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O Instituto
Coração de Jesus realizou sua Feira de Cultura e Criatividade
“Vitrines: uma
visão crítica do mundo”, evento que envolveu as turmas
do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio. Foram apresentados trabalhos que contemplaram
os conteúdos de todas
as disciplinas, abordando os mais variados assuntos, como saúde,
política, meio ambiente,
artes, folclore etc. Após amplas pesquisas, os alunos do
ICJ lançaram seu olhar crítico
sobre o mundo, identificando problemas e propondo alternativas para
uma sociedade melhor.
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ICJ comemora
mais um ano de vida
Turmas
de 1ª à 4ª série reunidas no pátio
O Instituto Coração
de Jesus comemorou seus 41 anos de fundação com uma homenagem
prestada pelos alunos de todas as séries. Além da fundadora
do ICJ, dona Elza Fabel, o encontro contou com as presenças dos
diretores Ademar José e Christina Fabel. Comandada pela professora
Rita Mundim, uma das homenagens foi aberta com o Hino Nacional Brasileiro,
cantado pela professora Maria Auxiliadora. Depois, os alunos cantaram
o Hino do ICJ, que foi seguido de leitura de poemas e textos produzidos
pelos próprios alunos em referência à data. Logo após
o “Parabéns pra você”, Rita fez uma saudação
aos alunos, diretores, professores, funcionários e colaboradores
que fizeram e fazem a bonita história do ICJ. Dona Elza dirigiu-se
aos presentes: “Só posso agradecer por uma homenagem tão
linda. Desejo muitas felicidades aos alunos e que todos tenham sempre
muita alegria de pertencer a esta família chamada Instituto Coração
de Jesus”, disse D. Elza.
Aos meus mestres
O professor tem em suas mãos
um mundo de inovações. Ele possui á sua frente um
conhecimento amplo que abrange muito mais do que
nós, estudantes, imaginamos.
Ser professor é passar esta bola para frente, explicando e mostrando
tudo que a vida tem a nos oferecer; apresentando novos caminhos e visões
das coisas ao nosso redor. Lecionar é ensinar ao aluno como é
a vida, ajudando a formar futuramente pessoas com uma visão ética
e ampliada do mundo. Você professor é um mestre, nos ensina
o que é a vida, compreende-nos, ajuda-nos e nos faz enxergar o
que é viver. Tudo o que nós alunos nos tornamos profissionalmente
é devido a você professor. O grande mérito de chegarmos
até aonde chegamos é seu, pois foi você que nos mostrou
o caminho.
Tudo o que posso dizer é obrigada, obrigada mesmo por você
fazer o que você faz.
Talita Carolina Guilherme
Ribeiro
2º ano Ensino Médio
Homenageam ao Dia dos Professores
(15 de outubro)
Correspondência
À Diretora Maria Christina
Fabel
“Gratidão é uma sensação
tão agradável...
Cresce onde sementinhas de amor são lançadas,
Floresce sob o sol
De um coração caloroso e bom
E cresce mais quando é cuidada.
Quase todos nós temos motivos para gratidão
Quando pessoas em nossas vidas
Têm tempo para partilhar
E nos fazer saber, por seus bons atos,
Que nós estamos em seus pensamentos
E que elas se importam”.
É este sentimento que nos envolve,
neste momento, em relação ao trabalho da professora Maria
Natividade (Nati) com o nosso filho Daniel, e a atenção
a nós direcionada. Convivência que diz muito do seu desempenho
profissional, eficiência, tolerância e, sobretudo, amor para
com o nosso filho e, com certeza, para com todas as crianças que
estiverem sob sua responsabilidade. Que Deus continue iluminando profissionais
como ela. Gostaríamos de parabenizar a direção da
Escola por confiar a educação de nosso filho a profissionais
como a referida professora. Profissional dedicada, competente e atenciosa
com as crianças e as famílias. Esperamos e confiamos na
Escola, para que o trabalho com o nosso filho continue com a mesma dedicação
e qualidade. Parabéns à professora Nati! Parabéns
ao Instituto Coração de Jesus!
José Bismarck Campos
e
Maria José Rabello de Oliveira
Pais do aluno Daniel Bismarck Rabello Campos / Pré-Maternal
Dia das crianças
inesquecível na Pousada do Rei
Os alunos de 1ª à
4ª série do ICJ comemoraram o Dia das Crianças na Pousada
do Rei, em Sarzedo, com um encontro repleto de atividades interativas
e, principalmente, divertidas. O objetivo foi proporcionar, fora do ambiente
da Escola, um dia inesquecível para todas as crianças. Dança
da cadeira, dança com bastão, corrida de saco e outras brincadeiras
fizeram sucesso, assim como a prática esportiva. Jogos de pingue-pongue
e totó, futebol, queimada e muita alegria na piscina marcaram a
visita das turmas à Pousada do Rei. Os alunos Igor, Hélio
e Ariel, da 2ª série, por exemplo, não saíram
do salão de jogos. Os alunos Rondon Campos e Camila Augusta Siqueira
, da 1ª série, preferiram ficar na piscina e afirmaram que
já estão morrendo de vontade de voltar à Pousada
do Rei. Acompanharam os alunos as professoras Cláudia, Lena, Carol,
Ana Cristina, Nádia, Goretti, Marizete, Rita, Léa, Denise
Rabelo, Ivete, Denise Lessa e Cristina. O programa foi supervisionado
pelas coordenadoras Ana Maria Bizzoto, Lúcia Gomes e Áurea
Migliorini, com a participação dos professores Fernando
Antônio, Marcos Braga, Fabiana Cristine e Daniela Abreu, além
do ex-aluno e atualmente estagiário de Educação Física
no ICJ, Tiago de Matos.
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Nossa gente do vale
ESTUDANTES DÃO AULA DE CIDADANIA
Alunos
levaram solidariedade às
comunidades carentes do Vale |
Crianças de Itamarandiba acompanharam palestras |
O projeto “Nossa Gente do Vale”, realizado
pelas turmas da 2ª série do Ensino Médio, foi um dos
grandes momentos do Instituto Coração de Jesus este ano.
Entre os dias 10 e 13 de setembro, os alunos viajaram até a cidade
de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, para dar uma aula de cidadania.
Se no ano passado a entrega de cestas básicas foi o aspecto mais
importante do projeto, desta vez, a visita teve um caráter mais
pedagógico. Acompanhados pelos professores Natham e Valéria
Alvarenga, além da coordenadora Suely Félix, os alunos se
dividiram em quatro grupos para o desenvolvimento de ações
junto às crianças da rede pública municipal e estadual
de Itamarandiba.
Um grupo de alunos do ICJ se encarregou de apresentar um teatro para crianças
de seis a oito anos, com o objetivo não só de proporcionar
entretenimento a elas, mas também de abordar a realidade social
daquela comunidade carente, mostrando o quanto é importante ser
criança. Outros dois grupos fizeram palestras sobre saúde
bucal, que contou com a participação da dentista Lílian
Carvalho e foi direcionada a todas as crianças, e também
sobre educação afetivo-sexual para meninos de 9 a 12 anos,
na qual foram tratadas as doenças sexualmente transmissíveis
e a Aids em uma linguagem bem acessível. O quarto grupo da 2ª
série desenvolveu atividades recreativas, com cama elástica
e muitas brincadeiras.
