INFORMATIVO DO INSTITUTO CORAÇÃO DE JESUS - OUTUBRO/2002
 
Capa | Página 02 | Página 03 | Página 04 | Página 05 | Página 06 | Página 07 | Página 08 | Página 09
 
 
Página 10 | Página 11 | Página 12
 
CAPA  
 

O Instituto Coração de Jesus realizou sua Feira de Cultura e Criatividade “Vitrines: uma
visão crítica do mundo”, evento que envolveu as turmas do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio. Foram apresentados trabalhos que contemplaram os conteúdos de todas
as disciplinas, abordando os mais variados assuntos, como saúde, política, meio ambiente,
artes, folclore etc. Após amplas pesquisas, os alunos do ICJ lançaram seu olhar crítico
sobre o mundo, identificando problemas e propondo alternativas para uma sociedade melhor.

 
 
PÁGINA 02  
 

ICJ comemora mais um ano de vida

Turmas de 1ª à 4ª série reunidas no pátio

O Instituto Coração de Jesus comemorou seus 41 anos de fundação com uma homenagem prestada pelos alunos de todas as séries. Além da fundadora do ICJ, dona Elza Fabel, o encontro contou com as presenças dos diretores Ademar José e Christina Fabel. Comandada pela professora Rita Mundim, uma das homenagens foi aberta com o Hino Nacional Brasileiro, cantado pela professora Maria Auxiliadora. Depois, os alunos cantaram o Hino do ICJ, que foi seguido de leitura de poemas e textos produzidos pelos próprios alunos em referência à data. Logo após o “Parabéns pra você”, Rita fez uma saudação aos alunos, diretores, professores, funcionários e colaboradores que fizeram e fazem a bonita história do ICJ. Dona Elza dirigiu-se aos presentes: “Só posso agradecer por uma homenagem tão linda. Desejo muitas felicidades aos alunos e que todos tenham sempre muita alegria de pertencer a esta família chamada Instituto Coração de Jesus”, disse D. Elza.

Aos meus mestres

O professor tem em suas mãos um mundo de inovações. Ele possui á sua frente um conhecimento amplo que abrange muito mais do que
nós, estudantes, imaginamos.
Ser professor é passar esta bola para frente, explicando e mostrando tudo que a vida tem a nos oferecer; apresentando novos caminhos e visões das coisas ao nosso redor. Lecionar é ensinar ao aluno como é a vida, ajudando a formar futuramente pessoas com uma visão ética e ampliada do mundo. Você professor é um mestre, nos ensina o que é a vida, compreende-nos, ajuda-nos e nos faz enxergar o que é viver. Tudo o que nós alunos nos tornamos profissionalmente é devido a você professor. O grande mérito de chegarmos até aonde chegamos é seu, pois foi você que nos mostrou o caminho.
Tudo o que posso dizer é obrigada, obrigada mesmo por você fazer o que você faz.

Talita Carolina Guilherme Ribeiro
2º ano Ensino Médio

Homenageam ao Dia dos Professores (15 de outubro)

Correspondência

À Diretora Maria Christina Fabel

“Gratidão é uma sensação tão agradável...
Cresce onde sementinhas de amor são lançadas,
Floresce sob o sol
De um coração caloroso e bom
E cresce mais quando é cuidada.
Quase todos nós temos motivos para gratidão
Quando pessoas em nossas vidas
Têm tempo para partilhar
E nos fazer saber, por seus bons atos,
Que nós estamos em seus pensamentos
E que elas se importam”.

É este sentimento que nos envolve, neste momento, em relação ao trabalho da professora Maria Natividade (Nati) com o nosso filho Daniel, e a atenção a nós direcionada. Convivência que diz muito do seu desempenho profissional, eficiência, tolerância e, sobretudo, amor para com o nosso filho e, com certeza, para com todas as crianças que estiverem sob sua responsabilidade. Que Deus continue iluminando profissionais como ela. Gostaríamos de parabenizar a direção da Escola por confiar a educação de nosso filho a profissionais como a referida professora. Profissional dedicada, competente e atenciosa com as crianças e as famílias. Esperamos e confiamos na Escola, para que o trabalho com o nosso filho continue com a mesma dedicação e qualidade. Parabéns à professora Nati! Parabéns ao Instituto Coração de Jesus!

José Bismarck Campos e
Maria José Rabello de Oliveira

Pais do aluno Daniel Bismarck Rabello Campos / Pré-Maternal

Dia das crianças inesquecível na Pousada do Rei

Os alunos de 1ª à 4ª série do ICJ comemoraram o Dia das Crianças na Pousada do Rei, em Sarzedo, com um encontro repleto de atividades interativas e, principalmente, divertidas. O objetivo foi proporcionar, fora do ambiente da Escola, um dia inesquecível para todas as crianças. Dança da cadeira, dança com bastão, corrida de saco e outras brincadeiras fizeram sucesso, assim como a prática esportiva. Jogos de pingue-pongue e totó, futebol, queimada e muita alegria na piscina marcaram a visita das turmas à Pousada do Rei. Os alunos Igor, Hélio e Ariel, da 2ª série, por exemplo, não saíram do salão de jogos. Os alunos Rondon Campos e Camila Augusta Siqueira , da 1ª série, preferiram ficar na piscina e afirmaram que já estão morrendo de vontade de voltar à Pousada do Rei. Acompanharam os alunos as professoras Cláudia, Lena, Carol, Ana Cristina, Nádia, Goretti, Marizete, Rita, Léa, Denise Rabelo, Ivete, Denise Lessa e Cristina. O programa foi supervisionado pelas coordenadoras Ana Maria Bizzoto, Lúcia Gomes e Áurea Migliorini, com a participação dos professores Fernando Antônio, Marcos Braga, Fabiana Cristine e Daniela Abreu, além do ex-aluno e atualmente estagiário de Educação Física no ICJ, Tiago de Matos.

 
 
PÁGINA 03  
 

Nossa gente do vale
ESTUDANTES DÃO AULA DE CIDADANIA

Alunos levaram solidariedade às
comunidades carentes do Vale
Crianças de Itamarandiba acompanharam palestras

O projeto “Nossa Gente do Vale”, realizado pelas turmas da 2ª série do Ensino Médio, foi um dos grandes momentos do Instituto Coração de Jesus este ano. Entre os dias 10 e 13 de setembro, os alunos viajaram até a cidade de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, para dar uma aula de cidadania. Se no ano passado a entrega de cestas básicas foi o aspecto mais importante do projeto, desta vez, a visita teve um caráter mais pedagógico. Acompanhados pelos professores Natham e Valéria Alvarenga, além da coordenadora Suely Félix, os alunos se dividiram em quatro grupos para o desenvolvimento de ações junto às crianças da rede pública municipal e estadual de Itamarandiba.
Um grupo de alunos do ICJ se encarregou de apresentar um teatro para crianças de seis a oito anos, com o objetivo não só de proporcionar entretenimento a elas, mas também de abordar a realidade social daquela comunidade carente, mostrando o quanto é importante ser criança. Outros dois grupos fizeram palestras sobre saúde bucal, que contou com a participação da dentista Lílian Carvalho e foi direcionada a todas as crianças, e também sobre educação afetivo-sexual para meninos de 9 a 12 anos, na qual foram tratadas as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids em uma linguagem bem acessível. O quarto grupo da 2ª série desenvolveu atividades recreativas, com cama elástica e muitas brincadeiras.
Para viajar até Itamarandiba, os alunos e professores se prepararam durante dois meses. E os resultados do projeto “Nossa Gente do Vale” não poderiam ter sido melhores. “A partir de um envolvimento intelectual para a estruturação do projeto, nossos alunos desenvolveram uma afetividade muito forte com as comunidades do Vale. E, quando se forma um vínculo entre o racional e o emocional, criamos o conceito de cidadania. A viagem foi também uma oportunidade para os alunos confrontarem a realidade com o que estudam na sala de aula, o que resultou em muitos questionamentos. Projetos como este são fundamentais para o sucesso da nossa tarefa de formar cidadãos”, analisou o professor Natham.

