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Uma
janela no fim do túnel

Viver
neste mundo de hoje não anda nada fácil. As notícias
da TV nem sempre são animadoras e os problemas, dos mais
variados tipos, batem à porta do povo brasileiro. Parar diante
do momento difícil não resolve nada, por isso, o ICJ
e seus alunos continuam acreditando em ações que podem
mudar este quadro. Os ingredientes são antigos, mas andam
meio esquecidos no mundo moderno: solidariedade, criatividade, esperança,
amor à Natureza e ao ser humano. Estes sentimentos foram
muito lembrados, durante as atividades mais recentes do Instituto
Coração de Jesus. A solidariedade aflorou no Vale
do Jequitinhonha, quando os alunos da 2ª série do Ensino
Médio, ajudados por toda a comunidade escolar, conseguiram
levar mais de duas toneladas de alimentos para o município
do Serro, além de palestras e palavras de apoio. Já
o contato mais forte com o meio ambiente aconteceu no Espírito
Santo, com a 6º série descobrindo os segredos do mar.
A criatividade teve seu ponto alto em dois extremos: os alunos da
Educação Infantil mostraram toda o seu talento na
Mostra de Arte no Ponteio Lar Shopping; enquanto a 3ª série
do Ensino Médio, sem deixar a responsabilidade do vestibular
cair, apresentou uma peça muito interessante no Teatro Marília.
Assim, com arte, esperança, força de vontade e fé
neste Brasil, o ICJ vem abrindo janelas e corações
por este mundo afora. Venha ajudar a construir esta janela de otimismo
dentro do túnel da vida. O ingresso é a Sondagem Diagnóstica-Alunos
Novatos, que já está com inscrições
abertas na Recepção do ICJ.
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Editorial
Hoje, a
sociedade vê a violência se espalhar por seu interior. Tornaram-se
comuns na mídia, notícias como a daqueles quatro jovens,
de classe média, que atearam fogo em alguém que supunham
ser um mendigo, mas que era de fato um índio exausto pelas distâncias
de Brasília ou a daquele jovem que, em São Paulo, atirou
uma galinha contra a prefeita Marta Suplicy, cujo pai possui curso superior
declarou satisfeito à imprensa: “Demos boas gargalhadas. Ele é
precoce até em obter seus 15 minutos de fama”. Estes não
são fatos isolados, poderia citar aqui exemplos e mais exemplos
de pessoas que apesar da educação esmerada e do bom nível
de conhecimento são capazes de atitudes antiéticas como
as citadas acima. Conscientes de que a construção de uma
dignidade moral é tarefa da família, os pais sentem-se cada
vez mais angustiados e com a sensação de que “nadam contra
a correnteza”. Como convencer os filhos que valores como honestidade,
justiça e solidariedade não estão ultrapassados se
alguns colegas desrespeitam os mais velhos, dirigem sem carteira, picham
muros, falsificam documentos para entrar nas boates? Já não
basta, hoje, o jovem saber o que é certo ou errado é preciso
fazer escolhas e com segurança opor-se ao grupo. Onde buscar essa
segurança? Em nós, pais. “Criar adultos dignos depende basicamente
de duas coisas: da maneira como vivemos o dia-a-dia e da confiança
que temos nos valores que guiam nossas ações”. Concluindo,
“os pais têm papel primordial na estruturação do caráter
dos filhos. Resgatar a ética é hoje questão de sobrevivência”.
(Tânia Zagury – Jornal O Globo – RJ, 02-7- 01). Nesse contexto,
o ICJ, não se furta ao cumprimento de sua função
formadora, expressa e oficializada em seu currículo, e “de mãos
dadas” com os pais, firma parceria na tarefa de formação
do cidadão ético. Neste segundo semestre, professores e
alunos, estarão envolvidos na elaboração e execução
de projetos que serão apresentados na Feira de Cultura e Criatividade
deste ano – 1º de novembro cujo tema será Ética nas
Relações. Desde já todos os pais estão convidados.
Ana Maria Colen
Coordenadora do ICJ - 5ª à 8ª série
ana.colen@icjbh.com.br
Filho de peixe
A poetiza
Suziane Brugnára teve seus poemas publicados pela Prefeitura Municipal
de Belo Horizonte e o resultado foi o melhor possível: todos na
cidade puderam ter um pouco mais de arte no seu dia-a-dia. Suziane é
mãe dos alunos Paulo Gabriel Poyanco Fonseca (102) e Melissa Gabriela
Bravo Fonseca (302). E parece que a intimidade com as letras é
hereditário. A filha, a exemplo da mãe, já começa
a traçar suas linhas no mundo da arte. Veja primeiro, o poema da
mãe e em seguida alguns versos de Melissa.
Da Terra os frutos
Suziane Brugnára
Na terra fecunda semente:
Sustento e sonho do homem comum
A lida diária refaz esperanças
De sóis e de luas
De seiva e suor.
Sentido de vida
Pulsando na terra
Nas mãos calejadas
Nos sulcos da alma.
Trabalho e semente:
Presentes da terra
Consolo da gente
Que quer seu lugar.
Caminhos
Melissa Gabriela Bravo Fonseca
(3ª série - Ensino Fundamental)
Caminho pela areia molhada
Molhada pelo mar furioso
Solto as correntes do meu barco
Deixo me levar por onde for.
Homenagem
Fabiana
Schulz Borges – 8ª série
Pai
Pais existem muitos,
Mas só quero você.
Um cara “Fechadão”,
Que não sai do meu coração.
Não quero outro
pai,
Nem mais rico, nem sem os seus defeitos,
Quero apenas você dentro do meu peito.
Nós brigamos,
discutimos e nos chateamos,
Mas no fundo, bem no fundo,
Nós nos amamos.
Correspondências,
frases e elogios
Nati,
Adorei a reunião, fico feliz com a sua dedicação
e com a alegria com que você planeja cada momento do dia dos nossos
pequeninos. Obrigada por tudo. Adoro você.
Kátia
de Freitas Rodrigues Gutseit, mãe de Eduardo
de Freitas, aluno do Pré-Maternal A (Educação Infantil)
Sou feliz porque
estudo no Coração de Jesus.
André Ribeiro Franco - 1ª série (Ensino Fundamental)
Kátia,
Obrigado por estar me ajudando tanto. Eu amo você.
Igor Marques Pereira - 1º Período (Educação
Infantil)
O ICJ me ensinou
a ter educação e paz.
Eduardo Lessa Martins da Costa Brito -1ª série (Ensino
Fundamental)
Eu gosto do
Instituto Coração de Jesus porque é seguro, eu aprendo
muitas coisas e sou feliz aqui.
Thaís Capdeville Tanure - 1ª série (Ensino
Fundamental)
A impressão
que tenho do trabalho desenvolvido pela equipe da Educação
Infantil do ICJ é a mesma que venho tendo dos outros anos; uma
Escola de responsabilidade, comprimisso, que demonstra confiança
aos pais na educação de seus filhos. Trabalhos que propõem
ao aluno crescimento e auto-confiança no desenvolvimento de seu
potencial
Carla Eloisa Brito Pimenta - mãe de João Marcelo
Brito - 1º Período
Parceria de sucesso
Prezada Maria Christina,
A diretora dos teatros
Marília e Francisco Nunes, Beth Haas, enviou um cartão ao
ICJ, aos cuidados da diretora de Ensino Christina, agradecendo a colaboração
do Colégio para a realização da Mostra de Teatro
Infantil da Prefeitura de BH. A ligação entre o Instituto
Coração de Jesus e a cultura da cidade tem sido uma constante
ao longo dos últimos anos e o texto produzido por Beth mostra muito
bem isto: “Mais uma edição da Mostra de Teatro Infantil.
Mais uma vitória. Mais e mais crianças contempladas com
cultura e lazer. A parceria com o ICJ foi fundamental para este resultado.
Nosso muito obrigado”.