Para viajar até Itamarandiba, os alunos e professores se prepararam
durante dois meses. E os resultados do projeto “Nossa Gente do Vale” não
poderiam ter sido melhores. “A partir de um envolvimento intelectual para
a estruturação do projeto, nossos alunos desenvolveram uma
afetividade muito forte com as comunidades do Vale. E, quando se forma
um vínculo entre o racional e o emocional, criamos o conceito de
cidadania. A viagem foi também uma oportunidade para os alunos
confrontarem a realidade com o que estudam na sala de aula, o que resultou
em muitos questionamentos. Projetos como este são fundamentais
para o sucesso da nossa tarefa de formar cidadãos”, analisou o
professor Natham.
Atividades
de recreação: muita alegria
Estudante solidário
Alunos
do ICJ participaram ativamente da campanha |
Alimentos
arrecadados foram
doados no Vale do Jequitinhonha |
Durante três semanas, antes das turmas
da 2ª série do Ensino Médio viajarem para Itamarandiba,
houve uma campanha de arrecadação de alimentos não-perecíveis
para serem entregues às comunidades carentes do Vale do Jequitinhonha.
Esta foi a principal atividade das comemorações do Dia do
Estudante, 11 de agosto, no ICJ. A 2ª série (Ensino Médio)
recebeu doações de diversos brindes para serem sorteados
entre os alunos. Os alunos também levantaram fundos com barraquinhas
de cachorro quente e sanduíches, entre outras, cujos recursos também
foram usados para aquisição de alimentos. No total, foi
arrecadada 1,5 tonelada de alimentos, além de dentifrícios
e escovas de dente. O público-alvo foi a população
menos favorecida da periferia de Itamarandiba. A Prefeitura local disponibilizou
um cadastro das famílias mais necessitadas para receberem as doações.
Como o tempo não foi suficiente para atender a todas, o ICJ entregou
parte dos alimentos para a própria Prefeitura concluir a destinação.
PATROCINADORES
Além da dedicação e
do compromisso demonstrados pelos alunos da 2ª série do Ensino
Médio, o sucesso do Dia do Estudante Solidário do ICJ deveu-se
também ao apoio de diversas empresas, que ofertaram brindes sorteados
entre os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental à
3ª série do Ensino Médio, que trocaram alimentos não-perecíveis
por cupons para os diversos sorteios. As empresas que apoiaram o evento
foram: Pastelaria Fujiyama, Mix Pão, Água de Cheiro, Banco
Santander, Revista Isto É, Number One-Escola de Línguas,
Livraria e Papelaria Coração de Jesus, A1 Representações
(Bad Boy e Sex Machine), Editora Moderna, Distribuidora Acaiaca, Editora
Saraiva e Torre Eiffel. Merece destaque também a atuação
do professor Rodrigo França, que além de se apresentar ao
violão, organizou toda programação musical. A banda
Protótipo R, composta por ex-alunos do ICJ e que está gravando
seu primeiro CD, também tocou durante o Dia do Estudante Solidário.
Outras participações fundamentais para o sucesso do evento
foram as das professoras Juliana Fabel e Kátia Lúcia, da
Educação Infantil, e Keyla Valadares (Artes) e Úrsula
Guide (Dança).
Estudo das civilizações:
compreendendo o mundo
Trajes
típicos: alunos capricharam na pesquisa |
Culinária:
importante no estudo das civilizações |
O estudo das civilizações,
desenvolvido pelas turmas da 2ª série do Ensino Médio,
apresentou ótimos resultados, com os alunos se dedicando ao tema,
que é de fundamental importância para compreensão
do mundo atual. O trabalho – mostrado pelos alunos na feira de Geografia
e coordenado pela professora Valéria Alvarenga – teve como objetivo
examinar cinco grandes civilizações que exercem fortes influências
no destino da humanidade: a ocidental, a islâmica, a hindu ou indiana,
a sínica ou chinesa e as negro-africanas. Como a civilização
ocidental possui uma área de grande abrangência, e com tantas
diversidades, foi dividida em norte-americana, européia e latino-americana.
Os alunos concluíram que muito do que ocorre hoje no Oriente Médio,
na Índia ou na China, por exemplo, deve-se à influência
direta de elementos culturais específicos. O trabalho se desenvolveu
mediante integração de grupos das turmas de 2ª série
Ensino Médio. Foram montados diversos estandes, nos quais os alunos
apresentaram o resultado de pesquisas bibliográficas e na internet
através de cartazes, revistas, comidas típicas e outros
elementos. Muitos alunos se caracterizaram com trajes típicos das
civilizações estudadas. Através do trabalho, foi
possível perceber as diferenças profundas entre os povos.
Um exemplo: os alunos viram a decisiva influência da religião
no islamismo e o peso marcante da economia e do ideal de progresso material
na civilização ocidental. |
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Biologia Marinha
ESTUDANDO FAUNA E FLORA DA REGIÃO
LITORÂNEA
Aprofundando
os estudos de Biologia no litoral capixaba |
Pesquisa
minuciosa sobre o ecossistema local |
Mais uma vez o curso de Biologia Marinha
foi disponibilizado aos alunos da 6ª série do ICJ, no litoral
capixaba, pela Fundação Ecossistema do Espírito Santo.
Desta vez, os estudos foram realziados na praia da Enseada das Garças,
em Fundão, Espírito Santo. A viagem aconteceu entre os dias
6 e 9 de setembro, reunindo um grupo de 40 alunos, acompanhados pelos
professores Mário Ricardo e Luiza Mary, a orientadora Lúcia
Gomes e a diretora Christina Gontijo. Com o objetivo principal de aprofundar
os conhecimentos desenvolvidos nas aulas de Ciências, a proposta
do curso de Biologia Marinha é estudar os ecossistemas, buscando
integrar suas diversas especialidades, para oferecer novos horizontes
à intervenção humana. É uma possibilidade
ainda para estimular e promover o ensino e a pesquisa sobre fauna e flora
e, em particular, o estudo da região marinha. E, a exemplo dos
anos anteriores, os alunos gostaram muito da viagem. No início
do trabalho, divididos em grupos, os alunos coletaram algas e animais
da fauna local. Depois, separaram e classificaram essas algas e aprenderam
a técnica de secagam de vegetais necessária para fazer um
herbário. Os alunos debateram as principais características
de cada classe e filo dos animais e ainda acompanharam a fecundação
artificial do ouriço-do-mar, verificando a segmentação
do zigoto através de um monitor de TV acoplado ao microscópio.
Os animais noturnos também foram observados pela 6ª série.
Participando do curso de Biologia Marinha no litoral capixaba, novamente
os alunos da 6ª série tiveram a oportunidade de compreender
o quanto é importante preservar a fauna e a flora de nossos rios,
que deságuam nos mares.
Um momento emocionante da viagem foi a visita aos índios da etnia
Tupiniquim, na Aldeia de Caeiras Velhas. Os alunos foram recebidos por
vários integrantes da aldeia e pelo pajé Alexandre Sizenando,
que reclamou muito das florestas de eucalipto, que invadiram a região
e espantaram as caças, dificultando a sobrevivência de seu
povo. O pajé reclamou ainda da inoperância da Funai (Fundação
Nacional do Índio). Mais uma vez, os alunos do ICJ conheceram de
perto a realidade do País: pelas paisagens marinhas e a dura vida
das minorias. Como sempre estão engajados na luta por uma sociedade
mais justa, os próprios alunos da 6ª série fizeram,
antes da viagem, uma campanha para doações de roupas que
foram entregues aos índios da Aldeia Caeiras.
