INFORMATIVO DO INSTITUTO CORAÇÃO DE JESUS - MAIO/2003
 
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Muito além do vestibular

Há 42 anos, o ICJ vem construindo uma história de conquistas e sucesso. Em 1995, quando o Ensino Médio foi criado, a idéia era formar alunos com uma visão crítica do mundo e preparados para competir no Vestibular em boas condições de passar. O tempo passou e, hoje, a meta de ter boas aprovações já foi conquistada, com o Instituto estando, em virtude dos números do ano passado e do início de 2003, entre as primeiras escolas particulares em aprovação nas principais faculdades do Estado – em termos percentuais. Depois de confirmada esta tendência vitoriosa, o ICJ passou a investir em outro foco com a mesma determinação: o desenvolvimento de competências na formação do aluno cidadão, preparado para vencer com segurança na vida acadêmica e no mercado de trabalho.

 
 
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Opção pela estética

Entramos no Terceiro Milênio e estamos assistindo a uma invasão cultural. As rádios, as TVs, os jornais, enchem nossos olhos com os mais variados produtos, ditos artísticos, de todas as partes do Brasil e do mundo. São músicas, filmes, novelas, livros e tantos outros produtos feitos com um único propósito: vender milhões de exemplares e enriquecer seus criadores, seus produtores.
Tem sido assim na indústria dos CDs. Enquanto centenas de talentosos músicos mineiros, baianos, cariocas, verdadeiramente comprometidos com a cultura brasileira, não encontram espaço na mídia, outros, sem nenhum valor, ficam meses nas paradas de sucesso.

Foi assim com o Bonde do Tigrão e agora com o MC Serginho. Felizmente, o prazo de validade
destes produtos não é lá tão grande. Mas, enquanto dura, faz um estrago tremendo2 nas raízes da arte brasileira. O pior: depois da derrocada de um, a indústria do CD já está com outro engatilhado para lançar. Assim, se sucedem nas paradas e as letras de péssimo gosto se alastram de norte a sul do País. Como estamos em uma democracia, vale, então, o bom-senso. Por isso, através da série “Pensar e agir”, o ICJ deixa clara a sua opção pela estética, pelo belo, pelo que realmente representa as manifestações brasileiras. E pede a ajuda da família, que discuta, debata, investigue os porquês da proliferação deste tipo de “arte”. Afinal de contas, uma escolha certa hoje pode representar muito no futuro de uma pessoa. Imaginem no futuro de um País inteiro...

Escolha certa

“Lúcia, gostaria de que soubesse que compartilho do seu posicionamento quanto à apreciação estética, enriquecimento cultural e capacitação para formação de opinião. Se a Escola se resumir à leitura eferente, teremos adultos capazes de evoluir profissionalmente, mas jamais homens socializados, conscientes do meio ambiente, do próximo ou de si mesmos. O material ao qual você se refere não entra em minha casa. Não por imposição, mas porque encontro uma forma de direcionar a atenção deles para outras coisas”.

Marta Rocha - mãe de Lucas e Mateus Rocha da Costa

Série pensar e agir

Neste semestre, o ICJ continua com a série “Pensar e agir”, que tem como finalidade abrir debates sobre temas atuais que, muitas vezes, são ignorados por muita gente da comunidade escolar. O último lançamento abordou o repertório do MC Serginho, mais precisamente de sua música, se é que podemos definir assim este trabalho, Eguinha Pocotó:

“O jumento e o cavalinho Eles nunca saem só Quando saem para passear Levam a égua pocotó
Pocotó, pocotó, pocotó Minha eguinha pocotó”

Mais uma vez acontece a banalização da sexualidade humana, através das expressões que ganharam as ruas (como a cachorra, do Bonde do Tigrão). Através de letras maliciosas e pobres de conteúdo, estético e musical, estas “criações” ganharam o Brasil e cabe à Escola (e à família) pensar e agir de forma diferente. Por isso, a série tornou-se tão importante para toda a comunidade escolar. Veja a seguir o último número, elaborado pela orientadora educacional Lúcia Gomes de Paula:
“Infelizmente nos esquecemos, diante de nossa passividade, de que somos co-responsáveis por esta forma de inculcação. Quantas vezes permitimos que um CD do MC Serginho (autor da letra em questão), seja comprado por nossos filhos e, até mesmo por nós, para ser manuseado em casa, na escola ou no ambiente de lazer? E quando damos o nosso aval, assistimos à dança frenética da Lacraia, a mais recente criatura do cenário funk?
O que nos escapa nessa situação, como educadores, é trabalhar em uma linha de AÇÃO – REFLEXÃO – AÇÃO, já que proibir por proibir não traz resultados, nem forma opinião crítica. Precisamos ter coragem para mostrar a nossa recusa, sem ser pais ou professores “caretas”. Dialogar com os filhos e alunos sobre a mensagem de determinadas letras musicais e programas apelativos, esclarecendo a intenção consumista e dominadora, é um bom caminho. Oportunizar contextos musicais e programas de qualidade, discutindo valores estéticos, culturais e outros, é uma AÇÃO de grande ganho. O que não podemos é engolir tudo o que aparece, deixando nossas crianças e adolescentes órfãos de cultura e por que não dizer da rica cultura brasileira tão diversificada em suas manifestações.
Gosto estético, riqueza cultural e formação de opinião são, sem dúvida, aquisições de um processo educativo. E aí estamos nós, incluídos: pais e educadores, escola e família, modelos reforçadores de valores”.

Fernando não pára

O cantor e compositor Fernando Muzzi, ex-aluno do ICJ, continua brilhando. Ele ganhou o Prêmio Bonsucesso de melhor trilha sonora teatral de 2002. A direção do ICJ mandou seu recado: “Estamos felizes e orgulhosos em compartilhar com você, nosso ex-aluno e amigo, este momento especial”. Abraços de Dona Elza, Ademar, Christina, Ademarzinho e José Eduardo. Mas a participação de Muzzi nesta edição do ICJ NOTÍCIAS não pára por aí. Ele fez também uma homenagem à Lúcia, autora da série “Pensar e agir”. Veja a seguir alguns pontos do texto elaborado pelo compositor:

“Olá Lúcia, sou pai do Gabriel Gonçalves Muzzi, aluno da 2ª série do Ensino Fundamental.
Sou músico-compositor, mas venho expressar a minha satisfação como pai. Esta Escola, mais uma
vez, nos deu a segurança de que fizemos a melhor escolha para educar nosso filho, pois fica muito claro o seu potencial e a sua lucidez diante deste mundo consumista, explorador e cada vez mais inseguro.

Parabéns!! Realmente é lamentável ter que expor nossos ouvidos a receber tanta, ou melhor, tanto “NADA”. São letras que desrespeitam, deseducam e fazem o “ser” ser cada vez menos.Bom, diante desta massificação em que nos encontramos totalmente fragilizados, não poderia deixar de manifestar toda a minha satisfação por esta iniciativa. Como músico eu digo:...se todos fossem iguais a você... E como pai agradeço”.

Homenagem às mães via correios

Como teve muito sucesso no ano passado, o projeto de homenagear as mães através de cartas foi repetido este ano, com intensa participação dos alunos. Todos quiseram fazer belos textos, que foram colocados nos Correios e recebidos, de surpresa, pelas mães. O ICJ aproveita a oportunidade para lembrar todo o carinho e apreço que possui pelas centenas de mães que compõem a nossa comunidade escolar. A seguir, duas cartas que representam todo o amor dos filhos:

Belo Horizonte, 5 de maio de 2003

Querida mamãe,
Escrevo-lhe esta carta para homenageá-la pelo seu dia. Amo você do fundo do meu coração. Mamãe, você é aquela mãe que me compreende e me entende. Você é a melhor mãe do mundo. Obrigada pelo o que você fez e faz para mim. Mamãe, tomara que Deus a ilumine e lhe dê muitos anos de vida. Você é minha mãe querida. Você é legal e brincalhona. Obrigado por tudo. Um beijo.

Matheus Figueiredo Dorneles (2ª série)
para a mãe Alzira

Estou muito feliz de escrever esta carta em sua homenagem pelo Dias das Mães. Eu queria agradecer todo o seu esforço comigo. Estou muito feliz neste dia tão especial para você. Espero que
você se divirta bastante com as pessoas que você ama. E que você sempre tenha saúde e paz.
Um grande beijo de sua filha.