Amizade sincera
Jordana dos
Santos Jorge formou-se em Nutrição, pelo UNI-BH, em agosto,
e fez um belo agradecimento ao ICJ em seu convite de formatura. Esta brilhante
estudante, hoje profissional formada, estudou no ICJ desde o Educação
Infantil, ganhando a base necessária para vencer as etapas seguintes:
Vestibular e Universidade. Veja a seguir o texto do convite: “Agradeço
a Deus por estar sempre presente em minha vida. A meus pais, que sempre
me apoiaram e acreditaram na minha capacidade para vencer. A meus irmãos,
pelo carinho e companheirismo. A todos os familiares queridos, em especial
meus padrinhos. Ao meu namorado e amigos pelo apoio e alegrias compartilhadas
durante essa jornada. Aos amigos do PCA, minha segunda família.
E, também, a todos os professores, especialmente à família
ICJ, que se fizeram presentes nesta caminhada. Enfim, a todos aqueles
que de certa forma contribuíram para a realização
deste sonho. Muito obrigada”. |
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Paz na cidade
Alunos de 1ª a 4ª série
participaram do projeto
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Fila para trocar as armas de brinquedo
por livros |
Preocupada com
a construção de uma sociedade mais digna e voltada para
a firme defesa dos valores humanos, a PAULUS lançou, em Belo Horizonte,
o projeto “Troque sua arma de brinquedo por um livro”, em parceria com
a Polícia Militar, a Secretaria de Educação e escolas
das redes particular, municipal e estadual da Capital. Tendo como objetivo
principal a redução da violência, sobretudo entre
crianças e adolescentes, o projeto veio ao encontro de tudo o que
o Instituto Coração de Jesus acredita. Por isso, além
do proposto pelo projeto, professores e alunos de 1ª a 4ª série
inseriram diversas atividades, tais como criação de slogans,
leituras sobre o tema, confecção de murais e produção
de poemas, enriquecendo ainda mais o “Troque sua arma de brinquedo por
um livro”. Confira alguns trabalhos produzidos pelos alunos do ICJ e as
duas redações que a Escola selecionou e enviou para o concurso
“A paz na cidade”.
Redação
Ilustração de Brenda
Moreira Melo 4ª série |
Hoje
em dia, os jornais só dão notícias de roubos,
assassinatos, seqüestros... Meu Deus, até quando isso
vai durar? Até as crianças estão percebendo
que a situação na cidade está muito séria.
Não se pode mais sair nas ruas tranqüilo. Por todos
os lugares, há sinais dessa violência que está
tão presente na vida de todos os moradores da cidade. Isso,
se não presenciamos o assalto em nossa própria casa...
Antigamente, pelo menos, aconteciam roubos sim, mas não
com tanta freqüência. E o pior é que os assaltantes
estão cada vez mais ousados, e estão precisando
matar para roubar. Se continuar desse jeito, eu não sei
aonde a nossa cidade vai parar!
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Vamos, minha
gente! Vamos nos unir, para ter uma vida melhor, e ter em nossa cidade...
PAZ!
Já imaginaram como seria Belo Horizonte com paz? Essa cidade tão
maravilhosa, com tranqüilidade... Ah! Seria uma cidade perfeita.
Afinal, com paz, todos os problemas
poderiam ser resolvidos.
Por enquanto, isso parece ser só um sonho, porque do jeito que
vai, eu não sei não...
É... mas vamos continuar sonhando e agindo da maneira que puder.
A realização desse projeto “Troque sua arma de brinquedo
por um livro” está sendo muito importante.
Eu tenho para mim que, um dia, esse sonho irá se realizar, se Deus
quiser e... se cada um fizer a sua parte.
Marina de Oliveira
Amaral - 4ª série
Redação
Eu acho que
a paz na cidade é possível, mas tem uma condição:
começa por nós. Eu não brigo com minha irmã.
É ela que fica me batendo e eu não desconto nela.
Todos os dias que eu venho para a escola, sempre tem alguma violência
acontecendo.
Eu queria que os aviões que soltam bombas, soltassem flores; os
canhões soltassem amor, armas soltassem casas. Enfim, eu também
queria fazer uma poção que tivesse amor, paz, alegria, ternura,
carinho, água e açúcar.
Depois eu ia misturar bem e esperar. Quando a poção estivesse
borbulhando, ela estaria pronta. Aí eu ia vender de graça.
Então o mundo ia ter muita paz!!!
Clara
de Castro Fajardo - 1ª série
Arte e cultura de 1ª à
4ª série
As
turmas capricharam nas montagens teatrais
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Várias
histórias da Bruxa Onilda
foram recontadas pelos alunos
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Muitas
atrações para
os visitantes da Feira
de Arte e Cultura |
A
Mostra de Arte e Cultura de 1ª a 4ª série do Instituto
Coração de Jesus, realizada em junho, foi um sucesso.
O evento foi a culminância do projeto “Quem conta um conto
aumenta um ponto” e teve como objetivo principal desenvolver as
linguagens oral e escrita dos alunos, a estruturação
de frases e liberar a imaginação, além de interagir
pais e filhos dentro dos projetos da Escola. As turmas leram os
livros Soldadinho de Chumbo, João e Maria, Branca de Neve,
O Casamento da Bruxa Onilda, Alice no País das Maravilhas,
Viagem de Gulliver, entre outros, e recontaram as histórias
através de peças teatrais.
O público
vibrou com a apresentação do grupo Tambolelê
e do músico Fernando Muzzi. Nas oficinas, a cargo de Wânia
Parreiras e da professora Daça, as mães e seus filhos
fizeram obras em papel marché, origami e xilogravura. Na
Biblioteca, os escritores Ângelo Machado e Mirene Motta conversaram
com os alunos sobre seus livros e a importância da literatura
para o desenvolvimento da escrita. No pátio da Escola, o
Castelo da Alegria colocou estandes com livros, discos e brinquedos
pedagógicos, onde as pessoas tiveram a oportunidade de fazer
boas compras.
Anderson Nunes Moreira Campos, pai do aluno Matheus Malveira Campos,
da 4ª série, acha fundamental este tipo de atividade,
para a formação da criança. “Participar deste
trabalho é sempre uma oportunidade para estar junto dos filhos.