Trabalho de campo
TIRADENTES E SÃO JOÃO DEL REI
Aspectos
geográficos foram estudados durante a viagem |
Alunos
conheceram mais sobre a história da região |
As turmas da 1ª série do Ensino
Médio viajaram até São João del-Rei e Tiradentes
para integrar conteúdos de diversas disciplinas estudados em sala
de aula, um trabalho de campo que rendeu ótimos resultados. Nas
duas cidades, os alunos, acompanhados pelos professores Elson (Artes e
Literatura) e Valéria Alvarenga (Geografia), puderam identificar
aspectos físico-geográficos do Quadrilátero Ferrífero,
conhecendo um pouco mais sobre a riqueza do seu solo e a utilidade econômica.
Foi uma oportunidade para levantar questionamentos acerca da importância
da preservação do meio ambiente. Durante a viagem, os alunos
conheceram também as relíquias históricas remanescentes
dos personagens da Inconfidência Mineira, movimento surgido na região,
no final do Século XVIII, contra a dominação colonial
de Portugal. Os alunos analisaram ainda a importância social dos
prédios de arquitetura religiosa, identificando características
das construções civis do período colonial. Em São
João del-Rei e Tiradentes, as turmas do ICJ observaram o tipo de
infra-estrutura urbana do Século XVIII e vivenciaram os meios de
transporte utilizados no final do Século XIX e meados do XX.
Consumismo
ECOSSISTEMA AMEAÇADO PELA AÇÃO
DO HOMEM
Alunos
da 8ª série alertam para o perigo da poluição
dos mares |
Estabelecendo uma relação direta
entre consumismo e a quantidade de lixo gerada no Planeta, as turmas da
8ª série analisaram os reflexos da poluição
nos mares, concluindo que os ecossistemas das águas do mundo, tão
perfeitos e cheios de mistérios, encontram-se ameaçados
caso o homem não evite essa degradação. Os alunos
produziram textos, dos quais foram selecionados os três poemas a
seguir.
O QUE SERÁ DO NOSSO MAR?
Esse nosso patrimônio
Está preste a acabar
Com as pessoas jogando lixo no mar
Não teremos mais onde pescar.
A situação é de desesperar
Com os navios deixando óleo escapar
Os lençóis de água irão se contaminar
O que será do nosso mar, se essa poluição continuar?
Ana Paula Torquato Duarte – 8ª série
MAR EM EXTINÇÃO
Mar, vida eterna, degradação
intensa
Mar, riqueza natural, dinheiro e poder
Mar, milhões de vidas em jogo
Inclusive a nossa
Ó mar eterno, talvez não tão
eterno...
Proteja-te da humanidade!
Ó mar sofrido, te destroem cada vez mais...
Proteja-te da insensatez do homem!
Ó meu mar, espero te ver para sempre
Ó meu mar, espero te ver cada vez mais rico e intenso
Ó meu mar, continues sendo sempre o meu mar
Samuel Campolina – 8ª série
IMENSIDÃO DE ÁGUA
O oceano é um espaço misterioso,
Lar dos pequenos e dos grandes animais
Que o fazem grandioso
Pelas planícies abissais.
O seu sal interminável
E seus corais deslumbrantes
Dão ao homem sua admiração
E à Terra sua salvação.
Formado por uma imensidão de água,
É um ecossistema espetacular,
Alcançando a honrosa proeza
De a Natureza complementar.
Gustavo Freitas Ferreira – 8ª série |
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Caminhos Drummondianos
ALUNOS MERGULHAM NO
COTIDANO DO POETA DE ITABIRA
O
poeta do cotidiano “observa” os alunos em Itabira |
A
poesia de Drummond está presente nas ruas da cidade |
O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade
está sendo alvo de homenagens em todo o País, em razão
do seu centenário de nascimento, comemorado este ano. E no Instituto
Coração de Jesus não é diferente. Os alunos
da 8ª série, sob a orientação da professora
Márcia, realizaram uma série de atividades dentro do projeto
“Caminhos Drummondianos”, que culminou com uma visita à cidade
de Itabira, terra natal do “poeta do cotidiano”, alcunha que acompanhou
Drummond por ele ter, em seus versos, retratado tão bem a relação
do homem com seu meio.
E este foi o ponto de partida para as pesquisas sobre Carlos Drummond
de Andrade. Os alunos estudaram a biografia do poeta e analisaram vários
de seus textos, identificando o universo concreto, o mundo das coisas
palpáveis, que caracteriza a obra do escritor. Foram muitas descobertas.
Até uma rara gravação, com o próprio Drummond
declamando seus poemas, surgiu para enriquecer ainda mais o trabalho.
Em Itabira, além da professora Márcia, a 8ª série
foi acompanhada pela coordenadora Ana Maria Colen na visita aos pontos
turísticos. Os alunos percorreram a paisagem presente na poesia
de Drummond, identificando aspectos físico-geográficos e
histórico-culturais da região. Foi uma oportunidade ainda
para refletir sobre os impactos ambientais decorrentes da exploração
de minério de ferro na região e sobre a importância
econômica da Companhia Vale do Rio Doce.
Na terra de Carlos Drummond de Andrade, os alunos do ICJ fizeram um roteiro
muito interessante por lugares descritos pelo poeta em vários de
seus textos, como a Maria Fumaça, do poema “O maior trem do mundo”.
Também visitaram a casa dos irmãos Antônio e Demerval
Camilo, presentes nos poemas “Herói” e “A Antônio Camilo
de Oliveira”. A cada passo, os alunos se deparavam com o “poeta do cotidiano”.
Foi uma viagem inesquecível e muito rica em informações.
Na análise da professora Márcia, o projeto “Caminhos Drummondianos”
apresentou ótimos resultados, envolvendo todos os alunos da 8ª
série no amplo universo da obra do poeta. “Durante nosso trabalho
de pesquisa, os alunos descobriram muitas coisas novas. Na minha opinião,
o mundo de Drummond continua se revelando um pouco a cada dia, a cada
contato que se tem com seus textos. A certeza é que ainda há
muito para se descobrir sobre o poeta”, afirmou a professora.
Maria
Fumaça foi retratada em versos por Drummond |
Alunos
percorreram locais retratados na obra do poeta |
Mundo de sonho e fantasia
Personagens
saem dos livros para o palco |
Dentro do estudo de textos, as turmas da
1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental do ICJ participaram
de um projeto muito interessante sobre contos, que teve início
antes das férias de julho e foi retomado no segundo semestre. Várias
atividades foram desenvolvidas com os alunos, abrangendo o universo dos
contos de fadas, com seus personagens mágicos. Os alunos escutaram
histórias em salas de aula, depois leram essas histórias
e analisaram sua estrutura. Em seguida, assistiram a uma montagem do clássico
“Cinderela”, no teatro da Assembléia, confrontando os aspectos
do texto e da linguagem cênica para identificar pontos comuns e
diferentes. Eles perceberam que a história do livro é a
mesma do palco e que muitos personagens são reais, enquanto outros
vivem apenas no mundo do faz-de-conta. Na segunda etapa do projeto, houve
reconto e criação de histórias próprias, oportunidade
em que os alunos mostraram seus sonhos e fantasias.