Bárbara Santos Faria (2ª série),
para a mãe Tânia Maria Santos

 
 
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Uma nova visão do vestibular

Em 1995 foi montada a primeira turma do Ensino Médio no ICJ. Começou, então, uma luta diferente: ter bons números no Vestibular. A primeira turma se formou em 1997 e muitos ex-alunos já brilham em várias profissões. Desta época para cá, no entanto, muita coisa mudou. Depois de conseguir seu primeiro objetivo - boas médias de aprovações nas mais variadas faculdades do Estado - o ICJ passou a querer mais: preparar seus alunos para uma vida acadêmica sem atropelos.
Um dos bons exemplos desta nova etapa é o aluno Lucas Mitre, que completou o Ensino Médio no final do ano passado e, de cara, passou em quatro faculdades. Maduro e pronto para escolher seu caminho, ele optou por não fazer a prova de seleção da UFMG, em virtude de conhecer o curso de outras instituições de ensino e definir que seria melhor trilhar outros caminhos. As aprovações de Lucas (2º lugar na Fumec, 16º na PUC, 3º na PUC e na UNI/BG, sempre para o Curso de Publicidade) e de outros alunos em faculdades de todo o Estado colocaram, em termos percentuais, o ICJ entre as primeiras escolas particulares em aprovação. Esta posição de liderança, já procurada de forma obstinada pela equipe do Instituto desde 1995, e alunos como Lucas Mitre, deixaram a certeza de que a Escola está no caminho certo: “Tive uma boa preparação e a confiança de que poderia passar em qualquer faculdade que disputasse. Quando não quis fazer a UFMG, por acreditar que existem cursos melhores em outras faculdades, muita gente ficou contra, mas eu tinha certeza de minha opção e hoje estou ciente de que tomei a decisão correta, pois estava suficientemente preparado para isso”, explicou o aluno. Aliás, é este o objetivo principal do ICJ: deixar o estudante pronto para enfrentar, sem dificuldades, a faculdade e o mercado de trabalho. Desde 1995, o tempo se encarregou de mostrar os frutos desta nova filosofia de trabalho. Assim, além de educar, de formar o cidadão, de criar laços de amizade e plantar a solidariedade no peito de seus alunos, o ICJ passou a deixá-los ainda mais completos, prontos para a vida após o Colégio.

Ex-aluno vira estagiário

Tiago Matos Teixeira
“Quando me formei, estava pronto
para os desafios da Faculdade e, certamente,
vou me dar bem no mercado de trabalho”

Tâmara Mariana Guilherme
“Uma boa escola é aquela que ensina o caminho certo aos alunos sem tirar a liberdade de escolha de cada um. Isto facilita a escolha e o sucesso na vida profissional. Por isto, estou tão feliz na atual fase de minha vida”

Outro caso interessante de sucesso fora dos muros do ICJ é Tiago Matos Teixeira, de 19 anos, que estudou a vida inteira no ICJ, faz Educação Física na UFMG e hoje trabalha no Instituto com projetos ligados à sua área, inclusive é responsável pela parte recreativa do Curso de Biologia Marinha, no Espírito Santo, que acontece todos os anos na 6ª série do ICJ. Cheio de sonhos, Tiago pensa no futuro com o pé no presente:
“Meu curso abre muitas possibilidades, de técnico de futebol a professor. Posso fazer muitas coisas e vou me decidir ao longo do curso. No momento, quero aprender a ser um bom professor de Educação Física”. Questionado sobre a preparação que teve no ICJ, ele é taxativo: “quando me formei, estava pronto para os desafios da Faculdade e, certamente, vou me dar bem no mercado de trabalho”. O ex-aluno elogiou ainda a criação do Pré-Vestibular Integrado ICJ Tuttorial: “Os alunos de hoje vão sair ainda mais afiados para o Vestibular”

QUÍMICA

Na Faculdade de Engenharia Química da UFMG, mas precisamente no 2º período, também tem representante do ICJ. Tâmara Mariana Guilherme, de 18 anos, se formou no ICJ em 2001 e já está na faculdade. Passou de cara na UFMG e sua irmã, Talita, segue o mesmo caminho, pois está no 3º ano do Ensino Médio do ICJ, se preparando para as provas de seleção das faculdades no próximo ano.
Segura, Tâmara garante que teve uma boa preparação no ICJ e entrou na faculdade sem maiores atropelos: “Até agora não tive problemas em nenhuma matéria, pois entendi bem os assuntos que me passaram na Escola. Principalmente neste curso (Química) é preciso ter uma boa base”. A futura engenheira garante que está no caminho certo, que teve boas orientações para escolher o curso e não se arrepende de nada: “Uma boa escola é aquela que ensina o caminho certo aos alunos sem tirar a liberdade de escolha de cada um. Isto facilita a escolha e o sucesso na vida profissional. Por isto, estou tão feliz na atual fase de minha vida”.

ICJ tem campeã brasileira


Celina Mendes Cabral, de 16 anos, faturou, em abril, o Campeonato Brasileiro de Patinação Artística,
categoria Júnior Classe B, realizado em Itajaí (SC). A atleta, que estuda na 2ª série do Ensino Médio do ICJ, começou a patinar há cerca de nove anos na Escola e hoje é reconhecida nacionalmente.
Celina diz ser muito difícil participar de todas as competições por falta de patrocínio, mas faz o possível para sempre estar competindo. “Sei que é um sonho, mas ainda vou participar de um Campeonato Mundial e uma Olimpíada. Patinar é o que eu mais gosto de fazer”, resume a campeã.

O sonho de ser bióloga

Carolina Zolini é um destes casos. Fez parte da primeira turma do Ensino Médio, formou-se em 1997, com um objetivo um pouco diferente de suas colegas: ser bióloga. Na época, o mais comum era escolher outros cursos, como Engenharia, Direito, Medicina, Odontologia, entre outros. Mas, convicta, Carolina queria outro caminho. Tentou Farmácia e depois conseguiu a vaga para o curso de seus sonhos: “Passei na Federal e comecei a estudar um assunto que adoro. Devo esta decisão acertada aos meus professores, que souberam mostrar os caminhos de várias profissões, ajudando-nos a dar o passo certo em um momento decisivo de nossas vidas”. Carolina tem mais seis irmãos e todos estudaram ou estudam no ICJ: “É uma história de muita intimidade entre a minha família e a Escola”.
No início deste ano, aos 22 anos, já cursando o último período de Ciências Biológicas, Carolina fez concurso para ser professora do Centro Pedagógico da UFMG. Passou e hoje leciona para alunos de 2ª e 4ª séries. Perguntada sobre os obstáculos que enfrentou nesta jornada de sucesso, a jovem professora não vacila: “Sempre estive certa do caminho que deveria seguir. Entrei para a faculdade e não tive dificuldades, pois tinha uma boa base. Depois, preparei-me para o concurso e também estava determinada a vencer mais uma etapa”.

Carolina reclama apenas do excesso de carinho que recebeu ao longo de sua caminhada pelo ICJ: “Os professores sempre foram muito atenciosos e todos nos chamavam pelo nome. Conheciam nossos pais e tudo parecia uma grande família. Quando cheguei à faculdade e passei a ser um número, como outro aluno qualquer, senti-me um pouco deslocada, mas logo percebi, como o próprio Instituto havia orientado, que aquela nova etapa era um pouco diferente, mais fria, porém igualmente interessante”. O carinho recebido no ICJ, no entanto, gerou frutos: “Hoje trato meus alunos como os professores do Instituto me tratavam, com carinho e atenção. Ser professora é muito mais do que passar somente o conteúdo das matérias. É conhecer as necessidades dos alunos, respeitar as individualidades e explorar o que cada um tem de melhor. Foi isto o que aprendi no ICJ e vou passar sempre para os meus alunos”, completou a jovem, porém experiente professora.

 
 
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Laboratório mais ágil, moderno e bonito

O Laboratório foi remodelado para
atender aos alunos de forma mais ágil
Com as mudanças, as aulas ficaram
ainda mais atraentes para os alunos

O Laboratório de Informática do ICJ está com uma cara mais jovem. Ele foi remodelado, ganhou um provedor mais potente e está sendo cada vez mais utilizado por todas as disciplinas. A coordenadora Adriana Baroni está muito satisfeita com o rendimento dos alunos e com a interação dos professores. Tudo com muito entusiasmo: “Estamos concretizando o Laboratório como um espaço multidisciplinar. A Escola tem o objetivo de utilizar, cada vez mais, a tecnologia como ferramenta auxiliar no processo de aprendizagem, uma vez que acreditamos que o ser humano ainda é a peça central de todo o processo”, explicou Adriana.

