INFORMATIVO DO INSTITUTO CORAÇÃO DE JESUS - SETEMBRO/2003
 
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Uma janela no fim do túnel

Viver neste mundo de hoje não anda nada fácil. As notícias da TV nem sempre são animadoras e os problemas, dos mais variados tipos, batem à porta do povo brasileiro. Parar diante do momento difícil não resolve nada, por isso, o ICJ e seus alunos continuam acreditando em ações que podem mudar este quadro. Os ingredientes são antigos, mas andam meio esquecidos no mundo moderno: solidariedade, criatividade, esperança, amor à Natureza e ao ser humano. Estes sentimentos foram muito lembrados, durante as atividades mais recentes do Instituto Coração de Jesus. A solidariedade aflorou no Vale do Jequitinhonha, quando os alunos da 2ª série do Ensino Médio, ajudados por toda a comunidade escolar, conseguiram levar mais de duas toneladas de alimentos para o município do Serro, além de palestras e palavras de apoio. Já o contato mais forte com o meio ambiente aconteceu no Espírito Santo, com a 6º série descobrindo os segredos do mar. A criatividade teve seu ponto alto em dois extremos: os alunos da Educação Infantil mostraram toda o seu talento na Mostra de Arte no Ponteio Lar Shopping; enquanto a 3ª série do Ensino Médio, sem deixar a responsabilidade do vestibular cair, apresentou uma peça muito interessante no Teatro Marília. Assim, com arte, esperança, força de vontade e fé neste Brasil, o ICJ vem abrindo janelas e corações por este mundo afora. Venha ajudar a construir esta janela de otimismo dentro do túnel da vida. O ingresso é a Sondagem Diagnóstica-Alunos Novatos, que já está com inscrições abertas na Recepção do ICJ.

 
 
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Editorial

Hoje, a sociedade vê a violência se espalhar por seu interior. Tornaram-se comuns na mídia, notícias como a daqueles quatro jovens, de classe média, que atearam fogo em alguém que supunham ser um mendigo, mas que era de fato um índio exausto pelas distâncias de Brasília ou a daquele jovem que, em São Paulo, atirou uma galinha contra a prefeita Marta Suplicy, cujo pai possui curso superior declarou satisfeito à imprensa: “Demos boas gargalhadas. Ele é precoce até em obter seus 15 minutos de fama”. Estes não são fatos isolados, poderia citar aqui exemplos e mais exemplos de pessoas que apesar da educação esmerada e do bom nível de conhecimento são capazes de atitudes antiéticas como as citadas acima. Conscientes de que a construção de uma dignidade moral é tarefa da família, os pais sentem-se cada vez mais angustiados e com a sensação de que “nadam contra a correnteza”. Como convencer os filhos que valores como honestidade, justiça e solidariedade não estão ultrapassados se alguns colegas desrespeitam os mais velhos, dirigem sem carteira, picham muros, falsificam documentos para entrar nas boates? Já não basta, hoje, o jovem saber o que é certo ou errado é preciso fazer escolhas e com segurança opor-se ao grupo. Onde buscar essa segurança? Em nós, pais. “Criar adultos dignos depende basicamente de duas coisas: da maneira como vivemos o dia-a-dia e da confiança que temos nos valores que guiam nossas ações”. Concluindo, “os pais têm papel primordial na estruturação do caráter dos filhos. Resgatar a ética é hoje questão de sobrevivência”. (Tânia Zagury – Jornal O Globo – RJ, 02-7- 01). Nesse contexto, o ICJ, não se furta ao cumprimento de sua função formadora, expressa e oficializada em seu currículo, e “de mãos dadas” com os pais, firma parceria na tarefa de formação do cidadão ético. Neste segundo semestre, professores e alunos, estarão envolvidos na elaboração e execução de projetos que serão apresentados na Feira de Cultura e Criatividade deste ano – 1º de novembro cujo tema será Ética nas Relações. Desde já todos os pais estão convidados.

Ana Maria Colen
Coordenadora do ICJ - 5ª à 8ª série
ana.colen@icjbh.com.br

Filho de peixe

A poetiza Suziane Brugnára teve seus poemas publicados pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e o resultado foi o melhor possível: todos na cidade puderam ter um pouco mais de arte no seu dia-a-dia. Suziane é mãe dos alunos Paulo Gabriel Poyanco Fonseca (102) e Melissa Gabriela Bravo Fonseca (302). E parece que a intimidade com as letras é hereditário. A filha, a exemplo da mãe, já começa a traçar suas linhas no mundo da arte. Veja primeiro, o poema da mãe e em seguida alguns versos de Melissa.

Da Terra os frutos
Suziane Brugnára

Na terra fecunda semente:
Sustento e sonho do homem comum
A lida diária refaz esperanças
De sóis e de luas
De seiva e suor.

Sentido de vida
Pulsando na terra
Nas mãos calejadas
Nos sulcos da alma.

Trabalho e semente:
Presentes da terra
Consolo da gente
Que quer seu lugar.

Caminhos
Melissa Gabriela Bravo Fonseca
(3ª série - Ensino Fundamental)

Caminho pela areia molhada
Molhada pelo mar furioso
Solto as correntes do meu barco
Deixo me levar por onde for.

Homenagem
Fabiana Schulz Borges – 8ª série

Pai
Pais existem muitos,
Mas só quero você.
Um cara “Fechadão”,
Que não sai do meu coração.

Não quero outro pai,
Nem mais rico, nem sem os seus defeitos,
Quero apenas você dentro do meu peito.

Nós brigamos, discutimos e nos chateamos,
Mas no fundo, bem no fundo,
Nós nos amamos.

Correspondências, frases e elogios

Nati,
Adorei a reunião, fico feliz com a sua dedicação e com a alegria com que você planeja cada momento do dia dos nossos pequeninos. Obrigada por tudo. Adoro você.

Kátia de Freitas Rodrigues Gutseit, mãe de Eduardo
de Freitas, aluno do Pré-Maternal A (Educação Infantil)

Sou feliz porque estudo no Coração de Jesus.
André Ribeiro Franco - 1ª série (Ensino Fundamental)

Kátia,
Obrigado por estar me ajudando tanto. Eu amo você.
Igor Marques Pereira - 1º Período (Educação Infantil)

O ICJ me ensinou a ter educação e paz.
Eduardo Lessa Martins da Costa Brito -1ª série (Ensino Fundamental)

Eu gosto do Instituto Coração de Jesus porque é seguro, eu aprendo muitas coisas e sou feliz aqui.
Thaís Capdeville Tanure - 1ª série (Ensino Fundamental)

A impressão que tenho do trabalho desenvolvido pela equipe da Educação Infantil do ICJ é a mesma que venho tendo dos outros anos; uma Escola de responsabilidade, comprimisso, que demonstra confiança aos pais na educação de seus filhos. Trabalhos que propõem ao aluno crescimento e auto-confiança no desenvolvimento de seu potencial
Carla Eloisa Brito Pimenta - mãe de João Marcelo Brito - 1º Período

Parceria de sucesso

Prezada Maria Christina,

A diretora dos teatros Marília e Francisco Nunes, Beth Haas, enviou um cartão ao ICJ, aos cuidados da diretora de Ensino Christina, agradecendo a colaboração do Colégio para a realização da Mostra de Teatro Infantil da Prefeitura de BH. A ligação entre o Instituto Coração de Jesus e a cultura da cidade tem sido uma constante ao longo dos últimos anos e o texto produzido por Beth mostra muito bem isto: “Mais uma edição da Mostra de Teatro Infantil. Mais uma vitória. Mais e mais crianças contempladas com cultura e lazer. A parceria com o ICJ foi fundamental para este resultado. Nosso muito obrigado”.

