos de várias profissões, ajudando-nos
a dar o passo certo em um momento decisivo de nossas vidas”. Carolina
tem mais seis irmãos e todos estudaram ou estudam no ICJ: “É
uma história de muita intimidade entre a minha família e
a Escola”.
No início deste ano, aos 22 anos, já cursando o último
período de Ciências Biológicas, Carolina fez concurso
para ser professora do Centro Pedagógico da UFMG. Passou e hoje
leciona para alunos de 2ª e 4ª séries. Perguntada sobre
os obstáculos que enfrentou nesta jornada de sucesso, a jovem professora
não vacila: “Sempre estive certa do caminho que deveria seguir.
Entrei para a faculdade e não tive dificuldades, pois tinha uma
boa base. Depois, preparei-me para o concurso e também estava determinada
a vencer mais uma etapa”.
Carolina reclama apenas do excesso de carinho
que recebeu ao longo de sua caminhada pelo ICJ: “Os professores sempre
foram muito atenciosos e todos nos chamavam pelo nome. Conheciam nossos
pais e tudo parecia uma grande família. Quando cheguei à
faculdade e passei a ser um número, como outro aluno qualquer,
senti-me um pouco deslocada, mas logo percebi, como o próprio Instituto
havia orientado, que aquela nova etapa era um pouco diferente, mais fria,
porém igualmente interessante”. O carinho recebido no ICJ, no entanto,
gerou frutos: “Hoje trato meus alunos como os professores do Instituto
me tratavam, com carinho e atenção. Ser professora é
muito mais do que passar somente o conteúdo das matérias.
É conhecer as necessidades dos alunos, respeitar as individualidades
e explorar o que cada um tem de melhor. Foi isto o que aprendi no ICJ
e vou passar sempre para os meus alunos”, completou a jovem, porém
experiente professora. |
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Laboratório mais ágil,
moderno e bonito
O
Laboratório foi remodelado para
atender aos alunos de forma mais ágil |
Com
as mudanças, as aulas ficaram
ainda mais atraentes para os alunos |
O Laboratório
de Informática do ICJ está com uma cara mais jovem. Ele
foi remodelado, ganhou um provedor mais potente e está sendo cada
vez mais utilizado por todas as disciplinas. A coordenadora Adriana Baroni
está muito satisfeita com o rendimento dos alunos e com a interação
dos professores. Tudo com muito entusiasmo: “Estamos concretizando o Laboratório
como um espaço multidisciplinar. A Escola tem o objetivo de utilizar,
cada vez mais, a tecnologia como ferramenta auxiliar no processo de aprendizagem,
uma vez que acreditamos que o ser humano ainda é a peça
central de todo o processo”, explicou Adriana.
Todas as turmas
do Ensino Fundamental e Médio já conheceram as novidades
do Laboratório de Informática remodelado, nas aulas inaugurais
que aconteceram em março. Os alunos receberam as senhas para criar
um e-mail personalizado do ICJ e, através dele, receber todas os
recados da Escola dentro de casa. O acesso está disponível
dentro do próprio site da Escola (www.icj.g12.br), onde existe
um link para o webmail. Neste ponto, o Instituto pretende também
interagir com os pais de forma mais ágil, enviando mensagens, recados
e outras comunicações pela internet. A idéia é
facilitar a vida da comunidade escolar e aumentar as possibilidades de
aprendizagem.
A professora
de História, Célia Maria Seabra Fonseca, comentou as novas
instalações do Laboratório. “Tenho certeza de que
vai facilitar o ensino e torná-lo ainda mais prazeroso, proporcionando
muitas possibilidades de aprendizado com essas novas tecnologias. Os alunos
devem aproveitar essa grande oportunidade que o ICJ está oferecendo”,
afirmou. Para a aluna Natália Ávila Bastos, da 8ª série,
que na sua casa já utiliza o computador para pesquisas diversas,
também adorou a novidade: “O novo Laboratório vai facilitar
ainda mais o desenvolvimento de nossas atividades escolares e ainda poderemos
acompanhar as notas e os deveres, além de trocar correspondências
eletrônicas com os professores”.
Escola de esportes e artes faz balanço
e abre inscrições
A
Companhia de Dança Ya Habibi deu um
show na Serraria Souza Pinto |
A
escola de futsal está
formando muitos craques |
Os alunos interessados em iniciação
esportiva, futsal, judô, handebol, jazz,
dança do ventre, teatro e patinação podem se inscrever
na Escola de Esportes e Artes do ICJ, na recepção do Colégio.
Além deste trabalho de iniciação, continuam os ensaios
e apresentações dos grupos já consagrados da Escola.
A Companhia de Dança Ya Habibi está em ritmo acelerado,
já participou de vários eventos este ano, dentro e fora
do ICJ. Em março, se apresentou na IV Feira Informando, na Serraria
Souza Pinto. Em abril, esteve presente na Festa Árabe, no Clube
Libanês, e agora se prepara para o campeonato Nacional de Dança,
em julho, na cidade de Santos (SP). As alunas, comandadas pela professora
Úrsula, continuam se empenhando ao máximo para representar
bem o nome do ICJ e da dança mineira em território bandeirante.
DESTAQUE
As pequenas bailarinas do ICJ estão
cada dia melhores. Elas deram um show de graça, beleza e criatividade
na Feira do Livro da Educação Infantil. Elas arrasaram,
graças ao empenho da professora Úrsula e das monitoras Alessandra
e Débora. O Festival Interno de Danças do ICJ vem aí.
Fique atento e participe.
Ampliando fronteiras
O ICJ está preparando uma série
de novidades tecnológicas para os alunos. No começo do ano,
foi fechada parceria com uma empresa de informática que vai dar
suporte técnico aos professores, coordenadores e à diretoria.
Primeiro, foi criado um e-mail para cada aluno, com senha própria,
para garantir a segurança das informações. Depois,
durante as aulas inaugurais do Laboratório de Informática,
foi feita uma pesquisa para saber todos os detalhes do relacionamento
dos alunos com o computador. Nesta análise, alguns pontos ficaram
claros: os alunos gostam do site da Escola e acessam sempre. Mas querem
novidades, como as notas pela internet. Neste ponto, a pesquisa coincidiu
com a proposta da parceria. Ou seja, já está garantida a
divulgação das notas pelo site na próxima etapa.
O número que mais chamou a atenção
de todos, no entanto, foi o de alunos com computador em casa. De pouco
mais dos 30%, há dois anos, hoje cerca de 85% têm este importante
equipamento em casa e 80% o utilizam para acessar a Internet. Diante destes
fatos ficou claro que o Colégio deve caminhar rumo à utilização
cada vez mais intensa desta importante ferramenta.
Em breve, além das notas, serão liberadas várias
atividades, em um link batizado de INFOAULA. Assim, estarão disponíveis
deveres de casa, testes, programas pedagógicos e outros produtos
importantes para este novo momento do ensino.