Todas as turmas do Ensino Fundamental e Médio já conheceram as novidades do Laboratório de Informática remodelado, nas aulas inaugurais que aconteceram em março. Os alunos receberam as senhas para criar um e-mail personalizado do ICJ e, através dele, receber todas os recados da Escola dentro de casa. O acesso está disponível dentro do próprio site da Escola (www.icj.g12.br), onde existe um link para o webmail. Neste ponto, o Instituto pretende também interagir com os pais de forma mais ágil, enviando mensagens, recados e outras comunicações pela internet. A idéia é facilitar a vida da comunidade escolar e aumentar as possibilidades de aprendizagem.

A professora de História, Célia Maria Seabra Fonseca, comentou as novas instalações do Laboratório. “Tenho certeza de que vai facilitar o ensino e torná-lo ainda mais prazeroso, proporcionando muitas possibilidades de aprendizado com essas novas tecnologias. Os alunos devem aproveitar essa grande oportunidade que o ICJ está oferecendo”, afirmou. Para a aluna Natália Ávila Bastos, da 8ª série, que na sua casa já utiliza o computador para pesquisas diversas, também adorou a novidade: “O novo Laboratório vai facilitar ainda mais o desenvolvimento de nossas atividades escolares e ainda poderemos acompanhar as notas e os deveres, além de trocar correspondências eletrônicas com os professores”.

Escola de esportes e artes faz balanço e abre inscrições

A Companhia de Dança Ya Habibi deu um
show na Serraria Souza Pinto
A escola de futsal está
formando muitos craques

Os alunos interessados em iniciação esportiva, futsal, judô, handebol, jazz,
dança do ventre, teatro e patinação podem se inscrever na Escola de Esportes e Artes do ICJ, na recepção do Colégio. Além deste trabalho de iniciação, continuam os ensaios e apresentações dos grupos já consagrados da Escola. A Companhia de Dança Ya Habibi está em ritmo acelerado, já participou de vários eventos este ano, dentro e fora do ICJ. Em março, se apresentou na IV Feira Informando, na Serraria Souza Pinto. Em abril, esteve presente na Festa Árabe, no Clube Libanês, e agora se prepara para o campeonato Nacional de Dança, em julho, na cidade de Santos (SP). As alunas, comandadas pela professora Úrsula, continuam se empenhando ao máximo para representar bem o nome do ICJ e da dança mineira em território bandeirante.

DESTAQUE

As pequenas bailarinas do ICJ estão cada dia melhores. Elas deram um show de graça, beleza e criatividade na Feira do Livro da Educação Infantil. Elas arrasaram, graças ao empenho da professora Úrsula e das monitoras Alessandra e Débora. O Festival Interno de Danças do ICJ vem aí. Fique atento e participe.

Ampliando fronteiras

O ICJ está preparando uma série de novidades tecnológicas para os alunos. No começo do ano, foi fechada parceria com uma empresa de informática que vai dar suporte técnico aos professores, coordenadores e à diretoria. Primeiro, foi criado um e-mail para cada aluno, com senha própria, para garantir a segurança das informações. Depois, durante as aulas inaugurais do Laboratório de Informática, foi feita uma pesquisa para saber todos os detalhes do relacionamento dos alunos com o computador. Nesta análise, alguns pontos ficaram claros: os alunos gostam do site da Escola e acessam sempre. Mas querem novidades, como as notas pela internet. Neste ponto, a pesquisa coincidiu com a proposta da parceria. Ou seja, já está garantida a divulgação das notas pelo site na próxima etapa.

O número que mais chamou a atenção de todos, no entanto, foi o de alunos com computador em casa. De pouco mais dos 30%, há dois anos, hoje cerca de 85% têm este importante equipamento em casa e 80% o utilizam para acessar a Internet. Diante destes fatos ficou claro que o Colégio deve caminhar rumo à utilização cada vez mais intensa desta importante ferramenta.
Em breve, além das notas, serão liberadas várias atividades, em um link batizado de INFOAULA. Assim, estarão disponíveis deveres de casa, testes, programas pedagógicos e outros produtos importantes para este novo momento do ensino.

Por outro lado, o ICJ preocupou-se em modernizar sem perder de vista o ser humano. Ou seja, nenhum programa entrará na Escola já confeccionado, para interferir no seu planejamento pedagógico. Ao contrário, todos os softwares serão feitos de forma inversa: o professor, independentemente de sua disciplina, vai detectar a necessidade de um programa especial, elaborar as suas diretrizes e, então, encaminhá-lo para desenvolvimento. Desta forma, garante-se a autonomia pedagógica do ICJ e a informática passa a ser uma ferramenta de apoio e não de interferência.

Outras novidades serão encontradas no INFOAULA. Entre elas, páginas de professores e pesquisa direcionada para a educação. Esta última economizará muito tempo de pais e alunos. Antes, para se fazer pesquisas escolares, o internauta entrava nos sites de busca e colocava uma palavra-chave: Napoleão, por exemplo. Aí, apareciam dezenas de sites que contêm este nome, mas, na maioria das vezes, não têm nada a ver com educação. Através da nova ferramenta, atualizada diariamente por profissionais qualificados, chega-se diretamente ao assunto desejado.
O acesso à pesquisa inteligente também acontece via site da Escola. Ao longo do ano, outras novidades aparecerão e serão gradativamente divulgadas.

 
 
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Novo Céu o caminho da esperança

O mês de maio de 2003 vai ficar marcado para sempre na memória dos alunos do 1ª série do Ensino Médio, que fizeram uma ação solidária muito interessante. Eles mobilizaram toda a Escola para que cada aluno doasse um litro de leite, produto mais requisitado pelos administradores do Projeto Assistencial Novo Céu, que abriga crianças carentes portadoras de paralisia cerebral. Ao todo, foram arrecadados 380 litros de leite longa vida e 10 latas de leite em pó.

O professor Nathan, de Filosofia, explicou que este projeto é uma preparação para o “Nossa Gente do Vale”, realizado pela 2ª série do Ensino Médio e que também envolve vasta programação solidária. Os alunos foram ao Novo Céu entregar os produtos arrecadados e ficaram emocionados com o trabalho realizado pela entidade. Cada um à sua maneira aprendeu que a vida não é feita apenas de rosas, mas também de obstáculos a serem superados, e que estas crianças, com paralisia cerebral, são exemplos de perseverança e luta por tempos melhores. Valorizar o dia-a-dia e a saúde foram mensagens que os alunos do ICJ também retiraram desta visita.

O Projeto Assistencial Novo Céu é direcionado para crianças carentes portadoras de paralisia cerebral, hoje atende cerca de 60 crianças se mantém com doações, que podem ser feitas através de débito em conta telefônica, boleto bancário e carnê, além de um bazar e trabalhos voluntários. Fundado em 1998 por Abílio Alfredo da Silva Coelho, o Projeto conta com 72 funcionários entre o corpo técnico e administração. Precisa constantemente de ajuda e qualquer pessoa pode dar a sua contribuição, basta ter um pouco de boa vontade e desejo de contribuir para um mundo melhor. Informações: (31) 3357 8740.