Conhecendo o Mercado Central
Alunos
no principal ponto comercial de BH |
No dia 30 de agosto, como atividade para
enriquecer o projeto Folclore, as turmas da 3ª e 4ª séries
do Ensino Fundamental do ICJ visitaram o Mercado Central de Belo Horizonte.
Além de palestras e vídeos sobre a história do estabelecimento,
um verdadeiro patrimônio da Capital mineira, os alunos tiveram a
oportunidade de observar a riqueza do artesanato de Minas Gerais e produtos
da rica culinária do nosso Estado, ali comercializados. A idéia
principal desse tipo de visita é mostrar aos alunos pontos tradicionais
da cidade. Pelo Mercado Central, de onde atualmente até um programa
de rádio é transmitido ao vivo todos os sábados,
passou (e passa) boa parte da história de BH. Grandes nomes da
música e artistas das mais variadas áreas já fizeram
do local um ponto de encontro.
Ou seja, existem motivos de sobra para aprender com
o ponto comercial mais importante da cidade. |
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Feira de Cultura
CONHECIMENTO SEM FRONTEIRAS
Montagem
da peça “A bruxinha que era boa”
O ICJ promoveu, dia 21 de setembro, sua Feira
de Cultura e Criatividade “Vitrines: uma visão crítica do
mundo”, evento que envolveu todos os alunos do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio em trabalhos sobre os mais variados assuntos, contemplando
os conteúdos de todas as disciplinas. Os estandes ocuparam o Colégio
e os alunos mostraram que não há fronteiras para o conhecimento.
Resultado de pesquisas e estudos, a feira apresentou trabalhos muito interessantes
sobre meio ambiente, saúde, artesanato, política, entre
outros temas. Atividades como dança, teatro e brincadeiras, além
de recursos como vídeos, maquetes, cartazes e músicas, garantiram
a interatividade com os participantes. Com a Feira de Cultura e Criatividade,
os alunos do ICJ lançaram seu olhar crítico sobre o mundo
que os cerca, identificando problemas e propondo alternativas para uma
sociedade melhor.
1ª à 4ª série
UM JEITO MINEIRO DE SER
Casa
de Minas: aspectos culturais do nosso Estado |
Artesanato,
culinária e os costumes mineiros |
Um dos destaques da Feira de Cultura e Criatividade
do ICJ foi a participação dos alunos da 1ª à
4ª série do Ensino Fundamental, que apresentaram em seus estandes
diversos elementos da cultura de Minas Gerais, projeto que é resultado
de muita pesquisa. O folclore esteve presente na explicação
de mitos, lendas, crenças e ritos do nosso povo. As turmas apresentaram
tradições mineiras, como canções e serestas,
além de ritmos e danças, como a catira. A rica culinária
do Estado também não ficou de fora. Foram servidos aos participantes
da feira pratos típicos e delícias da nossa cozinha, como
lingüiça com mandioca, broa de fubá e feijão
tropeiro, além de cajuzinho, um dos nossos doces mais gostosos.
O artesanato mineiro - com forte presença dos mais variados brinquedos
- chamou a atenção pela beleza e diversidade das peças,
confeccionadas em diferentes tipos de materiais pelos próprios
alunos.
5ª à 8ª série
CIÊNCIA E ARTE
Juscelino
Kubitschek também foi homenageado |
Alunos
mostraram diversas formas de geração de energia |
As turmas da 5ª série apresentaram
trabalhos muito interessantes na Feira de Cultura e Criatividade do ICJ,
como a encenação do clássico “A bruxinha que era
boa”, de Maria Clara Machado, na quadra da Escola. Outros projetos, que
vêm sendo desenvolvidos ao longo do ano com as turmas, também
foram apresentados pela 5ª série, como o cultivo de plantas
medicinais em pneus e a técnica da hidroponia. Fez parte ainda
dos trabalhos das turmas, uma oficina de fitocosméticos.
Os alunos da 6ª série também brilharam na feira, com
várias atividades, entre elas a peça “Meus amigos do outro
mundo”, que alertou sobre a necessidade de preservação ambiental.
O conteúdo aprendido durante o curso de Biologia Marinha, realizado
no litoral capixaba, também esteve presente na feira. Outro destaque
da 6ª série foi uma exposição retratando as
cores fortes presentes na obra do pintor espanhol Juan Miró, um
dos maiores expoentes do Surrealismo.
“Romilieta e Julieu, o amor que não deu” foi a versão teatral
mostrada na feira pelos alunos da 7ª série, que também
construíram uma casa com material reciclável, aproximando
a consciência ambiental dos conteúdos de área e perímetro
estudados nas aulas de Matemática. “O sangue e a interação
entre os sistemas” foi outro trabalho da 7ª série, que levou
à Escola um coração de boi para enriquecer ainda
mais as informações sobre circulação sangüínea.
Um dos momentos mais emocionantes da feira foi a reconstrução
da trajetória do ex-presidente Juscelino Kubitschek, cujo centenário
de nascimento se comemora este ano, a cargo dos alunos da 8ª série,
que também homenagearam outro mineiro ilustre, o poeta-maior Carlos
Drummond de Andrade, com uma série de poemas declamados e uma exposição.
As turmas da 8ª série também fizeram demonstrações
das várias formas de produção de energia - elétrica,
eólica, nuclear, térmica, solar, química - e ainda
mostraram um estudo sobre a composição química dos
alimentos. |
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... e muita criatividade
ALUNOS DESTACAM PLURALIDADE
Boas apresentações aconteceram na quadra da Escola:
Grupo Sarandeiros foi um sucesso |
A
“morte” mostrou os males causados pelo cigarro |
Um dos trabalhos de maior destaque na Feira
de Cultura e Criatividade do ICJ foi a pesquisa sobre tabagismo feita
pela 1ª série do Ensino Médio. “Saímos atrás
de informações, pesquisamos em postos de saúde, conseguimos
cartazes sobre o tema e começamos a desenvolver o projeto, para
mostrar aos visitantes da feira os males provocados pelo cigarro”, explica
a aluna Mariana Ribeiro, ressaltando que a Feira de Cultura e Criatividade
é um sucesso: “Conseguir reunir tantos assuntos em um mesmo ambiente
é muito legal, pois todos têm a oportunidade de se informar
mais”.
Uma “Vitrine Viva” sobre o Barroco foi outro tema abordado pela 1ª
série. Já os alunos da 2ª série Ensino Médio
se dedicaram a analisar as propostas dos candidatos que disputaram a eleição
presidencial, apresentando um perfil minucioso de cada um aos participantes
da feira. Houve até uma eleição simulada durante
a feira. As turmas da 3ª série também montaram uma
“Vitrine Viva”, cujo tema foi o Modernismo.
