I think the Project “Leave a book” is a great inspiring opportunity for both the community and country, had lived in the United States for three years I know how important an improvement in a country can be. It’s great both students and readers were able to experience this. It’s a great thing what Instituto Coração de Jesus is doing. I´m proud to say I attended that school. Keep up the great work. Sincerely,
Julia Chuff - Ex-aluna do ICJ
Confira o relato de como foi sair pelas ruas abandonando livros e o depoimento de alguns pais e alunos do Colégio ICJ
“Livros não mudam o mundo. Livros mudam pessoas. Pessoas mudam o mundo.” Esta foi uma das frases inspiradoras do projeto. Após a pesquisa e estudo sobre os dados da leitura no Brasil e no mundo, as três turmas de 6º ano vão às ruas para o “abandono dos livros” do projeto “Leave a book”.
No dia 23 de abril, o 6ª ano A foi à Praça da Estação, deixou livros pelos bancos, chão, telefones públicos e escadas do metrô, chamando a atenção de quem pegava o material e de quem passava por lá. Além da distribuição de livros, os alunos entregaram alguns panfletos explicativos para a população. Os alunos mais ousados, não se contiveram e ainda explicavam a nossa ideia aos transeuntes.
Fomos acompanhados neste dia pelo jornalista Daniel Antunes e pelo fotógrafo Jackson Romanelli, do Jornal Estado de Minas. A reportagem saiu no sábado dia 24 de abril 10, no Caderno das Gerais, sob o título “Livros de graça nas ruas”, a qual ainda pode ser lida no site: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/04/24/noticia
No mesmo mês, a turma 6º ano B, aproveitou a visita técnica a empresa “Vilma” e deixou por lá livros que encantaram os funcionários, os quais deram um depoimento de satisfação pela participação no projeto e agora têm muita história para contar.
A turma 6º ano C, por sua vez, foi aos arredores do Instituto para distribuir o material. Praças, portarias de prédios, ruas, mesas de bares e pontos de ônibus foram nosso foco. Os alunos tomaram a liberdade de deixar livros também em cima de alguns carros, e, para a nossa surpresa, antes mesmo de retornarmos a escola um leitor já havia encontrado a sua obra e mesmo dirigindo seu carro acenou para a turma num gesto de agradecimento.
Em todas as investidas fomos observados por olhares curiosos e também nós, curiosos que somos, observamos a reação de algumas pessoas, como o garçom de um bar próximo a nossa escola que varria a calçada e não hesitou em logo pegar o livro abandonado na mesa, apreciando-o, com satisfação.
Entre as propostas dos alunos para democratizar a leitura, havia sugestões para governo e escolas. Maiores descontos, diminuição na tributação dos livros, aumento no número de bibliotecas públicas, apresentação de propagandas televisivas sobre obras literárias, criação de ambientes favoráveis à leitura e valorização de quem lê.
No próximo mês é a vez das turmas do 7º ano saírem às ruas.
Aproveito o ensejo para agradecer a todos envolvidos: alunos, pais, coordenação, professores envolvidos e outros colaboradores. A participação efetiva de vocês tem feito nossa iniciativa dar certo! O meu sentimento agora não poderia ser melhor. You are awesome!!!
Um país se faz com homens e livros. (Monteiro Lobato)
Alguns tópicos da pesquisa feita pelos alunos:
- O brasileiro lê, em média 4, 7 livros por ano contra 10 nos EUA ou na França e 15 nos países nórdicos. Dos 4,7 livros lidos pelos brasileiros, apenas 0,9 não são livros didáticos. http://www.fhaznew.com/2009/06/curiosidades-livros.html
- A Unesco (Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) recomenda que haja uma livraria para cada 10 mil pessoas. No Brasil, com 190 mil habitantes, temos 2.700 livrarias uma para cada 70 mil habitantes.
Veja algumas fotos do projeto e leia a outros depoimentos:
“O projeto “Leave a book”, da professora de Inglês do ICJ surpreendeu a todos em casa. Primeiramente por fazer as crianças pesquisarem sobre a leitura no país. Enquanto pais vivemos “brigando” com nossos filhos para que leiam jornais, revistas, para que na internet procurem outras coisas interessantes além dos jogos, para que se interessem pelos livros adquiridos em casa. A análise que os alunos fizeram, o comparativo com outros países, abriu um pouco a mente deles e acredito que ajudará neste processo. A indicação do livro também foi interessante e mesmo não o deixando no local indicado, meu filho se preocupou em deixá-lo na vizinhança para que a ideia não morresse. Percebemos que a ação dos governantes para que as pessoas leiam não é de interesse dos mesmos. Para quê fazer com que as pessoas fiquem mais cultas? Para que questionar? (...) Parabenizo a professora, a coordenação e ao ICJ pela iniciativa.”
Renata Alonso (Mãe do aluno Cézar Alonso, 6º ano B)
“Gostei muito do projeto “Leave a book” e da matéria “Livros de Graça nas ruas”, publicada no Jornal Estado de Minas. Não conhecia o projeto fora do país e fico feliz por colocarmos em prática no Brasil. Acho que com isso incentivamos a leitura para todas as classes sociais e todas as idades (...)”
Pedro Miguel dos Reis (Pai do aluno Vinícius Fernandes Reis 6º B)
“Caros colegas, realmente a ideia é muito interessante, pois o objetivo é alcançado de forma simples e direta, com um fator que acho o mais importante: a participação efetiva dos alunos. Parabéns a todos vocês.”
Alexandre Guimarães Amorim (Pai da aluna Izabela Profeta Guimarães, 6º ano C)
“O projeto “Leave a book” é realmente louvável, ainda mais nos dias atuais, nos quais as pessoas estão mais distantes da literatura. Nessa era em que tudo é digital e veloz não sobra tempo para apreciar a leitura de um livro. Portanto esse projeto só vem a acrescentar para a riqueza cultural de nossa população.”
Maria Alice Lima (Irmã da aluna Juliana Souza Lima que também estudou no ICJ- 6º ano C)
“(...) Espero que outros adotem esta prática, um livro parado na estante perde completamente seu valor e objetivo. Um livro livre e compartilhado é uma ideia maravilhosa. (...)”
Lídia B. Brostel (Mãe da aluna Camila Brostel 6º ano C)
“(...) Como seria bom se mais escolas fizessem parte deste projeto, para somar aos alunos e professores do ICJ. Assim mais leitores seriam contemplados com os livros.”
Gélia P. Abreu (Mãe da aluna Sofia Abreu de Oliveira 6ºano C)