A visão Árabe d guerra

“A mídia deturpa as informações e coloca todo árabe como um ativista do mal, o que não é verdade.
No fundo, os EUA são os maiores criminosos do mundo e passam como semeadores do bem”
Kaled Amer Assrauy - Sociólogo e teólogo Secretário da Federação das Entidades Árabes do Brasil

Para tirar dúvidas e incrementar o debate sobre a Guerra do Iraque e o novo colonialismo americano mundo afora, os alunos da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio participaram de uma conversa muito interessante com o sociólogo e teólogo Kaled Amer Assrauy, secretário da Federação das Entidades Árabes do Brasil. O palestrante começou fazendo um histórico da região da Palestina, desde a antiguidade, passando pela época de Cristo até os dias atuais. Na sua concepção, não há nada que confere aos judeus uma legitimidade para oprimir os povos árabes e expulsá-los de seus territórios. Quanto à Guerra do Iraque, ele foi ainda mais enfático, dizendo que o presidente dos Estados Unidos George Busch é um dos maiores terroristas do mundo: “A mídia deturpa as informações e coloca todo árabe como um ativista do mal, o que não é verdade. No fundo, os EUA são os maiores criminosos do mundo e passam como semeadores do bem. Isto é uma grande inversão de valores que tentamos corrigir em nossas palestras”. Ele disse que o Iraque é o berço da humanidade, sendo Bagdá, no passado, um dos grandes centros culturais do Oriente Médio. Na guerra, muitas destas riquezas, que são patrimônio do mundo, foram destruídas. Kaled, na sua palestra – Palestina e o conflito atual – disse ainda que os americanos estão definindo, a cada dia, um inimigo diferente, mas por puro interesse econômico: “Agora, querem colocar a Síria no centro das atenções. Puro oportunismo. Se o mundo não tomar uma atitude, o Brasil pode ser a próxima vítima deste colonialismo do Terceiro Milênio”. Para fechar a sua superinteressante palestra, que segurou os alunos durante duas horas, Kaled disse que “enquanto o homem não evoluir espiritual e moralmente, a paz vai continuar sendo o intervalo entre dois conflitos”.

Pesquisa sobre o conflito

Alunos no principal ponto comercial de BH

A 8ª série estudou a Segunda Grande Guerra Mundial. Além do seu poder de destruição e de envolver um grande número de países espalhados pelo mundo, este conflito teve a população civil como alvo preferencial. Por isso, aconteceu uma pesquisa sobre a Guerra do Iraque. Para isso, foram consultados jornais e revistas, definindo os grupos sociais, instituições e países envolvidos na guerra. Foram definidas as nações contrárias ao embate e até a opinião do presidente Luis Inácio Lula da Silva foi considerada. Depois, os alunos buscaram argumentos contra e favor da guerra. E fecharam com uma reflexão: Por que os homens fazem guerra? As respostas vieram em forma de trabalho e a aluna Débora Maria de Castro Silva apresentou a seguinte redação: “Eu quero paz...O mundo está cansado de guerra, de morte, do sangue inocente derramado no campo de batalha, em vilas e cidades, em rios e desertos. As pessoas já não suportam a dor de tantas vidas decepadas e corações mutilados. Sabemos que a paz se constrói com pequenos gestos no dia-a-dia. Devemos aprender a viver em
paz no encontro com quem é diferente, devemos aprender a dialogar, a ouvir, a respeitar o mistério que se encontra no próximo. Devemos substituir os conflitos por laços de paz.

Imagens da guerra

O 3º período também fez trabalhos sobre a guerra e desenhos muito interessantes foram criados. Entre eles, o do aluno Arthur Souza Costa. Com a guerra, até o sol fica triste com a decisão do homem de continuar se atracando.

 
 
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Mala e cuia: Minha escola, minha casa

Muitas idéias e fantasias dentro da bagagem

Colocar a mochila nas costas e buscar novas emoções. Encontrar os amigos mais chegados e passar uma noite inesquecível. Buscar novidades, emoções diferentes, atividades pouco comuns e um mundo de fantasias, que só dura 24 horas. Esta descrição parece a de um hippie que se prepara para assistir a uma noite de show em Woodstock, no apogeu do movimento, lá pelo final dos anos 60. Nada disso, é um dos alunos do ICJ arrumando as malas para passar uma noite na Escola, no projeto “Mala e Cuia” que, mais uma vez, foi um sucesso que envolveu as turmas de 1ª à 4ª série. E teve uma novidade: os pais também encontraram um belo tesouro no final do evento.

Os alunos vieram para a Escola com muitas idéias e fantasias dentro da bagagem. O propósito do ICJ era transformar toda esta expectativa em realidade. O objetivo foi alcançado e até os pais entraram na festa, participando da caça ao tesouro. O Mala e Cuia começou às 19h da sexta-feira (11 de abril) e terminou somente às 10h do dia seguinte. Neste período, houve uma programação intensa, com contador de história, apresentações circenses, caça ao tesouro (que não foi encontrado na sexta), baile de máscaras e muito mais. Para dormir, aquela dificuldade de sempre, uma vez que os alunos adoram a idéia de passar a noite junto com os amigos e aproveitam a oportunidade para colocar o papo em dia. Muitos foram dormir tarde, mas o cansaço não existe para esta turma, que já acordou animada, tomou um belo lanche e ficou à espera dos pais.

Chegou a vez dos pais participarem. Eles chegaram e encontraram mais mistérios: cinco caixas com dicas sobre as formas de encontrar o tesouro. Em seguida, foram lanchar e prosseguiram na busca. Encontraram: todos os filhos com dizeres “O TESOURO SOU EU” e com uma bela música declarando todo o amor e carinho pelos pais. Foi um momento inesperado, de grande interação, que fechou o Mala e Cuia com muita emoção.

Alegria geral: Projeto Mala e Cuia repete sucesso do ano passado

Por dentro da História de BH

No Museu Abílio Barreto, a turma conheceu o bondinho e
sua função no transporte de uma BH bem mais tranqüila

As terceiras séries do ICJ participaram de um trabalho para conhecer Belo Horizonte e suas origens. Para conhecer o tema na prática, eles fizeram um city tour pela capital mineira. As turmas foram acompanhadas pelas professoras e coordenadoras da área. Os pontos visitados foram os seguintes: na Pampulha eles conheceram a igreja de São Francisco, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o complexo esportivo do Mineirão-Mineirinho. Conversaram sobre as idéias de Niemeyer, as possíveis descaracterizações ao acervo da região e as possibilidades de recuperação da arquitetura. Na região central de BH, eles puderam ver a Rodoviária, Praça da Liberdade, Praça do Papa, a Serra do Curral e o Museu Abílio Barreto. Em cada um destes pontos, levantaram a história, o passado e as chances deste acervo ser respeitado no futuro. As crianças adoraram o passeio, que proporcionou uma visão bem real da cidade onde vivem, ajudando assim na preservação da história do nosso município.

Pais e alunos adoram a experiência

A idéia de levar os alunos para dentro do ICJ agradou muitos aos pais, que encontraram o tesouro no dia seguinte e elegeram o encontro como um grande momento de integração. Helton Francisco Melo, pai de Vinícius Mateó Melo, da 3ª série, achou o Mala e Cuia muito proveitoso: “Toda iniciativa de aproximar aluno, Escola e família sempre é bem-vinda. É importante os pais participarem de momentos como este para fortalecer a idéia da importância da Escola na vida das crianças”.
Norma Lúcia da Silva, mãe de Carolina e Camila da Silva Lopes, da 3ª e 1ª séries, respectivamente, disse que as filhas falam do Mala e Cuia uma semana antes e vários meses depois: “É assunto para muito tempo. As histórias vividas aqui dentro ultrapassam os muros do ICJ e fazem parte da vida dos alunos, tamanha a importância que este dia diferente, passando a noite na companhia dos amigos, tem para eles. Por isso, por ver a alegria das meninas, sou a favor de todas as iniciativas que aproximem os estudantes e fortaleçam os laços de amizade, solidariedade e companheirismo”, explicou Norma.

ALUNOS

Se os pais gostaram, os alunos do ICJ deliraram com o Mala e Cuia. Marina Oliveira e Luíza Coelho, da 4ª série, adoraram a oportunidade de passar uma noite na Escola: “Foi ótimo, gostamos muito da dança dos pernas-de-pau e o baile de máscaras. Dormimos às 3h da manhã e colocamos a conversa em dia. Pena que aconteça isto apenas uma vez por ano”. Thales Alves Ferreira, da 3ª série, achou o encontro divertido e “a atividade mais gostosa foi a caça ao tesouro, que só acabou quando meus pais chegaram”. Túlio, da 2ª série, disse que “o Mala e Cuia foi tão bom que não tenho vontade nem de voltar para casa”. Lucas Bretas, também da 2ª série, gostou do desfile de pijamas que aconteceu na sala onde dormiu. Como as meninas ficaram separadas dos meninos, todos ficaram com mais liberdade para se divertir. Até a professora Goretti, da 2ª série, entrou na roda: “Foi bom dormir perto da professora, parece que ela também virou criança”, confidenciou o aluno Pedro Antônio.