Por outro lado, o ICJ preocupou-se em modernizar
sem perder de vista o ser humano. Ou seja, nenhum programa entrará
na Escola já confeccionado, para interferir no seu planejamento
pedagógico. Ao contrário, todos os softwares serão
feitos de forma inversa: o professor, independentemente de sua disciplina,
vai detectar a necessidade de um programa especial, elaborar as suas diretrizes
e, então, encaminhá-lo para desenvolvimento. Desta forma,
garante-se a autonomia pedagógica do ICJ e a informática
passa a ser uma ferramenta de apoio e não de interferência.
Outras novidades serão encontradas
no INFOAULA. Entre elas, páginas de professores e pesquisa direcionada
para a educação. Esta última economizará muito
tempo de pais e alunos. Antes, para se fazer pesquisas escolares, o internauta
entrava nos sites de busca e colocava uma palavra-chave: Napoleão,
por exemplo. Aí, apareciam dezenas de sites que contêm este
nome, mas, na maioria das vezes, não têm nada a ver com educação.
Através da nova ferramenta, atualizada diariamente por profissionais
qualificados, chega-se diretamente ao assunto desejado.
O acesso à pesquisa inteligente também acontece via site
da Escola. Ao longo do ano, outras novidades aparecerão e serão
gradativamente divulgadas. |
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Novo Céu o caminho
da esperança
O mês de maio de 2003 vai ficar marcado
para sempre na memória dos alunos do 1ª série do Ensino
Médio, que fizeram uma ação solidária muito
interessante. Eles mobilizaram toda a Escola para que cada aluno doasse
um litro de leite, produto mais requisitado pelos administradores do Projeto
Assistencial Novo Céu, que abriga crianças carentes portadoras
de paralisia cerebral. Ao todo, foram arrecadados 380 litros de leite
longa vida e 10 latas de leite em pó.
O professor Nathan, de Filosofia, explicou
que este projeto é uma preparação para o “Nossa Gente
do Vale”, realizado pela 2ª série do Ensino Médio e
que também envolve vasta programação solidária.
Os alunos foram ao Novo Céu entregar os produtos arrecadados e
ficaram emocionados com o trabalho realizado pela entidade. Cada um à
sua maneira aprendeu que a vida não é feita apenas de rosas,
mas também de obstáculos a serem superados, e que estas
crianças, com paralisia cerebral, são exemplos de perseverança
e luta por tempos melhores. Valorizar o dia-a-dia e a saúde foram
mensagens que os alunos do ICJ também retiraram desta visita.
O Projeto Assistencial Novo Céu é
direcionado para crianças carentes portadoras de paralisia cerebral,
hoje atende cerca de 60 crianças se mantém com doações,
que podem ser feitas através de débito em conta telefônica,
boleto bancário e carnê, além de um bazar e trabalhos
voluntários. Fundado em 1998 por Abílio Alfredo da Silva
Coelho, o Projeto conta com 72 funcionários entre o corpo técnico
e administração. Precisa constantemente de ajuda e qualquer
pessoa pode dar a sua contribuição, basta ter um pouco de
boa vontade e desejo de contribuir para um mundo melhor. Informações:
(31) 3357 8740.
A visão Árabe d guerra
“A
mídia deturpa as informações e coloca todo
árabe como um ativista do mal, o que não é
verdade.
No fundo, os EUA são os maiores criminosos do mundo e passam
como semeadores do bem”
Kaled
Amer Assrauy - Sociólogo e teólogo Secretário
da Federação das Entidades Árabes do Brasil
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Para tirar dúvidas e incrementar o
debate sobre a Guerra do Iraque e o novo colonialismo americano mundo
afora, os alunos da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio
participaram de uma conversa muito interessante com o sociólogo
e teólogo Kaled Amer Assrauy, secretário da Federação
das Entidades Árabes do Brasil. O palestrante começou fazendo
um histórico da região da Palestina, desde a antiguidade,
passando pela época de Cristo até os dias atuais. Na sua
concepção, não há nada que confere aos judeus
uma legitimidade para oprimir os povos árabes e expulsá-los
de seus territórios. Quanto à Guerra do Iraque, ele foi
ainda mais enfático, dizendo que o presidente dos Estados Unidos
George Busch é um dos maiores terroristas do mundo: “A mídia
deturpa as informações e coloca todo árabe como um
ativista do mal, o que não é verdade. No fundo, os EUA são
os maiores criminosos do mundo e passam como semeadores do bem. Isto é
uma grande inversão de valores que tentamos corrigir em nossas
palestras”. Ele disse que o Iraque é o berço da humanidade,
sendo Bagdá, no passado, um dos grandes centros culturais do Oriente
Médio. Na guerra, muitas destas riquezas, que são patrimônio
do mundo, foram destruídas. Kaled, na sua palestra – Palestina
e o conflito atual – disse ainda que os americanos estão definindo,
a cada dia, um inimigo diferente, mas por puro interesse econômico:
“Agora, querem colocar a Síria no centro das atenções.
Puro oportunismo. Se o mundo não tomar uma atitude, o Brasil pode
ser a próxima vítima deste colonialismo do Terceiro Milênio”.
Para fechar a sua superinteressante palestra, que segurou os alunos durante
duas horas, Kaled disse que “enquanto o homem não evoluir espiritual
e moralmente, a paz vai continuar sendo o intervalo entre dois conflitos”.
Pesquisa sobre o conflito
Alunos
no principal ponto comercial de BH |
A 8ª série estudou a Segunda
Grande Guerra Mundial. Além do seu poder de destruição
e de envolver um grande número de países espalhados pelo
mundo, este conflito teve a população civil como alvo preferencial.
Por isso, aconteceu uma pesquisa sobre a Guerra do Iraque. Para isso,
foram consultados jornais e revistas, definindo os grupos sociais, instituições
e países envolvidos na guerra. Foram definidas as nações
contrárias ao embate e até a opinião do presidente
Luis Inácio Lula da Silva foi considerada. Depois, os alunos buscaram
argumentos contra e favor da guerra. E fecharam com uma reflexão:
Por que os homens fazem guerra? As respostas vieram em forma de trabalho
e a aluna Débora Maria de Castro Silva apresentou a seguinte redação:
“Eu quero paz...O mundo está cansado de guerra, de morte, do sangue
inocente derramado no campo de batalha, em vilas e cidades, em rios e
desertos. As pessoas já não suportam a dor de tantas vidas
decepadas e corações mutilados. Sabemos que a paz se constrói
com pequenos gestos no dia-a-dia. Devemos aprender a viver em
paz no encontro com quem é diferente, devemos aprender a dialogar,
a ouvir, a respeitar o mistério que se encontra no próximo.