Atividades de recreação: muita alegria

Estudante solidário

Alunos do ICJ participaram ativamente da campanha Alimentos arrecadados foram
doados no Vale do Jequitinhonha

Durante três semanas, antes das turmas da 2ª série do Ensino Médio viajarem para Itamarandiba, houve uma campanha de arrecadação de alimentos não-perecíveis para serem entregues às comunidades carentes do Vale do Jequitinhonha. Esta foi a principal atividade das comemorações do Dia do Estudante, 11 de agosto, no ICJ. A 2ª série (Ensino Médio) recebeu doações de diversos brindes para serem sorteados entre os alunos. Os alunos também levantaram fundos com barraquinhas de cachorro quente e sanduíches, entre outras, cujos recursos também foram usados para aquisição de alimentos. No total, foi arrecadada 1,5 tonelada de alimentos, além de dentifrícios e escovas de dente. O público-alvo foi a população menos favorecida da periferia de Itamarandiba. A Prefeitura local disponibilizou um cadastro das famílias mais necessitadas para receberem as doações. Como o tempo não foi suficiente para atender a todas, o ICJ entregou parte dos alimentos para a própria Prefeitura concluir a destinação.

PATROCINADORES

Além da dedicação e do compromisso demonstrados pelos alunos da 2ª série do Ensino Médio, o sucesso do Dia do Estudante Solidário do ICJ deveu-se também ao apoio de diversas empresas, que ofertaram brindes sorteados entre os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, que trocaram alimentos não-perecíveis por cupons para os diversos sorteios. As empresas que apoiaram o evento foram: Pastelaria Fujiyama, Mix Pão, Água de Cheiro, Banco Santander, Revista Isto É, Number One-Escola de Línguas, Livraria e Papelaria Coração de Jesus, A1 Representações (Bad Boy e Sex Machine), Editora Moderna, Distribuidora Acaiaca, Editora Saraiva e Torre Eiffel. Merece destaque também a atuação do professor Rodrigo França, que além de se apresentar ao violão, organizou toda programação musical. A banda Protótipo R, composta por ex-alunos do ICJ e que está gravando seu primeiro CD, também tocou durante o Dia do Estudante Solidário. Outras participações fundamentais para o sucesso do evento foram as das professoras Juliana Fabel e Kátia Lúcia, da Educação Infantil, e Keyla Valadares (Artes) e Úrsula Guide (Dança).

Estudo das civilizações: compreendendo o mundo

Trajes típicos: alunos capricharam na pesquisa Culinária: importante no estudo das civilizações

O estudo das civilizações, desenvolvido pelas turmas da 2ª série do Ensino Médio, apresentou ótimos resultados, com os alunos se dedicando ao tema, que é de fundamental importância para compreensão do mundo atual. O trabalho – mostrado pelos alunos na feira de Geografia e coordenado pela professora Valéria Alvarenga – teve como objetivo examinar cinco grandes civilizações que exercem fortes influências no destino da humanidade: a ocidental, a islâmica, a hindu ou indiana, a sínica ou chinesa e as negro-africanas. Como a civilização ocidental possui uma área de grande abrangência, e com tantas diversidades, foi dividida em norte-americana, européia e latino-americana. Os alunos concluíram que muito do que ocorre hoje no Oriente Médio, na Índia ou na China, por exemplo, deve-se à influência direta de elementos culturais específicos. O trabalho se desenvolveu mediante integração de grupos das turmas de 2ª série Ensino Médio. Foram montados diversos estandes, nos quais os alunos apresentaram o resultado de pesquisas bibliográficas e na internet através de cartazes, revistas, comidas típicas e outros elementos. Muitos alunos se caracterizaram com trajes típicos das civilizações estudadas. Através do trabalho, foi possível perceber as diferenças profundas entre os povos. Um exemplo: os alunos viram a decisiva influência da religião no islamismo e o peso marcante da economia e do ideal de progresso material na civilização ocidental.

 
 
PÁGINA 04  
 

Biologia Marinha
ESTUDANDO FAUNA E FLORA DA REGIÃO LITORÂNEA

Aprofundando os estudos de Biologia no litoral capixaba
Pesquisa minuciosa sobre o ecossistema local

Mais uma vez o curso de Biologia Marinha foi disponibilizado aos alunos da 6ª série do ICJ, no litoral capixaba, pela Fundação Ecossistema do Espírito Santo. Desta vez, os estudos foram realziados na praia da Enseada das Garças, em Fundão, Espírito Santo. A viagem aconteceu entre os dias 6 e 9 de setembro, reunindo um grupo de 40 alunos, acompanhados pelos professores Mário Ricardo e Luiza Mary, a orientadora Lúcia Gomes e a diretora Christina Gontijo. Com o objetivo principal de aprofundar os conhecimentos desenvolvidos nas aulas de Ciências, a proposta do curso de Biologia Marinha é estudar os ecossistemas, buscando integrar suas diversas especialidades, para oferecer novos horizontes à intervenção humana. É uma possibilidade ainda para estimular e promover o ensino e a pesquisa sobre fauna e flora e, em particular, o estudo da região marinha. E, a exemplo dos anos anteriores, os alunos gostaram muito da viagem. No início do trabalho, divididos em grupos, os alunos coletaram algas e animais da fauna local. Depois, separaram e classificaram essas algas e aprenderam a técnica de secagam de vegetais necessária para fazer um herbário. Os alunos debateram as principais características de cada classe e filo dos animais e ainda acompanharam a fecundação artificial do ouriço-do-mar, verificando a segmentação do zigoto através de um monitor de TV acoplado ao microscópio. Os animais noturnos também foram observados pela 6ª série.
Participando do curso de Biologia Marinha no litoral capixaba, novamente os alunos da 6ª série tiveram a oportunidade de compreender o quanto é importante preservar a fauna e a flora de nossos rios, que deságuam nos mares.
Um momento emocionante da viagem foi a visita aos índios da etnia Tupiniquim, na Aldeia de Caeiras Velhas. Os alunos foram recebidos por vários integrantes da aldeia e pelo pajé Alexandre Sizenando, que reclamou muito das florestas de eucalipto, que invadiram a região e espantaram as caças, dificultando a sobrevivência de seu povo. O pajé reclamou ainda da inoperância da Funai (Fundação Nacional do Índio). Mais uma vez, os alunos do ICJ conheceram de perto a realidade do País: pelas paisagens marinhas e a dura vida das minorias. Como sempre estão engajados na luta por uma sociedade mais justa, os próprios alunos da 6ª série fizeram, antes da viagem, uma campanha para doações de roupas que foram entregues aos índios da Aldeia Caeiras.