Um suco feito de diversão e arte

Roberto de Freitas entre as suas caretas que tanto agradam e ensinam as crianças Os alunos quiseram conhecer de muito perto os personagens da turma do Kapo

O contador de histórias Roberto de Freitas visitou o Instituto Coração de Jesus, como parte da programação do Circuito Kapo – De Volta às Aulas, patrocinado pela Coca-Cola em 40 escolas de todo o Estado. O ICJ foi uma das escolhidas. Ele mostrou sua arte aos alunos do Ensino Fundamental, turno da tarde, que conseguiram aprender muita coisa se divertindo e observando as histórias de Roberto Freitas. A Analista de Marketing da Coca-Cola, Daniela Vidigal dos Santos, disse que o interesse maior da empresa é levar uma promoção com valor cultural e não apenas de divulgação dos produtos. A criançada adorou as histórias e depois ganhou, como brinde, o suco Kapo.

 
 
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8ª Série com cara de Ensino Médio

Christina Fabel (à direita) falou aos pais da 8ª série:
”Não podemos controlar os ventos, mas podemos direcionar as velas”

O ICJ está sempre se adaptando ao que existe de melhor no ensino. Nos últimos anos, a 8ª série do Ensino Fundamental vem mudando de perfil. É cada vez mais crescente a necessidade dos alunos entrarem no Ensino Médio preparados para uma fase em que as exigências são bem maiores, principalmente em função do vestibular e da proximidade de se escolher uma profissão. A idéia é formar um aluno de 8ª série cada vez mais autônomo. Periodicamente, eles participarão de eventos culturais integrados (Ensino Médio e 8ª série), nos quais a arte servirá para aproximar os alunos de seus ideais futuros..

As novidades para a 8ª série não param por aí. Os pais também precisam conhecer estes novos tempos, para acompanhar e ajudar no crescimento dos filhos. Para isso, foi realizada uma reunião de pais da 8ª série, com o propósito de mostrar o que a Escola está programando para este ano. Novas tecnologias educacionais, reciclagem de professores, diálogo e muita determinação são as armas que a equipe do ICJ dispõe para enfrentar os desafios desta etapa tão importante na vida estudantil do adolescente.

”Não podemos controlar os ventos, mas podemos direcionar as velas”. Foi com estas palavras que a Diretora de Ensino do Instituto Coração de Jesus, Maria Christina Fabel, abriu o encontro. “Não quero que isto pareça uma reunião de pais e sim um grande encontro entre a nossa equipe e vocês (pais)”, disse a diretora. Christina lembrou ainda que, com as novas ferramentas disponíveis, é possível uma melhor interação entre as partes. Ana Maria Colen, coordenadora de 5ª a 8ª, apresentou para todos o que hoje em dia se cobra de um aluno no Ensino Médio: competência. “O ensino para a competência quer nos mostrar que não adianta conhecer todas as fórmulas e não saber aplicá-las”. Foram apresentados os professores de cada matéria e as coordenadoras. Estavam presentes também os diretores da Escola e a fundadora, dona Elza Fabel. Logo após as apresentações foram sorteados alguns livros e servido um lanche.

José Geraldino, pai do aluno Rafael Antônio, da turma 801 e que estuda na Escola desde o ano passado, disse estar muito satisfeito com a iniciativa do ICJ de reunir todos os envolvidos no processo. Pais, alunos e equipe de ensino juntos para esclarecer dúvidas e abrir as portas de uma verdadeira integração. “Os pais querem, precisam participar, e essa ponte é importantíssima”. Já Gislene Santos, mãe do aluno Thiago Augusto, que estuda na Escola desde o II período e hoje está na 802, se mostra disposta a participar desta parceria. “A Escola está no caminho certo, por isso, eu ligo, marco uma hora com as coordenadoras e venho trazer minhas sugestões para ajudar nesta caminhada”.

Com essa mudança de perfil, as turmas atuais de 8ª série já são bem mais exigentes e maduras

Cidadania se constrói na prática

As turmas ganharam representantes e não chefes:
são líderes que devem ajudar a harmonizar a sala de aula

Os estudantes de 1ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio do ICJ viveram momentos de intenso exercício de cidadania, através da eleição para representantes de turma. O trabalho, realizado pelo Serviço de Orientação Educacional (Soe), tem como propósito induzir o aluno a reconhecer a importância da ação coletiva para o bem-estar do grupo, aprimorar o senso de crítica e auto-crítica e sensibilizá-los em relação à coletividade. “O representante de turma não é o chefe dos alunos e sim um aluno escolhido por eles para representá-los, durante um semestre, perante a Escola e as outras turmas”, comentou a orientadora Nídia Greco, coordenadora do trabalho.

Solidariedade na Casa do Ancião

O projeto Fraternidade e Pessoas Idosas levou os alunos da 7ª série ao
Lar dos Idosos Clotilde Martins: lanche e confraternização marcam a visita

Com o objetivo de enriquecer o projeto “Fraternidade e Pessoas Idosas”, os alunos da 6ª série visitaram a Casa do Ancião Cidade Ozanan, onde compartilharam um lanche com os internos, colocando em prática, mais uma vez, as lições de solidariedade que os acompanham no dia-a-dia da Escola. A Casa do Ancião, que hoje abriga 99 idosos, pertence à Sociedade São Vicente de Paulo e funciona desde 1959, no bairro Cidade Nova. A Prefeitura de Belo Horizonte mantém um convênio com a instituição para o fornecimento de alimentação e materiais básicos, como produtos de limpeza e de higiene pessoal, além de recursos necessários para o bom funcionamento da infra-estrutura, que conta com 55 funcionários. O atendimento médico e odontológico é feito por voluntários dos hospitais das Clínicas e São Francisco. “O ancião quando entra não quer mais sair, só quando Jesus chama”, garante a coordenadora-geral da Cidade Ozanan, Doralice Araújo, destacando o ótimo atendimento prestado aos internos. As doações para a Casa do Ancião, fundamentais para a manutenção dos serviços, podem ser feitas pelo telefone (31) 3421 0101. O ICJ e seus alunos seguem fazendo um trabalho social cada vez mais exigido dentro de uma sociedade cheia de desigualdades. Aqui, vale a solidariedade.

O tempo e suas lições

Os alunos da 8ª série discutiram muito o tempo e suas lições. Depois, fizeram redações sobre o assunto. Aline B.A. Pereira escreveu assim: “Hoje em dia, está deixando de existir um sentimento muito importante para vivermos em harmonia, principalmente com os idosos, pelo menos em grande parte da população e dos jovens: o respeito. Tanto pelas pessoas, quanto pelos sentimentos dos outros. Não são justos os maus tratos aos idosos e o descaso do governo e da sociedade para com eles, uma vez que hoje são em grande número em nosso País. A dignidade dos idosos não tem sido respeitada. São muitos os preconceitos que os excluem e os colocam à margem da sociedade, tratando-os como pessoas inválidas e incapazes, o que é uma total falta de conhecimento, pois hoje sabemos que a idade nos traz maturidade, experiência e sabedoria...”

Sobre o mesmo tema, Aline Malveira de Toledo fez um relato completo da vida. Desde o nascimento até a velhice, passando pela infância e pelas etapas da fase adulta. Tudo isso, para defender a sua tese de que todas as pessoas, quando idosas, poderão ser encaradas de duas formas: como inúteis ou exemplo de vida. Aline acredita nesta segunda definição e fecha o seu texto com um belo pensamento de Hugo Wernek: “Toda idade tem seu encanto. O problema é descobrir que é encantador viver”.

 
 
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O difícil ciclo da água tratada

Conhecer a Estação de Tratamento da Copasa foi uma experiência muito interessante O tanque de decantação chamou a atenção dos alunos,
que puderam observar todos os estágios do tratamento

A água sai tão facilmente nas torneiras de nossas casas que a maioria das pessoas não pára para pensar como este importante produto é trabalhado antes de entrar nas tubulações da Copasa. Principalmente em tempos de apagões e escassez de chuvas (com exceção deste ano, em que o período chuvoso foi dentro da média) é preciso conhecer melhor o caminho da água, que cai do céu, infiltra no solo, nasce na mina, chega ao rio, à Estação de Tratamento da estatal e, finalmente, chega às residências. Para desvendar parte deste misterioso e rico processo, que envolve as mãos da Natureza e da tecnologia de ponta, os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental do Instituto Coração de Jesus fizeram uma visita técnica à Estação de Tratamento de Água (ETA) em Ibirité.