Devemos substituir os conflitos por laços de paz.
Imagens da guerra

O 3º período também fez
trabalhos sobre a guerra e desenhos muito interessantes foram criados.
Entre eles, o do aluno Arthur Souza Costa. Com a guerra, até o
sol fica triste com a decisão do homem de continuar se atracando. |
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Mala e cuia: Minha
escola, minha casa
Muitas
idéias e fantasias dentro da bagagem
Colocar a mochila nas costas e buscar novas
emoções. Encontrar os amigos mais chegados e passar uma
noite inesquecível. Buscar novidades, emoções diferentes,
atividades pouco comuns e um mundo de fantasias, que só dura 24
horas. Esta descrição parece a de um hippie que se prepara
para assistir a uma noite de show em Woodstock, no apogeu do movimento,
lá pelo final dos anos 60. Nada disso, é um dos alunos do
ICJ arrumando as malas para passar uma noite na Escola, no projeto “Mala
e Cuia” que, mais uma vez, foi um sucesso que envolveu as turmas de 1ª
à 4ª série. E teve uma novidade: os pais também
encontraram um belo tesouro no final do evento.
Os alunos vieram para a Escola com muitas
idéias e fantasias dentro da bagagem. O propósito do ICJ
era transformar toda esta expectativa em realidade. O objetivo foi alcançado
e até os pais entraram na festa, participando da caça ao
tesouro. O Mala e Cuia começou às 19h da sexta-feira (11
de abril) e terminou somente às 10h do dia seguinte. Neste período,
houve uma programação intensa, com contador de história,
apresentações circenses, caça ao tesouro (que não
foi encontrado na sexta), baile de máscaras e muito mais. Para
dormir, aquela dificuldade de sempre, uma vez que os alunos adoram a idéia
de passar a noite junto com os amigos e aproveitam a oportunidade para
colocar o papo em dia. Muitos foram dormir tarde, mas o cansaço
não existe para esta turma, que já acordou animada, tomou
um belo lanche e ficou à espera dos pais.
Chegou a vez dos pais participarem. Eles
chegaram e encontraram mais mistérios: cinco caixas com dicas sobre
as formas de encontrar o tesouro. Em seguida, foram lanchar e prosseguiram
na busca. Encontraram: todos os filhos com dizeres “O TESOURO SOU EU”
e com uma bela música declarando todo o amor e carinho pelos pais.
Foi um momento inesperado, de grande interação, que fechou
o Mala e Cuia com muita emoção.
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| Alegria
geral: Projeto Mala e Cuia repete sucesso do ano passado |
Por dentro da História de BH
No
Museu Abílio Barreto, a turma conheceu o bondinho e
sua função no transporte de uma BH bem mais tranqüila |
As terceiras séries do ICJ participaram
de um trabalho para conhecer Belo Horizonte e suas origens. Para conhecer
o tema na prática, eles fizeram um city tour pela capital mineira.
As turmas foram acompanhadas pelas professoras e coordenadoras da área.
Os pontos visitados foram os seguintes: na Pampulha eles conheceram a
igreja de São Francisco, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o complexo
esportivo do Mineirão-Mineirinho. Conversaram sobre as idéias
de Niemeyer, as possíveis descaracterizações ao acervo
da região e as possibilidades de recuperação da arquitetura.
Na região central de BH, eles puderam ver a Rodoviária,
Praça da Liberdade, Praça do Papa, a Serra do Curral e o
Museu Abílio Barreto. Em cada um destes pontos, levantaram a história,
o passado e as chances deste acervo ser respeitado no futuro. As crianças
adoraram o passeio, que proporcionou uma visão bem real da cidade
onde vivem, ajudando assim na preservação da história
do nosso município.
Pais e alunos adoram
a experiência
A idéia de levar os alunos para dentro
do ICJ agradou muitos aos pais, que encontraram o tesouro no dia seguinte
e elegeram o encontro como um grande momento de integração.
Helton Francisco Melo, pai de Vinícius Mateó Melo, da 3ª
série, achou o Mala e Cuia muito proveitoso: “Toda iniciativa de
aproximar aluno, Escola e família sempre é bem-vinda. É
importante os pais participarem de momentos como este para fortalecer
a idéia da importância da Escola na vida das crianças”.
Norma Lúcia da Silva, mãe de Carolina e Camila da Silva
Lopes, da 3ª e 1ª séries, respectivamente, disse que
as filhas falam do Mala e Cuia uma semana antes e vários meses
depois: “É assunto para muito tempo. As histórias vividas
aqui dentro ultrapassam os muros do ICJ e fazem parte da vida dos alunos,
tamanha a importância que este dia diferente, passando a noite na
companhia dos amigos, tem para eles. Por isso, por ver a alegria das meninas,
sou a favor de todas as iniciativas que aproximem os estudantes e fortaleçam
os laços de amizade, solidariedade e companheirismo”, explicou
Norma.
ALUNOS
Se os pais gostaram, os alunos do ICJ deliraram
com o Mala e Cuia. Marina Oliveira e Luíza Coelho, da 4ª série,
adoraram a oportunidade de passar uma noite na Escola: “Foi ótimo,
gostamos muito da dança dos pernas-de-pau e o baile de máscaras.
Dormimos às 3h da manhã e colocamos a conversa em dia. Pena
que aconteça isto apenas uma vez por ano”. Thales Alves Ferreira,
da 3ª série, achou o encontro divertido e “a atividade mais
gostosa foi a caça ao tesouro, que só acabou quando meus
pais chegaram”. Túlio, da 2ª série, disse que “o Mala
e Cuia foi tão bom que não tenho vontade nem de voltar para
casa”. Lucas Bretas, também da 2ª série, gostou do
desfile de pijamas que aconteceu na sala onde dormiu. Como as meninas
ficaram separadas dos meninos, todos ficaram com mais liberdade para se
divertir. Até a professora Goretti, da 2ª série, entrou
na roda: “Foi bom dormir perto da professora, parece que ela também
virou criança”, confidenciou o aluno Pedro Antônio.