Trabalho de campo
TIRADENTES E SÃO JOÃO DEL REI

Aspectos geográficos foram estudados durante a viagem Alunos conheceram mais sobre a história da região

As turmas da 1ª série do Ensino Médio viajaram até São João del-Rei e Tiradentes para integrar conteúdos de diversas disciplinas estudados em sala de aula, um trabalho de campo que rendeu ótimos resultados. Nas duas cidades, os alunos, acompanhados pelos professores Elson (Artes e Literatura) e Valéria Alvarenga (Geografia), puderam identificar aspectos físico-geográficos do Quadrilátero Ferrífero, conhecendo um pouco mais sobre a riqueza do seu solo e a utilidade econômica. Foi uma oportunidade para levantar questionamentos acerca da importância da preservação do meio ambiente. Durante a viagem, os alunos conheceram também as relíquias históricas remanescentes dos personagens da Inconfidência Mineira, movimento surgido na região, no final do Século XVIII, contra a dominação colonial de Portugal. Os alunos analisaram ainda a importância social dos prédios de arquitetura religiosa, identificando características das construções civis do período colonial. Em São João del-Rei e Tiradentes, as turmas do ICJ observaram o tipo de infra-estrutura urbana do Século XVIII e vivenciaram os meios de transporte utilizados no final do Século XIX e meados do XX.

Consumismo
ECOSSISTEMA AMEAÇADO PELA AÇÃO DO HOMEM

Alunos da 8ª série alertam para o perigo da poluição dos mares

Estabelecendo uma relação direta entre consumismo e a quantidade de lixo gerada no Planeta, as turmas da 8ª série analisaram os reflexos da poluição nos mares, concluindo que os ecossistemas das águas do mundo, tão perfeitos e cheios de mistérios, encontram-se ameaçados caso o homem não evite essa degradação. Os alunos produziram textos, dos quais foram selecionados os três poemas a seguir.

O QUE SERÁ DO NOSSO MAR?

Esse nosso patrimônio
Está preste a acabar
Com as pessoas jogando lixo no mar
Não teremos mais onde pescar.

A situação é de desesperar
Com os navios deixando óleo escapar
Os lençóis de água irão se contaminar
O que será do nosso mar, se essa poluição continuar?

Ana Paula Torquato Duarte – 8ª série

MAR EM EXTINÇÃO

Mar, vida eterna, degradação intensa
Mar, riqueza natural, dinheiro e poder
Mar, milhões de vidas em jogo
Inclusive a nossa

Ó mar eterno, talvez não tão eterno...
Proteja-te da humanidade!
Ó mar sofrido, te destroem cada vez mais...
Proteja-te da insensatez do homem!

Ó meu mar, espero te ver para sempre
Ó meu mar, espero te ver cada vez mais rico e intenso
Ó meu mar, continues sendo sempre o meu mar

Samuel Campolina – 8ª série

IMENSIDÃO DE ÁGUA

O oceano é um espaço misterioso,
Lar dos pequenos e dos grandes animais
Que o fazem grandioso
Pelas planícies abissais.

O seu sal interminável
E seus corais deslumbrantes
Dão ao homem sua admiração
E à Terra sua salvação.

Formado por uma imensidão de água,
É um ecossistema espetacular,
Alcançando a honrosa proeza
De a Natureza complementar.

Gustavo Freitas Ferreira – 8ª série

 
 
PÁGINA 05  
 

Caminhos Drummondianos
ALUNOS MERGULHAM NO COTIDANO DO POETA DE ITABIRA

O poeta do cotidiano “observa” os alunos em Itabira A poesia de Drummond está presente nas ruas da cidade

O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade está sendo alvo de homenagens em todo o País, em razão do seu centenário de nascimento, comemorado este ano. E no Instituto Coração de Jesus não é diferente. Os alunos da 8ª série, sob a orientação da professora Márcia, realizaram uma série de atividades dentro do projeto “Caminhos Drummondianos”, que culminou com uma visita à cidade de Itabira, terra natal do “poeta do cotidiano”, alcunha que acompanhou Drummond por ele ter, em seus versos, retratado tão bem a relação do homem com seu meio.
E este foi o ponto de partida para as pesquisas sobre Carlos Drummond de Andrade. Os alunos estudaram a biografia do poeta e analisaram vários de seus textos, identificando o universo concreto, o mundo das coisas palpáveis, que caracteriza a obra do escritor. Foram muitas descobertas. Até uma rara gravação, com o próprio Drummond declamando seus poemas, surgiu para enriquecer ainda mais o trabalho.
Em Itabira, além da professora Márcia, a 8ª série foi acompanhada pela coordenadora Ana Maria Colen na visita aos pontos turísticos. Os alunos percorreram a paisagem presente na poesia de Drummond, identificando aspectos físico-geográficos e histórico-culturais da região. Foi uma oportunidade ainda para refletir sobre os impactos ambientais decorrentes da exploração de minério de ferro na região e sobre a importância econômica da Companhia Vale do Rio Doce.
Na terra de Carlos Drummond de Andrade, os alunos do ICJ fizeram um roteiro muito interessante por lugares descritos pelo poeta em vários de seus textos, como a Maria Fumaça, do poema “O maior trem do mundo”. Também visitaram a casa dos irmãos Antônio e Demerval Camilo, presentes nos poemas “Herói” e “A Antônio Camilo de Oliveira”. A cada passo, os alunos se deparavam com o “poeta do cotidiano”. Foi uma viagem inesquecível e muito rica em informações.
Na análise da professora Márcia, o projeto “Caminhos Drummondianos” apresentou ótimos resultados, envolvendo todos os alunos da 8ª série no amplo universo da obra do poeta. “Durante nosso trabalho de pesquisa, os alunos descobriram muitas coisas novas. Na minha opinião, o mundo de Drummond continua se revelando um pouco a cada dia, a cada contato que se tem com seus textos. A certeza é que ainda há muito para se descobrir sobre o poeta”, afirmou a professora.