A visita fez parte do Projeto “Água e Vida”, para conhecer, in loco, todas as etapas do tratamento da água que é distribuída para a população. A ETA da cidade trata cerca de 400 litros de água por segundo, que é coletada nos córregos da região e abastece parte do Barreiro, Vale do Jatobá e Ibirité. Os estudantes participaram de uma palestra ministrada pela coordenadora do Projeto Chuá, Eliana Gonçalves, que também mostrou a importância de bebermos somente água tratada para evitar doenças. Os alunos gostaram muito da visita, pois puderam acompanhar as etapas do tratamento e ver que não é nada fácil deixar o produto em condições de ser consumido. Outra lição que todos tiraram da visita é que a poluição dificulta e encarece o tratamento da água. Por isso, todos podem contribuir poluindo menos os ecossistemas próximos às nascentes e rios.

A palestra deu resultado e os alunos aprenderam muito. Thanis Fernandes Paiva fez uma bela redação sobre a visita à Copasa e detalhou os pontos mais importantes: “Ficamos sabendo dos germes e doenças que estão na água que ainda não foi tratada: febre tifóide, esquistossomose, cólera, giardíase. Ficamos sabendo também que a água é tirada dos rios, represas e até de poços que ficam debaixo da terra”. Thanis faz um relato detalhado de todo o processo de tratamento da água e fecha a sua redação: “Depois de ver como a água é tratada, recebemos folhetos informativos e uma garrafinha de água, alguns ganharam camiseta, porque responderam corretamente a pergunta feita pela Eliane (guia). Depois voltamos para a Escola”.

As aparências enganam aos que odeiam e aos que amam

A Fera se transforma por causa do amor
da Bela e de sua beleza interior

Os alunos de 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental do Instituto Coração de Jesus tiveram a oportunidade de assistir à peça “A Bela e a Fera”, no teatro Santa Dorotéia. Eles adoraram. A atividade extraclasse foi realizada para detonar o Projeto Literário “Quem conta um conto aumenta um ponto”, desenvolvido com os alunos destas turmas. Oportunidade ímpar para despertar o interesse pela leitura e pelas artes cênicas. Durante a apresentação, os alunos se emocionaram com a Fera que, apesar da feiúra física, tinha muitas qualidades maravilhosas, dignas de levar uma bela moça à paixão. No final, a Fera acaba se transformando em um belo rapaz, em virtude do amor da Bela e de sua própria beleza interior. Uma história apaixonante que passa uma bela mensagem. Ou seja, nem sempre as aparências dizem tudo sobre uma pessoa.

Parque dos dinossauros

Os bichos também lembram uma
idade bem antiga da Terra
A caverna artificial mostra o ambiente dos homens primitivos e seus costumes

“Redescobrindo o Brasil e nossas origens” é o nome do projeto desenvolvido pela 4ª série, que levou os alunos para dentro da história de nossos antepassados. Eles fizeram uma visita ao Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, onde puderam observar de perto exposições nos museus de Mineralogia, Arqueologia, Química/Física, Paleontologia, além do presépio do Pipiripau. O Museu de História Natural e Jardim Botânico tem 600.000 metros quadrados e funciona há 30 anos com o gerenciamento da Universidade Federal de Minas Gerais. Um verdadeiro parque dos dinossauros dentro de BH e pertinho da gente. Um magnífico acervo histórico que encantou os alunos da 4ª série.

O espaço é aqui

Carolina Corrêa Bueno, da 5ª série, fez uma bela redação sobre uma possível viagem interplanetária. Ela deu uma aula de astronomia e mostrou que realmente vale a pena conhecer os astros. Ela se transformou em uma astronauta e começou a viajar. Veja os melhores momentos desta excursão interplanetária: “Olá, meu nome é Carolina e ganho a minha vida como astronauta.

Vou contar para você a melhor viagem que já fiz na minha vida, lá no espaço. No meio da noite, peguei meu foguete e me lancei para o espaço. Chegando lá, vi primeiro os planetas. Como eles eram bonitos! Cada um de um jeito, cada um em sua órbita. Depois, quase fui atingida por um meteoro. Que sufoco! Fui olhando a beleza do espaço, fui à Lua. Como ela é bonita!!! Desci a nave e encaixei, em uma de suas enormes crateras, a minha bandeira”. Carolina passou ainda perto de um buraco negro, até que resolveu descer, observando o movimento da Terra para fazer o amanhecer no Brasil. “Foi maravilhoso”, resumiu a nossa criativa astronauta.

Uma viagem pela Idade Média

Na Idade Média, as personagens sofriam por causa dos nobres

A 6ª série elaborou uma história em quadrinhos muito interessante, baseada nas personagens “Afonso e Margô e a vida na Idade Média”. Depois de estudar este período da história da Humanidade, os alunos montaram suas revistinhas, com muitas informações. Descreveram toda a exploração a que estavam submetidos os camponeses, que entregavam o melhor de sua produção aos nobres. Mostraram que o clero guardava o conhecimento, pois seus integrantes sabiam ler e tinham muitos livros. Cansados de sofrer e passar forme no inverno, Afonso e Margô se transferem para uma cidade, protegida dos bárbaros pelos muros. Nesta fase da narrativa, os personagens já começam a mostrar que a Idade Média está no seu fim, pois começam a trabalhar, produzir sapatos e roupas, em uma típica alusão ao início da burguesia, uma classe social que veio dar à luz o novo modelo econômico que substituiu o feudalismo da Idade Média. Ou seja, com quadrinhos e imaginação, os alunos conseguiram que suas personagens fossem felizes para sempre dentro de um modelo econômico mais equilibrado.

 
 
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Abrindo o coração entre amigos

Dinâmicas aproximaram ainda mais os colegas

Os alunos da 3ª série do Ensino Médio, como acontece todo ano, estiveram na Pousada do Rei, em abril, para mais um momento de reflexão. Eles começam a colocar no papel o que estão realmente sentido, tudo monitorado pelo professor Natham, de Filosofia. Este ano, o professor Élcio, a coordenadora Suely e a diretora de Ensino Christina também participaram do encontro.
Trata-se de uma oportunidade importante para cada um falar de seus problemas pessoais, suas angústias, sonhos, fantasias e obstáculos que devem ser superados. Esta fase da vida do aluno é intensa, uma vez que o desafio do Vestibular vem acompanhado de uma carga horária maior (não só na Escola, mas também em casa) e muitas responsabilidades que antes não existiam. A idéia é fazer um balanço de tudo o que eles estão vivendo no momento, com o objetivo de tirar as dúvidas e deixar o caminho aberto para um ano de sucesso.

O professor Natham explicou que o trabalho começa com cada um falando de sua participação na Escola, “mas sempre os problemas particulares acabam aparecendo e vão sendo discutidos”, explica. Depois, através de vivências e dinâmicas aplicadas, os alunos melhoram a visão sobre as questões que enfrentam no Colégio e também em casa. “Para fechar os trabalhos, acontece uma auto-análise, sobre o que eles falaram, viveram e as possibilidades de mudanças. Assim, acreditamos que esta atividade torna-se muito útil para abrir caminhos e mostrar que, apesar da pressão da 3ª série do Ensino Médio, é possível vislumbrar um horizonte cheio de boas notícias, um futuro promissor”, explica Natham.

Depois do trabalho, como ninguém é de ferro, vem a hora do lazer. Piscina, futebol, vôlei, sinuca e um delicioso almoço, além do velho e bom bate-papo, fecham um dia muito importante para todos os alunos desta turma.

Almoço: alunos compartilhando momentos importantes Depois da reflexão, atividades recreativas

Saúde é o mais importante

Os alunos do Ensino Médio receberam uma visita muito interessante. Os psicólogos Cássio Leal e Deinice Dias Azevedo falaram para os estudantes sobre saúde e qualidade de vida. Eles voluntários do Grupo Saúde e Vida, uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha há mais de 12 anos com escolas públicas e particulares, levando diversas informações sobre o assunto para os mais variados ramos da sociedade. A instituição, com sede em São Paulo, é formada por profissionais da área (médicos, dentistas, psicólogos, etc). Os dois psicólogos vieram ao ICJ divulgar o livro “MEDICINA - Perguntas e respostas mais freqüentes em todas as especialidades médicas”, de autoria da Dra. Carla Leonel. “Existe uma carência muito grande de informações sobre saúde em todas as classes sociais e o nosso papel como cidadãos é o de passar o máximo de informação para todos. As pessoas correm um risco muito grande com a desinformação, por isso, devemos investir na divulgação correta para podermos prevenir as doenças e aumentar nossa qualidade de vida”, comentou Deinice Dias.