Um suco feito de diversão e
arte
Roberto de Freitas entre as suas caretas que tanto agradam e
ensinam as crianças |
Os alunos quiseram conhecer de muito perto os personagens da
turma do Kapo |
O contador de histórias Roberto de
Freitas visitou o Instituto Coração de Jesus, como parte
da programação do Circuito Kapo – De Volta às Aulas,
patrocinado pela Coca-Cola em 40 escolas de todo o Estado. O ICJ foi uma
das escolhidas. Ele mostrou sua arte aos alunos do Ensino Fundamental,
turno da tarde, que conseguiram aprender muita coisa se divertindo e observando
as histórias de Roberto Freitas. A Analista de Marketing da Coca-Cola,
Daniela Vidigal dos Santos, disse que o interesse maior da empresa é
levar uma promoção com valor cultural e não apenas
de divulgação dos produtos. A criançada adorou as
histórias e depois ganhou, como brinde, o suco Kapo. |
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8ª Série com cara
de Ensino Médio
Christina Fabel (à direita) falou aos pais da 8ª série:
”Não podemos controlar os ventos, mas podemos direcionar
as velas” |
O ICJ está sempre se adaptando ao
que existe de melhor no ensino. Nos últimos anos, a 8ª série
do Ensino Fundamental vem mudando de perfil. É cada vez mais crescente
a necessidade dos alunos entrarem no Ensino Médio preparados para
uma fase em que as exigências são bem maiores, principalmente
em função do vestibular e da proximidade de se escolher
uma profissão. A idéia é formar um aluno de 8ª
série cada vez mais autônomo. Periodicamente, eles participarão
de eventos culturais integrados (Ensino Médio e 8ª série),
nos quais a arte servirá para aproximar os alunos de seus ideais
futuros..
As novidades para a 8ª série
não param por aí. Os pais também precisam conhecer
estes novos tempos, para acompanhar e ajudar no crescimento dos filhos.
Para isso, foi realizada uma reunião de pais da 8ª série,
com o propósito de mostrar o que a Escola está programando
para este ano. Novas tecnologias educacionais, reciclagem de professores,
diálogo e muita determinação são as armas
que a equipe do ICJ dispõe para enfrentar os desafios desta etapa
tão importante na vida estudantil do adolescente.
”Não podemos controlar os ventos,
mas podemos direcionar as velas”. Foi com estas palavras que a Diretora
de Ensino do Instituto Coração de Jesus, Maria Christina
Fabel, abriu o encontro. “Não quero que isto pareça uma
reunião de pais e sim um grande encontro entre a nossa equipe e
vocês (pais)”, disse a diretora. Christina lembrou ainda que, com
as novas ferramentas disponíveis, é possível uma
melhor interação entre as partes. Ana Maria Colen, coordenadora
de 5ª a 8ª, apresentou para todos o que hoje em dia se cobra
de um aluno no Ensino Médio: competência. “O ensino para
a competência quer nos mostrar que não adianta conhecer todas
as fórmulas e não saber aplicá-las”. Foram apresentados
os professores de cada matéria e as coordenadoras. Estavam presentes
também os diretores da Escola e a fundadora, dona Elza Fabel. Logo
após as apresentações foram sorteados alguns livros
e servido um lanche.
José Geraldino, pai do aluno Rafael
Antônio, da turma 801 e que estuda na Escola desde o ano passado,
disse estar muito satisfeito com a iniciativa do ICJ de reunir todos os
envolvidos no processo. Pais, alunos e equipe de ensino juntos para esclarecer
dúvidas e abrir as portas de uma verdadeira integração.
“Os pais querem, precisam participar, e essa ponte é importantíssima”.
Já Gislene Santos, mãe do aluno Thiago Augusto, que estuda
na Escola desde o II período e hoje está na 802, se mostra
disposta a participar desta parceria. “A Escola está no caminho
certo, por isso, eu ligo, marco uma hora com as coordenadoras e venho
trazer minhas sugestões para ajudar nesta caminhada”.
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| Com
essa mudança de perfil, as turmas atuais de 8ª série
já são bem mais exigentes e maduras |
Cidadania se constrói na prática
As turmas ganharam representantes e não chefes:
são líderes que devem ajudar a harmonizar a sala de
aula |
Os estudantes de 1ª série do
Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio
do ICJ viveram momentos de intenso exercício de cidadania, através
da eleição para representantes de turma. O trabalho, realizado
pelo Serviço de Orientação Educacional (Soe), tem
como propósito induzir o aluno a reconhecer a importância
da ação coletiva para o bem-estar do grupo, aprimorar o
senso de crítica e auto-crítica e sensibilizá-los
em relação à coletividade. “O representante de turma
não é o chefe dos alunos e sim um aluno escolhido por eles
para representá-los, durante um semestre, perante a Escola e as
outras turmas”, comentou a orientadora Nídia Greco, coordenadora
do trabalho.
Solidariedade na Casa do Ancião
O
projeto Fraternidade e Pessoas Idosas levou os alunos da 7ª
série ao
Lar dos Idosos Clotilde Martins: lanche e confraternização
marcam a visita |
Com o objetivo de enriquecer o projeto “Fraternidade
e Pessoas Idosas”, os alunos da 6ª série visitaram a Casa
do Ancião Cidade Ozanan, onde compartilharam um lanche com os internos,
colocando em prática, mais uma vez, as lições de
solidariedade que os acompanham no dia-a-dia da Escola. A Casa do Ancião,
que hoje abriga 99 idosos, pertence à Sociedade São Vicente
de Paulo e funciona desde 1959, no bairro Cidade Nova. A Prefeitura de
Belo Horizonte mantém um convênio com a instituição
para o fornecimento de alimentação e materiais básicos,
como produtos de limpeza e de higiene pessoal, além de recursos
necessários para o bom funcionamento da infra-estrutura, que conta
com 55 funcionários. O atendimento médico e odontológico
é feito por voluntários dos hospitais das Clínicas
e São Francisco. “O ancião quando entra não quer
mais sair, só quando Jesus chama”, garante a coordenadora-geral
da Cidade Ozanan, Doralice Araújo, destacando o ótimo atendimento
prestado aos internos. As doações para a Casa do Ancião,
fundamentais para a manutenção dos serviços, podem
ser feitas pelo telefone (31) 3421 0101. O ICJ e seus alunos seguem fazendo
um trabalho social cada vez mais exigido dentro de uma sociedade cheia
de desigualdades. Aqui, vale a solidariedade.
O tempo e suas lições
Os alunos da 8ª série discutiram
muito o tempo e suas lições. Depois, fizeram redações
sobre o assunto. Aline B.A. Pereira escreveu assim: “Hoje em dia, está
deixando de existir um sentimento muito importante para vivermos em harmonia,
principalmente com os idosos, pelo menos em grande parte da população
e dos jovens: o respeito. Tanto pelas pessoas, quanto pelos sentimentos
dos outros. Não são justos os maus tratos aos idosos e o
descaso do governo e da sociedade para com eles, uma vez que hoje são
em grande número em nosso País. A dignidade dos idosos não
tem sido respeitada. São muitos os preconceitos que os excluem
e os colocam à margem da sociedade, tratando-os como pessoas inválidas
e incapazes, o que é uma total falta de conhecimento, pois hoje
sabemos que a idade nos traz maturidade, experiência e sabedoria...”
Sobre o mesmo tema, Aline Malveira de Toledo
fez um relato completo da vida. Desde o nascimento até a velhice,
passando pela infância e pelas etapas da fase adulta. Tudo isso,
para defender a sua tese de que todas as pessoas, quando idosas, poderão
ser encaradas de duas formas: como inúteis ou exemplo de vida.