A Escola deve promover com mais freqüência este tipo
de evento”, disse. Francisca Freire Gontijo, mãe da aluna
Paula Freire Gontijo, da 2ª série, também gostou
da mostra: “Acho superimportante este trabalho para desinibir as
crianças que são mais tímidas. Aqui, podemos
participar do dia-a-dia da Escola e ver o envolvimento das crianças
nos projetos”. |
Homenagem de
Fernando Muzzi ao ICJ
A
vida é a arte de conquistar
De realizar aquilo que sonhou
Segundo palavras do Criador
O homem segue o caminho que for
E vai, vai, vai, vai viver o que conquistou
Vai, vai, vai
Escultor, pintor, cantor ou ator
Dançarino, poeta, musicista, compositor
Devemos pensar que artista tem
Como qualquer outro fazer e fazer bem
Se alguns nasceram com aquele Dom
Outro vai aprender se estudar também
Na nossa feira de arte tem
Teatro, dança, tem você também
Nossa vontade é de inspirar
Pra você criar o que desejar
Cultura é bom e nunca é demais
Não perca tempo para conhecer
Pois pode crer que o que vai colher
Se tiver cultura é bom para você
Português, ciências, geografia, inglês
Matemática, história, alemão, francês
Quando na bagagem podemos carregar
Nosso mundo cresce, inspiração nos dá
No coração do Instituto tem
Gente competente pra fazer alguém
Virar artista de uma profissão
Que vai escolher e ser um cidadão |
Com
a participação do Grupo Tambolelê,
o músico e compositor ex-aluno do ICJ
Fernando Muzzi homenageou a Escola
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Novidades para a
3ª série do Ensino Médio
No prédio
do ICJ Tuttorial, o 3ª série está se preparando para
o vestibular
Aulas sempre dinâmicas
no ICJ/Tuttorial, a mais nova parceria que já é sucesso
no Vestibular. Assim, vem acontecendo o Módulo III da 3ª série
do Ensino Médio do Instituto Coração de Jesus. A
disponibilidade de dois professores para o mesmo conteúdo tem possibilitado
aos alunos maior participação e desenvolvimento nesta fase
tão importante da vida escolar. As aulas estão acontecendo
no prédio do ICJ Tuttorial, que é uma extensão da
Escola, sob a coordenação da professora Sônia, que
todas as noites está em contato direto com os alunos. O ICJ mantém-se
de ouvidos abertos para todas as necessidades demandadas pelos alunos
da 3ª série integrada, acreditando que a educação
é uma via de mão dupla, onde os dois lados - Escola e aluno
- contribuem juntos para o sucesso do aprendizado. E os frutos do trabalho
realizado pelo ICJ com a 3ª série integrada já começam
a aparecer, com os ótimos resultados que os alunos treinantes do
Módulo III obtiveram nos vestibulares do meio do ano, em cursos
disputados como Odontologia, Direito, Psicologia e Administração
de Empresas da PUC e da UNA. Estão todos de parabéns pelo
desempenho e, principalmente, Luiz Henrique Malta Maia, aluno do ICJ desde
a Educação Infantil, que passou em segundo lugar no Vestibular
para Engenharia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
Hora de escolher
Mercado de trabalho
e vocação profissional
foram temas abordados por Jean Schulho
Ciente da importância
do momento vivido pelos alunos da 3ª série do Ensino Médio,
que vivem a expectativa de escolher corretamente uma profissão,
o Instituto Coração de Jesus promoveu, no auditório
da Escola, uma palestra com o psicólogo Jean Schulho. O convidado
abordou vários temas, como mercado de trabalho e vocação
profissional, além da necessidade do aluno saber administrar este
momento de ansiedade e apreensão. “É muito importante termos
em mente que devemos escolher uma profissão não por que
o pai quer, mas porque a gente quer”, explicou Jean Schullo. A diretora
de Ensino do ICJ, Christina Fabel, lembrou que é perfeitamente
normal a expectativa vivida pelos alunos, já que eles vivem um
ano atípico, que antecede o vestibular. “A Escola espera cumprir
com o seu papel de orientá-los e prepará-los para esta decisão”,
concluiu a diretora.
Estudando arte greco-romana
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Alunos retrataram
o estilo
através de maquetes |
Os alunos das turmas
da 1ª série do Ensino Médio do Instituto Coração
de Jesus, dentro da disciplina de Arte, ministrada pelo professor Élson,
estudaram “A Arte Greco-Romana” durante o primeiro semestre. Após
a observação em aulas multimídias de pinturas, arquiteturas
e esculturas, os alunos produziram maquetes de vários monumentos
no estilo que estudaram. As maquetes foram a culminância das atividades
do semestre. “Agora, no segundo semestre, iremos estudar a arte barroca.
Faremos visitas às cidades históricas que preservam a arquitetura
barroca em seus casarios e igrejas e, simultaneamente, os alunos estarão
lendo a Literatura Barroca. Esta atividade servirá para acrescentar
conhecimentos específicos, privilegiando mais a sensibilidade do
artista que as contradições do estilo”, comentou o professor
Élson.
De casa para a escola
Valéria
Carvalho ensinou como fazer bonecos de biscui
As turmas 202 e 203, da 2ª série, monitoradas
pela professora Marizete Brito, participaram de uma atividade muito interessante.
A oficina de biscui, que surgiu depois que o aluno Pedro Henrique levou
para o Colégio um boneco feito em casa juntamente com sua mãe.
Valéria Carvalho faz bonecos de biscui por hobby e foi até
a Escola ensinar para as crianças. A massa para a brincadeira,
feita pelos alunos, contém os seguintes ingredientes: duas xícaras
de amido de milho, duas colheres de vaselina, uma xícara de cola,
uma colher de vinagre e uma colher de creme de pele. “Este trabalho ajuda
a desenvolver a coordenação motora, a criatividade e o trabalho
em grupo”, garante Marizete.
Maquetes de literatura
Histórias
e personagens literários mostrados pelos alunos
Os alunos da 5ª
série do Ensino Fundamental do Instituto Coração
de Jesus, monitorados pela professora de Língua Portuguesa, Lídia
Mendes, realizaram um excelente trabalho de reproduções
em maquetes, mostrando histórias e personagens das obras literárias
trabalhadas no período. As maquetes ficaram expostas na Oficina
de Idéias e mostraram o lado artístico dos estudantes. Estão
todos de parabéns! |
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Projeto orientação para
adolescência e sexualidade
As
psicólogas Liliam Geo e Dulce Ribeiro falaram
aos pais sobre o desenvolvimento do projeto
Com um encontro de pais, realizado no dia 12 de agosto,
o Instituto Coração de Jesus lançou o projeto “Orientação
para a Adolescência e Sexualidade”, voltado para todos os alunos
de 7ª série e coordenado pela psicopedagoga orientadora educacional
do ICJ, Nídia Greco. O objetivo do projeto é desenvolver
a consciência sobre a necessidade e a importância de abordar
temas referentes à sexualidade e formação integral
do indivíduo, procurando, desta forma, tratar a sexualidade e a
adolescência como um aspecto natural e positivo da vida humana.
Na reunião, os pais puderam conversar e trocar idéias com
a psicoterapeuta e educadora sexual Liliam Geo Leite Soares, coordenadora
da equipe do GEOS, grupo que há 15 anos trabalha com educação
sexual de adolescentes e com capacitação de professores
nesta área. Para Liliam, o diálogo é fundamental
nas relações entre pais e filhos. “Com a participação
dos pais, visamos formar seres humanos críticos para escolher melhor
os seus parceiros de relacionamento. E o diálogo é a principal
arma dos pais para trabalhar a educação sexual dos filhos.
O projeto tem como finalidade fazer uma abordagem humanística global
do indivíduo, por isso trabalhamos a sexualidade como um todo,
ou seja, a parte física, intelectual, social e ética”, explica
a educadora sexual. As atividades em salas de aula estão sendo
ministradas, sempre às quartas e quintas-feiras, após o
último horário, pela pedagoga e orientadora sexual Dulce
Ribeiro, também da equipe do GEOS. Estão também acontecendo
na 4ª série encontros para tratar deste assunto - sexualidade.
Vivência de valores
Formar cidadãos
conscientes de seus direitos e deveres é tarefa de toda a sociedade
e, sendo a escola uma influente instituição para essa formação
dentro dos princípios democráticos, o Instituto Coração
de Jesus começa a desenvolver, com os alunos de 6ª série,
um trabalho de vivência de valores. “Através desse projeto,
o ICJ busca proporcionar um espaço de convivência no qual
os alunos possam adquirir autonomia, internalizar e vivenciar os conceitos
humanos, morais e éticos com reflexos na vida familiar, ressaltando
a família como primeiro espaço dessa convivência”,
explica a psicopedagoga e orientadora educacional do ICJ, Nídia
Greco. Diversas atividades envolverão as turmas durante a realização
do projeto, enfatizando também os chamados valores clássicos,
aqueles que sempre fizeram parte da vida de todos, mas que foram se afastando
das pessoas, principalmente das crianças e adolescentes, com as
transformações da sociedade.
No mar, surpresas agradáveis
Os alunos da
6ª série do Instituto Coração de Jesus participaram
de mais uma expedição ao Espírito Santo, como parte
do projeto Biologia Marinha. Os estudantes saíram de Belo Horizonte
em uma sexta-feira, com destino à Enseada das Garças, município
de Fundão. Estava começando uma grande aventura pelo meio
ambiente marítimo. No primeiro dia, o jantar foi servido e, para
espantar o cansaço da viagem, muitos dançaram e outros participaram
de um bingo recreativo. Alguns alunos, que nunca haviam revelado seus
talentos nas pistas, deram verdadeiros shows, mostrando a alegria de estar
em busca de novos conhecimentos. A professora de Ciências Luíza
Mary, a diretora de Ensino Christina Fabel e o professor Mário
Ricardo, além do estagiário Thiago Matos, acompanharam os
alunos na viagem.