Um olhar crítico sobre a pampulha

Percorrendo o principal “cartão postal” de BH Alunos visitaram também o Museu de Arte

A 2ª série do Ensino Médio teve um contato imediato de terceiro grau com o acervo natural e arquitetônico da Pampulha. O objetivo foi conhecer a importância da arquitetura para a integração do homem com o meio ambiente. Pelo caminho: a Casa do Baile, Museu de Arte e a Igreja de São Francisco. A ordem: ver de perto as obras do conjunto e desencadear o hábito de cultuar as artes. Oportunidade também para formar cidadãos mais cultos.

O professor de Filosofia Natham Ribeiro Martins está trabalhando a estética, a história das artes - com o conceito do que é belo e o que é feio - tentando despertar nos estudantes a curiosidade em relação às obras e suas conseqüências sociais. “Descobri que muitos não conheciam estes trabalhos e espero que agora eles iniciem o processo de apreciação das artes”, resumiu Natham. Na mesma viagem, o professor de Matemática, Melquiades Chaves, aproveitou para iniciar um trabalho de observação das formas no contexto social, do ponto de vista geométrico. Os alunos aproveitaram a oportunidade e exploraram ao máximo as formas e a integração das obras com o meio em que estão inseridas.

 
 
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Uma grande surpresa atrás da porta

“Mário César” foi fielmente desenhado pela aluna Estephanie Diniz Freitas

Todas as sextas-feiras o 2º período da professora Edith Zandona (Turma Águia) ia naquele mesmo lugar. Era dia de piscina e, na hora de beber água, os alunos se deparavam com duas salas fechadas naquele horário. Que mistério...O que haveria naquele lugar? O que acontecia lá dentro daquelas duas salas trancadas com enormes portas marrons? A curiosidade era muita e Edith resolveu levar seus “detetives” para ver aquele mundo além da piscina. Em uma das salas existiam enormes prateleiras, com muitos livros: era a Biblioteca de nossa Escola. E a outra sala? Ah! Ao olhar bem à frente, a professora e seus fiéis escudeiros viram um enorme esqueleto dependurado. Todos saíram gritando, para quem quisesse ouvir: “Olha, tem um esqueleto enorme naquela sala”. Uma menina mais sonhadora disse que os grandes braços do esqueleto iriam pegá-la. Mais correria e assim se passou a tarde inteira. Depois do susto, estava desfeito um mistério, mas começava outro, pois todos queriam saber a razão daquele “monstro” ser colocado na sala. Foi então que a professora explicou que naquele local funciona o Laboratório de Ciências do ICJ e que o esqueleto serve para mostrar aos estudantes como é parte do corpo humano. No entanto, já existia uma grande intimidade entre a garotada e o tal esqueleto, que não podia mais ficar sem um nome. Como a democracia reina em nossa Escola, os nomes passaram por votação e a proposta do aluno Daniel saiu vencedora, com 14 votos, e o nome escolhido foi “Mário César”. Acabou-se o mistério e começou uma longa amizade entre toda a turma e o esqueleto que agora tem nome.

A força do folclore

Lucas Andrade Oliveira desenhou o Boitatá

O Maternal 3 B (Turma do Saci) está mergulhado na fantasia e no imaginário do folclore brasileiro.
Os contos populares, lendas, músicas e brincadeiras são ricos em elementos lúdicos e, por isso, muito apreciados pelas crianças. A Turma do Saci descobriu que o folclore tem coisas que sabemos e são contadas pelo povo; e que histórias e brincadeiras vêm dos tempos da vovó... ou antes ainda! Por ser tão rico e variado, se torna um grande aliado no processo de aprendizagem. Conhecendo o folclore do povo brasileiro, aprendemos sobre nós mesmos.

Sou amigo da água

Os alunos mostraram com desenhos todo o amor pela água

Com esta certeza, os alunos do 1º Período B, da professora Kátia Lúcia, desenvolveram um projeto muito interessante de meio ambiente, refletindo e discutindo sobre a importância de se preservar a Natureza. A poluição das águas recebeu uma atenção especial, sendo que pais e familiares puderam ver o tanto que a turma aprendeu através da apresentação da peça “O peixinho e o sonho”, na Feira do Livro.

Depois do trabalho, a garotada começou a mudar de atitude. Muitos questionam os banhos demorados em casa e pedem mais economia – de energia elétrica e água potável, que, no fim das contas, representam gastos para a Natureza. O projeto contou ainda com pesquisa, feita em casa, desenhos sobre as situações do meio ambiente, gráficos mostrando o resultado da pesquisa e uma conclusão maravilhosa, feita pelos próprios estudantes: “Sou amigo da água”. Com esta nova mentalidade, certamente, as nascentes e rios serão muito mais bem-tratados por essa nova geração, que já está conseguindo mobilizar pais e familiares para uma postura mais equilibrada.

Ilustradores de sonhos

”As Mariposa”, de Adoniran, foram colocadas em torno da “lâmpida”

A professora Juliana, do 1º Período A, desenvolveu com seus alunos um interessante trabalho de poesias e músicas. Depois de ter contato com estas formas de arte, os alunos ilustraram um livro, que mostrou toda a capacidade criativa da Turma do Sonho. A seqüência do trabalho era a seguinte: as crianças liam as poesias e depois faziam as ilustrações. Um dos destaques foi o desenho alusivo ao texto de um dos mais talentosos compositores brasileiros: Adoniran Barbosa.

Minha professora, a Monalisa

Laura Leite Silva vê assim a sua professora

Arte não é coisa só de adulto. Pelo contrário, se estimuladas, as crianças se tornam verdadeiros artistas e exprimem toda a beleza que abrigam em seus corações. O Maternal B (Turma do Sol) desenhou a professora Kátia Jeber, que se transformou em uma verdadeira Monalisa para a garotada. Eles puseram na obra de arte todos os detalhes: anel, arco, cabelo e outras características que, às vezes, só as crianças enxergam.

 
 
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Um dia dedicado a leitura

Novamente, a feira apresentou muitas
atrações para os participantes
Diversas atividades
garantiram a animação

Pegar um sábado e transformá-lo em um tributo à leitura, aos livros, às histórias. Este foi o objetivo da Feira do Livro do ICJ, que reuniu toda a Educação Infantil em torno de um ideal comum: o gosto pela leitura. Todas as turmas fizeram atividades diferentes, cada uma mais criativa que a outra. Teatro, música, releitura, histórias recontadas pelos próprios meninos, enfim, não faltou nada neste evento dedicado à arte milenar de perpetuar os sonhos e fantasias através do papel. A Feira mostrou ainda estandes de livrarias, brinquedos pedagógicos, livros e outros produtos ligados ao mundo da literatura.
Houve também lançamento do livro “Guerra para quê”, de Ozório Garcia. O autor, de 37 anos, é natural de Formiga (MG), já escreveu 28 livros, por várias editoras, e também é ilustrador. Participou da feira e autografou a sua mais nova obra de arte. Muitos alunos compraram e pediram uma dedicatória especial ao escritor, que explicou a razão do livro: “Há cinco anos, na guerra gerada pela divisão da Iugoslávia, a minha filha Gabriela, então com sete anos, perguntou por que havia guerra. Eu não soube explicar direito, dei uma enrolada e fiquei pensando no assunto. Pensei tanto que encontrei ‘respostas’ e resolvi externá-las. Assim, nasceu mais um livro”. Ele disse que eventos como este são importantes para manter o laço entre a leitura, os estudantes e a família.