Aline acredita nesta segunda definição e fecha o seu texto
com um belo pensamento de Hugo Wernek: “Toda idade tem seu encanto. O
problema é descobrir que é encantador viver”. |
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O
difícil ciclo da água tratada
Conhecer a Estação de Tratamento da Copasa foi uma
experiência muito interessante |
O tanque de decantação chamou a atenção
dos alunos,
que puderam observar todos os estágios do tratamento |
A água
sai tão facilmente nas torneiras de nossas casas que a maioria
das pessoas não pára para pensar como este importante produto
é trabalhado antes de entrar nas tubulações da Copasa.
Principalmente em tempos de apagões e escassez de chuvas (com exceção
deste ano, em que o período chuvoso foi dentro da média)
é preciso conhecer melhor o caminho da água, que cai do
céu, infiltra no solo, nasce na mina, chega ao rio, à Estação
de Tratamento da estatal e, finalmente, chega às residências.
Para desvendar parte deste misterioso e rico processo, que envolve as
mãos da Natureza e da tecnologia de ponta, os alunos da 5ª
série do Ensino Fundamental do Instituto Coração
de Jesus fizeram uma visita técnica à Estação
de Tratamento de Água (ETA) em Ibirité.
A visita
fez parte do Projeto “Água e Vida”, para conhecer, in loco, todas
as etapas do tratamento da água que é distribuída
para a população. A ETA da cidade trata cerca de 400 litros
de água por segundo, que é coletada nos córregos
da região e abastece parte do Barreiro, Vale do Jatobá e
Ibirité. Os estudantes participaram de uma palestra ministrada
pela coordenadora do Projeto Chuá, Eliana Gonçalves, que
também mostrou a importância de bebermos somente água
tratada para evitar doenças. Os alunos gostaram muito da visita,
pois puderam acompanhar as etapas do tratamento e ver que não é
nada fácil deixar o produto em condições de ser consumido.
Outra lição que todos tiraram da visita é que a poluição
dificulta e encarece o tratamento da água. Por isso, todos podem
contribuir poluindo menos os ecossistemas próximos às nascentes
e rios.
A palestra
deu resultado e os alunos aprenderam muito. Thanis Fernandes Paiva fez
uma bela redação sobre a visita à Copasa e detalhou
os pontos mais importantes: “Ficamos sabendo dos germes e doenças
que estão na água que ainda não foi tratada: febre
tifóide, esquistossomose, cólera, giardíase. Ficamos
sabendo também que a água é tirada dos rios, represas
e até de poços que ficam debaixo da terra”. Thanis faz um
relato detalhado de todo o processo de tratamento da água e fecha
a sua redação: “Depois de ver como a água é
tratada, recebemos folhetos informativos e uma garrafinha de água,
alguns ganharam camiseta, porque responderam corretamente a pergunta feita
pela Eliane (guia). Depois voltamos para a Escola”.
As
aparências enganam aos
que odeiam e aos que amam
A Fera se transforma por causa do amor
da Bela e de sua beleza interior
Os alunos de 1ª e 2ª séries
do Ensino Fundamental do Instituto Coração de Jesus tiveram
a oportunidade de assistir à peça “A Bela e a Fera”, no
teatro Santa Dorotéia. Eles adoraram. A atividade extraclasse foi
realizada para detonar o Projeto Literário “Quem conta um conto
aumenta um ponto”, desenvolvido com os alunos destas turmas. Oportunidade
ímpar para despertar o interesse pela leitura e pelas artes cênicas.
Durante a apresentação, os alunos se emocionaram com a Fera
que, apesar da feiúra física, tinha muitas qualidades maravilhosas,
dignas de levar uma bela moça à paixão. No final,
a Fera acaba se transformando em um belo rapaz, em virtude do amor da
Bela e de sua própria beleza interior. Uma história apaixonante
que passa uma bela mensagem. Ou seja, nem sempre as aparências dizem
tudo sobre uma pessoa.
Parque
dos dinossauros
Os bichos também lembram uma
idade bem antiga da Terra |
A caverna artificial mostra o ambiente dos homens primitivos e seus
costumes
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“Redescobrindo o Brasil e nossas origens”
é o nome do projeto desenvolvido pela 4ª série, que
levou os alunos para dentro da história de nossos antepassados.
Eles fizeram uma visita ao Museu de História Natural e Jardim Botânico
da UFMG, onde puderam observar de perto exposições nos museus
de Mineralogia, Arqueologia, Química/Física, Paleontologia,
além do presépio do Pipiripau. O Museu de História
Natural e Jardim Botânico tem 600.000 metros quadrados e funciona
há 30 anos com o gerenciamento da Universidade Federal de Minas
Gerais. Um verdadeiro parque dos dinossauros dentro de BH e pertinho da
gente. Um magnífico acervo histórico que encantou os alunos
da 4ª série.
O
espaço é aqui
Carolina Corrêa Bueno, da 5ª série,
fez uma bela redação sobre uma possível viagem interplanetária.
Ela deu uma aula de astronomia e mostrou que realmente vale a pena conhecer
os astros. Ela se transformou em uma astronauta e começou a viajar.
Veja os melhores momentos desta excursão interplanetária:
“Olá, meu nome é Carolina e ganho a minha vida como astronauta.
Vou contar para você a melhor viagem
que já fiz na minha vida, lá no espaço. No meio da
noite, peguei meu foguete e me lancei para o espaço. Chegando lá,
vi primeiro os planetas. Como eles eram bonitos! Cada um de um jeito,
cada um em sua órbita. Depois, quase fui atingida por um meteoro.
Que sufoco! Fui olhando a beleza do espaço, fui à Lua. Como
ela é bonita!!! Desci a nave e encaixei, em uma de suas enormes
crateras, a minha bandeira”. Carolina passou ainda perto de um buraco
negro, até que resolveu descer, observando o movimento da Terra
para fazer o amanhecer no Brasil. “Foi maravilhoso”, resumiu a nossa criativa
astronauta.
Uma
viagem pela Idade Média
Na
Idade Média, as personagens sofriam por causa dos nobres |
A 6ª
série elaborou uma história em quadrinhos muito interessante,
baseada nas personagens “Afonso e Margô e a vida na Idade Média”.
Depois de estudar este período da história da Humanidade,
os alunos montaram suas revistinhas, com muitas informações.