Maria Fumaça foi retratada em versos por Drummond Alunos percorreram locais retratados na obra do poeta

Mundo de sonho e fantasia

Personagens saem dos livros para o palco

Dentro do estudo de textos, as turmas da 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental do ICJ participaram de um projeto muito interessante sobre contos, que teve início antes das férias de julho e foi retomado no segundo semestre. Várias atividades foram desenvolvidas com os alunos, abrangendo o universo dos contos de fadas, com seus personagens mágicos. Os alunos escutaram histórias em salas de aula, depois leram essas histórias e analisaram sua estrutura. Em seguida, assistiram a uma montagem do clássico “Cinderela”, no teatro da Assembléia, confrontando os aspectos do texto e da linguagem cênica para identificar pontos comuns e diferentes. Eles perceberam que a história do livro é a mesma do palco e que muitos personagens são reais, enquanto outros vivem apenas no mundo do faz-de-conta. Na segunda etapa do projeto, houve reconto e criação de histórias próprias, oportunidade em que os alunos mostraram seus sonhos e fantasias.

Conhecendo o Mercado Central

Alunos no principal ponto comercial de BH

No dia 30 de agosto, como atividade para enriquecer o projeto Folclore, as turmas da 3ª e 4ª séries do Ensino Fundamental do ICJ visitaram o Mercado Central de Belo Horizonte. Além de palestras e vídeos sobre a história do estabelecimento, um verdadeiro patrimônio da Capital mineira, os alunos tiveram a oportunidade de observar a riqueza do artesanato de Minas Gerais e produtos da rica culinária do nosso Estado, ali comercializados. A idéia principal desse tipo de visita é mostrar aos alunos pontos tradicionais da cidade. Pelo Mercado Central, de onde atualmente até um programa de rádio é transmitido ao vivo todos os sábados, passou (e passa) boa parte da história de BH. Grandes nomes da música e artistas das mais variadas áreas já fizeram do local um ponto de encontro.
Ou seja, existem motivos de sobra para aprender com
o ponto comercial mais importante da cidade.

 
 
PÁGINA 06  
 

Feira de Cultura
CONHECIMENTO SEM FRONTEIRAS

Montagem da peça “A bruxinha que era boa”

O ICJ promoveu, dia 21 de setembro, sua Feira de Cultura e Criatividade “Vitrines: uma visão crítica do mundo”, evento que envolveu todos os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em trabalhos sobre os mais variados assuntos, contemplando os conteúdos de todas as disciplinas. Os estandes ocuparam o Colégio e os alunos mostraram que não há fronteiras para o conhecimento. Resultado de pesquisas e estudos, a feira apresentou trabalhos muito interessantes sobre meio ambiente, saúde, artesanato, política, entre outros temas. Atividades como dança, teatro e brincadeiras, além de recursos como vídeos, maquetes, cartazes e músicas, garantiram a interatividade com os participantes. Com a Feira de Cultura e Criatividade, os alunos do ICJ lançaram seu olhar crítico sobre o mundo que os cerca, identificando problemas e propondo alternativas para uma sociedade melhor.

1ª à 4ª série
UM JEITO MINEIRO DE SER

Casa de Minas: aspectos culturais do nosso Estado Artesanato, culinária e os costumes mineiros

Um dos destaques da Feira de Cultura e Criatividade do ICJ foi a participação dos alunos da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental, que apresentaram em seus estandes diversos elementos da cultura de Minas Gerais, projeto que é resultado de muita pesquisa. O folclore esteve presente na explicação de mitos, lendas, crenças e ritos do nosso povo. As turmas apresentaram tradições mineiras, como canções e serestas, além de ritmos e danças, como a catira. A rica culinária do Estado também não ficou de fora. Foram servidos aos participantes da feira pratos típicos e delícias da nossa cozinha, como lingüiça com mandioca, broa de fubá e feijão tropeiro, além de cajuzinho, um dos nossos doces mais gostosos. O artesanato mineiro - com forte presença dos mais variados brinquedos - chamou a atenção pela beleza e diversidade das peças, confeccionadas em diferentes tipos de materiais pelos próprios alunos.

5ª à 8ª série
CIÊNCIA E ARTE

Juscelino Kubitschek também foi homenageado Alunos mostraram diversas formas de geração de energia

As turmas da 5ª série apresentaram trabalhos muito interessantes na Feira de Cultura e Criatividade do ICJ, como a encenação do clássico “A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado, na quadra da Escola. Outros projetos, que vêm sendo desenvolvidos ao longo do ano com as turmas, também foram apresentados pela 5ª série, como o cultivo de plantas medicinais em pneus e a técnica da hidroponia. Fez parte ainda dos trabalhos das turmas, uma oficina de fitocosméticos.
Os alunos da 6ª série também brilharam na feira, com várias atividades, entre elas a peça “Meus amigos do outro mundo”, que alertou sobre a necessidade de preservação ambiental. O conteúdo aprendido durante o curso de Biologia Marinha, realizado no litoral capixaba, também esteve presente na feira. Outro destaque da 6ª série foi uma exposição retratando as cores fortes presentes na obra do pintor espanhol Juan Miró, um dos maiores expoentes do Surrealismo.
“Romilieta e Julieu, o amor que não deu” foi a versão teatral mostrada na feira pelos alunos da 7ª série, que também construíram uma casa com material reciclável, aproximando a consciência ambiental dos conteúdos de área e perímetro estudados nas aulas de Matemática. “O sangue e a interação entre os sistemas” foi outro trabalho da 7ª série, que levou à Escola um coração de boi para enriquecer ainda mais as informações sobre circulação sangüínea.
Um dos momentos mais emocionantes da feira foi a reconstrução da trajetória do ex-presidente Juscelino Kubitschek, cujo centenário de nascimento se comemora este ano, a cargo dos alunos da 8ª série, que também homenagearam outro mineiro ilustre, o poeta-maior Carlos Drummond de Andrade, com uma série de poemas declamados e uma exposição. As turmas da 8ª série também fizeram demonstrações das várias formas de produção de energia - elétrica, eólica, nuclear, térmica, solar, química - e ainda mostraram um estudo sobre a composição química dos alimentos.

 
 
PÁGINA 07  
 

... e muita criatividade
ALUNOS DESTACAM PLURALIDADE

Boas apresentações aconteceram na quadra da Escola: Grupo Sarandeiros foi um sucesso A “morte” mostrou os males causados pelo cigarro