No sábado,
primeiro dia efetivo de pesquisa, as atividades começaram muito
cedo. Às 6h30min, todos já estavam de pé para o café,
com as aulas teóricas começando às 7h. O curso de
Biologia Marinha foi ministrado nas dependências da Fundação
Ecossistemas, por João Parizzi, biólogo e ex-professor da
Universidade Federal do Espírito Santo. Além de Parizzi,
quatro instrutores (dois oceanógrafos, um biólogo e um estagiário)
acompanharam o grupo do ICJ em todas as ações. A primeira
experiência prática foi às 8h, com observação
e coleta de exemplares invertebrados e algas marinhas em ambientes rochosos.
Para o período da tarde estavam reservadas boas surpresas. Os alunos
foram para o Laboratório da Fundação conhecer de
perto a fecundação do ouriço, a seleção
de conchas, a triagem e herborização de algas e observar
o desenvolvimento embrio-larvial do ouriço-do-mar. A noite chegou,
e com ela o jantar e mais recreação. Na noite de sábado,
a diversão ficou por conta da caça ao tesouro.
No domingo,
aula teórica e trabalho de campo no manguezal e com peixes marinhos.
Os alunos pesquisaram muito. Colhendo folhas de plantas, mediram comprimento
e largura de tudo, avaliaram, montaram gráficos e chegaram a bons
resultados. Também pegaram caranguejos, observaram se eram machos
ou fêmeas e fizeram outros estudos sobre a espécie. Um verdadeiro
trabalho científico, que mostra como o Projeto Biologia Marinha
leva em conta os métodos de pesquisa e a veracidade dos fatos.
Toda a pesquisa veio para BH e foi avaliada pelos alunos nos computadores
do ICJ, nas aulas de Informática, com apoio da professora de Matemática,
em um trabalho interdisciplinar de alto nível. Na tarde do domingo,
mais prática, com apresentação dos resultados do
trabalho realizado no manguezal, seguido de lanche, práticas de
dissecação em peixes marinhos e jantar. Para fechar, entrega
dos certificados e muita dança. Na segunda-feira, logo pela manhã,
café e retorno a BH. Na bagagem, a certeza da missão cumprida.
O mundo do fundo do
mangue
Rafael Crepaldi, 12
anos, aluno do ICJ desde o seu primeiro ano de vida, ficou muito animado
com a viagem. Feliz pelas experiências vividas no Espírito
Santo, ele garante que aprendeu muito sobre animais e plantas que nem
conhecia direito: “Tivemos um contato muito grande com o mangue-seco.
Normalmente, quando vamos à praia, nos deparamos com o mangue tradicional,
aquele que tem um cheiro forte e parece não abrigar muitas formas
de vida. Mas, ao contrário, pudemos constatar que os mangues abrigam
os mais variados tipos de vida, tanto vegetal, quanto animal. Por isso,
foi uma experiência muito rica”. Rafael voltou, ainda, com a certeza
de que é preciso batalhar muito para preservar o meio ambiente:
“Não é preciso pensar só no mar ou na Amazônia,
aqui mesmo em BH, ao lado de nossa casa, é possível fazer
alguma coisa para melhorar a Natureza. Basta estar com a mente aberta
e com disposição de colaborar”. Agatha Magalhães,
12 anos, no ICJ desde o 1º período, tem a mesma opinião.
Ela voltou diferente do Espírito Santo, mais amiga dos colegas
de sala e mais atenta para as coisas da Natureza: “Aprendemos muito sobre
os animais marinhos, os resultados das pesquisas foram interessantes para
mostrar na prática o que só observamos nos livros. Acho
que estes projetos do ICJ devem continuar sempre bem divertidos e cheios
de novidades, pois é muito melhor conhecer o mundo vendo seus detalhes
de pertinho, como fizeram os meninos que foram ao Vale do Jequitinhonha
e nós, que estivemos no Espírito Santo. Estas coisas, que
a gente aprende vendo, não esquece nunca mais”. |
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Vale do Jequitinhonha mostra
a força da solidariedade
Alunos
com as famílias do Vale |
O alimento
na hora do sufoco |
Sair do conforto
de nossos lares sólidos em BH para conhecer um mundo bem mais duro,
onde falta água potável e os destinos parecem ser cruéis
com as pessoas. Bater de cara com este universo, antes distante e hoje
tão palpável, foi a missão da 2ª série
do Ensino Médio, no Vale do Jequitinhonha, na conclusão
do projeto “Nossa Gente do Vale”, em seu terceiro ano, sempre com os alunos
que estão prestes a entrar para o último ano do Ensino Médio.
Resta saber se alguém voltou o mesmo desta viagem pelo sertão,
onde o lado seco de Minas, que parecia aprisionado por Guimarães
Rosa em seu Grande Sertão Veredas, mostra que ainda há muita
miséria no Estado de Aécio Neves. Nas moradias simples foram
encontradas pessoas gigantes, que driblam a pobreza com uma enorme vontade
de continuar lutando. A lição não poderia ser outra:
um reposicionamento sobre a vida. Afinal de contas, ficou bem claro que
temos uma vida maravilhosa e reclamamos muito sem necessidade. Aliás,
como dizia o poeta, Minas são várias...pena que nem todas
são iguais a nossa, aqui de BH, aqui do ICJ...cheia de água,
de futuro, de esperança...
Desde o ano
2001, quando começou o projeto “Nossa Gente do Vale”, o Instituto
Coração de Jesus não foi mais o mesmo. Toda a comunidade
escolar tornou-se mais solidária, mais unida e preocupada com os
problemas que atingem as pessoas carentes de Minas Gerais. Desta vez,
o trabalho mostrou o mesmo sucesso dos anos anteriores, mobilizou todo
o Colégio e levou mais de duas toneladas de alimentos para famílias
carentes do Vale do Jequitinhonha. O projeto, coordenado pelo professor
de Filosofia, Nathan Ribeiro Martins, junto com os alunos da 2ª série
do Ensino Médio, começou em abril com a preparação
das oficinas (teatro, saúde bucal, afetivo-sexual e recreativas),
que foram apresentadas para alunos de duas escolas da zona rural do município
do Serro.
A oficina
afetivo-sexual foi criada após o projeto de 2001 quando ficou constatado,
através de pesquisas feitas pelos alunos do ICJ, que grande parte
dos adolescentes do Vale desconhece completamente o tema, muitos nem ligavam
a prática sexual à gravidez. Por isso, segundo o professor
Nathan, o número de jovens grávidas é muito grande
e o trabalho passou a ser prioridade dentro do “Nossa Gente do Vale”.
“Estamos tentando fazer a nossa parte no sentido de diminuir os problemas
sociais destas comunidades visitadas. A carência de informações
é muito grande e esta diferença serve de base para nossos
alunos verem como a vida aqui em BH é boa”, afirmou o professor.
A união que virou
cestas-básicas no Serro
Teatro: alegria e informação
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Oficinas: diversão e auto-estima |
Depois de preparar
as oficinas, os alunos passaram a recolher donativos para as cestas-básicas.
Primeiramente, partiram para a mobilização da comunidade
escolar e, depois, procuraram empresas da região. Foi nesta etapa
que todas as séries e alunos, de todas as idades, entraram na ação
solidária. Os alunos da 2ª série do Ensino Médio
receberam as doações. Na Festa Junina do ICJ também
foram recolhidos alimentos não-perecíveis e, no final, já
havia mais de duas toneladas, que viraram aproximadamente 100 cestas-básicas.
Escovas de dente e creme dental também foram recebidos para facilitar
as aulas de higiene bucal. Estava tudo pronto e chegou a hora de levar
o resultado para o Vale do Jequitinhonha.