Giovanni Silva Coelho, da 6ª série, aponta outro aspecto importante
da feira: “É um grande evento que integra todos os alunos. Passei
por toda a feira e achei muito bons os trabalhos das outras turmas”. As
alunas Priscila Silveira e Débora Larissa, da 2ª série
do Ensino Médio, elogiaram muito a feira. “Uma feira como essa
é uma oportunidade para cada aluno conhecer um pouco mais sobre
as atividades desenvolvidas pelas turmas”, afirmou Priscila. “No nosso
caso, pesquisamos muito sobre os candidatos que disputaram a eleição
para presidente do Brasil e, dessa forma, além de conhecermos as
propostas de cada um, contribuímos com muita informação
para todo mundo que participou da feira”, disse Débora.
Andréa Pacheco, da 7ª série, assegurou que a feira
mostrou muitos assuntos interessantes, exemplificando o trabalho apresentado
por seu grupo, sobre circulação sangüínea: “Pesquisamos
bastante para fazer nosso trabalho, em livros, na internet e em outras
fontes de consulta. Somente uma feira tão grande pode proporcionar
tantos conhecimentos que vão nos ajudar no futuro”. Paulo Ricardo
Fróes e Diego Borges, da 8ª série, compuseram o grupo
que apresentou o trabalho sobre a química dos alimentos e aditivos.
Eles também destacaram a pluralidade de temas abordados na Feira
de Cultura e Criatividade. “Descobrimos muitas coisas novas durante a
feira”, garantiu Diego. “Pesquisando sobre formas de conservação
da carne, por exemplo, tivemos contato com informações interessantes”,
garantiu Paulo. “Em cada estande da feira aprendemos um pouquinho, pois
são muitos trabalhos diferentes”, definiu Daniela Andrade, da 5ª
série.
Um dos destaques da feira foi o trabalho da 7ª série sobre
reciclagem de materiais, coordenado pela professora Margarida (Matemática).
Foi montada uma casa, com móveis e todos os utensílios domésticos.
E até uma cama foi construída a partir de objetos que iriam
para o lixo. Tudo feito com garrafa pet, outros materiais, talento e muita
criatividade. Além de toda esta estrutura, os alunos ainda produziram
a energia utilizada dentro da casa através de boas pedaladas em
uma bicicleta, que serviu como usina. Laís Abreu, do grupo da 7ª
série que apresentou o trabalho, gostou da experiência: “A
feira é muito rica em conteúdo e o nosso trabalho mostrou
isso. Podemos fazer muita coisa bonita com material que normalmente as
pessoas jogam fora”.
“Presidenciáveis” debateram propostas para o Brasil |
Casa com materiais reaproveitados:
caixa de leite virou parede |
Palestra
CONSUMO ATRAVÉS DOS TEMPOS
Tarcísio Bruzzi, professor da PUC: palestra esclarecedora
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O professor da PUC Tarcísio Bruzzi
de Andrade, que é mestre em Geografia e doutor em Planejamento
Urbano e Rural pela Universidade de Toulouse (França), além
de especialista em Gestão de Ciência e Tecnologia, foi um
dos convidados da Feira de Cultura e Criatividade do ICJ. Ele fez uma
palestra sobre consumo e consumismo, que reuniu dezenas de pessoas no
auditório da Escola. “Mostrei um pouco da história do consumo
através dos tempos, diferenciando-o de consumismo. O consumo é
necessário para o ser humano, desde que sem exageros”, afirmou
o professor, que abordou ainda outros aspectos relativos ao tema, como
as diferenças do consumo entre sociedades capitalistas e socialistas,
as conseqüências do aumento do consumo, o desequilíbrio
entre as populações no uso dos recursos naturais, a influência
direta da publicidade no aumento do consumo, entre outros. O professor
da PUC participou do evento a convite da professora Sônia Moura
(Geografia) e dos alunos da 8ª série. |
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Petrópolis
ALUNOS DE CARA COM A HISTÓRIA DO BRASIL
Alunos
adoraram o trabalho de campo em Petrópolis |
Questões
sociais do período também foram estudadas |
Acompanhadas
pela professora Isabel Cristina e pela coordenadora Ana Maria Collen,
as turmas da 7ª série realizaram uma visita técnica
a Petrópolis (RJ), trabalho de campo que teve como objetivo integrar
os conteúdos de diversas disciplinas estudados em sala de aula.
Como sempre acontece, todos gostaram muito do passeio, que durou dois
dias e foi monitorado pela Integrar Turismo e Educação.
Com máquinas fotográficas, lápis e papel na mão,
os alunos fizeram anotações e levantaram muitas informações.
Na cidade serrana, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre os aspectos
históricos, econômicos, sociais e políticos do II
Reinado brasileiro, além dos meios de transporte e comunicação
utilizados naquela época. Também estudaram as influências
culturais e econômicas da imigração no Brasil, identificando
as manifestações artísticas e culturais do Brasil
no século XIX. Por fim, a visita a Petrópolis possibilitou
ainda à 7ª série a identificação de aspectos
físico-geográficos da Serra da Mantiqueira.O roteiro da
viagem foi amplo. A primeira parada em Petrópolis foi na Casa de
Santos Dumont. Em seguida, os alunos do ICJ visitaram a Catedral de São
Pedro Alcântara, a Casa do Barão de Mauá e o Palácio
de Cristal. O tour de ônibus na avenida Koeler, um dos principais
corredores da cidade, passou pela Casa da Princesa Isabel, Palácio
Koeler (onde funciona a Prefeitura Municipal), Palácio Rio Negro
(Casa dos Presidentes) e Praça da Liberdade, entre outros pontos.
Antes de retornar a Belo Horizonte, a 7ª série conheceu ainda
o Museu Imperial, com rico acervo histórico e artístico.
Forte
presença da imigração na cidade
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Turmas
viram um pouco
da história do II Reinado brasileiro
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Talentos
da escola
OLHAR CRITICO COM BELEZA E HUMOR
Olhar o mundo com visão crítica
é uma característica
dos alunos do ICJ, que revelam a cada dia novos talentos nas atividades
desenvolvidas em salas de aula. Seja através dos versos de um poema
ou do humor presente em uma caricatura, os alunos interpretam a sociedade
que os cerca, denunciando situações que precisam ser revertidas
ou simplesmente analisando o contexto com um olhar muito próprio.
E os dois trabalhos publicados a seguir não deixam dúvidas.
Em um belo poema, a aluna Carolina Magro Lage,
da 5ª série, demonstra sua indignação com a
condição de abandono de muitos menores que vivem nas ruas
dos grandes centros urbanos. Já o aluno Diego Mendes Ferreira Nunes,
da 7ª série, mostra seu dom incomum para a caricatura, retratando
os principais candidatos que disputaram a eleição presidencial
deste ano. Cada um em sua área, os alunos são dois grandes
exemplos de talento do ICJ.
Menor
abandonado
Menor abandonado
Crianças sujas
Abandonadas
Nas ruas jogadas
Trabalhando em carvoarias
Sendo exploradas
No trabalho infantil
Sustentando a família
Trabalhando por necessidade
Ou desesperadas
Cheirando cola de sapateiro
Andando o dia inteiro
À procura de um prato de comida
Virando traficante profissional
É o menor abandonado
Que vive na rua desesperado
Batendo sola o dia inteiro
Com seu jeito sorrateiro
Pedindo esmola pelo amor de Deus!
Convivendo com todos esses problemas
Não é à toa que o povo brasileiro
Fala alto e em bom som:
“A culpa é do governo que tudo vê nada faz”.