Um dos trabalhos de maior destaque na Feira de Cultura e Criatividade do ICJ foi a pesquisa sobre tabagismo feita pela 1ª série do Ensino Médio. “Saímos atrás de informações, pesquisamos em postos de saúde, conseguimos cartazes sobre o tema e começamos a desenvolver o projeto, para mostrar aos visitantes da feira os males provocados pelo cigarro”, explica a aluna Mariana Ribeiro, ressaltando que a Feira de Cultura e Criatividade é um sucesso: “Conseguir reunir tantos assuntos em um mesmo ambiente é muito legal, pois todos têm a oportunidade de se informar mais”.
Uma “Vitrine Viva” sobre o Barroco foi outro tema abordado pela 1ª série. Já os alunos da 2ª série Ensino Médio se dedicaram a analisar as propostas dos candidatos que disputaram a eleição presidencial, apresentando um perfil minucioso de cada um aos participantes da feira. Houve até uma eleição simulada durante a feira. As turmas da 3ª série também montaram uma “Vitrine Viva”, cujo tema foi o Modernismo.
Giovanni Silva Coelho, da 6ª série, aponta outro aspecto importante da feira: “É um grande evento que integra todos os alunos. Passei por toda a feira e achei muito bons os trabalhos das outras turmas”. As alunas Priscila Silveira e Débora Larissa, da 2ª série do Ensino Médio, elogiaram muito a feira. “Uma feira como essa é uma oportunidade para cada aluno conhecer um pouco mais sobre as atividades desenvolvidas pelas turmas”, afirmou Priscila. “No nosso caso, pesquisamos muito sobre os candidatos que disputaram a eleição para presidente do Brasil e, dessa forma, além de conhecermos as propostas de cada um, contribuímos com muita informação para todo mundo que participou da feira”, disse Débora.
Andréa Pacheco, da 7ª série, assegurou que a feira mostrou muitos assuntos interessantes, exemplificando o trabalho apresentado por seu grupo, sobre circulação sangüínea: “Pesquisamos bastante para fazer nosso trabalho, em livros, na internet e em outras fontes de consulta. Somente uma feira tão grande pode proporcionar tantos conhecimentos que vão nos ajudar no futuro”. Paulo Ricardo Fróes e Diego Borges, da 8ª série, compuseram o grupo que apresentou o trabalho sobre a química dos alimentos e aditivos. Eles também destacaram a pluralidade de temas abordados na Feira de Cultura e Criatividade. “Descobrimos muitas coisas novas durante a feira”, garantiu Diego. “Pesquisando sobre formas de conservação da carne, por exemplo, tivemos contato com informações interessantes”, garantiu Paulo. “Em cada estande da feira aprendemos um pouquinho, pois são muitos trabalhos diferentes”, definiu Daniela Andrade, da 5ª série.
Um dos destaques da feira foi o trabalho da 7ª série sobre reciclagem de materiais, coordenado pela professora Margarida (Matemática). Foi montada uma casa, com móveis e todos os utensílios domésticos. E até uma cama foi construída a partir de objetos que iriam para o lixo. Tudo feito com garrafa pet, outros materiais, talento e muita criatividade. Além de toda esta estrutura, os alunos ainda produziram a energia utilizada dentro da casa através de boas pedaladas em uma bicicleta, que serviu como usina. Laís Abreu, do grupo da 7ª série que apresentou o trabalho, gostou da experiência: “A feira é muito rica em conteúdo e o nosso trabalho mostrou isso. Podemos fazer muita coisa bonita com material que normalmente as pessoas jogam fora”.

“Presidenciáveis” debateram propostas para o Brasil Casa com materiais reaproveitados:
caixa de leite virou parede

Palestra
CONSUMO ATRAVÉS DOS TEMPOS

Tarcísio Bruzzi, professor da PUC: palestra esclarecedora

O professor da PUC Tarcísio Bruzzi de Andrade, que é mestre em Geografia e doutor em Planejamento Urbano e Rural pela Universidade de Toulouse (França), além de especialista em Gestão de Ciência e Tecnologia, foi um dos convidados da Feira de Cultura e Criatividade do ICJ. Ele fez uma palestra sobre consumo e consumismo, que reuniu dezenas de pessoas no auditório da Escola. “Mostrei um pouco da história do consumo através dos tempos, diferenciando-o de consumismo. O consumo é necessário para o ser humano, desde que sem exageros”, afirmou o professor, que abordou ainda outros aspectos relativos ao tema, como as diferenças do consumo entre sociedades capitalistas e socialistas, as conseqüências do aumento do consumo, o desequilíbrio entre as populações no uso dos recursos naturais, a influência direta da publicidade no aumento do consumo, entre outros. O professor da PUC participou do evento a convite da professora Sônia Moura (Geografia) e dos alunos da 8ª série.

 
 
PÁGINA 08  
 

Petrópolis
ALUNOS DE CARA COM A HISTÓRIA DO BRASIL

Alunos adoraram o trabalho de campo em Petrópolis Questões sociais do período também foram estudadas

Acompanhadas pela professora Isabel Cristina e pela coordenadora Ana Maria Collen, as turmas da 7ª série realizaram uma visita técnica a Petrópolis (RJ), trabalho de campo que teve como objetivo integrar os conteúdos de diversas disciplinas estudados em sala de aula. Como sempre acontece, todos gostaram muito do passeio, que durou dois dias e foi monitorado pela Integrar Turismo e Educação. Com máquinas fotográficas, lápis e papel na mão, os alunos fizeram anotações e levantaram muitas informações.
Na cidade serrana, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre os aspectos históricos, econômicos, sociais e políticos do II Reinado brasileiro, além dos meios de transporte e comunicação utilizados naquela época. Também estudaram as influências culturais e econômicas da imigração no Brasil, identificando as manifestações artísticas e culturais do Brasil no século XIX. Por fim, a visita a Petrópolis possibilitou ainda à 7ª série a identificação de aspectos físico-geográficos da Serra da Mantiqueira.O roteiro da viagem foi amplo. A primeira parada em Petrópolis foi na Casa de Santos Dumont. Em seguida, os alunos do ICJ visitaram a Catedral de São Pedro Alcântara, a Casa do Barão de Mauá e o Palácio de Cristal. O tour de ônibus na avenida Koeler, um dos principais corredores da cidade, passou pela Casa da Princesa Isabel, Palácio Koeler (onde funciona a Prefeitura Municipal), Palácio Rio Negro (Casa dos Presidentes) e Praça da Liberdade, entre outros pontos. Antes de retornar a Belo Horizonte, a 7ª série conheceu ainda o Museu Imperial, com rico acervo histórico e artístico.

Forte presença da imigração na cidade

Turmas viram um pouco
da história do II Reinado brasileiro

Talentos da escola
OLHAR CRITICO COM BELEZA E HUMOR

Olhar o mundo com visão crítica é uma característica
dos alunos do ICJ, que revelam a cada dia novos talentos nas atividades desenvolvidas em salas de aula. Seja através dos versos de um poema ou do humor presente em uma caricatura, os alunos interpretam a sociedade que os cerca, denunciando situações que precisam ser revertidas ou simplesmente analisando o contexto com um olhar muito próprio. E os dois trabalhos publicados a seguir não deixam dúvidas. Em um belo poema, a aluna Carolina Magro Lage,
da 5ª série, demonstra sua indignação com a condição de abandono de muitos menores que vivem nas ruas dos grandes centros urbanos. Já o aluno Diego Mendes Ferreira Nunes, da 7ª série, mostra seu dom incomum para a caricatura, retratando os principais candidatos que disputaram a eleição presidencial deste ano. Cada um em sua área, os alunos são dois grandes exemplos de talento do ICJ.

Menor abandonado

Menor abandonado
Crianças sujas
Abandonadas
Nas ruas jogadas
Trabalhando em carvoarias
Sendo exploradas
No trabalho infantil
Sustentando a família
Trabalhando por necessidade
Ou desesperadas
Cheirando cola de sapateiro
Andando o dia inteiro
À procura de um prato de comida
Virando traficante profissional
É o menor abandonado
Que vive na rua desesperado
Batendo sola o dia inteiro
Com seu jeito sorrateiro
Pedindo esmola pelo amor de Deus!
Convivendo com todos esses problemas
Não é à toa que o povo brasileiro
Fala alto e em bom som:
“A culpa é do governo que tudo vê nada faz”.