O contato
com as comunidades carentes do Vale do Jequitinhonha foi o ponto principal
dos trabalhos. O prefeito do Serro, José Monteiro da Cunha Magalhães,
recebeu os alunos do ICJ, que estavam acompanhados pelo professor Nathan,
o diretor Ademar Fabel, a professora de Português Lucinéia,
o professor de Teatro William e a coordenadora do Ensino Médio
Suely. O grupo do ICJ assistiu a uma apresentação de Congado,
foi ver de perto os trabalhos na Cooperativa dos Produtores de Queijo
Serro (um dos produtos mais famosos e respeitados de Minas Gerais) e ainda
teve aula sobre a história da cidade, muito ligada ao povoamento
do Estado e ao Ciclo do Ouro. Depois, chegou o momento de levar todo o
conhecimento e alegria das oficinas, bem como os donativos, para a zona
rural. No vilarejo conhecido como Motoso, a mais de 20 quilômetros
da Sede, foi possível ter contato com o que há de mais carente
no Vale.
Uma escola
precária, sem estrutura. Crianças que andam quilômetros
a pé e um cenário desolador, onde somente a solidariedade
pode melhorar a vida das pessoas. Muitos moradores choraram ao receber
as cestas, que garantiram a alimentação da família
por algumas semanas. Depois de conhecer tanta pobreza de perto, o professor
Nathan garante que os verdadeiros princípios da Filosofia foram
aprendidos: “Não adianta falar que a ética era debatida
na Grécia e contar histórias. Esta parte teórica
também é importante, mas a prática é o que
mais marca a vida dos jovens. Esta viagem e todo o projeto geram temas
filosóficos que podem ser discutidos durante muitos anos e que,
certamente, vão mudar a percepção da realidade que
estes alunos tinham até então. O projeto ajuda as pessoas
do Vale e facilita também o nosso crescimento como seres humanos.
É Filosofia pura”, completou, emocionado, o professor.
A opinião de quem
colocou a mão na massa

Os alunos fizeram
diversas ações com o objetivo de que nada desse errado no
Vale do Jequitinhonha. Em todas estas etapas, o cansaço poderia
ter falado mais alto do que a vontade de chegar aos objetivos propostos,
inicialmente, pelo obstinado professor Nathan. Mas isto não aconteceu.
A força foi maior do que os obstáculos do caminho e valeu
a pena apostar no Vale.
Caroline Jullie,
16 anos, desde a 5ª série está no ICJ e garante que
este foi um dos momentos mais emocionantes e ternos que viveu na Escola:
“Foi uma lição de vida, pois, de repente, estávamos
de frente com uma realidade que só vemos na TV e nos parece uma
ficção, distante. Pessoas sem água potável,
adolescentes que não sabem que sexo leva à gravidez e um
mundo completamente diferente do nosso, bem mais cruel e difícil.
Tudo isso mexeu muito com a cabeça de todos nós”.
Caroline conta
que ficou impressionada com o jeito das pessoas do Vale: “Apesar de extremamente
pobres, elas nos passam muito carinho e afeto. Abriram as portas das casas
para o ICJ e nos receberam de uma forma maravilhosa”. Jullie agradece
a todos do Colégio pela colaboração, pede que a direção
do ICJ mantenha este projeto para sempre e conclui garantindo que o projeto
reforça as amizades e a vontade de mudar este mundo: “A turma ficou
muito mais unida e todos nós tivemos a certeza de que há
muito para se fazer neste Brasil. É preciso mudar a cara de Minas
e esta transformação deve começar por nós”.
Leonardo Bretas
Ricardo, 17 anos, entrou para o ICJ no ano passado e adorou ter participado
do projeto. Ele garante ter voltado diferente do Serro: “A gente tem tudo
aqui e fica reclamando. É preciso dar valor à vida em BH,
pois não falta nada, mas só conseguimos enxergar isto quando
batemos de frente com pessoas tão simples, que carecem de tudo.
A vida tem muitas faces, conhecemos mais uma delas e ficamos bem mais
maduros. Espero, um dia, poder contribuir de forma efetiva para diminuir
a pobreza no Estado. Acho que esta sensação, de ter que
fazer algo pelo País, ficou no coração de cada um
de nós. Esta foi a melhor semente do projeto Nossa Gente do Vale”,
concluiu o estudante. |
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Teatro mostra que até
vírus tenta levar vantagem
O Grupo de
Teatro ICJ, formado por alunos da 3ª série do Ensino Médio
do Instituto Coração de Jesus, apresentou a comédia
“O terror do vírus”, em agosto, no Teatro Marília, para
uma platéia de pais, familiares e amigos. O texto, de autoria do
aluno da 3ª série do Ensino Médio Ádano Serranegra,
teve uma montagem excelente e o professor Willian Rocha (Artes cênicas)
assinou a direção do espetáculo. O grupo, que conta
com 18 atores, ensaiou durante três meses para a apresentação.
A peça foi uma verdadeira aula de Biologia. A tão temida
pneumonia que aterroriza o maior continente do mundo foi explicada minuciosamente,
temperada com muito bom humor e uma atuação irrepreensível
de Lucas Francisco, que já tem nome de ator e deu um show através
da performance de seu personagem, o cientista asiático inconseqüente,
que acaba passando o vírus para um motoqueiro brasileiro que vai
lhe entregar pizza. De volta ao Brasil, o entregador transmite a doença
para seus familiares e começa a luta para combater o vírus.
Um médico
brasileiro, que estudou com o cientista asiático, entra na jogada
e acaba convencendo o velho mestre a desenvolver o anti-vírus.
Nesta busca pela cura, acontece o diálogo entre o vírus
e seu oponente. Sabendo que está em terras brasileiras, de políticos
que falam de tudo e depois voltam atrás sem que haja punição,
o vírus da pneumonia asiática tratou de pedir para ser julgado
no Brasil, na tentativa de não ter seu mandato cassado. Uma história
repleta de humor, que conquistou o público mostrando a cara e a
criatividade dos alunos. No final, surpreendente, o cientista acaba, também
por interesses pessoais, lutando para acabar com a sua própria
criação, mostrando que o ser humano, seja no Brasil ou na
Ásia, sempre tem a mania ruim de levar vantagem, mesmo que, com
isso, prejudique todo o mundo.
Assunto sério tratado de
forma bem humorada
O autor da
peça, Ádano Serranegra, explicou que a idéia de escrever
sobre a pneumonia asiática surgiu por causa do imenso alarde que
está sendo feito sobre a doença em todo o mundo. Ele conta
que resolveu transformar um assunto tão sério em comédia
justamente para facilitar a sua explicação: “Com humor fica
mais fácil segurar a atenção das pessoas e fazê-las
refletir, sem estresse, sobre temas tão abrangentes. A comédia
nem sempre fala só de temas fugazes, ao contrário, através
dela são feitas muitas críticas e apontados novos caminhos
para a humanidade”. Ele cita como exemplo o antológico Dom Quixote
de la Mancha, personagem do livro de Miguel de Cervantes que briga com
moinhos de vento acreditando estar enfrentando um exército: “Mas,
na sua visão quixotesca, mostra verdadeiras feridas da humanidade
e faz todo mundo refletir sobre a vida. A comédia é assim,
mexe em problemas crônicos sem ser grotesca e faz a gente refletir,
dando boas risadas”.
O estudante
misturou em sua peça elementos variados, desde a Biologia, muito
destacada nas explicações detalhadas sobre a pneumonia asiática,
até o homossexualismo, pois o cientista criador do vírus
só aceita lutar contra a sua criação porque se apaixona
pelo discípulo brasileiro. O entregador de pizza também
é um personagem-chave: “Ele mostra que tudo no Brasil acaba em
pizza. Como nas CPIs, que nascem e morrem em Brasília sem dar em
nada, o vírus asiático também enxerga no Brasil a
possibilidade de viver sem ser molestado, afinal de contas, aqui, é
só ter uma peixada que até a doença consegue permanecer
na ativa. Eu tentei dar esta visão do País, do Brasil que
só funciona com jeitinho e, por isso, vira área de livre
comércio para muita coisa ruim. É uma crítica bem
humorada a um País que tem tudo para dar certo, mas não
entra nos eixos”.