Amizade sincera

Jordana dos Santos Jorge formou-se em Nutrição, pelo UNI-BH, em agosto, e fez um belo agradecimento ao ICJ em seu convite de formatura. Esta brilhante estudante, hoje profissional formada, estudou no ICJ desde o Educação Infantil, ganhando a base necessária para vencer as etapas seguintes: Vestibular e Universidade. Veja a seguir o texto do convite: “Agradeço a Deus por estar sempre presente em minha vida. A meus pais, que sempre me apoiaram e acreditaram na minha capacidade para vencer. A meus irmãos, pelo carinho e companheirismo. A todos os familiares queridos, em especial meus padrinhos. Ao meu namorado e amigos pelo apoio e alegrias compartilhadas durante essa jornada. Aos amigos do PCA, minha segunda família. E, também, a todos os professores, especialmente à família ICJ, que se fizeram presentes nesta caminhada. Enfim, a todos aqueles que de certa forma contribuíram para a realização deste sonho. Muito obrigada”.

 
 
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Paz na cidade

Alunos de 1ª a 4ª série participaram do projeto
Fila para trocar as armas de brinquedo por livros

Preocupada com a construção de uma sociedade mais digna e voltada para a firme defesa dos valores humanos, a PAULUS lançou, em Belo Horizonte, o projeto “Troque sua arma de brinquedo por um livro”, em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria de Educação e escolas das redes particular, municipal e estadual da Capital. Tendo como objetivo principal a redução da violência, sobretudo entre crianças e adolescentes, o projeto veio ao encontro de tudo o que o Instituto Coração de Jesus acredita. Por isso, além do proposto pelo projeto, professores e alunos de 1ª a 4ª série inseriram diversas atividades, tais como criação de slogans, leituras sobre o tema, confecção de murais e produção de poemas, enriquecendo ainda mais o “Troque sua arma de brinquedo por um livro”. Confira alguns trabalhos produzidos pelos alunos do ICJ e as duas redações que a Escola selecionou e enviou para o concurso “A paz na cidade”.

Redação

Ilustração de Brenda
Moreira Melo 4ª série

Hoje em dia, os jornais só dão notícias de roubos, assassinatos, seqüestros... Meu Deus, até quando isso vai durar? Até as crianças estão percebendo que a situação na cidade está muito séria. Não se pode mais sair nas ruas tranqüilo. Por todos os lugares, há sinais dessa violência que está tão presente na vida de todos os moradores da cidade. Isso, se não presenciamos o assalto em nossa própria casa...
Antigamente, pelo menos, aconteciam roubos sim, mas não com tanta freqüência. E o pior é que os assaltantes estão cada vez mais ousados, e estão precisando matar para roubar. Se continuar desse jeito, eu não sei aonde a nossa cidade vai parar!

Vamos, minha gente! Vamos nos unir, para ter uma vida melhor, e ter em nossa cidade... PAZ!
Já imaginaram como seria Belo Horizonte com paz? Essa cidade tão maravilhosa, com tranqüilidade... Ah! Seria uma cidade perfeita. Afinal, com paz, todos os problemas
poderiam ser resolvidos.
Por enquanto, isso parece ser só um sonho, porque do jeito que vai, eu não sei não...
É... mas vamos continuar sonhando e agindo da maneira que puder. A realização desse projeto “Troque sua arma de brinquedo por um livro” está sendo muito importante.
Eu tenho para mim que, um dia, esse sonho irá se realizar, se Deus quiser e... se cada um fizer a sua parte.

Marina de Oliveira Amaral - 4ª série

Redação

Eu acho que a paz na cidade é possível, mas tem uma condição: começa por nós. Eu não brigo com minha irmã. É ela que fica me batendo e eu não desconto nela.
Todos os dias que eu venho para a escola, sempre tem alguma violência acontecendo.
Eu queria que os aviões que soltam bombas, soltassem flores; os canhões soltassem amor, armas soltassem casas. Enfim, eu também queria fazer uma poção que tivesse amor, paz, alegria, ternura, carinho, água e açúcar.
Depois eu ia misturar bem e esperar. Quando a poção estivesse borbulhando, ela estaria pronta. Aí eu ia vender de graça. Então o mundo ia ter muita paz!!!

Clara de Castro Fajardo - 1ª série

Arte e cultura de 1ª à 4ª série

As turmas capricharam nas montagens teatrais
Várias histórias da Bruxa Onilda
foram recontadas pelos alunos

 

Muitas atrações para
os visitantes da Feira
de Arte e Cultura
 

A Mostra de Arte e Cultura de 1ª a 4ª série do Instituto Coração de Jesus, realizada em junho, foi um sucesso. O evento foi a culminância do projeto “Quem conta um conto aumenta um ponto” e teve como objetivo principal desenvolver as linguagens oral e escrita dos alunos, a estruturação de frases e liberar a imaginação, além de interagir pais e filhos dentro dos projetos da Escola. As turmas leram os livros Soldadinho de Chumbo, João e Maria, Branca de Neve, O Casamento da Bruxa Onilda, Alice no País das Maravilhas, Viagem de Gulliver, entre outros, e recontaram as histórias através de peças teatrais.

O público vibrou com a apresentação do grupo Tambolelê e do músico Fernando Muzzi. Nas oficinas, a cargo de Wânia Parreiras e da professora Daça, as mães e seus filhos fizeram obras em papel marché, origami e xilogravura. Na Biblioteca, os escritores Ângelo Machado e Mirene Motta conversaram com os alunos sobre seus livros e a importância da literatura para o desenvolvimento da escrita. No pátio da Escola, o Castelo da Alegria colocou estandes com livros, discos e brinquedos pedagógicos, onde as pessoas tiveram a oportunidade de fazer boas compras.
Anderson Nunes Moreira Campos, pai do aluno Matheus Malveira Campos, da 4ª série, acha fundamental este tipo de atividade, para a formação da criança. “Participar deste trabalho é sempre uma oportunidade para estar junto dos filhos. A Escola deve promover com mais freqüência este tipo de evento”, disse. Francisca Freire Gontijo, mãe da aluna Paula Freire Gontijo, da 2ª série, também gostou da mostra: “Acho superimportante este trabalho para desinibir as crianças que são mais tímidas. Aqui, podemos participar do dia-a-dia da Escola e ver o envolvimento das crianças nos projetos”.

Homenagem de Fernando Muzzi ao ICJ

A vida é a arte de conquistar
De realizar aquilo que sonhou
Segundo palavras do Criador
O homem segue o caminho que for
E vai, vai, vai, vai viver o que conquistou
Vai, vai, vai
Escultor, pintor, cantor ou ator
Dançarino, poeta, musicista, compositor
Devemos pensar que artista tem
Como qualquer outro fazer e fazer bem
Se alguns nasceram com aquele Dom
Outro vai aprender se estudar também
Na nossa feira de arte tem
Teatro, dança, tem você também
Nossa vontade é de inspirar
Pra você criar o que desejar
Cultura é bom e nunca é demais
Não perca tempo para conhecer
Pois pode crer que o que vai colher
Se tiver cultura é bom para você
Português, ciências, geografia, inglês
Matemática, história, alemão, francês
Quando na bagagem podemos carregar
Nosso mundo cresce, inspiração nos dá
No coração do Instituto tem
Gente competente pra fazer alguém
Virar artista de uma profissão
Que vai escolher e ser um cidadão
Com a participação do Grupo Tambolelê,
o músico e compositor ex-aluno do ICJ
Fernando Muzzi homenageou a Escola
 
 
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Novidades para a 3ª série do Ensino Médio