Descreveram toda a exploração a que estavam submetidos os
camponeses, que entregavam o melhor de sua produção aos
nobres. Mostraram que o clero guardava o conhecimento, pois seus integrantes
sabiam ler e tinham muitos livros. Cansados de sofrer e passar forme no
inverno, Afonso e Margô se transferem para uma cidade, protegida
dos bárbaros pelos muros. Nesta fase da narrativa, os personagens
já começam a mostrar que a Idade Média está
no seu fim, pois começam a trabalhar, produzir sapatos e roupas,
em uma típica alusão ao início da burguesia, uma
classe social que veio dar à luz o novo modelo econômico
que substituiu o feudalismo da Idade Média. Ou seja, com quadrinhos
e imaginação, os alunos conseguiram que suas personagens
fossem felizes para sempre dentro de um modelo econômico mais equilibrado. |
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Abrindo o coração entre
amigos
Dinâmicas
aproximaram ainda mais os colegas |
Os alunos da 3ª série do Ensino
Médio, como acontece todo ano, estiveram na Pousada do Rei, em
abril, para mais um momento de reflexão. Eles começam a
colocar no papel o que estão realmente sentido, tudo monitorado
pelo professor Natham, de Filosofia. Este ano, o professor Élcio,
a coordenadora Suely e a diretora de Ensino Christina também participaram
do encontro.
Trata-se de uma oportunidade importante para cada um falar de seus problemas
pessoais, suas angústias, sonhos, fantasias e obstáculos
que devem ser superados. Esta fase da vida do aluno é intensa,
uma vez que o desafio do Vestibular vem acompanhado de uma carga horária
maior (não só na Escola, mas também em casa) e muitas
responsabilidades que antes não existiam. A idéia é
fazer um balanço de tudo o que eles estão vivendo no momento,
com o objetivo de tirar as dúvidas e deixar o caminho aberto para
um ano de sucesso.
O professor Natham explicou que o trabalho
começa com cada um falando de sua participação na
Escola, “mas sempre os problemas particulares acabam aparecendo e vão
sendo discutidos”, explica. Depois, através de vivências
e dinâmicas aplicadas, os alunos melhoram a visão sobre as
questões que enfrentam no Colégio e também em casa.
“Para fechar os trabalhos, acontece uma auto-análise, sobre o que
eles falaram, viveram e as possibilidades de mudanças. Assim, acreditamos
que esta atividade torna-se muito útil para abrir caminhos e mostrar
que, apesar da pressão da 3ª série do Ensino Médio,
é possível vislumbrar um horizonte cheio de boas notícias,
um futuro promissor”, explica Natham.
Depois do trabalho, como ninguém é
de ferro, vem a hora do lazer. Piscina, futebol, vôlei, sinuca e
um delicioso almoço, além do velho e bom bate-papo, fecham
um dia muito importante para todos os alunos desta turma.
Almoço: alunos compartilhando momentos importantes |
Depois da reflexão, atividades recreativas |
Saúde é o mais importante
Os alunos do Ensino Médio receberam
uma visita muito interessante. Os psicólogos Cássio Leal
e Deinice Dias Azevedo falaram para os estudantes sobre saúde e
qualidade de vida. Eles voluntários do Grupo Saúde e Vida,
uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha
há mais de 12 anos com escolas públicas e particulares,
levando diversas informações sobre o assunto para os mais
variados ramos da sociedade. A instituição, com sede em
São Paulo, é formada por profissionais da área (médicos,
dentistas, psicólogos, etc). Os dois psicólogos vieram ao
ICJ divulgar o livro “MEDICINA - Perguntas e respostas mais freqüentes
em todas as especialidades médicas”, de autoria da Dra. Carla Leonel.
“Existe uma carência muito grande de informações sobre
saúde em todas as classes sociais e o nosso papel como cidadãos
é o de passar o máximo de informação para
todos. As pessoas correm um risco muito grande com a desinformação,
por isso, devemos investir na divulgação correta para podermos
prevenir as doenças e aumentar nossa qualidade de vida”, comentou
Deinice Dias.
Um olhar crítico
sobre a pampulha
Percorrendo o principal “cartão postal” de BH |
Alunos visitaram também o Museu de Arte |
A 2ª série do Ensino Médio
teve um contato imediato de terceiro grau com o acervo natural e arquitetônico
da Pampulha. O objetivo foi conhecer a importância da arquitetura
para a integração do homem com o meio ambiente. Pelo caminho:
a Casa do Baile, Museu de Arte e a Igreja de São Francisco. A ordem:
ver de perto as obras do conjunto e desencadear o hábito de cultuar
as artes. Oportunidade também para formar cidadãos mais
cultos.
O professor de Filosofia Natham Ribeiro Martins
está trabalhando a estética, a história das artes
- com o conceito do que é belo e o que é feio - tentando
despertar nos estudantes a curiosidade em relação às
obras e suas conseqüências sociais. “Descobri que muitos não
conheciam estes trabalhos e espero que agora eles iniciem o processo de
apreciação das artes”, resumiu Natham. Na mesma viagem,
o professor de Matemática, Melquiades Chaves, aproveitou para iniciar
um trabalho de observação das formas no contexto social,
do ponto de vista geométrico. Os alunos aproveitaram a oportunidade
e exploraram ao máximo as formas e a integração das
obras com o meio em que estão inseridas. |
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Uma grande surpresa
atrás da porta
“Mário
César” foi fielmente desenhado pela aluna Estephanie Diniz
Freitas |
Todas as sextas-feiras o 2º
período da professora Edith Zandona (Turma Águia) ia naquele
mesmo lugar. Era dia de piscina e, na hora de beber água, os alunos
se deparavam com duas salas fechadas naquele horário. Que mistério...O
que haveria naquele lugar? O que acontecia lá dentro daquelas duas
salas trancadas com enormes portas marrons? A curiosidade era muita e
Edith resolveu levar seus “detetives” para ver aquele mundo além
da piscina. Em uma das salas existiam enormes prateleiras, com muitos
livros: era a Biblioteca de nossa Escola. E a outra sala? Ah! Ao olhar
bem à frente, a professora e seus fiéis escudeiros viram
um enorme esqueleto dependurado. Todos saíram gritando, para quem
quisesse ouvir: “Olha, tem um esqueleto enorme naquela sala”. Uma menina
mais sonhadora disse que os grandes braços do esqueleto iriam pegá-la.
Mais correria e assim se passou a tarde inteira. Depois do susto, estava
desfeito um mistério, mas começava outro, pois todos queriam
saber a razão daquele “monstro” ser colocado na sala. Foi então
que a professora explicou que naquele local funciona o Laboratório
de Ciências do ICJ e que o esqueleto serve para mostrar aos estudantes
como é parte do corpo humano. No entanto, já existia uma
grande intimidade entre a garotada e o tal esqueleto, que não podia
mais ficar sem um nome. Como a democracia reina em nossa Escola, os nomes
passaram por votação e a proposta do aluno Daniel saiu vencedora,
com 14 votos, e o nome escolhido foi “Mário César”. Acabou-se
o mistério e começou uma longa amizade entre toda a turma
e o esqueleto que agora tem nome.