O lúdico na hora do aperto
Lílian Ribeiro
de Oliveira, 17 anos, estuda no ICJ desde o 1º período e acredita
que viveu momentos de muito companheirismo, superação e
diversão durante os ensaios e a apresentação da peça.
Ela, a exemplo da maioria dos colegas, estuda pela manhã e faz
o Módulo III no ICJ/Tuttorial à noite (Pré-Vestibular).
Com uma vontade enorme de vencer, também já trabalhou com
um escritor à tarde, mas viu que estava ficando pesado demais e
pediu demissão. Ciente de que o momento é um dos mais importantes
de sua vida – a hora de escolher a profissão e passar no Vestibular
-, Lílian garante que o teatro foi uma válvula de escape
maravilhosa: “Terceiro ano, pré-vestibular, pressão por
uma boa performance. Parece que estamos vivendo 10 anos em um. O tempo
fica mais curto e as dificuldades aumentam. Por isso, relaxar se torna
importante para que a cabeça não exploda. Mas como relaxar
se tudo nos leva a pensar em compromissos? A resposta é simples:
fazendo teatro, com colegas divertidos, um texto criativo e um professor
atento. Foi excelente ter uma atividade lúdica neste momento tenso
de nossas vidas. Ensaiamos à tarde, o corpo estava cansado, mas
a mente desejava voar. E voamos, rimos muito e, tenho certeza, muita gente
vai passar no Vestibular por causa desta peça. Ela nos fez rir
e a felicidade não tem preço em um momento como este que
estamos vivendo”. |
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Alunos
recebem mães e avós
Mães prepararam um lanche natural para os alunos da manhã
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Os alunos de 1ª série
do turno da manhã do Instituto Coração de Jesus participaram
de uma atividade lúdica na Oficina de Idéias, com o objetivo
de conhecer melhor as partes que compõem uma planta - raiz, caule,
folhas, flores e frutos - e sua utilização na alimentação.
Tudo isso, para enfatizar a importância de uma alimentação
saudável para o ser humano. Algumas mães foram convidadas
para preparar um lanche coletivo com alimentos de origem vegetal. Durante
o preparo, os alunos desenharam o cardápio, com muitas cenouras,
bananas, laranjas, maçãs, tomates e alfaces. As mães
ganharam os desenhos e os alunos, um aprendizado para toda a vida. A coordenadora
Áurea Migliorini lembrou a importância da família
participar de projetos na Escola. “É muito positiva a presença
dos pais e familiares em atividades desenvolvidas na Escola, porque os
alunos se sentem mais seguros e felizes com essa proximidade”, avaliou
a coordenadora. Dentro dessa proposta do ICJ, de trazer a família
para dentro da Escola, os alunos de 1ª série do turno da tarde
receberam suas avós para uma atividade sobre folclore, no Ecoparque,
onde foi servido um chá. As avós reviveram brincadeiras
de antigamente, que a maioria das crianças de hoje não conhece.
Em clima de confraternização e cultura. o encontro de gerações
foi, acima de tudo, muito divertido.
Homenagem
aos pais
Entre os muitos textos
produzidos pelos alunos do Instituto Coração de Jesus para
registrar o Dia dos Pais, destacamos o da aluna Aline Morais Moreira,
da 8ª série, no qual ela fala da principal característica
de todo pai: o amor incondicional ao filho. Confira a bela produção
da estudante.
Um anjo na Terra
Certo dia, um pouco
antes de eu nascer, um anjo veio falar comigo. Ele me disse que quando
eu chegasse na terra veria muita gente boa e muita gente ruim também.
Mas disse que eu não precisaria temer, pois logo encontraria uma
pessoa bondosa, que me amaria e cuidaria de mim. E eu, atenta, escutava
encantada os dizeres do anjo. O pequeno anjo não poupava elogios
a esse ser. Dizia-me que essa pessoa iria me dar apoio sempre, que me
xingaria quando precisasse, mas que acima de tudo, mesmo em silêncio,
se orgulharia de mim. Curiosa, como sempre, perguntei ao anjo quem era
esse ser esplêndido. E ele me respondeu com um sorriso no rosto:
- Esse ser você chamará de papai!
Texto
de Aline Morais Moreira - 8ª série
Envelhecer
e ser feliz
Lélio Lara Filho: “Sabedoria para
aprender com a velhicidade”
A
8ª série do Instituto Coração de Jesus e seus
avós participaram de uma palestra sobre a Terceira Idade no ICJ,
atividade que fez parte da programação relativa à
Campanha da Fraternidade 2003, cujo tema é o idoso. A palestra
foi ministrada pelo médico Lélio Lara Filho, que trabalha
na prevenção de doenças - como hipertensão,
diabetes e depressão - em hospitais da rede pública e
comunidades carentes da capital. Ele é pai das alunas Nathália
(8ª série) e Ivana (4ª série) e seu trabalho
tem o propósito de melhorar a qualidade de vida do idoso. “De
todas as políticas públicas, poucas são voltadas
para o idoso. Precisamos ter a sabedoria de procurarmos a ‘velhicidade’
e aprender com ela”, comentou Lélio.
A diretora
de Ensino do ICJ, Christina Fabel, que participou do encontro, lembrou
da necessidade de estarmos sempre atentos, aproveitando cada fase da vida:
“A terceira idade é uma etapa da vida na qual podemos aproveitar
a experiência adquirida com os anos, e por isso devemos curtir bastante”.
Já Hilda Alvarenga, avó de Vinicius de Oliveira, aluno da
8ª série, disse que é preciso estar sempre atento às
informações. “Precisamos ficar atualizados para podermos
envelhecer com felicidade”, afirmou. A importância da informação
também foi lembrada por Sandra Mourão, mãe da aluna
Bruna Mourão: “A desinformação é um dos piores
problemas da terceira idade. Deveriam priorizar palestras como esta, que
oferecem muitos ensinamentos”, concluiu Sandra.
Saúde
dos dentes
Regina Márcia Gonzáles Mendes
falou da importância de escovarmos
os dentes corretamente
Como
complemento do conteúdo de dentição na disciplina
de Ciências, os alunos das turmas de 1ª série do turno
da tarde participaram de uma palestra sobre “Saúde dos Dentes”.
A palestrante Dra. Regina Márcia Gonzáles Mendes, mãe
do aluno Ramon Mendes, lembrou da importância de escovarmos os
dentes corretamente após as refeições, fazer uso
do fio dental, aplicar flúor e visitar o dentista regularmente.
Os alunos formularam perguntas que foram respondidas prontamente pela
doutora.
Um
passeio muito "massa"
Os
alunos do 2º Período A do Instituto Coração
de Jesus fizeram uma visita técnica, dia 8 de agosto, à
Fábrica de Massas Vilma, localizada na Cidade Industrial. As crianças
tiveram a oportunidade de assistir a um filme que mostrou desde a colheita
do trigo até o processo de fabricação do macarrão.
Os alunos conheceram ainda as instalações e equipamentos
utilizados na empresa e saborearam um delicioso lanche preparado com produtos
Vilma. |
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Uma festa junina contra a fome
Animadas
coreografias garantiram
o sucesso das quadrilhas |
Pátio
da Escola ficou lotado
durante a Festa Junina |
Este ano, mais
uma vez, o Instituto Coração de Jesus se transformou em
um autêntico arraial para realizar sua Festa Junina. Um dos destaques
foi a apresentação de quadrilhas temáticas, como
a Fraternidrilha, homenageando a Campanha da Fraternidade, que este ano
tem os idosos como tema central. Houve ainda a Quadrilha da Paz, a Quadrilha
Brega e a dança country. As quadrilhas foram ensaiadas pelos professores
de Educação Física Rodrigo Andrade, Daniela Medeiros,
Walter Valeff, Andremara Faria e Elizete Martins. “É muito gratificante
ver os alunos todos fantasiados, participando deste resgate da nossa cultura.