No prédio do ICJ Tuttorial, o 3ª série está se preparando para o vestibular

Aulas sempre dinâmicas no ICJ/Tuttorial, a mais nova parceria que já é sucesso no Vestibular. Assim, vem acontecendo o Módulo III da 3ª série do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus. A disponibilidade de dois professores para o mesmo conteúdo tem possibilitado aos alunos maior participação e desenvolvimento nesta fase tão importante da vida escolar. As aulas estão acontecendo no prédio do ICJ Tuttorial, que é uma extensão da Escola, sob a coordenação da professora Sônia, que todas as noites está em contato direto com os alunos. O ICJ mantém-se de ouvidos abertos para todas as necessidades demandadas pelos alunos da 3ª série integrada, acreditando que a educação é uma via de mão dupla, onde os dois lados - Escola e aluno - contribuem juntos para o sucesso do aprendizado. E os frutos do trabalho realizado pelo ICJ com a 3ª série integrada já começam a aparecer, com os ótimos resultados que os alunos treinantes do Módulo III obtiveram nos vestibulares do meio do ano, em cursos disputados como Odontologia, Direito, Psicologia e Administração de Empresas da PUC e da UNA. Estão todos de parabéns pelo desempenho e, principalmente, Luiz Henrique Malta Maia, aluno do ICJ desde a Educação Infantil, que passou em segundo lugar no Vestibular para Engenharia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Hora de escolher

Mercado de trabalho e vocação profissional
foram temas abordados por Jean Schulho

Ciente da importância do momento vivido pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio, que vivem a expectativa de escolher corretamente uma profissão, o Instituto Coração de Jesus promoveu, no auditório da Escola, uma palestra com o psicólogo Jean Schulho. O convidado abordou vários temas, como mercado de trabalho e vocação profissional, além da necessidade do aluno saber administrar este momento de ansiedade e apreensão. “É muito importante termos em mente que devemos escolher uma profissão não por que o pai quer, mas porque a gente quer”, explicou Jean Schullo. A diretora de Ensino do ICJ, Christina Fabel, lembrou que é perfeitamente normal a expectativa vivida pelos alunos, já que eles vivem um ano atípico, que antecede o vestibular. “A Escola espera cumprir com o seu papel de orientá-los e prepará-los para esta decisão”, concluiu a diretora.

Estudando arte greco-romana


Alunos retrataram o estilo
através de maquetes

Os alunos das turmas da 1ª série do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus, dentro da disciplina de Arte, ministrada pelo professor Élson, estudaram “A Arte Greco-Romana” durante o primeiro semestre. Após a observação em aulas multimídias de pinturas, arquiteturas e esculturas, os alunos produziram maquetes de vários monumentos no estilo que estudaram. As maquetes foram a culminância das atividades do semestre. “Agora, no segundo semestre, iremos estudar a arte barroca. Faremos visitas às cidades históricas que preservam a arquitetura barroca em seus casarios e igrejas e, simultaneamente, os alunos estarão lendo a Literatura Barroca. Esta atividade servirá para acrescentar conhecimentos específicos, privilegiando mais a sensibilidade do artista que as contradições do estilo”, comentou o professor Élson.

De casa para a escola

Valéria Carvalho ensinou como fazer bonecos de biscui

As turmas 202 e 203, da 2ª série, monitoradas pela professora Marizete Brito, participaram de uma atividade muito interessante. A oficina de biscui, que surgiu depois que o aluno Pedro Henrique levou para o Colégio um boneco feito em casa juntamente com sua mãe. Valéria Carvalho faz bonecos de biscui por hobby e foi até a Escola ensinar para as crianças. A massa para a brincadeira, feita pelos alunos, contém os seguintes ingredientes: duas xícaras de amido de milho, duas colheres de vaselina, uma xícara de cola, uma colher de vinagre e uma colher de creme de pele. “Este trabalho ajuda a desenvolver a coordenação motora, a criatividade e o trabalho em grupo”, garante Marizete.

Maquetes de literatura

Histórias e personagens literários mostrados pelos alunos

Os alunos da 5ª série do Ensino Fundamental do Instituto Coração de Jesus, monitorados pela professora de Língua Portuguesa, Lídia Mendes, realizaram um excelente trabalho de reproduções em maquetes, mostrando histórias e personagens das obras literárias trabalhadas no período. As maquetes ficaram expostas na Oficina de Idéias e mostraram o lado artístico dos estudantes. Estão todos de parabéns!

 
 
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Projeto orientação para adolescência e sexualidade

As psicólogas Liliam Geo e Dulce Ribeiro falaram
aos pais sobre o desenvolvimento do projeto

Com um encontro de pais, realizado no dia 12 de agosto, o Instituto Coração de Jesus lançou o projeto “Orientação para a Adolescência e Sexualidade”, voltado para todos os alunos de 7ª série e coordenado pela psicopedagoga orientadora educacional do ICJ, Nídia Greco. O objetivo do projeto é desenvolver a consciência sobre a necessidade e a importância de abordar temas referentes à sexualidade e formação integral do indivíduo, procurando, desta forma, tratar a sexualidade e a adolescência como um aspecto natural e positivo da vida humana. Na reunião, os pais puderam conversar e trocar idéias com a psicoterapeuta e educadora sexual Liliam Geo Leite Soares, coordenadora da equipe do GEOS, grupo que há 15 anos trabalha com educação sexual de adolescentes e com capacitação de professores nesta área. Para Liliam, o diálogo é fundamental nas relações entre pais e filhos. “Com a participação dos pais, visamos formar seres humanos críticos para escolher melhor os seus parceiros de relacionamento. E o diálogo é a principal arma dos pais para trabalhar a educação sexual dos filhos. O projeto tem como finalidade fazer uma abordagem humanística global do indivíduo, por isso trabalhamos a sexualidade como um todo, ou seja, a parte física, intelectual, social e ética”, explica a educadora sexual. As atividades em salas de aula estão sendo ministradas, sempre às quartas e quintas-feiras, após o último horário, pela pedagoga e orientadora sexual Dulce Ribeiro, também da equipe do GEOS. Estão também acontecendo na 4ª série encontros para tratar deste assunto - sexualidade.

Vivência de valores

Formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres é tarefa de toda a sociedade e, sendo a escola uma influente instituição para essa formação dentro dos princípios democráticos, o Instituto Coração de Jesus começa a desenvolver, com os alunos de 6ª série, um trabalho de vivência de valores. “Através desse projeto, o ICJ busca proporcionar um espaço de convivência no qual os alunos possam adquirir autonomia, internalizar e vivenciar os conceitos humanos, morais e éticos com reflexos na vida familiar, ressaltando a família como primeiro espaço dessa convivência”, explica a psicopedagoga e orientadora educacional do ICJ, Nídia Greco. Diversas atividades envolverão as turmas durante a realização do projeto, enfatizando também os chamados valores clássicos, aqueles que sempre fizeram parte da vida de todos, mas que foram se afastando das pessoas, principalmente das crianças e adolescentes, com as transformações da sociedade.

No mar, surpresas agradáveis

Os alunos da 6ª série do Instituto Coração de Jesus participaram de mais uma expedição ao Espírito Santo, como parte do projeto Biologia Marinha. Os estudantes saíram de Belo Horizonte em uma sexta-feira, com destino à Enseada das Garças, município de Fundão. Estava começando uma grande aventura pelo meio ambiente marítimo. No primeiro dia, o jantar foi servido e, para espantar o cansaço da viagem, muitos dançaram e outros participaram de um bingo recreativo. Alguns alunos, que nunca haviam revelado seus talentos nas pistas, deram verdadeiros shows, mostrando a alegria de estar em busca de novos conhecimentos. A professora de Ciências Luíza Mary, a diretora de Ensino Christina Fabel e o professor Mário Ricardo, além do estagiário Thiago Matos, acompanharam os alunos na viagem.