A força do folclore
Lucas
Andrade Oliveira desenhou o Boitatá |
O Maternal 3 B (Turma do Saci)
está mergulhado na fantasia e no imaginário do folclore
brasileiro.
Os contos populares, lendas, músicas e brincadeiras são
ricos em elementos lúdicos e, por isso, muito apreciados pelas
crianças. A Turma do Saci descobriu que o folclore tem coisas que
sabemos e são contadas pelo povo; e que histórias e brincadeiras
vêm dos tempos da vovó... ou antes ainda! Por ser tão
rico e variado, se torna um grande aliado no processo de aprendizagem.
Conhecendo o folclore do povo brasileiro, aprendemos sobre nós
mesmos.
Sou amigo da água
Os
alunos mostraram com desenhos todo o amor pela água |
Com esta certeza, os alunos
do 1º Período B, da professora Kátia Lúcia,
desenvolveram um projeto muito interessante de meio ambiente, refletindo
e discutindo sobre a importância de se preservar a Natureza. A poluição
das águas recebeu uma atenção especial, sendo que
pais e familiares puderam ver o tanto que a turma aprendeu através
da apresentação da peça “O peixinho e o sonho”, na
Feira do Livro.
Depois do trabalho, a garotada
começou a mudar de atitude. Muitos questionam os banhos demorados
em casa e pedem mais economia – de energia elétrica e água
potável, que, no fim das contas, representam gastos para a Natureza.
O projeto contou ainda com pesquisa, feita em casa, desenhos sobre as
situações do meio ambiente, gráficos mostrando o
resultado da pesquisa e uma conclusão maravilhosa, feita pelos
próprios estudantes: “Sou amigo da água”. Com esta nova
mentalidade, certamente, as nascentes e rios serão muito mais bem-tratados
por essa nova geração, que já está conseguindo
mobilizar pais e familiares para uma postura mais equilibrada.
Ilustradores de sonhos
”As Mariposa”,
de Adoniran, foram colocadas em torno da “lâmpida”
A professora Juliana, do 1º
Período A, desenvolveu com seus alunos um interessante trabalho
de poesias e músicas. Depois de ter contato com estas formas de
arte, os alunos ilustraram um livro, que mostrou toda a capacidade criativa
da Turma do Sonho. A seqüência do trabalho era a seguinte:
as crianças liam as poesias e depois faziam as ilustrações.
Um dos destaques foi o desenho alusivo ao texto de um dos mais talentosos
compositores brasileiros: Adoniran Barbosa.
Minha professora, a Monalisa
Laura
Leite Silva vê assim a sua professora
Arte não é coisa
só de adulto. Pelo contrário, se estimuladas, as crianças
se tornam verdadeiros artistas e exprimem toda a beleza que abrigam em
seus corações. O Maternal B (Turma do Sol) desenhou a professora
Kátia Jeber, que se transformou em uma verdadeira Monalisa para
a garotada. Eles puseram na obra de arte todos os detalhes: anel, arco,
cabelo e outras características que, às vezes, só
as crianças enxergam.
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Um dia dedicado a leitura
Novamente,
a feira apresentou muitas
atrações para os participantes |
Diversas
atividades
garantiram a animação |
Pegar um sábado e transformá-lo
em um tributo à leitura, aos livros, às histórias.
Este foi o objetivo da Feira do Livro do ICJ, que reuniu toda a Educação
Infantil em torno de um ideal comum: o gosto pela leitura. Todas as turmas
fizeram atividades diferentes, cada uma mais criativa que a outra. Teatro,
música, releitura, histórias recontadas pelos próprios
meninos, enfim, não faltou nada neste evento dedicado à
arte milenar de perpetuar os sonhos e fantasias através do papel.
A Feira mostrou ainda estandes de livrarias, brinquedos pedagógicos,
livros e outros produtos ligados ao mundo da literatura.
Houve também lançamento do livro “Guerra para quê”,
de Ozório Garcia. O autor, de 37 anos, é natural de Formiga
(MG), já escreveu 28 livros, por várias editoras, e também
é ilustrador. Participou da feira e autografou a sua mais nova
obra de arte. Muitos alunos compraram e pediram uma dedicatória
especial ao escritor, que explicou a razão do livro: “Há
cinco anos, na guerra gerada pela divisão da Iugoslávia,
a minha filha Gabriela, então com sete anos, perguntou por que
havia guerra. Eu não soube explicar direito, dei uma enrolada e
fiquei pensando no assunto. Pensei tanto que encontrei ‘respostas’ e resolvi
externá-las. Assim, nasceu mais um livro”. Ele disse que eventos
como este são importantes para manter o laço entre a leitura,
os estudantes e a família.
Aliás, a presença
da família foi outro destaque do evento. Raimundo Gouvêa
estava acompanhando o neto Lucas Andrade, do Maternal 3. Orgulhoso da
participação do neto, ele não mediu elogios à
Feira: “Este tipo de encontro socializa a criança, traz a família
para a Escola e ajuda a diminuir os efeitos nefastos da TV na vida das
pessoas”. Wagner Novais Pires, pai de Ana Carolina, do 2º período,
tem opinião parecida: “É ótimo participar da vida
escolar das crianças. Isto une a família e aumenta o contato
de todos com a Escola. O mundo lá fora está muito difícil
e é preciso manter vivos estes laços de integração
social”, explicou o pai.
Pais e
mães dos alunos prestigiaram a feira do ICJ
A história que começou
na grande explosão
É
assim que Danilo, Vinícius, Luis, Igor, Estela,
Victor e Gabriel enxergam os homens primitivos |
João
Pedro pintou o dia-a-dia
do homem das cavernas |
O 3º Período A (Turma
Arco-Íris) fez uma pesquisa muito interessante sobre o assunto
que mais intriga o ser humano: de onde viemos? Quem nasceu primeiro? Para
tentar responder estas indagações, os alunos, juntamente
com a professora Janine, pesquisaram muito sobre a origem do homem. Surgiram
vários livros, revistas e textos, advindos da internet, sobre o
assunto. A coordenadora Leca também contribuiu, contando um pouco
sobre as teorias a respeito da origem da civilização. Entretanto,
o grande momento do trabalho foi a visita da professora de Ciências
do ICJ, Emília, que falou desde o surgimento do Universo (Teoria
do Big Bang/Grande Explosão, de onde teriam surgido as primeiras
moléculas que, posteriormente, deram origem à vida em todas
as suas modalidades) até a teoria evolucionista de Darwin, segundo
a qual as espécies vão se perpetuando na terra através
de uma grande evolução natural, em que sobrevivem os mais
fortes.