Fico muito emocionada com a dedicação de cada um”, afirmou
Daniela.
Com grande
presença dos pais, a Festa Junina do ICJ foi bastante movimentada
durante todo o dia. Pescaria, argola, boca do palhaço, futrica,
canaleta, bingo, correio elegante e apresentação da dupla
sertaneja formada pelos ex-alunos Ricardo e Daniel foram algumas das atrações
da programação. O período da manhã foi reservado
aos alunos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental. As
turmas da Educação Infantil se divertiram na parte da tarde,
enquanto que os alunos de 5ª série até a 3ª série
do Ensino Médio participaram da Festa Junina durante a noite.
Pais acompanharam
apresentação de seus filhos |
Turma do 3º série do Ensino Médio
também dançou sua quadrilha
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Na barraca
da 3ª série do Ensino Médio foram servidos caldos,
doces, milho cozido e maçã do amor. Toda a arrecadação
foi destinada à formatura da turma, a mesma idéia adotada
pela turma da 8ª série com a barraca de cachorro-quente. Outras
barracas serviram churrasco e refrigerantes. A 2ª série do
Ensino Médio arrecadou alimentos não-perecíveis e
kits de higiene bucal para serem doados às comunidades do Vale
do Jequitinhonha, através do projeto “Nossa Gente do Vale”. Também
levantaram dinheiro com pipoca, algodão doce e amendoim para a
mesma finalidade.
“É a
primeira vez que participei da Festa Junina do ICJ e adorei. Me senti
uma criança novamente. Não devemos deixar estes costumes
acabarem”, disse Ângela Maria Otoni, tia das alunas Ana Luíza
Otoni de Morais (3º período) e Carolina Otoni de Morais (maternal).
“É o primeiro ano de minha filha na Escola, e foi muito grande
a expectativa em relação à dança que ela apresentou”,
declarou Atílio Braga Ugolini, pai de Gabriela Pego Braga Ugolini
(3º período), ao lado da esposa Érica Pego Braga. “Como
sempre, a equipe do ICJ fez um ótimo trabalho. Acompanhei a apresentação
da minha filha e todas as outras quadrilhas da festa. A participação
dos pais deve ser cada vez mais intensa e incentivada pela Escola”, afirmou
Alice Maurília Silva, mãe de Mariana Naves (3ª série
do Ensino Fundamental).
Esporte e arte
A Escola de
Esportes e Artes do Instituto Coração de Jesus está
com uma programação intensa de eventos e competições
este ano. E a participação dos alunos merece destaque. A
equipe de futsal, por exemplo, participou do V Festival de Esportes do
Colégio Batista Mineiro, em junho, evento que reuniu várias
escolas de Belo Horizonte. Todos os alunos receberam medalhas de participação.
Os atletas do judô fizeram um intercâmbio muito proveitoso
com o Colégio Santo Agostinho, também no mês de junho,
que distribuiu medalhas aos participantes.
No primeiro
semestre aconteceram diversas apresentações do Corpo de
Baile do ICJ, como no Mercado Persa do Clube Libanês, no Vibração
Nestlé do UNI-BH e no Festival de Danças da Academia Yusk
Abreu, que contou com a participação de todos os níveis
da dança, inclusive o infantil. As alunas tiveram a oportunidade
de vivenciar a dança do ventre através de belíssimas
apresentações de profissionais de alto gabarito, incluindo
a bailarina Hayat El Helwa, pela primeira vez em Belo Horizonte. Foi um
grande sucesso.
A Companhia
de Danças Ya Habibi participou do 11º Passo de Arte, campeonato
nacional de danças disputado na cidade de Santos (SP), competindo
com os melhores grupos de danças do Brasil e do exterior. Em agosto,
foi a vez do Mercado Persa no Marista Hall. Várias apresentações
acontecerão até o final do ano, nas quais a Escola de Danças
do ICJ estará marcando presença.
Miguilim no dia do estudante
O Instituto Coração
de Jesus comemorou o Dia do Estudante, em 11 de agosto, de forma muito
interessante. Os alunos do Ensino Fundamental e Médio participaram
de oficinas de percussão, malabarismo e perna de pau, entre outras
atividades circenses, oferecidas pelos artistas do Programa Miguilim,
que estiveram na Escola para mostrar seu trabalho. O Programa Miguilim,
criado pela Prefeitura de Belo Horizonte há dez anos, através
da Secretaria Municipal de Assistência Social, atende crianças
com trajetória de vida na rua. As atividades no ICJ foram programadas
para todas as idades e serviram para que os estudantes pudessem conhecer
de perto um pouco mais da nossa cultura. O Colégio, acreditando
no compromisso com a inclusão social que todas as instituições
educacionais devem ter, abre sempre suas portas para projetos como o Programa
Miguilim, de modo que façam parte da rotina da Escola. “O maior
proveito que tiramos do Dia do Estudante do ICJ 2003 foi ter oferecido
a oportunidade de jovens de diferentes realidades sociais conviverem e
aprenderem juntos, pois todos temos o que aprender e o que ensinar”, analisou
a diretora de Ensino do ICJ, Christina Fabel. |
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Projeto de preservação
começa dentro da escola e do conselho
Alunos
conheceram a trilha ecológica do Parque Municipal |
Com o objetivo
de implantar o Projeto de Preservação Ambiental, os alunos
que formam o Conselho Ambiental do Instituto Coração de
Jesus realizaram, em julho, uma visita técnica à trilha
ecológica do Parque Municipal, onde puderam participar de oficinas
e palestras. O projeto tem como foco principal a conscientização
dos estudantes para preservar o meio ambiente, começando pela Escola.
“Já estamos recolhendo os materiais através da coleta seletiva
para o preenchimento do Placar Ecológico que será implantado
na Escola”, comenta a professora Emília Pieroni, que está
à frente da iniciativa. O Conselho da Escola é formado por
dois alunos de cada turma, da 5ª série do Ensino Fundamental
até a 3ª série do Ensino Médio, e tem como responsabilidade,
além de multiplicar informações, fiscalizar e orientar
as atividades do projeto. O aluno Leandro de Lima, da 6ª série,
disse que é um privilégio receber estas informações.
“Acho muito legal participar, devemos cuidar do lixo e nada melhor que
começar na Escola”, afirmou. Nathália Rafacho, da 1ª
série do Ensino Médio, lembrou que vale a pena preservar
e plantar mais árvores na Escola. “Estou aprendendo o que devemos
fazer e irei passar para os outros estas novidades, garantiu”.
Energia e descontração
no Parque das Mangabeiras
urmas
viram de perto a fauna e a flora do Parque das Mangabeiras |
O
Instituto Coração de Jesus promoveu uma visita ao Parque
das Mangabeiras, onde os alunos da 3ª série do Ensino Fundamental
puderam ver de perto um pouco da fauna e flora daquele lugar. A experiência
sensorial de admirar uma paisagem é insubstituível no aprofundamento
do conteúdo estudado. Durante o trabalho de campo, os alunos não
só observaram os seres em seu habitat natural, mas também
puderam identificar características comuns entre eles. Objetivo
cumprido: investigar e apreciar um mundo novo.
Hidroponia: alface da 5ª série
O começo
do cultivo |
Dando continuidade
ao estudo de hidroponia, as turmas de 5ª série do Ensino Fundamental
estão desenvolvendo uma nova etapa do trabalho. Trata-se do preparo
das mudas de alface para serem cultivadas no ICJ. Os alunos semearam a
hortaliça em uma espuma preparada chamada fenólica. Cada
um passou a cuidar de suas mudas, irrigando-as com uma solução
preparada pelo professor Lindslei Gomes e pela professora Emília
durante um período de 30 dias. Depois que as mudas cresceram, ficaram
prontas para o replantio.