No sábado, primeiro dia efetivo de pesquisa, as atividades começaram muito cedo. Às 6h30min, todos já estavam de pé para o café, com as aulas teóricas começando às 7h. O curso de Biologia Marinha foi ministrado nas dependências da Fundação Ecossistemas, por João Parizzi, biólogo e ex-professor da Universidade Federal do Espírito Santo. Além de Parizzi, quatro instrutores (dois oceanógrafos, um biólogo e um estagiário) acompanharam o grupo do ICJ em todas as ações. A primeira experiência prática foi às 8h, com observação e coleta de exemplares invertebrados e algas marinhas em ambientes rochosos. Para o período da tarde estavam reservadas boas surpresas. Os alunos foram para o Laboratório da Fundação conhecer de perto a fecundação do ouriço, a seleção de conchas, a triagem e herborização de algas e observar o desenvolvimento embrio-larvial do ouriço-do-mar. A noite chegou, e com ela o jantar e mais recreação. Na noite de sábado, a diversão ficou por conta da caça ao tesouro.

No domingo, aula teórica e trabalho de campo no manguezal e com peixes marinhos. Os alunos pesquisaram muito. Colhendo folhas de plantas, mediram comprimento e largura de tudo, avaliaram, montaram gráficos e chegaram a bons resultados. Também pegaram caranguejos, observaram se eram machos ou fêmeas e fizeram outros estudos sobre a espécie. Um verdadeiro trabalho científico, que mostra como o Projeto Biologia Marinha leva em conta os métodos de pesquisa e a veracidade dos fatos. Toda a pesquisa veio para BH e foi avaliada pelos alunos nos computadores do ICJ, nas aulas de Informática, com apoio da professora de Matemática, em um trabalho interdisciplinar de alto nível. Na tarde do domingo, mais prática, com apresentação dos resultados do trabalho realizado no manguezal, seguido de lanche, práticas de dissecação em peixes marinhos e jantar. Para fechar, entrega dos certificados e muita dança. Na segunda-feira, logo pela manhã, café e retorno a BH. Na bagagem, a certeza da missão cumprida.

O mundo do fundo do mangue

Rafael Crepaldi, 12 anos, aluno do ICJ desde o seu primeiro ano de vida, ficou muito animado com a viagem. Feliz pelas experiências vividas no Espírito Santo, ele garante que aprendeu muito sobre animais e plantas que nem conhecia direito: “Tivemos um contato muito grande com o mangue-seco. Normalmente, quando vamos à praia, nos deparamos com o mangue tradicional, aquele que tem um cheiro forte e parece não abrigar muitas formas de vida. Mas, ao contrário, pudemos constatar que os mangues abrigam os mais variados tipos de vida, tanto vegetal, quanto animal. Por isso, foi uma experiência muito rica”. Rafael voltou, ainda, com a certeza de que é preciso batalhar muito para preservar o meio ambiente: “Não é preciso pensar só no mar ou na Amazônia, aqui mesmo em BH, ao lado de nossa casa, é possível fazer alguma coisa para melhorar a Natureza. Basta estar com a mente aberta e com disposição de colaborar”. Agatha Magalhães, 12 anos, no ICJ desde o 1º período, tem a mesma opinião. Ela voltou diferente do Espírito Santo, mais amiga dos colegas de sala e mais atenta para as coisas da Natureza: “Aprendemos muito sobre os animais marinhos, os resultados das pesquisas foram interessantes para mostrar na prática o que só observamos nos livros. Acho que estes projetos do ICJ devem continuar sempre bem divertidos e cheios de novidades, pois é muito melhor conhecer o mundo vendo seus detalhes de pertinho, como fizeram os meninos que foram ao Vale do Jequitinhonha e nós, que estivemos no Espírito Santo. Estas coisas, que a gente aprende vendo, não esquece nunca mais”.

 
 
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Vale do Jequitinhonha mostra a força da solidariedade

Alunos com as famílias do Vale O alimento na hora do sufoco

Sair do conforto de nossos lares sólidos em BH para conhecer um mundo bem mais duro, onde falta água potável e os destinos parecem ser cruéis com as pessoas. Bater de cara com este universo, antes distante e hoje tão palpável, foi a missão da 2ª série do Ensino Médio, no Vale do Jequitinhonha, na conclusão do projeto “Nossa Gente do Vale”, em seu terceiro ano, sempre com os alunos que estão prestes a entrar para o último ano do Ensino Médio. Resta saber se alguém voltou o mesmo desta viagem pelo sertão, onde o lado seco de Minas, que parecia aprisionado por Guimarães Rosa em seu Grande Sertão Veredas, mostra que ainda há muita miséria no Estado de Aécio Neves. Nas moradias simples foram encontradas pessoas gigantes, que driblam a pobreza com uma enorme vontade de continuar lutando. A lição não poderia ser outra: um reposicionamento sobre a vida. Afinal de contas, ficou bem claro que temos uma vida maravilhosa e reclamamos muito sem necessidade. Aliás, como dizia o poeta, Minas são várias...pena que nem todas são iguais a nossa, aqui de BH, aqui do ICJ...cheia de água, de futuro, de esperança...

Desde o ano 2001, quando começou o projeto “Nossa Gente do Vale”, o Instituto Coração de Jesus não foi mais o mesmo. Toda a comunidade escolar tornou-se mais solidária, mais unida e preocupada com os problemas que atingem as pessoas carentes de Minas Gerais. Desta vez, o trabalho mostrou o mesmo sucesso dos anos anteriores, mobilizou todo o Colégio e levou mais de duas toneladas de alimentos para famílias carentes do Vale do Jequitinhonha. O projeto, coordenado pelo professor de Filosofia, Nathan Ribeiro Martins, junto com os alunos da 2ª série do Ensino Médio, começou em abril com a preparação das oficinas (teatro, saúde bucal, afetivo-sexual e recreativas), que foram apresentadas para alunos de duas escolas da zona rural do município do Serro.

A oficina afetivo-sexual foi criada após o projeto de 2001 quando ficou constatado, através de pesquisas feitas pelos alunos do ICJ, que grande parte dos adolescentes do Vale desconhece completamente o tema, muitos nem ligavam a prática sexual à gravidez. Por isso, segundo o professor Nathan, o número de jovens grávidas é muito grande e o trabalho passou a ser prioridade dentro do “Nossa Gente do Vale”. “Estamos tentando fazer a nossa parte no sentido de diminuir os problemas sociais destas comunidades visitadas. A carência de informações é muito grande e esta diferença serve de base para nossos alunos verem como a vida aqui em BH é boa”, afirmou o professor.

A união que virou cestas-básicas no Serro

Teatro: alegria e informação
Oficinas: diversão e auto-estima

Depois de preparar as oficinas, os alunos passaram a recolher donativos para as cestas-básicas. Primeiramente, partiram para a mobilização da comunidade escolar e, depois, procuraram empresas da região. Foi nesta etapa que todas as séries e alunos, de todas as idades, entraram na ação solidária. Os alunos da 2ª série do Ensino Médio receberam as doações. Na Festa Junina do ICJ também foram recolhidos alimentos não-perecíveis e, no final, já havia mais de duas toneladas, que viraram aproximadamente 100 cestas-básicas. Escovas de dente e creme dental também foram recebidos para facilitar as aulas de higiene bucal. Estava tudo pronto e chegou a hora de levar o resultado para o Vale do Jequitinhonha.