Carolina Magro Lage – 5ª série

Corrida presidencial

Luis Inácio Lula da Silva

Anthony Garotinho

José Serra

Ciro Gomes

Diego Mendes Ferreira Nunes - 7ª série

 
 
PÁGINA 09  
 

Ecolatina
ICJ MOSTRA SEUS PROJETOS
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Alunos do ICJ marcaram presença na Ecolatina
Painel montado pela Escola no evento

Como uma das escolas integrantes do Projeto Circuito Ambiental, o Instituto Coração de Jesus participou da V Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente, a Ecolatina, realizada em Belo Horizonte no final de setembro. O ICJ montou um painel mostrando as atividades desenvolvidas na Escola que têm seu foco central na educação ambiental, em sintonia com os tópicos da Agenda 21 Jovem, documento que vem sendo elaborado com propostas que levem a mudanças comportamentais na relação do homem com a Natureza.
A participação do ICJ foi muito importante já que o evento, que reuniu especialistas de diversos países, é um dos maiores fóruns mundiais de discussão sobre questões ambientais. Dentro desta busca mundial por um ambiente mais equilibrado, o ICJ apresentou trabalhos com materiais recicláveis desenvolvidos pelos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Os trabalhos do ICJ deram um colorido especial à Ecolatina, uma vez que mostraram, através de iniciativas simples, que é possível diminuir as agressões ao Planeta.
O ICJ acredita que educação ambiental é um processo dinâmico de construção de novos valores, atitudes e posturas éticas que resgatam a cidadania, repensando os padrões de consumo e produção, respeitando a diversidade ecológica, cultural, social e política, culminando numa sociedade ecologicamente sustentável. O objetivo do Instituto Coração de Jesus é fazer com que o aluno, ao vivenciar essas atividades, sinta-se parte integrante da Natureza, tratando-a com respeito e responsabilidade.

Agenda
ESCOLA DE ESPORTES E ARTES

  • No próximo dia 2 de dezembro, no Teatro Marília, acontecerá a primeira montagem dos alunos da Escola de Teatro do ICJ. O grupo está ensaiando bastante, sob a direção do professor William, e promete fazer bonito. Marque na sua agenda.
  • O Teatro Francisco Nunes será o palco do Festival de Danças “2ª Emoção ao Vivo”, dia 11 de dezembro. Novamente, as alunas da Escola de Danças do Instituto Coração de Jesus vão apresentar todo o seu belo repertório de coreografias. Não perca.
  • A Escola de Esportes e Artes está de portas abertas para todos os alunos. São oferecidas as seguintes modalidades esportivas: futsal, judô, handebol feminino e patinação. No campo das artes há as opções de dança do ventre, dança espanhola, sapateado, jazz e teatro. Matricule-se.

IV festival interno
de dança agitou o ICJ

Ginástica foi um dos pontos altos do festival interno
Todas as apresentações fizeram sucesso

A quarta edição do Festival Interno de Dança do ICJ, realizado no dia 30
de agosto, repetiu o sucesso dos anos anteriores, com bonitas apresentações dos alunos da Escola de Esportes e Artes. Mais de 100 alunos, do básico ao avançado, participaram do evento, que teve novas coreografias, da ginástica à dança do ventre, passando pelo malambo, patinação, balé e dança espanhola.
A organização do IV Festival Interno de Dança ficou a cargo da coordenadora Marly Fabel e da professora Úrsula Guide. O objetivo do evento, mais uma vez, foi mostrar aos pais como está o trabalho em cada nível de dança,de patinação e de Iniciação Desportiva Universal.

Companhia de danças
faz sucesso nacional

Graça e leveza na exibição das alunas
Apresentação foi muito aplaudida

A Companhia de Danças Ya Habibi conquistou o primeiro lugar com o sapateado gaúcho e o quarto lugar com a dança do ventre no 10º Passo de Arte, o campeonato nacional de danças, realizado em julho na cidade de Santos (SP). Mais uma vez, sob a orientação dos professores César e Úrsula, a companhia brilhou nos palcos. A viagem a Santos foi assegurada graças a um esforço conjunto. O Banco Santander, parceiro do ICJ, patrocinou parte da viagem, enquanto o evento “A Arte de Dançar”, organizado pela coordenadora da Escola de Esportes e Artes Marly Fabel e pelas alunas do Corpo de Baile, no Ecoparque do ICJ, arrecadou fundos para a Companhia de Danças participar do 10º Passo de Arte. A festa de preparação para a viagem foi animada pela dupla Márcio e Marcos, que mostrou um repertório variado de músicas. Houve ainda apresentação de dança do ventre pela Companhia de Danças Ya Habibi, que mais uma vez exibiu na arena do Ecoparque muita criatividade em suas belas coreografias. Os organizadores agradeceram aos pais, amigos e convidados que prestigiaram “A Arte de Dançar”, colaborando diretamente para o sucesso do evento. Além de todas essas pessoas, os funcionários do ICJ ajudaram muito na organização do nosso evento e, por isso, temos que agradecê-los também.

 
 
PÁGINA 10  
 

Parque Jacques Cousteau
MEIO AMBIENTE: PRESERVAR É PRECISO

Turmas anotaram todas as informações recebidas
Alunos conheceram as mudas cultivadas no parque

Em setembro, os alunos da 5ª série do ICJ fizeram uma visita técnica ao Parque Jacques Cousteau, localizado no bairro Betânia, bem próximo ao Nova Suíça. Eles assistiram a uma palestra sobre a história da reserva e conheceram uma trilha ecológica, onde foi possível analisar a flora e a fauna da região. O parque tem 496 metros quadrados, que abrigam gambás, pacas e micos, entre outros animais difíceis de serem encontrados nas grandes cidades. Árvores como pau-brasil, pau-ferro e sibipiruna também são comuns na reserva. Os alunos do ICJ conheceram ainda um viveiro que produz mudas para as áreas públicas de Belo Horizonte e a nascente de um ribeirão, que começa no parque e depois é canalizado, passando por baixo de muitos bairros da Capital até desaguar no Arrudas.
Antes da visita técnica ao Parque Jacques Cousteau, a professora Emília Vitória havia organizado duas palestras muito interessantes para a 5ª série, com Edenise Guimarães Reis, gerente do parque, e com Antônio Leite Alves, coordenador do Projeto Manuelzão, da UFMG, que atua na defesa de toda a bacia do Rio das Velhas. Um dos temas abordados foi o encaixotamento dos córregos de Belo Horizonte. Para se ter uma idéia, por baixo do ICJ passam alguns mananciais que são afluentes do Arrudas que, por sua vez, deságua no Rio das Velhas. “O objetivo central das palestras foi mostrar aos alunos a importância da integração entre a bacia do Rio das Velhas, defendida pelo Manuelzão, e o parque que está bem perto do ICJ e pode ser excelente para nossas descobertas ecológicas. Afinal de contas, o meio ambiente deve ser visto de forma global, pois o esgoto produzido por Belo Horizonte polui o Rio das Velhas em Sabará e por aí adiante”, explicou a professora Emília.
Mesmo sabendo das dificuldades de se criar uma área de preservação ambiental dentro de uma região urbana e populosa, a gerente do Parque Jacques Cousteau, Edenise Guimarães Reis, mostrou-se otimista, principalmente por causa da parceria com a sociedade. “O apoio das escolas, como este do Instituto Coração de Jesus, é muito importante para nós. Estamos fazendo um levantamento minucioso da fauna e da flora do parque e para preservar essa riqueza torna-se necessária a união de todos os segmentos da comunidade”, afirmou.