Humor e consciência ambiental
Conscientização
ambiental é a proposta do grupo teatral |
Dentro
do conteúdo de Ecologia e Meio Ambiente, da disciplina de Ciências,
os alunos do Instituto Coração de Jesus assistiram, em agosto,
na quadra poliesportiva da escola, à apresentação
do grupo teatral “Até Tu, SLU?”, formado por 17 estudantes de artes
cênicas e mantido pela Superintendência de Limpeza Urbana
de Belo Horizonte. Há mais de dez anos, o grupo se apresenta em
escolas, empresas e outras entidades da Capital, com o objetivo de conscientizar
a sociedade sobre a necessidade da coleta seletiva e correta destinação
do lixo produzido. No ICJ, os atores mostraram a peça “Preservação
Ambiental: Uma Questão de Evolução”, com uma linguagem
adequada para os estudantes. Lançando mão de muito humor,
os atores trataram de temas importantes, como coleta seletiva, reciclagem
e reaproveitamento de materiais. O convite ao grupo “Até Tu, SLU?”
foi feito diretamente por D. Elza Fabel, fundadora do ICJ. “Convidei o
grupo de teatro para se apresentar na Escola, porque a mensagem que a
peça passa é muito importante para a conscientização
dos nossos alunos em relação ao meio ambiente”, explicou
D. Elza.
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Fósseis, violência, guerra
e paz
Fósseis de massinha feitos pelo 3º período A |
Uma cidade violenta: maquete do 3º período B |
Utilizando
gesso para moldar em massinha vários fósseis, os alunos
do 3º período A (Turma do Arco-Íris), da professora
Janine, apresentaram o tema “Origem”. O objetivo da turma foi mostrar
que os fósseis da fauna e da flora comprovam as mudanças
pelas quais o mundo passou. Sobre um tablado de madeira, usando caixas
de leite, embalagens de pasta dental e massinha, o 3º período
B (Turma Colorida), da professora Glória, montou uma maquete, retratando
a violência na vida cotidiana das grandes cidades, forma encontrada
para desenvolver o tema “A violência: onde ou aonde?”. O 3º
período C (Turma do Ouro), da professora Izabela, encontrou uma
maneira original de apresentar o seu tema, “A guerra”: os alunos confeccionaram
cartões postais individuais, onde reservaram espaços para
que os visitantes da mostra escrevessem suas mensagens. Através
de um cartaz foi apresentada também uma “receita de paz”.
3º
período C denunciou a guerra e pediu paz
Muitas casas e o
medo de cada um
2º período A mostrou como todos deveriam morar |
A caixa cheia de medo do 2º período B |
Telas com
múltiplas leituras de casas foram mostradas no Ponteio Lar Shopping
pelo 2º período A (Turma do Coração), da professora
Júnia. Para explorar o tema “Todo mundo tem casa”, os alunos produziram
desenhos sobre massa e pintura para registrar como acreditam que todas
as pessoas deveriam morar. Já o 2º Período B (Turma
Águia), da professora Edith, hoje atual coordenadora da Educação
Infantil, montou caixas contendo fotos e produção de desenhos
das crianças registrando seu maior medo. Dentro, cada aluno também
colocou possíveis soluções para enfrentar este medo.
Mitos e lendas
As
crianças do 2º período A, da professora Júnia,
voltaram seus olhares para a maravilhosa riqueza deixada pelos nossos
ancestrais, que são os mitos e as lendas, tradições
passadas de uma geração para a outra através da cultura
popular. Este saber popular atravessa os tempos, contando um pouco da
nossa história e preservando assim a memória de um povo.
A turma concordou que “lendas são histórias que as pessoas
contam e nem sabem se existem ou se não existem, são feitas
da nossa imaginação”. Será? Na dúvida, todos
ouviram várias destas histórias do nosso folclore e as registraram,
para que nossas tradições se perpetuem na linguagem infantil
– o desenho.
O maternal canta e encanta
O
maternal está desenvolvendo um projeto de música que tem
feito a alegria das crianças. Sabendo que a música é
uma das mais importantes formas de linguagem e que contribui significativamente
para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional, as professoras Mônica
e Kátia Jeber buscaram ampliar nas suas turmas essa forma de expressão.
Para enriquecer ainda mais o projeto, as crianças foram assistir
a um show de música no teatro Sesiminas, “Los pajaros pintados”,
do uruguaio Julio Brum. O espetáculo, com sua ludicidade e seus
ritmos variados, foi o maior sucesso. E, o mais importante, foi a vivência
que os alunos tiveram de uma música diferente daquelas a que estão
acostumados.
A bagunça do saci
Um
belo dia, as crianças do 1º período, das professoras
Juliana e Kátia Lúcia, tiveram uma grande surpresa quando
chegaram do recreio: a sala estava toda bagunçada, carteiras no
chão, merendeiras trocadas e um cheirinho de flor no ar. A meninada
começou a gritar: “Foi o saci, foi o saci, só ele faz bagunça
assim!” Foi uma festa, com muitos risos para comemorar o Dia do Folclore
e começar o projeto “Monstrengos da nossa terra”. |
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Mostra de arte 2003
da Educação Infantil
Os pais marcaram presença na abertura
da mostra no Ponteio Lar Shopping |
A criatividade dos trabalhos
chamou a atenção do público
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Abrindo novas
janelas, contemplando novos horizontes. Com este ponto de partida, os
alunos da Educação Infantil do Instituto Coração
de Jesus fizeram sua Mostra de Arte 2003, cujos trabalhos ficaram expostos
no Ponteio Lar Shopping, entre os dias 15 e 23 de junho, para visitação
pública. Na abertura, além da presença de alunos,
pais e familiares, aconteceram várias apresentações
de música, teatro, dança e folclore, entre outras. No desenvolvimento
dos vários temas escolhidos pelas turmas, os alunos mostraram,
mais uma vez, que a criatividade e o talento não têm fronteiras
no ICJ.
Visitantes conferiram de perto todos os detalhes das obras
Mundo de palhaços,
sucata e folclore
Pré-maternal A mostrou o mundo circense |
Sucata foi transformada em arte pelo pré-maternal B |
O pré-maternal
A (Turma Alegria), da professora Natividade, apresentou “O circo” como
tema dos trabalhos. As crianças montaram a maquete de um circo
com seus conhecidos personagens, no qual destacaram-se os palhacinhos
confeccionados com cabaças. Durante toda a execução
do trabalho, vários conteúdos pedagógicos foram explorados
de maneira não fragmentada, mas interligada e próxima ao
universo infantil. “Transformando sucata em arte” foi o tema dos trabalhos
do pré-maternal B (Turma da Bola), da professora Celina, que apresentou
bonitas telas em alto relevo feitas a partir de materiais reaproveitados,
como embalagens de iogurtes e copos descartáveis, tendo como inspiração
a plasticidade da obra de Marco Túlio Resende. Já os maternais
A (Turma Sol) e B (Turma Saci), das professoras Kátia Jeber e Mônica,
montaram um painel coletivo a partir do trabalho individual de cada criança,
utilizando colagens, pinturas e outras técnicas sobre compensado
para retratar motivos juninos, dentro do tema escolhido pelas turmas:
“Folclore: festa no interior”.
Folclore foi tema dos maternais A e B
Universo da criança
em movimento
Móbiles do 1º período A dançaram ao vento |
Duas visões sobre a criança: trabalho do 1º período
B
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Os móbiles
orientais conhecidos como dançarinas do vento inspiraram a produção
do 1º período A (Turma Sonho), da professora Juliana, que
trabalhou o tema “O movimento”. Os alunos confeccionaram os móbiles
multicoloridos, representando a beleza e o lúdico vivenciados por
eles durante o desenvolvimento do projeto. O 1º período B
(Turma dos Anjinhos), da professora Kátia Lúcia, apresentou
na Mostra de Arte um trabalho muito interessante, enfocando o tema “1
é 5, 2 é 10 - A exploração infantil x Os direitos
da criança”, para o qual foram utilizados discos de vinil: de um
lado, crianças brincando felizes; do outro, o abandono no qual
se encontram tantas crianças.
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