O contato com as comunidades carentes do Vale do Jequitinhonha foi o ponto principal dos trabalhos. O prefeito do Serro, José Monteiro da Cunha Magalhães, recebeu os alunos do ICJ, que estavam acompanhados pelo professor Nathan, o diretor Ademar Fabel, a professora de Português Lucinéia, o professor de Teatro William e a coordenadora do Ensino Médio Suely. O grupo do ICJ assistiu a uma apresentação de Congado, foi ver de perto os trabalhos na Cooperativa dos Produtores de Queijo Serro (um dos produtos mais famosos e respeitados de Minas Gerais) e ainda teve aula sobre a história da cidade, muito ligada ao povoamento do Estado e ao Ciclo do Ouro. Depois, chegou o momento de levar todo o conhecimento e alegria das oficinas, bem como os donativos, para a zona rural. No vilarejo conhecido como Motoso, a mais de 20 quilômetros da Sede, foi possível ter contato com o que há de mais carente no Vale.

Uma escola precária, sem estrutura. Crianças que andam quilômetros a pé e um cenário desolador, onde somente a solidariedade pode melhorar a vida das pessoas. Muitos moradores choraram ao receber as cestas, que garantiram a alimentação da família por algumas semanas. Depois de conhecer tanta pobreza de perto, o professor Nathan garante que os verdadeiros princípios da Filosofia foram aprendidos: “Não adianta falar que a ética era debatida na Grécia e contar histórias. Esta parte teórica também é importante, mas a prática é o que mais marca a vida dos jovens. Esta viagem e todo o projeto geram temas filosóficos que podem ser discutidos durante muitos anos e que, certamente, vão mudar a percepção da realidade que estes alunos tinham até então. O projeto ajuda as pessoas do Vale e facilita também o nosso crescimento como seres humanos. É Filosofia pura”, completou, emocionado, o professor.

A opinião de quem colocou a mão na massa

Os alunos fizeram diversas ações com o objetivo de que nada desse errado no Vale do Jequitinhonha. Em todas estas etapas, o cansaço poderia ter falado mais alto do que a vontade de chegar aos objetivos propostos, inicialmente, pelo obstinado professor Nathan. Mas isto não aconteceu. A força foi maior do que os obstáculos do caminho e valeu a pena apostar no Vale.

Caroline Jullie, 16 anos, desde a 5ª série está no ICJ e garante que este foi um dos momentos mais emocionantes e ternos que viveu na Escola: “Foi uma lição de vida, pois, de repente, estávamos de frente com uma realidade que só vemos na TV e nos parece uma ficção, distante. Pessoas sem água potável, adolescentes que não sabem que sexo leva à gravidez e um mundo completamente diferente do nosso, bem mais cruel e difícil. Tudo isso mexeu muito com a cabeça de todos nós”.

Caroline conta que ficou impressionada com o jeito das pessoas do Vale: “Apesar de extremamente pobres, elas nos passam muito carinho e afeto. Abriram as portas das casas para o ICJ e nos receberam de uma forma maravilhosa”. Jullie agradece a todos do Colégio pela colaboração, pede que a direção do ICJ mantenha este projeto para sempre e conclui garantindo que o projeto reforça as amizades e a vontade de mudar este mundo: “A turma ficou muito mais unida e todos nós tivemos a certeza de que há muito para se fazer neste Brasil. É preciso mudar a cara de Minas e esta transformação deve começar por nós”.

Leonardo Bretas Ricardo, 17 anos, entrou para o ICJ no ano passado e adorou ter participado do projeto. Ele garante ter voltado diferente do Serro: “A gente tem tudo aqui e fica reclamando. É preciso dar valor à vida em BH, pois não falta nada, mas só conseguimos enxergar isto quando batemos de frente com pessoas tão simples, que carecem de tudo. A vida tem muitas faces, conhecemos mais uma delas e ficamos bem mais maduros. Espero, um dia, poder contribuir de forma efetiva para diminuir a pobreza no Estado. Acho que esta sensação, de ter que fazer algo pelo País, ficou no coração de cada um de nós. Esta foi a melhor semente do projeto Nossa Gente do Vale”, concluiu o estudante.

 
 
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Teatro mostra que até vírus tenta levar vantagem

O Grupo de Teatro ICJ, formado por alunos da 3ª série do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus, apresentou a comédia “O terror do vírus”, em agosto, no Teatro Marília, para uma platéia de pais, familiares e amigos. O texto, de autoria do aluno da 3ª série do Ensino Médio Ádano Serranegra, teve uma montagem excelente e o professor Willian Rocha (Artes cênicas) assinou a direção do espetáculo. O grupo, que conta com 18 atores, ensaiou durante três meses para a apresentação.
A peça foi uma verdadeira aula de Biologia. A tão temida pneumonia que aterroriza o maior continente do mundo foi explicada minuciosamente, temperada com muito bom humor e uma atuação irrepreensível de Lucas Francisco, que já tem nome de ator e deu um show através da performance de seu personagem, o cientista asiático inconseqüente, que acaba passando o vírus para um motoqueiro brasileiro que vai lhe entregar pizza. De volta ao Brasil, o entregador transmite a doença para seus familiares e começa a luta para combater o vírus.

Um médico brasileiro, que estudou com o cientista asiático, entra na jogada e acaba convencendo o velho mestre a desenvolver o anti-vírus. Nesta busca pela cura, acontece o diálogo entre o vírus e seu oponente. Sabendo que está em terras brasileiras, de políticos que falam de tudo e depois voltam atrás sem que haja punição, o vírus da pneumonia asiática tratou de pedir para ser julgado no Brasil, na tentativa de não ter seu mandato cassado. Uma história repleta de humor, que conquistou o público mostrando a cara e a criatividade dos alunos. No final, surpreendente, o cientista acaba, também por interesses pessoais, lutando para acabar com a sua própria criação, mostrando que o ser humano, seja no Brasil ou na Ásia, sempre tem a mania ruim de levar vantagem, mesmo que, com isso, prejudique todo o mundo.

Assunto sério tratado de forma bem humorada

O autor da peça, Ádano Serranegra, explicou que a idéia de escrever sobre a pneumonia asiática surgiu por causa do imenso alarde que está sendo feito sobre a doença em todo o mundo. Ele conta que resolveu transformar um assunto tão sério em comédia justamente para facilitar a sua explicação: “Com humor fica mais fácil segurar a atenção das pessoas e fazê-las refletir, sem estresse, sobre temas tão abrangentes. A comédia nem sempre fala só de temas fugazes, ao contrário, através dela são feitas muitas críticas e apontados novos caminhos para a humanidade”. Ele cita como exemplo o antológico Dom Quixote de la Mancha, personagem do livro de Miguel de Cervantes que briga com moinhos de vento acreditando estar enfrentando um exército: “Mas, na sua visão quixotesca, mostra verdadeiras feridas da humanidade e faz todo mundo refletir sobre a vida. A comédia é assim, mexe em problemas crônicos sem ser grotesca e faz a gente refletir, dando boas risadas”.

O estudante misturou em sua peça elementos variados, desde a Biologia, muito destacada nas explicações detalhadas sobre a pneumonia asiática, até o homossexualismo, pois o cientista criador do vírus só aceita lutar contra a sua criação porque se apaixona pelo discípulo brasileiro. O entregador de pizza também é um personagem-chave: “Ele mostra que tudo no Brasil acaba em pizza. Como nas CPIs, que nascem e morrem em Brasília sem dar em nada, o vírus asiático também enxerga no Brasil a possibilidade de viver sem ser molestado, afinal de contas, aqui, é só ter uma peixada que até a doença consegue permanecer na ativa. Eu tentei dar esta visão do País, do Brasil que só funciona com jeitinho e, por isso, vira área de livre comércio para muita coisa ruim. É uma crítica bem humorada a um País que tem tudo para dar certo, mas não entra nos eixos”.