Aliás, a presença da família foi outro destaque do evento. Raimundo Gouvêa estava acompanhando o neto Lucas Andrade, do Maternal 3. Orgulhoso da participação do neto, ele não mediu elogios à Feira: “Este tipo de encontro socializa a criança, traz a família para a Escola e ajuda a diminuir os efeitos nefastos da TV na vida das pessoas”. Wagner Novais Pires, pai de Ana Carolina, do 2º período, tem opinião parecida: “É ótimo participar da vida escolar das crianças. Isto une a família e aumenta o contato de todos com a Escola. O mundo lá fora está muito difícil e é preciso manter vivos estes laços de integração social”, explicou o pai.

Pais e mães dos alunos prestigiaram a feira do ICJ

A história que começou na grande explosão

É assim que Danilo, Vinícius, Luis, Igor, Estela,
Victor e Gabriel enxergam os homens primitivos
João Pedro pintou o dia-a-dia
do homem das cavernas

O 3º Período A (Turma Arco-Íris) fez uma pesquisa muito interessante sobre o assunto que mais intriga o ser humano: de onde viemos? Quem nasceu primeiro? Para tentar responder estas indagações, os alunos, juntamente com a professora Janine, pesquisaram muito sobre a origem do homem. Surgiram vários livros, revistas e textos, advindos da internet, sobre o assunto. A coordenadora Leca também contribuiu, contando um pouco sobre as teorias a respeito da origem da civilização. Entretanto, o grande momento do trabalho foi a visita da professora de Ciências do ICJ, Emília, que falou desde o surgimento do Universo (Teoria do Big Bang/Grande Explosão, de onde teriam surgido as primeiras moléculas que, posteriormente, deram origem à vida em todas as suas modalidades) até a teoria evolucionista de Darwin, segundo a qual as espécies vão se perpetuando na terra através de uma grande evolução natural, em que sobrevivem os mais fortes.

A professora Emília exibiu também um vídeo sobre os homens das cavernas. Nesta viagem
em busca de respostas para a origem do homem, surgiram criações fantásticas dos próprios alunos, entre elas fósseis, curiosidades e ilustrações sobre a evolução humana. “O resultado foi tão satisfatório e a participação da turma tão intensa que já estamos pensando em realizar atividades ainda mais interativas, como visitar museus que tenham mais informações sobre o assunto. Nossos pesquisadores merecem”, concluiu a animada professora Janine.

Músicas ilustradas

A Turma Alegria ficou ainda mais alegre com o projeto que envolveu boas músicas

“Quem canta os males espanta”. Esta frase popular é bem conhecida no Brasil, um País que gosta de dançar e ouvir boas canções. Pensando nisso, foi elaborado, com a Turma Alegria (Pré-Maternal A), da professora Nati, um projeto que une música e arte. Foram selecionadas várias canções para os alunos, que fizeram lindas ilustrações sobre o que estavam escutando. O resultado final mostrou que a atividade foi prazerosa e auxiliou muito na socialização dos meninos, além de facilitar a aprendizagem da linguagem. A turma mostrou tudo o que aprendeu sobre o assunto em uma apresentação na Feira do Livro. Eles fizeram um “Passeio pelo Sítio do Pica-Pau Amarelo”, sendo que as meninas foram a Emília e os meninos, o Visconde.

De olho nos índios

Os meninos ficaram mais íntimos dos índios brasileiros depois de conhecer seus costumes

As turmas do 1º período da professora Juliana e dos maternais das professoras Kátia Jeber e Mônica visitaram a exposição “Arte Indígena”, no Ponteio Lar Shopping. Os objetivos da atividade foram observar uma cultura diferente da nossa e ampliar o olhar dos alunos sobre o folclore. As crianças conheceram de perto armas, adereços, utensílios, esculturas, vestimentas e outros objetos de arte indígena. A exposição, realizada pelo segundo ano consecutivo, reúne obras de tribos de várias regiões brasileiras.

 
 
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Uma luz contra o preconceito

Os alunos do Frei Leopoldo usam a capoeira para
driblar suas necessidades especiais e viver melhor

O projeto Brincando de Capoeira, desenvolvido pela professora Juliana, do 1º período do ICJ, e pelos professores Alanson e Doralice, da Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo, está integrando alunos do ICJ. O trabalho se propõe a socializar o conhecimento da capoeira e a inclusão dos alunos portadores de necessidades especiais em escola de ensino regular. Outro ponto importante desta integração é expandir o olhar de nossos alunos sobre o mundo que os cerca. Tudo isso, mostrando o tempo histórico, quando este esporte foi trazido para o Brasil, através dos escravos, que eram reis, rainhas e princesas de seus povos; um tempo cultural, uma vez que hoje a capoeira tem uma abordagem bem diferente do que no passado; um espaço geográfico, mostrando por onde a capoeira começou no País e onde ela chegou.

Para obter um bom resultado foram utilizadas fontes históricas, contidas em livros, manifestações folclóricas, na memória das pessoas mais idosas e nas vivências comunitárias. Para completar a interação, uma vez por mês, os alunos dos dois colégios se encontram para apreciar apresentações de capoeiras. Em maio, este encontro será no dia 23, em junho no dia 27, em agosto no dia 22. A agenda está fechada até dezembro e as outras datas publicaremos na próxima edição do ICJ NOTÍCIAS. O importante é mostrar que o preconceito, seja contra a capoeira trazida pelos negros como forma de resistência cultural ou contra portadores de necessidades especiais, não pode mais sobreviver em nossa sociedade. Os alunos do ICJ estão percebendo esta necessidade na prática.

Dorotéia, a centopéia

Gabriela viu assim a história da Centopéia
Corinne preferiu uma Dorotéia mais solitária

A professora Júnia, do 2º período A, fez a sua turma entrar de cabeça na história da “Dorotéia, a Centopéia”. Depois de ouvir várias vezes o livro, de autoria de Ana Maria Machado, até dominar o enredo, as crianças reescreveram a vida da personagem principal. Houve ainda outras atividades e relações de quantidades. “O trabalho exigiu muito empenho das crianças, já que elas ainda estão começando a escrever, mas valeu a pena, pois todos participaram ativamente e conseguiram ficar mais ligados à leitura”, contou a professora Júnia.

Pinóquio faz amigos

O Pinóquio virou amigo, mas suas mentiras
não funcionam
CTeatro sempre chama muito a atenção
dos meninos, que se concentram ao máximo
para entender bem as peças

Os alunos do Pré-Maternal, Maternal e do 2º período A e B do ICJ foram ao teatro para assistir ao espetáculo “Pinóquio”. A excelente montagem do Grupo Gesto encantou a todos e foi uma oportunidade muito preciosa que os alunos tiveram para estreitar os laços com as artes cênicas. Para que eles tomem gosto pelo teatro é preciso começar cedo. A criançada deu um show de comportamento e prestou atenção em tudo. Ao final da peça, a garotada saiu com a certeza de que mentir sempre é feio e faz o nariz crescer. Mesmo tendo ficado amigos do Pinóquio,
notaram que a verdade sempre é o melhor caminho.

Preservando a natureza

O espetáculo mostrou aos meninos a
importância da preservação do Planeta
O grande público entendeu bem o
recado da maior flor do mundo

As turmas do 1º período e do 3º período foram ao Teatro Izabella Hendrix para assistir a mais uma peça muito divertida sobre a importância de se preservar a Natureza. Com o título de “A Maior Flor do Mundo”, o espetáculo conseguiu passar a mensagem proposta: “Se não cuidarmos da Natureza todos nós iremos morrer”. Mas a mensagem final foi de otimismo, pois os atores mostraram que, através da conscientização e da preservação, será possível salvar o Planeta.

Violências variadas

Arhur e Luiz Eduardo viram o naufrágio em
Cabo Frio desta forma
Bernardo e Pedro também condenaram o acidente ocorrido em Cataguases

O 3º Período B (Turma Colorida), da professora Glória, fez uma viagem pelo triste universo da violência e notou, através de reportagens dos jornais, que nem só a guerra tira o sono da humanidade. Os alunos viram que alguns acidentes podem fazer muita gente infeliz e dificultar a vida no Planeta. Entre estes acontecimentos que deveriam sumir do mapa, foram registrados dois de maior destaque: o desastre da fábrica de papel em Cataguases (MG) e o naufrágio da escuna “Tona Gálea” em Cabo Frio (RJ).

Livro de músicas

O Pré-Maternal B (Turma Bola), da professora Celina, está superenvolvido com o projeto de música iniciado em fevereiro. O trabalho culminou com o lançamento de um livro, com as músicas mais significativas para o grupo.