Trilhas que levam à conscientização ambiental

Encontro marcado
no salão de Betim

Crianças do ICJ no Salão do Encontro

Cerca de 200 alunos, da 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental do ICJ, foram ao Salão do Encontro, em Betim, no dia 3 de setembro, para conhecer o que há de mais tradicional no artesanato mineiro. Além de enriquecer os estudos do projeto Folclore desenvolvido na Escola, a visita teve como objetivo estimular nos alunos o desejo de criar objetos, que depois foram expostos na Feira de Cultura e Criatividade. O passeio acabou se transformando em uma viagem inesquecível pelo mundo da criatividade típica do artesanato mineiro. Os alunos adoraram os brinquedos, simples em sua maioria, mas muito bem construídos e, principalmente, divertidos. No Salão do Encontro, os alunos comprovaram na prática tudo aquilo que o ICJ mostra durante o ano: que é possível, com criatividade, criar brinquedos muito interessantes. Comandado pelas mãos caridosas de D. Noemi, o Salão do Encontro ajuda muito a comunidade, abrindo postos de trabalho para idosos e adolescentes carentes, e mantém uma creche para crianças pobres da região. Por tudo isso, foi uma visita e tanto.

Parque Jacques Cousteau
MEIO AMBIENTE: PRESERVAR É PRECISO

As turmas da 4ª série viajaram a Ouro Preto e Mariana (acima), dia 23 de setembro, para uma visita técnica nas duas cidades, que estão entre as mais importantes de Minas Gerais. O trabalho de campo envolveu os conteúdos de diversas disciplinas. Pesquisando a região, os alunos puderam identificar aspectos físico-geográficos, a origem e a formação da sociedade mineira, as características do Barroco e outras manifestações artísticas e culturais do Século XVIII ao XX. Eles ainda conheceram mais de perto as manifestações folclóricas típicas, a evolução do processo de mineração do mesmo período, os locais onde viveram e lutaram os participantes da Inconfidência Mineira. E também tiraram conclusões acerca dos problemas decorrentes da degradação ambiental. Acompanhados pelos responsáveis do ICJ e pelos guias da Empresa Integrar Turismo e Educação, que coordenou a viagem, os alunos gostaram muito do passeio e colheram informações preciosas para dar seqüência aos estudos em sala de aula.

Encontro no Zôo

As turmas da 1ª série fizeram uma visita muito especial ao zoológico de BH, com o objetivo de identificar as características de cada animal, sua alimentação e seu habitat. A visita fez parte da programação do conteúdo de Ciências e os alunos gostaram muito de conhecer os diversos tipos de pássaros e de cobras. Estes temidos répteis foram vistos de forma bem científica e com pouco medo pelos alunos, mostrando que na Natureza cada animal tem a sua importância: “Elas fazem parte do mundo e devem ser respeitadas, pois comem os sapos, que comem os insetos. Se as cobras acabarem, os sapos vão aumentar muito e os insetos desaparecem”, ensinou um atento aluno que participou da visita ao Zoô.

Educação infantil
UMA LONGA VIAGEM

Castelo existe? O questionamento foi feito pelo 1º período da professora Kátia Lúcia, que, estudando os contos de fadas, chegou ao projeto “O castelo de cada um”. A primeira etapa do trabalho foi pesquisar quando e onde existiram castelos. Para isso, a professora fez uma linha do tempo, de modo a situar as crianças no Século IX, quando surgiram os primeiros castelos. E voltar à Idade Média foi uma longa viagem feita pela turma, que revelou a real existência dessas construções e seus habitantes. Os alunos compreenderam, por exemplo, que nem tudo eram flores nos castelos, já que, além de reis, rainhas, príncipes e princesas, abrigavam também – e principalmente – as classes menos favorecidas. Foi uma descoberta incrível, que resultou em belos trabalhos.

 
 
PÁGINA 11  
 

Mostra de artes
A DIVERSIDADE DO SABER

Crianças mostraram o talento que foi
lapidado nas salas de aula do ICJ
Apresentação dos alunos na abertura da Mostra de Artes

O ICJ realizou uma Mostra de Artes com trabalhos dos alunos da Educação Infantil. Em uma primeira etapa, as obras ficaram expostas no Ponteio Lar Shopping, por uma semana, para visitação do público. As pessoas elogiaram muito a iniciativa. “Visitei a Mostra de Artes e só posso parabenizar o ICJ pela iniciativa que desperta, desde cedo, nas crianças o gosto pela arte”, afirmou Vera Pyramo, diretora da Revista AMAE Educando. Depois, o evento culminou com uma bela exposição na Escola, dia 5 de outubro, que contou com a presença dos pais e familiares das crianças. A novidade no ICJ foi a incorporação de mais peças ao acervo da Educação Infantil, em relação à quantidade mostrada do shopping. Os alunos deram exemplos de criatividade e talento, emocionando quem compareceu aos dois eventos. As manifestações artísticas dos alunos foram as mais variadas, com a presença de muitos quadros com formas abstratas, obtidas através da técnica de espalhamento de tintas e impressões. Releituras de quadros famosos - como “Os Meninos de Brodósqui”, de Portinari - também compuseram a mostra e fizeram sucesso. Os alunos da Educação Infantil produziram ainda pinturas rupestres, esculturas em papel e máscaras em gesso, além de confeccionarem brinquedos e outros objetos com materiais reaproveitados. Outro destaque do evento foi a grande quantidade de selos e cartões-postais, produzidos a partir do processo de observação.

Alunos movimentaram o Ponteio Lar Shopping Público apreciou a produção da Educação Infantil

Espalhando cor
e alegria pela escola

Teatro com máscaras confeccionadas
pelos próprios alunos
Crianças do pré-maternal
brincando com os bichos

A Mostra de Artes atraiu ao ICJ centenas de pais da Educação Infantil, que prestigiaram o evento e se emocionaram com os trabalhos de seus filhos. Segundo a coordenadora da Educação Infantil, Alexsandra Vasconcelos Nonaka, o objetivo principal da Mostra de Artes foi o de demonstrar, inclusive para a comunidade de fora da Escola, a importância da arte no processo de aprendizagem das crianças. “A arte é uma linguagem que traz muitas informações, é uma forma de comunicação tão rica quanto outras áreas do conhecimento e, portanto, precisa ser contemplada com a mesma ênfase que as disciplinas tradicionais no dia-a-dia da Escola. E é justamente essa a preocupação do ICJ em relação à formação de nossas crianças”, explica Leka. Houve ainda apresentações teatrais, recitais de poesias, danças e muitas brincadeiras. A Mostra de Artes é fruto de uma série de projetos desenvolvidos no ICJ, abordando temas tão diversos como a necessidade de preservação do meio ambiente, a história da escravidão no Brasil, a pesquisa sobre pessoas que moram em lugares “esquisitos”, entre outros. Esses conteúdos se convergem de forma lúdica na produção artística das turmas, ampliando os horizontes e influenciando diretamente de maneira positiva na formação das crianças.