O lúdico na hora do aperto

Lílian Ribeiro de Oliveira, 17 anos, estuda no ICJ desde o 1º período e acredita que viveu momentos de muito companheirismo, superação e diversão durante os ensaios e a apresentação da peça. Ela, a exemplo da maioria dos colegas, estuda pela manhã e faz o Módulo III no ICJ/Tuttorial à noite (Pré-Vestibular). Com uma vontade enorme de vencer, também já trabalhou com um escritor à tarde, mas viu que estava ficando pesado demais e pediu demissão. Ciente de que o momento é um dos mais importantes de sua vida – a hora de escolher a profissão e passar no Vestibular -, Lílian garante que o teatro foi uma válvula de escape maravilhosa: “Terceiro ano, pré-vestibular, pressão por uma boa performance. Parece que estamos vivendo 10 anos em um. O tempo fica mais curto e as dificuldades aumentam. Por isso, relaxar se torna importante para que a cabeça não exploda. Mas como relaxar se tudo nos leva a pensar em compromissos? A resposta é simples: fazendo teatro, com colegas divertidos, um texto criativo e um professor atento. Foi excelente ter uma atividade lúdica neste momento tenso de nossas vidas. Ensaiamos à tarde, o corpo estava cansado, mas a mente desejava voar. E voamos, rimos muito e, tenho certeza, muita gente vai passar no Vestibular por causa desta peça. Ela nos fez rir e a felicidade não tem preço em um momento como este que estamos vivendo”.

 
 
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Alunos recebem mães e avós

Mães prepararam um lanche natural para os alunos da manhã

Os alunos de 1ª série do turno da manhã do Instituto Coração de Jesus participaram de uma atividade lúdica na Oficina de Idéias, com o objetivo de conhecer melhor as partes que compõem uma planta - raiz, caule, folhas, flores e frutos - e sua utilização na alimentação. Tudo isso, para enfatizar a importância de uma alimentação saudável para o ser humano. Algumas mães foram convidadas para preparar um lanche coletivo com alimentos de origem vegetal. Durante o preparo, os alunos desenharam o cardápio, com muitas cenouras, bananas, laranjas, maçãs, tomates e alfaces. As mães ganharam os desenhos e os alunos, um aprendizado para toda a vida. A coordenadora Áurea Migliorini lembrou a importância da família participar de projetos na Escola. “É muito positiva a presença dos pais e familiares em atividades desenvolvidas na Escola, porque os alunos se sentem mais seguros e felizes com essa proximidade”, avaliou a coordenadora. Dentro dessa proposta do ICJ, de trazer a família para dentro da Escola, os alunos de 1ª série do turno da tarde receberam suas avós para uma atividade sobre folclore, no Ecoparque, onde foi servido um chá. As avós reviveram brincadeiras de antigamente, que a maioria das crianças de hoje não conhece. Em clima de confraternização e cultura. o encontro de gerações foi, acima de tudo, muito divertido.

Homenagem aos pais

Entre os muitos textos produzidos pelos alunos do Instituto Coração de Jesus para registrar o Dia dos Pais, destacamos o da aluna Aline Morais Moreira, da 8ª série, no qual ela fala da principal característica de todo pai: o amor incondicional ao filho. Confira a bela produção da estudante.

Um anjo na Terra

Certo dia, um pouco antes de eu nascer, um anjo veio falar comigo. Ele me disse que quando eu chegasse na terra veria muita gente boa e muita gente ruim também. Mas disse que eu não precisaria temer, pois logo encontraria uma pessoa bondosa, que me amaria e cuidaria de mim. E eu, atenta, escutava encantada os dizeres do anjo. O pequeno anjo não poupava elogios a esse ser. Dizia-me que essa pessoa iria me dar apoio sempre, que me xingaria quando precisasse, mas que acima de tudo, mesmo em silêncio, se orgulharia de mim. Curiosa, como sempre, perguntei ao anjo quem era esse ser esplêndido. E ele me respondeu com um sorriso no rosto:
- Esse ser você chamará de papai!

Texto de Aline Morais Moreira - 8ª série

Envelhecer e ser feliz

Lélio Lara Filho: “Sabedoria para
aprender com a velhicidade”

A 8ª série do Instituto Coração de Jesus e seus avós participaram de uma palestra sobre a Terceira Idade no ICJ, atividade que fez parte da programação relativa à Campanha da Fraternidade 2003, cujo tema é o idoso. A palestra foi ministrada pelo médico Lélio Lara Filho, que trabalha na prevenção de doenças - como hipertensão, diabetes e depressão - em hospitais da rede pública e comunidades carentes da capital. Ele é pai das alunas Nathália (8ª série) e Ivana (4ª série) e seu trabalho tem o propósito de melhorar a qualidade de vida do idoso. “De todas as políticas públicas, poucas são voltadas para o idoso. Precisamos ter a sabedoria de procurarmos a ‘velhicidade’ e aprender com ela”, comentou Lélio.

A diretora de Ensino do ICJ, Christina Fabel, que participou do encontro, lembrou da necessidade de estarmos sempre atentos, aproveitando cada fase da vida: “A terceira idade é uma etapa da vida na qual podemos aproveitar a experiência adquirida com os anos, e por isso devemos curtir bastante”. Já Hilda Alvarenga, avó de Vinicius de Oliveira, aluno da 8ª série, disse que é preciso estar sempre atento às informações. “Precisamos ficar atualizados para podermos envelhecer com felicidade”, afirmou. A importância da informação também foi lembrada por Sandra Mourão, mãe da aluna Bruna Mourão: “A desinformação é um dos piores problemas da terceira idade. Deveriam priorizar palestras como esta, que oferecem muitos ensinamentos”, concluiu Sandra.

Saúde dos dentes

Regina Márcia Gonzáles Mendes
falou da importância de escovarmos
os dentes corretamente

Como complemento do conteúdo de dentição na disciplina de Ciências, os alunos das turmas de 1ª série do turno da tarde participaram de uma palestra sobre “Saúde dos Dentes”. A palestrante Dra. Regina Márcia Gonzáles Mendes, mãe do aluno Ramon Mendes, lembrou da importância de escovarmos os dentes corretamente após as refeições, fazer uso do fio dental, aplicar flúor e visitar o dentista regularmente. Os alunos formularam perguntas que foram respondidas prontamente pela doutora.

Um passeio muito "massa"

Os alunos do 2º Período A do Instituto Coração de Jesus fizeram uma visita técnica, dia 8 de agosto, à Fábrica de Massas Vilma, localizada na Cidade Industrial. As crianças tiveram a oportunidade de assistir a um filme que mostrou desde a colheita do trigo até o processo de fabricação do macarrão. Os alunos conheceram ainda as instalações e equipamentos utilizados na empresa e saborearam um delicioso lanche preparado com produtos Vilma.
 
 
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Uma festa junina contra a fome

Animadas coreografias garantiram
o sucesso das quadrilhas
Pátio da Escola ficou lotado
durante a Festa Junina

Este ano, mais uma vez, o Instituto Coração de Jesus se transformou em um autêntico arraial para realizar sua Festa Junina. Um dos destaques foi a apresentação de quadrilhas temáticas, como a Fraternidrilha, homenageando a Campanha da Fraternidade, que este ano tem os idosos como tema central. Houve ainda a Quadrilha da Paz, a Quadrilha Brega e a dança country. As quadrilhas foram ensaiadas pelos professores de Educação Física Rodrigo Andrade, Daniela Medeiros, Walter Valeff, Andremara Faria e Elizete Martins. “É muito gratificante ver os alunos todos fantasiados, participando deste resgate da nossa cultura. Fico muito emocionada com a dedicação de cada um”, afirmou Daniela.