Carolina Magro Lage – 5ª série
Corrida
presidencial
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Luis
Inácio Lula da Silva Anthony
Garotinho
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José
Serra Ciro
Gomes
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Diego
Mendes Ferreira Nunes - 7ª série |
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Ecolatina
ICJ MOSTRA SEUS PROJETOS
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Alunos
do ICJ marcaram presença na Ecolatina |
Painel
montado pela Escola no evento |
Como uma das escolas integrantes do Projeto
Circuito Ambiental, o Instituto Coração de Jesus participou
da V Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente, a Ecolatina,
realizada em Belo Horizonte no final de setembro. O ICJ montou um painel
mostrando as atividades desenvolvidas na Escola que têm seu foco
central na educação ambiental, em sintonia com os tópicos
da Agenda 21 Jovem, documento que vem sendo elaborado com propostas que
levem a mudanças comportamentais na relação do homem
com a Natureza.
A participação do ICJ foi muito importante já que
o evento, que reuniu especialistas de diversos países, é
um dos maiores fóruns mundiais de discussão sobre questões
ambientais. Dentro desta busca mundial por um ambiente mais equilibrado,
o ICJ apresentou trabalhos com materiais recicláveis desenvolvidos
pelos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.
Os trabalhos do ICJ deram um colorido especial à Ecolatina, uma
vez que mostraram, através de iniciativas simples, que é
possível diminuir as agressões ao Planeta.
O ICJ acredita que educação ambiental é um processo
dinâmico de construção de novos valores, atitudes
e posturas éticas que resgatam a cidadania, repensando os padrões
de consumo e produção, respeitando a diversidade ecológica,
cultural, social e política, culminando numa sociedade ecologicamente
sustentável. O objetivo do Instituto Coração de Jesus
é fazer com que o aluno, ao vivenciar essas atividades, sinta-se
parte integrante da Natureza, tratando-a com respeito e responsabilidade.
Agenda
ESCOLA DE ESPORTES E ARTES
- No próximo dia 2 de dezembro, no
Teatro Marília, acontecerá a primeira montagem dos alunos
da Escola de Teatro do ICJ. O grupo está ensaiando bastante,
sob a direção do professor William, e promete fazer bonito.
Marque na sua agenda.
- O Teatro Francisco Nunes será o
palco do Festival de Danças “2ª Emoção ao
Vivo”, dia 11 de dezembro. Novamente, as alunas da Escola de Danças
do Instituto Coração de Jesus vão apresentar todo
o seu belo repertório de coreografias. Não perca.
- A Escola de Esportes e Artes está
de portas abertas para todos os alunos. São oferecidas as seguintes
modalidades esportivas: futsal, judô, handebol feminino e patinação.
No campo das artes há as opções de dança
do ventre, dança espanhola, sapateado, jazz e teatro. Matricule-se.
IV festival interno
de dança agitou o ICJ
Ginástica
foi um dos pontos altos do festival interno |
Todas
as apresentações fizeram sucesso |
A quarta edição do Festival
Interno de Dança do ICJ, realizado no dia 30
de agosto, repetiu o sucesso dos anos anteriores, com bonitas apresentações
dos alunos da Escola de Esportes e Artes. Mais de 100 alunos, do básico
ao avançado, participaram do evento, que teve novas coreografias,
da ginástica à dança do ventre, passando pelo malambo,
patinação, balé e dança espanhola.
A organização do IV Festival Interno de Dança ficou
a cargo da coordenadora Marly Fabel e da professora Úrsula Guide.
O objetivo do evento, mais uma vez, foi mostrar aos pais como está
o trabalho em cada nível de dança,de patinação
e de Iniciação Desportiva Universal.
Companhia de danças
faz sucesso nacional
Graça
e leveza na exibição das alunas |
Apresentação
foi muito aplaudida |
A Companhia de Danças Ya Habibi conquistou
o primeiro lugar com o sapateado gaúcho e o quarto lugar com a
dança do ventre no 10º Passo de Arte, o campeonato nacional
de danças, realizado em julho na cidade de Santos (SP). Mais uma
vez, sob a orientação dos professores César e Úrsula,
a companhia brilhou nos palcos. A viagem a Santos foi assegurada graças
a um esforço conjunto. O Banco Santander, parceiro do ICJ, patrocinou
parte da viagem, enquanto o evento “A Arte de Dançar”, organizado
pela coordenadora da Escola de Esportes e Artes Marly Fabel e pelas alunas
do Corpo de Baile, no Ecoparque do ICJ, arrecadou fundos para a Companhia
de Danças participar do 10º Passo de Arte. A festa de preparação
para a viagem foi animada pela dupla Márcio e Marcos, que mostrou
um repertório variado de músicas. Houve ainda apresentação
de dança do ventre pela Companhia de Danças Ya Habibi, que
mais uma vez exibiu na arena do Ecoparque muita criatividade em suas belas
coreografias. Os organizadores agradeceram aos pais, amigos e convidados
que prestigiaram “A Arte de Dançar”, colaborando diretamente para
o sucesso do evento. Além de todas essas pessoas, os funcionários
do ICJ ajudaram muito na organização do nosso evento e,
por isso, temos que agradecê-los também. |
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Parque Jacques Cousteau
MEIO AMBIENTE: PRESERVAR É PRECISO
Turmas
anotaram todas as informações recebidas |
Alunos
conheceram as mudas cultivadas no parque |
Em setembro, os alunos da 5ª
série do ICJ fizeram uma visita técnica ao Parque Jacques
Cousteau, localizado no bairro Betânia, bem próximo ao Nova
Suíça. Eles assistiram a uma palestra sobre a história
da reserva e conheceram uma trilha ecológica, onde foi possível
analisar a flora e a fauna da região. O parque tem 496 metros quadrados,
que abrigam gambás, pacas e micos, entre outros animais difíceis
de serem encontrados nas grandes cidades. Árvores como pau-brasil,
pau-ferro e sibipiruna também são comuns na reserva. Os
alunos do ICJ conheceram ainda um viveiro que produz mudas para as áreas
públicas de Belo Horizonte e a nascente de um ribeirão,
que começa no parque e depois é canalizado, passando por
baixo de muitos bairros da Capital até desaguar no Arrudas.
Antes da visita técnica ao Parque Jacques Cousteau, a professora
Emília Vitória havia organizado duas palestras muito interessantes
para a 5ª série, com Edenise Guimarães Reis, gerente
do parque, e com Antônio Leite Alves, coordenador do Projeto Manuelzão,
da UFMG, que atua na defesa de toda a bacia do Rio das Velhas. Um dos
temas abordados foi o encaixotamento dos córregos de Belo Horizonte.
Para se ter uma idéia, por baixo do ICJ passam alguns mananciais
que são afluentes do Arrudas que, por sua vez, deságua no
Rio das Velhas. “O objetivo central das palestras foi mostrar aos alunos
a importância da integração entre a bacia do Rio das
Velhas, defendida pelo Manuelzão, e o parque que está bem
perto do ICJ e pode ser excelente para nossas descobertas ecológicas.
Afinal de contas, o meio ambiente deve ser visto de forma global, pois
o esgoto produzido por Belo Horizonte polui o Rio das Velhas em Sabará
e por aí adiante”, explicou a professora Emília.