Pais da Educação Infantil prestigiaram a Mostra de Artes

Uma forma mágica de comunicação

Historicamente, a escola dirige pouca intenção pedagógica aos investimentos artísticos nela produzidos, e quando a arte ganha maior tempo normalmente relaciona-se a uma vaga interdisciplinaridade curricular: decoração para festas. Movimentos dirigidos à mudança desta realidade vêm surgindo já há algum tempo, mas cada instituição educacional lida a seu modo, a seu tempo e com sua realidade na busca de novas significações.
A Mostra de Artes da Educação Infantil do Instituto Coração de Jesus traz, a partir da “Diversidade do Saber”, a expressão do que as artes representam em nosso mundo educacional. É singular o entendimento da arte como uma linguagem, mas cada um se utiliza dessa “mágica” forma de comunicação como quer, a partir da exploração de diversos materiais, do exercício e desenvolvimento da capacidade criadora, da nutrição estética a partir da leitura do mundo e da história. Sendo assim, a pluralidade de abordagens na Mostra reflete a multiculturalidade presente na sala de aula, na escola, na comunidade... no mundo. Nosso desejo foi proporcionar aos apreciadores da Mostra a possibilidade de enxergar nessa proposta um exemplo de convivência, conhecimento e respeito às diferenças.

Alexsandra Vasconcelos Nonaka
Coordenadora da Educação Infantil

Gruta da Lapinha
GENTE QUE MORA EM LUGAR ESQUISITO

“Crianças das cavernas”: muitas descobertas

Dando seqüência ao projeto “Gente que mora em lugar esquisito”, o 3º período da professora Jacqueline realizou uma visita técnica à Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa, para conhecer o local onde os homens do tempo das cavernas viveram. Foi uma experiência fantástica, na qual aventura e conhecimento científico caminharam juntos. Além da gruta, as crianças visitaram o Museu de Arqueologia, que contribuiu com muitas informações sobre homens e elementos que viveram pela região há centenas de anos. No final da visita, os alunos confeccionaram, juntamente com o guia, instrumentos utilizados pelos homens das cavernas.

 

 

 
PÁGINA 12  
 

Falando com você
CARTÕES-POSTAIS QUE ENCURTAM AS DISTÂNCIAS

Crianças descobriram o mundo das
correspondências nos Correios
Cartão-postal do aluno Rodrigo Félix Vaz

“Falando com você” é o nome de um projeto muito interessante que foi desenvolvido pelo 2º período da professora Mônica. Depois que um colega mudou-se de Belo Horizonte, as crianças começaram a questionar de que formas poderiam manter contato com ele. Este foi o ponto de partida do projeto. Os alunos, então, pesquisaram esses meios – carta, telegrama, cartão-postal, e-mail, telefone – e centraram suas atenções nos cartões-postais, em princípio por causa do apelo da imagem. Identificaram que a linguagem do postal exige uma produção textual menor que a da carta, além de contar com a ajuda da imagem para comunicação. A questão social não ficou de fora das pesquisas e as crianças concluíram que nem todas as pessoas têm acesso aos meios de comunicação. E-mail, por exemplo, só pode usar quem tem um computador em casa. A próxima etapa do projeto foi a produção de cartões-postais, explorando os diversos temas reconhecidos, como paisagem, um dos preferidos da turma. Estudando os cartões-postais, o 2º período descobriu também o selo, cuja função é essencial. Passaram, então, a confeccionar também seus selos. As atividades do “Falando com você”, que incluíram até uma visita aos Correios, renderam ótimos frutos.

Vitória Marteleto também caprichou no seu postal

Casinha e bichos
BRINCADEIRA QUE NÃO TEM FIM

Galinha confeccionada com material reaproveitado Larissa Coelho Rossato mostra seu talento

“Brincando de casinha” e “Brincando com bichos” foram dois projetos desenvolvidos pelas turmas de pré-maternal das professoras Celina e Natividade. Reunindo grande quantidade de material, as crianças produziram cobras, galinhas e outros bichos para brincar na Escola. O processo de produção foi muito importante para melhorar as relações interpessoais. Da mesma forma, utilizando sucatas e materiais que normalmente iriam para o lixo, as crianças, confeccionaram muitos utensílios domésticos. Também fizeram bonitos quadros com a técnica de espalhamento de tintas, a mesma usada pelo consagrado artista plástico Siron Franco, cuja obra foi apresentada aos alunos. De casinha ou com bichos, as crianças do pré-maternal brincaram sem parar.

Pintura de Daniel Bismarck Rabello Campos

Mãozinhas de Minas
OBJETOS DECORATIVOS E
FUNCIONAIS PRODUZIDOS PELAS CRIANÇAS

As turmas de maternal das professoras Abgail e Kátia Jeber desenvolveram o projeto “Mãozinhas de Minas”, através do qual puderam produzir, com as próprias mãos, muitos objetos decorativos e funcionais. O interesse surgiu a partir do estudo do artesanato indígena. Assim, as crianças usaram sucatas, embalagens e todo tipo de material para produzir objetos novos, como cortina, porta-guardanapo, sacola e quadro, entre outros, além de um painel que foi exposto na Ecolatina. A necessidade de reutilização e reciclagem de materiais esteve presente durante todo o desenvolvimento do projeto “Mãozinhas de Minas”.

Escravidão: ontem e hoje
TRABALHO INFANTIL É UM
MAL QUE PRECISA SER COMBATIDO

Crianças descobriram o mundo das
correspondências nos Correios
Cartão-postal do aluno Rodrigo Félix Vaz

Estudando o folclore, os alunos do 3º período da professora Glória chegaram à culinária. E, da culinária, descobriram a origem da feijoada, um dos pratos mais tradicionais do Brasil, feita pelos negros escravos a partir de restos de comida. Daí para estudar a escravidão, foi um pulo, tamanha a curiosidade das crianças. Elas chegaram à seguinte conclusão: não existem mais escravos hoje em dia, como os de antigamente, mas ainda há trabalho escravo. Estudando o livro “Serafina e as crianças que trabalham”, os alunos se sensibilizaram com a triste realidade do trabalho infantil: crianças nos canaviais, nos campos de sisal e nas carvoarias, além das que vendem balas nos sinais de trânsito das cidades grandes. Toda a produção do 3º período ficou muito bonita, principalmente porque os alunos não deixaram de lado a crítica sobre as grandes diferenças sociais existentes no Brasil.