Com grande presença dos pais, a Festa Junina do ICJ foi bastante movimentada durante todo o dia. Pescaria, argola, boca do palhaço, futrica, canaleta, bingo, correio elegante e apresentação da dupla sertaneja formada pelos ex-alunos Ricardo e Daniel foram algumas das atrações da programação. O período da manhã foi reservado aos alunos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. As turmas da Educação Infantil se divertiram na parte da tarde, enquanto que os alunos de 5ª série até a 3ª série do Ensino Médio participaram da Festa Junina durante a noite.

Pais acompanharam
apresentação de seus filhos
Turma do 3º série do Ensino Médio
também dançou sua quadrilha

Na barraca da 3ª série do Ensino Médio foram servidos caldos, doces, milho cozido e maçã do amor. Toda a arrecadação foi destinada à formatura da turma, a mesma idéia adotada pela turma da 8ª série com a barraca de cachorro-quente. Outras barracas serviram churrasco e refrigerantes. A 2ª série do Ensino Médio arrecadou alimentos não-perecíveis e kits de higiene bucal para serem doados às comunidades do Vale do Jequitinhonha, através do projeto “Nossa Gente do Vale”. Também levantaram dinheiro com pipoca, algodão doce e amendoim para a mesma finalidade.

“É a primeira vez que participei da Festa Junina do ICJ e adorei. Me senti uma criança novamente. Não devemos deixar estes costumes acabarem”, disse Ângela Maria Otoni, tia das alunas Ana Luíza Otoni de Morais (3º período) e Carolina Otoni de Morais (maternal). “É o primeiro ano de minha filha na Escola, e foi muito grande a expectativa em relação à dança que ela apresentou”, declarou Atílio Braga Ugolini, pai de Gabriela Pego Braga Ugolini (3º período), ao lado da esposa Érica Pego Braga. “Como sempre, a equipe do ICJ fez um ótimo trabalho. Acompanhei a apresentação da minha filha e todas as outras quadrilhas da festa. A participação dos pais deve ser cada vez mais intensa e incentivada pela Escola”, afirmou Alice Maurília Silva, mãe de Mariana Naves (3ª série do Ensino Fundamental).

Esporte e arte

A Escola de Esportes e Artes do Instituto Coração de Jesus está com uma programação intensa de eventos e competições este ano. E a participação dos alunos merece destaque. A equipe de futsal, por exemplo, participou do V Festival de Esportes do Colégio Batista Mineiro, em junho, evento que reuniu várias escolas de Belo Horizonte. Todos os alunos receberam medalhas de participação. Os atletas do judô fizeram um intercâmbio muito proveitoso com o Colégio Santo Agostinho, também no mês de junho, que distribuiu medalhas aos participantes.

No primeiro semestre aconteceram diversas apresentações do Corpo de Baile do ICJ, como no Mercado Persa do Clube Libanês, no Vibração Nestlé do UNI-BH e no Festival de Danças da Academia Yusk Abreu, que contou com a participação de todos os níveis da dança, inclusive o infantil. As alunas tiveram a oportunidade de vivenciar a dança do ventre através de belíssimas apresentações de profissionais de alto gabarito, incluindo a bailarina Hayat El Helwa, pela primeira vez em Belo Horizonte. Foi um grande sucesso.

A Companhia de Danças Ya Habibi participou do 11º Passo de Arte, campeonato nacional de danças disputado na cidade de Santos (SP), competindo com os melhores grupos de danças do Brasil e do exterior. Em agosto, foi a vez do Mercado Persa no Marista Hall. Várias apresentações acontecerão até o final do ano, nas quais a Escola de Danças do ICJ estará marcando presença.

Miguilim no dia do estudante

O Instituto Coração de Jesus comemorou o Dia do Estudante, em 11 de agosto, de forma muito interessante. Os alunos do Ensino Fundamental e Médio participaram de oficinas de percussão, malabarismo e perna de pau, entre outras atividades circenses, oferecidas pelos artistas do Programa Miguilim, que estiveram na Escola para mostrar seu trabalho. O Programa Miguilim, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte há dez anos, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, atende crianças com trajetória de vida na rua. As atividades no ICJ foram programadas para todas as idades e serviram para que os estudantes pudessem conhecer de perto um pouco mais da nossa cultura. O Colégio, acreditando no compromisso com a inclusão social que todas as instituições educacionais devem ter, abre sempre suas portas para projetos como o Programa Miguilim, de modo que façam parte da rotina da Escola. “O maior proveito que tiramos do Dia do Estudante do ICJ 2003 foi ter oferecido a oportunidade de jovens de diferentes realidades sociais conviverem e aprenderem juntos, pois todos temos o que aprender e o que ensinar”, analisou a diretora de Ensino do ICJ, Christina Fabel.

 
 
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Projeto de preservação começa dentro da escola e do conselho

Alunos conheceram a trilha ecológica do Parque Municipal

Com o objetivo de implantar o Projeto de Preservação Ambiental, os alunos que formam o Conselho Ambiental do Instituto Coração de Jesus realizaram, em julho, uma visita técnica à trilha ecológica do Parque Municipal, onde puderam participar de oficinas e palestras. O projeto tem como foco principal a conscientização dos estudantes para preservar o meio ambiente, começando pela Escola. “Já estamos recolhendo os materiais através da coleta seletiva para o preenchimento do Placar Ecológico que será implantado na Escola”, comenta a professora Emília Pieroni, que está à frente da iniciativa. O Conselho da Escola é formado por dois alunos de cada turma, da 5ª série do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, e tem como responsabilidade, além de multiplicar informações, fiscalizar e orientar as atividades do projeto. O aluno Leandro de Lima, da 6ª série, disse que é um privilégio receber estas informações. “Acho muito legal participar, devemos cuidar do lixo e nada melhor que começar na Escola”, afirmou. Nathália Rafacho, da 1ª série do Ensino Médio, lembrou que vale a pena preservar e plantar mais árvores na Escola. “Estou aprendendo o que devemos fazer e irei passar para os outros estas novidades, garantiu”.

Energia e descontração no Parque das Mangabeiras

urmas viram de perto a fauna e a flora do Parque das Mangabeiras

O Instituto Coração de Jesus promoveu uma visita ao Parque das Mangabeiras, onde os alunos da 3ª série do Ensino Fundamental puderam ver de perto um pouco da fauna e flora daquele lugar. A experiência sensorial de admirar uma paisagem é insubstituível no aprofundamento do conteúdo estudado. Durante o trabalho de campo, os alunos não só observaram os seres em seu habitat natural, mas também puderam identificar características comuns entre eles. Objetivo cumprido: investigar e apreciar um mundo novo.

Hidroponia: alface da 5ª série

O começo do cultivo

Dando continuidade ao estudo de hidroponia, as turmas de 5ª série do Ensino Fundamental estão desenvolvendo uma nova etapa do trabalho. Trata-se do preparo das mudas de alface para serem cultivadas no ICJ. Os alunos semearam a hortaliça em uma espuma preparada chamada fenólica. Cada um passou a cuidar de suas mudas, irrigando-as com uma solução preparada pelo professor Lindslei Gomes e pela professora Emília durante um período de 30 dias. Depois que as mudas cresceram, ficaram prontas para o replantio.