Mesmo sabendo das dificuldades de se criar uma área de preservação
ambiental dentro de uma região urbana e populosa, a gerente do
Parque Jacques Cousteau, Edenise Guimarães Reis, mostrou-se otimista,
principalmente por causa da parceria com a sociedade. “O apoio das escolas,
como este do Instituto Coração de Jesus, é muito
importante para nós. Estamos fazendo um levantamento minucioso
da fauna e da flora do parque e para preservar essa riqueza torna-se necessária
a união de todos os segmentos da comunidade”, afirmou.
Trilhas
que levam à conscientização ambiental
Encontro marcado
no salão de Betim
Crianças
do ICJ no Salão do Encontro |
Cerca de 200 alunos, da 1ª
e 2ª séries do Ensino Fundamental do ICJ, foram ao Salão
do Encontro, em Betim, no dia 3 de setembro, para conhecer o que há
de mais tradicional no artesanato mineiro. Além de enriquecer os
estudos do projeto Folclore desenvolvido na Escola, a visita teve como
objetivo estimular nos alunos o desejo de criar objetos, que depois foram
expostos na Feira de Cultura e Criatividade. O passeio acabou se transformando
em uma viagem inesquecível pelo mundo da criatividade típica
do artesanato mineiro. Os alunos adoraram os brinquedos, simples em sua
maioria, mas muito bem construídos e, principalmente, divertidos.
No Salão do Encontro, os alunos comprovaram na prática tudo
aquilo que o ICJ mostra durante o ano: que é possível, com
criatividade, criar brinquedos muito interessantes. Comandado pelas mãos
caridosas de D. Noemi, o Salão do Encontro ajuda muito a comunidade,
abrindo postos de trabalho para idosos e adolescentes carentes, e mantém
uma creche para crianças pobres da região. Por tudo isso,
foi uma visita e tanto.
Parque Jacques Cousteau
MEIO AMBIENTE: PRESERVAR É PRECISO
As turmas da 4ª série
viajaram a Ouro Preto e Mariana (acima), dia 23 de setembro, para uma
visita técnica nas duas cidades, que estão entre as mais
importantes de Minas Gerais. O trabalho de campo envolveu os conteúdos
de diversas disciplinas. Pesquisando a região, os alunos puderam
identificar aspectos físico-geográficos, a origem e a formação
da sociedade mineira, as características do Barroco e outras manifestações
artísticas e culturais do Século XVIII ao XX. Eles ainda
conheceram mais de perto as manifestações folclóricas
típicas, a evolução do processo de mineração
do mesmo período, os locais onde viveram e lutaram os participantes
da Inconfidência Mineira. E também tiraram conclusões
acerca dos problemas decorrentes da degradação ambiental.
Acompanhados pelos responsáveis do ICJ e pelos guias da Empresa
Integrar Turismo e Educação, que coordenou a viagem, os
alunos gostaram muito do passeio e colheram informações
preciosas para dar seqüência aos estudos em sala de aula.
Encontro no Zôo
As turmas da 1ª série
fizeram uma visita muito especial ao zoológico de BH, com o objetivo
de identificar as características de cada animal, sua alimentação
e seu habitat. A visita fez parte da programação do conteúdo
de Ciências e os alunos gostaram muito de conhecer os diversos tipos
de pássaros e de cobras. Estes temidos répteis foram vistos
de forma bem científica e com pouco medo pelos alunos, mostrando
que na Natureza cada animal tem a sua importância: “Elas fazem parte
do mundo e devem ser respeitadas, pois comem os sapos, que comem os insetos.
Se as cobras acabarem, os sapos vão aumentar muito e os insetos
desaparecem”, ensinou um atento aluno que participou da visita ao Zoô.
Educação infantil
UMA LONGA VIAGEM
Castelo existe? O questionamento
foi feito pelo 1º período da professora Kátia Lúcia,
que, estudando os contos de fadas, chegou ao projeto “O castelo de cada
um”. A primeira etapa do trabalho foi pesquisar quando e onde existiram
castelos. Para isso, a professora fez uma linha do tempo, de modo a situar
as crianças no Século IX, quando surgiram os primeiros castelos.
E voltar à Idade Média foi uma longa viagem feita pela turma,
que revelou a real existência dessas construções e
seus habitantes. Os alunos compreenderam, por exemplo, que nem tudo eram
flores nos castelos, já que, além de reis, rainhas, príncipes
e princesas, abrigavam também – e principalmente – as classes menos
favorecidas. Foi uma descoberta incrível, que resultou em belos
trabalhos.
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Mostra de artes
A DIVERSIDADE DO SABER
Crianças
mostraram o talento que foi
lapidado nas salas de aula do ICJ |
Apresentação
dos alunos na abertura da Mostra de Artes |
O ICJ realizou uma Mostra de
Artes com trabalhos dos alunos da Educação Infantil. Em
uma primeira etapa, as obras ficaram expostas no Ponteio Lar Shopping,
por uma semana, para visitação do público. As pessoas
elogiaram muito a iniciativa. “Visitei a Mostra de Artes e só posso
parabenizar o ICJ pela iniciativa que desperta, desde cedo, nas crianças
o gosto pela arte”, afirmou Vera Pyramo, diretora da Revista AMAE Educando.
Depois, o evento culminou com uma bela exposição na Escola,
dia 5 de outubro, que contou com a presença dos pais e familiares
das crianças. A novidade no ICJ foi a incorporação
de mais peças ao acervo da Educação Infantil, em
relação à quantidade mostrada do shopping. Os alunos
deram exemplos de criatividade e talento, emocionando quem compareceu
aos dois eventos. As manifestações artísticas dos
alunos foram as mais variadas, com a presença de muitos quadros
com formas abstratas, obtidas através da técnica de espalhamento
de tintas e impressões. Releituras de quadros famosos - como “Os
Meninos de Brodósqui”, de Portinari - também compuseram
a mostra e fizeram sucesso. Os alunos da Educação Infantil
produziram ainda pinturas rupestres, esculturas em papel e máscaras
em gesso, além de confeccionarem brinquedos e outros objetos com
materiais reaproveitados. Outro destaque do evento foi a grande quantidade
de selos e cartões-postais, produzidos a partir do processo de
observação.
Alunos
movimentaram o Ponteio Lar Shopping |
Público
apreciou a produção da Educação Infantil |
Espalhando cor
e alegria pela escola
Teatro
com máscaras confeccionadas
pelos próprios alunos |
Crianças
do pré-maternal
brincando com os bichos |
A Mostra de Artes atraiu ao
ICJ centenas de pais da Educação Infantil, que prestigiaram
o evento e se emocionaram com os trabalhos de seus filhos. Segundo a coordenadora
da Educação Infantil, Alexsandra Vasconcelos Nonaka, o objetivo
principal da Mostra de Artes foi o de demonstrar, inclusive para a comunidade
de fora da Escola, a importância da arte no processo de aprendizagem
das crianças. “A arte é uma linguagem que traz muitas informações,
é uma forma de comunicação tão rica quanto
outras áreas do conhecimento e, portanto, precisa ser contemplada
com a mesma ênfase que as disciplinas tradicionais no dia-a-dia
da Escola. E é justamente essa a preocupação do ICJ
em relação à formação de nossas crianças”,
explica Leka. Houve ainda apresentações teatrais, recitais
de poesias, danças e muitas brincadeiras. A Mostra de Artes é
fruto de uma série de projetos desenvolvidos no ICJ, abordando
temas tão diversos como a necessidade de preservação
do meio ambiente, a história da escravidão no Brasil, a
pesquisa sobre pessoas que moram em lugares “esquisitos”, entre outros.