A professora Emília exibiu também
um vídeo sobre os homens das cavernas. Nesta viagem
em busca de respostas para a origem do homem, surgiram criações
fantásticas dos próprios alunos, entre elas fósseis,
curiosidades e ilustrações sobre a evolução
humana. “O resultado foi tão satisfatório e a participação
da turma tão intensa que já estamos pensando em realizar
atividades ainda mais interativas, como visitar museus que tenham mais
informações sobre o assunto. Nossos pesquisadores merecem”,
concluiu a animada professora Janine.
Músicas ilustradas
A Turma
Alegria ficou ainda mais alegre com o projeto que envolveu boas músicas
“Quem canta os males espanta”.
Esta frase popular é bem conhecida no Brasil, um País que
gosta de dançar e ouvir boas canções. Pensando nisso,
foi elaborado, com a Turma Alegria (Pré-Maternal A), da professora
Nati, um projeto que une música e arte. Foram selecionadas várias
canções para os alunos, que fizeram lindas ilustrações
sobre o que estavam escutando. O resultado final mostrou que a atividade
foi prazerosa e auxiliou muito na socialização dos meninos,
além de facilitar a aprendizagem da linguagem. A turma mostrou
tudo o que aprendeu sobre o assunto em uma apresentação
na Feira do Livro. Eles fizeram um “Passeio pelo Sítio do Pica-Pau
Amarelo”, sendo que as meninas foram a Emília e os meninos, o Visconde.
De olho nos índios
Os
meninos ficaram mais íntimos dos índios brasileiros
depois de conhecer seus costumes |
As turmas do 1º período
da professora Juliana e dos maternais das professoras Kátia Jeber
e Mônica visitaram a exposição “Arte Indígena”,
no Ponteio Lar Shopping. Os objetivos da atividade foram observar uma
cultura diferente da nossa e ampliar o olhar dos alunos sobre o folclore.
As crianças conheceram de perto armas, adereços, utensílios,
esculturas, vestimentas e outros objetos de arte indígena. A exposição,
realizada pelo segundo ano consecutivo, reúne obras de tribos de
várias regiões brasileiras. |
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Uma luz contra o preconceito
Os
alunos do Frei Leopoldo usam a capoeira para
driblar suas necessidades especiais e viver melhor |
O projeto Brincando de Capoeira, desenvolvido
pela professora Juliana, do 1º período do ICJ, e pelos professores
Alanson e Doralice, da Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo,
está integrando alunos do ICJ. O trabalho se propõe a socializar
o conhecimento da capoeira e a inclusão dos alunos portadores de
necessidades especiais em escola de ensino regular. Outro ponto importante
desta integração é expandir o olhar de nossos alunos
sobre o mundo que os cerca. Tudo isso, mostrando o tempo histórico,
quando este esporte foi trazido para o Brasil, através dos escravos,
que eram reis, rainhas e princesas de seus povos; um tempo cultural, uma
vez que hoje a capoeira tem uma abordagem bem diferente do que no passado;
um espaço geográfico, mostrando por onde a capoeira começou
no País e onde ela chegou.
Para obter um bom resultado foram utilizadas
fontes históricas, contidas em livros, manifestações
folclóricas, na memória das pessoas mais idosas e nas vivências
comunitárias. Para completar a interação, uma vez
por mês, os alunos dos dois colégios se encontram para apreciar
apresentações de capoeiras. Em maio, este encontro será
no dia 23, em junho no dia 27, em agosto no dia 22. A agenda está
fechada até dezembro e as outras datas publicaremos na próxima
edição do ICJ NOTÍCIAS. O importante é mostrar
que o preconceito, seja contra a capoeira trazida pelos negros como forma
de resistência cultural ou contra portadores de necessidades especiais,
não pode mais sobreviver em nossa sociedade. Os alunos do ICJ estão
percebendo esta necessidade na prática.
Dorotéia, a centopéia
Gabriela viu assim a história da Centopéia
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Corinne preferiu uma Dorotéia mais solitária |
A professora Júnia, do 2º período
A, fez a sua turma entrar de cabeça na história da “Dorotéia,
a Centopéia”. Depois de ouvir várias vezes o livro, de autoria
de Ana Maria Machado, até dominar o enredo, as crianças
reescreveram a vida da personagem principal. Houve ainda outras atividades
e relações de quantidades. “O trabalho exigiu muito empenho
das crianças, já que elas ainda estão começando
a escrever, mas valeu a pena, pois todos participaram ativamente e conseguiram
ficar mais ligados à leitura”, contou a professora Júnia.
Pinóquio faz amigos
O Pinóquio virou amigo, mas suas mentiras
não funcionam
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CTeatro sempre chama muito a atenção
dos meninos, que se concentram ao máximo
para entender bem as peças |
Os alunos do Pré-Maternal, Maternal
e do 2º período A e B do ICJ foram ao teatro para assistir
ao espetáculo “Pinóquio”. A excelente montagem do Grupo
Gesto encantou a todos e foi uma oportunidade muito preciosa que os alunos
tiveram para estreitar os laços com as artes cênicas. Para
que eles tomem gosto pelo teatro é preciso começar cedo.
A criançada deu um show de comportamento e prestou atenção
em tudo. Ao final da peça, a garotada saiu com a certeza de que
mentir sempre é feio e faz o nariz crescer. Mesmo tendo ficado
amigos do Pinóquio,
notaram que a verdade sempre é o melhor caminho.
Preservando a natureza
O espetáculo mostrou aos meninos a
importância da preservação do Planeta
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O grande público entendeu bem o
recado da maior flor do mundo |
As turmas do 1º período e do
3º período foram ao Teatro Izabella Hendrix para assistir
a mais uma peça muito divertida sobre a importância de se
preservar a Natureza. Com o título de “A Maior Flor do Mundo”,
o espetáculo conseguiu passar a mensagem proposta: “Se não
cuidarmos da Natureza todos nós iremos morrer”. Mas a mensagem
final foi de otimismo, pois os atores mostraram que, através da
conscientização e da preservação, será
possível salvar o Planeta.
Violências variadas
Arhur e Luiz Eduardo viram o naufrágio em
Cabo Frio desta forma
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Bernardo e Pedro também condenaram o acidente ocorrido em
Cataguases |
O 3º Período B (Turma Colorida),
da professora Glória, fez uma viagem pelo triste universo da violência
e notou, através de reportagens dos jornais, que nem só
a guerra tira o sono da humanidade. Os alunos viram que alguns acidentes
podem fazer muita gente infeliz e dificultar a vida no Planeta. Entre
estes acontecimentos que deveriam sumir do mapa, foram registrados dois
de maior destaque: o desastre da fábrica de papel em Cataguases
(MG) e o naufrágio da escuna “Tona Gálea” em Cabo Frio (RJ).
Livro de músicas
O Pré-Maternal B (Turma Bola), da
professora Celina, está superenvolvido com o projeto de música
iniciado em fevereiro. O trabalho culminou com o lançamento de
um livro, com as músicas mais significativas para o grupo. |
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