Humor e consciência ambiental

Conscientização ambiental é a proposta do grupo teatral

Dentro do conteúdo de Ecologia e Meio Ambiente, da disciplina de Ciências, os alunos do Instituto Coração de Jesus assistiram, em agosto, na quadra poliesportiva da escola, à apresentação do grupo teatral “Até Tu, SLU?”, formado por 17 estudantes de artes cênicas e mantido pela Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte. Há mais de dez anos, o grupo se apresenta em escolas, empresas e outras entidades da Capital, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a necessidade da coleta seletiva e correta destinação do lixo produzido. No ICJ, os atores mostraram a peça “Preservação Ambiental: Uma Questão de Evolução”, com uma linguagem adequada para os estudantes. Lançando mão de muito humor, os atores trataram de temas importantes, como coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento de materiais. O convite ao grupo “Até Tu, SLU?” foi feito diretamente por D. Elza Fabel, fundadora do ICJ. “Convidei o grupo de teatro para se apresentar na Escola, porque a mensagem que a peça passa é muito importante para a conscientização dos nossos alunos em relação ao meio ambiente”, explicou D. Elza.

 
 
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Fósseis, violência, guerra e paz

Fósseis de massinha feitos pelo 3º período A Uma cidade violenta: maquete do 3º período B

Utilizando gesso para moldar em massinha vários fósseis, os alunos do 3º período A (Turma do Arco-Íris), da professora Janine, apresentaram o tema “Origem”. O objetivo da turma foi mostrar que os fósseis da fauna e da flora comprovam as mudanças pelas quais o mundo passou. Sobre um tablado de madeira, usando caixas de leite, embalagens de pasta dental e massinha, o 3º período B (Turma Colorida), da professora Glória, montou uma maquete, retratando a violência na vida cotidiana das grandes cidades, forma encontrada para desenvolver o tema “A violência: onde ou aonde?”. O 3º período C (Turma do Ouro), da professora Izabela, encontrou uma maneira original de apresentar o seu tema, “A guerra”: os alunos confeccionaram cartões postais individuais, onde reservaram espaços para que os visitantes da mostra escrevessem suas mensagens. Através de um cartaz foi apresentada também uma “receita de paz”.

3º período C denunciou a guerra e pediu paz

Muitas casas e o medo de cada um

2º período A mostrou como todos deveriam morar A caixa cheia de medo do 2º período B

Telas com múltiplas leituras de casas foram mostradas no Ponteio Lar Shopping pelo 2º período A (Turma do Coração), da professora Júnia. Para explorar o tema “Todo mundo tem casa”, os alunos produziram desenhos sobre massa e pintura para registrar como acreditam que todas as pessoas deveriam morar. Já o 2º Período B (Turma Águia), da professora Edith, hoje atual coordenadora da Educação Infantil, montou caixas contendo fotos e produção de desenhos das crianças registrando seu maior medo. Dentro, cada aluno também colocou possíveis soluções para enfrentar este medo.

Mitos e lendas

As crianças do 2º período A, da professora Júnia, voltaram seus olhares para a maravilhosa riqueza deixada pelos nossos ancestrais, que são os mitos e as lendas, tradições passadas de uma geração para a outra através da cultura popular. Este saber popular atravessa os tempos, contando um pouco da nossa história e preservando assim a memória de um povo. A turma concordou que “lendas são histórias que as pessoas contam e nem sabem se existem ou se não existem, são feitas da nossa imaginação”. Será? Na dúvida, todos ouviram várias destas histórias do nosso folclore e as registraram, para que nossas tradições se perpetuem na linguagem infantil – o desenho.

O maternal canta e encanta

O maternal está desenvolvendo um projeto de música que tem feito a alegria das crianças. Sabendo que a música é uma das mais importantes formas de linguagem e que contribui significativamente para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, as professoras Mônica e Kátia Jeber buscaram ampliar nas suas turmas essa forma de expressão. Para enriquecer ainda mais o projeto, as crianças foram assistir a um show de música no teatro Sesiminas, “Los pajaros pintados”, do uruguaio Julio Brum. O espetáculo, com sua ludicidade e seus ritmos variados, foi o maior sucesso. E, o mais importante, foi a vivência que os alunos tiveram de uma música diferente daquelas a que estão acostumados.

A bagunça do saci

Um belo dia, as crianças do 1º período, das professoras Juliana e Kátia Lúcia, tiveram uma grande surpresa quando chegaram do recreio: a sala estava toda bagunçada, carteiras no chão, merendeiras trocadas e um cheirinho de flor no ar. A meninada começou a gritar: “Foi o saci, foi o saci, só ele faz bagunça assim!” Foi uma festa, com muitos risos para comemorar o Dia do Folclore e começar o projeto “Monstrengos da nossa terra”.

 
 
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Mostra de arte 2003 da Educação Infantil

Os pais marcaram presença na abertura
da mostra no Ponteio Lar Shopping
A criatividade dos trabalhos
chamou a atenção do público

Abrindo novas janelas, contemplando novos horizontes. Com este ponto de partida, os alunos da Educação Infantil do Instituto Coração de Jesus fizeram sua Mostra de Arte 2003, cujos trabalhos ficaram expostos no Ponteio Lar Shopping, entre os dias 15 e 23 de junho, para visitação pública. Na abertura, além da presença de alunos, pais e familiares, aconteceram várias apresentações de música, teatro, dança e folclore, entre outras. No desenvolvimento dos vários temas escolhidos pelas turmas, os alunos mostraram, mais uma vez, que a criatividade e o talento não têm fronteiras no ICJ.

Visitantes conferiram de perto todos os detalhes das obras

Mundo de palhaços, sucata e folclore

Pré-maternal A mostrou o mundo circense Sucata foi transformada em arte pelo pré-maternal B

O pré-maternal A (Turma Alegria), da professora Natividade, apresentou “O circo” como tema dos trabalhos. As crianças montaram a maquete de um circo com seus conhecidos personagens, no qual destacaram-se os palhacinhos confeccionados com cabaças. Durante toda a execução do trabalho, vários conteúdos pedagógicos foram explorados de maneira não fragmentada, mas interligada e próxima ao universo infantil. “Transformando sucata em arte” foi o tema dos trabalhos do pré-maternal B (Turma da Bola), da professora Celina, que apresentou bonitas telas em alto relevo feitas a partir de materiais reaproveitados, como embalagens de iogurtes e copos descartáveis, tendo como inspiração a plasticidade da obra de Marco Túlio Resende. Já os maternais A (Turma Sol) e B (Turma Saci), das professoras Kátia Jeber e Mônica, montaram um painel coletivo a partir do trabalho individual de cada criança, utilizando colagens, pinturas e outras técnicas sobre compensado para retratar motivos juninos, dentro do tema escolhido pelas turmas: “Folclore: festa no interior”.

Folclore foi tema dos maternais A e B

Universo da criança em movimento

Móbiles do 1º período A dançaram ao vento
Duas visões sobre a criança: trabalho do 1º período B

Os móbiles orientais conhecidos como dançarinas do vento inspiraram a produção do 1º período A (Turma Sonho), da professora Juliana, que trabalhou o tema “O movimento”. Os alunos confeccionaram os móbiles multicoloridos, representando a beleza e o lúdico vivenciados por eles durante o desenvolvimento do projeto. O 1º período B (Turma dos Anjinhos), da professora Kátia Lúcia, apresentou na Mostra de Arte um trabalho muito interessante, enfocando o tema “1 é 5, 2 é 10 - A exploração infantil x Os direitos da criança”, para o qual foram utilizados discos de vinil: de um lado, crianças brincando felizes; do outro, o abandono no qual se encontram tantas crianças.