Esses conteúdos se convergem de forma lúdica na produção
artística das turmas, ampliando os horizontes e influenciando diretamente
de maneira positiva na formação das crianças.
Pais
da Educação Infantil prestigiaram a Mostra de Artes |
Uma forma mágica de comunicação
Historicamente, a escola dirige
pouca intenção pedagógica aos investimentos artísticos
nela produzidos, e quando a arte ganha maior tempo normalmente relaciona-se
a uma vaga interdisciplinaridade curricular: decoração para
festas. Movimentos dirigidos à mudança desta realidade vêm
surgindo já há algum tempo, mas cada instituição
educacional lida a seu modo, a seu tempo e com sua realidade na busca
de novas significações.
A Mostra de Artes da Educação Infantil do Instituto Coração
de Jesus traz, a partir da “Diversidade do Saber”, a expressão
do que as artes representam em nosso mundo educacional. É singular
o entendimento da arte como uma linguagem, mas cada um se utiliza dessa
“mágica” forma de comunicação como quer, a partir
da exploração de diversos materiais, do exercício
e desenvolvimento da capacidade criadora, da nutrição estética
a partir da leitura do mundo e da história. Sendo assim, a pluralidade
de abordagens na Mostra reflete a multiculturalidade presente na sala
de aula, na escola, na comunidade... no mundo. Nosso desejo foi proporcionar
aos apreciadores da Mostra a possibilidade de enxergar nessa proposta
um exemplo de convivência, conhecimento e respeito às diferenças.
Alexsandra Vasconcelos Nonaka
Coordenadora da Educação Infantil
Gruta da Lapinha
GENTE QUE MORA EM LUGAR ESQUISITO
“Crianças
das cavernas”: muitas descobertas |
Dando seqüência ao
projeto “Gente que mora em lugar esquisito”, o 3º período
da professora Jacqueline realizou uma visita técnica à Gruta
da Lapinha, em Lagoa Santa, para conhecer o local onde os homens do tempo
das cavernas viveram. Foi uma experiência fantástica, na
qual aventura e conhecimento científico caminharam juntos. Além
da gruta, as crianças visitaram o Museu de Arqueologia, que contribuiu
com muitas informações sobre homens e elementos que viveram
pela região há centenas de anos. No final da visita, os
alunos confeccionaram, juntamente com o guia, instrumentos utilizados
pelos homens das cavernas.
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Falando com você
CARTÕES-POSTAIS QUE ENCURTAM AS DISTÂNCIAS
Crianças
descobriram o mundo das
correspondências nos Correios |
Cartão-postal
do aluno Rodrigo Félix Vaz |
“Falando com você” é o nome
de um projeto muito interessante que foi desenvolvido pelo 2º período
da professora Mônica. Depois que um colega mudou-se de Belo Horizonte,
as crianças começaram a questionar de que formas poderiam
manter contato com ele. Este foi o ponto de partida do projeto. Os alunos,
então, pesquisaram esses meios – carta, telegrama, cartão-postal,
e-mail, telefone – e centraram suas atenções nos cartões-postais,
em princípio por causa do apelo da imagem. Identificaram que a
linguagem do postal exige uma produção textual menor que
a da carta, além de contar com a ajuda da imagem para comunicação.
A questão social não ficou de fora das pesquisas e as crianças
concluíram que nem todas as pessoas têm acesso aos meios
de comunicação. E-mail, por exemplo, só pode usar
quem tem um computador em casa. A próxima etapa do projeto foi
a produção de cartões-postais, explorando os diversos
temas reconhecidos, como paisagem, um dos preferidos da turma. Estudando
os cartões-postais, o 2º período descobriu também
o selo, cuja função é essencial. Passaram, então,
a confeccionar também seus selos. As atividades do “Falando com
você”, que incluíram até uma visita aos Correios,
renderam ótimos frutos.
Vitória
Marteleto também caprichou no seu postal
Casinha e bichos
BRINCADEIRA QUE NÃO TEM FIM
Galinha
confeccionada com material reaproveitado |
Larissa
Coelho Rossato mostra seu talento |
“Brincando de casinha” e “Brincando com bichos”
foram dois projetos desenvolvidos pelas turmas de pré-maternal
das professoras Celina e Natividade. Reunindo grande quantidade de material,
as crianças produziram cobras, galinhas e outros bichos para brincar
na Escola. O processo de produção foi muito importante para
melhorar as relações interpessoais. Da mesma forma, utilizando
sucatas e materiais que normalmente iriam para o lixo, as crianças,
confeccionaram muitos utensílios domésticos. Também
fizeram bonitos quadros com a técnica de espalhamento de tintas,
a mesma usada pelo consagrado artista plástico Siron Franco, cuja
obra foi apresentada aos alunos. De casinha ou com bichos, as crianças
do pré-maternal brincaram sem parar.
Pintura
de Daniel Bismarck Rabello Campos
Mãozinhas de Minas
OBJETOS DECORATIVOS E
FUNCIONAIS PRODUZIDOS PELAS CRIANÇAS
As turmas de maternal das professoras Abgail
e Kátia Jeber desenvolveram o projeto “Mãozinhas de Minas”,
através do qual puderam produzir, com as próprias mãos,
muitos objetos decorativos e funcionais. O interesse surgiu a partir do
estudo do artesanato indígena. Assim, as crianças usaram
sucatas, embalagens e todo tipo de material para produzir objetos novos,
como cortina, porta-guardanapo, sacola e quadro, entre outros, além
de um painel que foi exposto na Ecolatina. A necessidade de reutilização
e reciclagem de materiais esteve presente durante todo o desenvolvimento
do projeto “Mãozinhas de Minas”.
Escravidão: ontem e hoje
TRABALHO INFANTIL É UM
MAL QUE PRECISA SER COMBATIDO
Crianças
descobriram o mundo das
correspondências nos Correios |
Cartão-postal
do aluno Rodrigo Félix Vaz |
Estudando o folclore, os alunos do 3º
período da professora Glória chegaram à culinária.
E, da culinária, descobriram a origem da feijoada, um dos pratos
mais tradicionais do Brasil, feita pelos negros escravos a partir de restos
de comida. Daí para estudar a escravidão, foi um pulo, tamanha
a curiosidade das crianças. Elas chegaram à seguinte conclusão:
não existem mais escravos hoje em dia, como os de antigamente,
mas ainda há trabalho escravo. Estudando o livro “Serafina e as
crianças que trabalham”, os alunos se sensibilizaram com a triste
realidade do trabalho infantil: crianças nos canaviais, nos campos
de sisal e nas carvoarias, além das que vendem balas nos sinais
de trânsito das cidades grandes. Toda a produção do
3º período ficou muito bonita, principalmente porque os alunos
não deixaram de lado a crítica sobre as grandes diferenças
sociais existentes no Brasil.
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